12
Jul 11

Famílias depositaram 45 milhões por dia em Maio

Particulares estão a resgatar outros produtos de poupança e a reinvestir em depósitos que atingiram um nível recorde acima dos 122 mil milhões

 

Os depósitos dos particulares voltaram a fixar um novo máximo histórico em Maio, reflexo da aposta dos bancos na subida da remuneração destes produtos. Mas também não restam dúvidas que grande parte dos montantes resgatados pelos aforradores de outros instrumentos de poupança, como fundos de investimento, certificados de aforro e até Planos Poupança Reforma, estão a ser canalizados para os "superdepósitos" que a banca está empenhada em promover.

De acordo com as estatísticas do Banco de Portugal, o valor depositado pelas famílias atingiu um valor mais elevado desde que há registos. O saldo dos depósitos disparou de 120.863 milhões em Abril para 122.249 milhões em Maio, ou seja, a poupança dos particulares subiu, num só mês, a um ritmo de 44,7 milhões de euros por dia. Face às necessidades de liquidez que a banca atravessa, numa altura em que o acesso aos mercados continua congelado, a estratégia de financiamento das instituições recai no aumento da remuneração dos depósitos dos clientes. Ao mesmo tempo, a banca reduz a dependência dos empréstimos do Banco Central Europeu cujo valor desceu 7% para 43,88 mil milhões de euros em Junho.

A taxa de juro média dos depósitos subiu de 3,33% em Abril para 3,54% em Maio, reflectindo também o aumento das taxas Euribor. A guerra pelos depósitos é visível neste 12º aumento consecutivo da taxa de juro média que, no mês em análise, atingiu para o valor mais elevado desde Dezembro de 2008.

Os "superdepósitos", com taxas crescentes de remuneração, estão a "roubar" a poupança dos portugueses de outros instrumentos, sobretudo do Estado. O pedido de ajuda externa e o receio de incumprimento ditaram uma fuga de quase dois mil milhões de euros dos certificados de aforro este ano. Também os fundos de investimento registam um saldo acumulado (subscrições menos resgates) negativo de 1.381 milhões de euros. 

O Conselho Nacional de Supervisores Financeiros explicou, em comunicado divulgado ontem, que a estratégia dos bancos incide também na "recomposição da carteira de aplicações de particulares, em resultado de um aumento da aversão ao risco, num quadro de agravamento das tensões nos mercados financeiros". Isto significa que o aumento da captação de depósitos está a ser acompanhado pela redução na concessão de crédito. 

Em Maio, o financiamento à economia (particulares e empresas) recuou para 4,86 mil milhões, menos 61 milhões face a Abril. Ainda assim, a compra de casa e o financiamento às pequenas e médias empresas escaparam ao corte de crédito. As taxas de juro subiram em todos os destinos e segmentos, o que traduz o aumento dos spreads e das taxas Euribor, traduzindo também uma tentativa para travar a procura de crédito. 

Banca compra dívida pública Em Maio, os empréstimos ao Estado diminuíram 4%, graças ao recuo de 24% no valor total empréstimos concedidos à administração central. Mas a banca reforçou em 7% o montante de dívida pública detida. O sector investiu 1570 milhões de euros, tendo provavelmente participado nos leilões de bilhetes do tesouro realizados em Maio.

fonte:http://www.ionline.pt

publicado por adm às 22:50 | comentar | favorito
17
Jan 11

Conheça os cinco melhores depósitos ‘online'

Um depósito para o prazo de um ano subscrito através da plataforma ‘online’ de um banco permite, em termos médios, TANB de 2,2%.

Comodidade. Esta é uma palavra-chave quando o tema em questão é optar por fazer aplicações financeiras através da Internet. Mas esta não é a única vantagem. Optar por subscrever um depósito a prazo na plataforma ‘online' de um banco pode também ser uma solução mais rentável. Apesar da época das grandes promoções já estar ultrapassada, ainda é possível encontrar nos sites dos bancos depósitos a prazo que oferecem remunerações acima da média e que conseguem resistir ao "bicho papão" da inflação. Segundo as nossas contas, com base em dados da Deco, os depósitos ‘online' por um prazo de um ano, em média, remuneram o dobro face ao que acontece com as aplicações efectuadas aos balcões das agências bancárias.

Ou seja, se dirigir-se ao balcão de um banco conseguirá, em média, uma taxa de juro anual bruta (TANB) de 1,5% na constituição de um depósito por um prazo de 12 meses. Já se optar por constituir uma aplicação com as mesmas características mas através de uma plataforma ‘online', a remuneração bruta sobe, em termos médios, para 2,2%.

Para esta análise foi considerada a informação disponibilizada pela Proteste Poupança no site da Deco (dados actualizados a 10 de Janeiro) sobre as remunerações bruta de 50 depósitos para um prazo de 12 meses de 19 instituições financeiras . Desse total, 17 são produtos acessíveis através das plataformas ‘online' dos bancos, enquanto os restantes 33 estão disponíveis ao balcão das agências. Entre as aplicações mais rentáveis disponíveis para esse prazo na Internet estão dois depósitos do Activobank e três produtos do Banif. A remuneração mais elevada- 4%, em termos brutos- é oferecida pelo depósito "Poupança Extra" do Activobank. Isto significa, para um depósito de 5.000 euros, um retorno líquido de 157 euros. Segue-se o "Superdepósito Banif@st", em que o Banif oferece uma TANB de 3%. Na banca tradicional, para o mesmo prazo, a melhor remuneração que se consegue é de 3,25%, que é dada pelo "Depósito Ouro Plus 12 meses" do banco Popular e pelo "Depósito a Prazo Crescente a 12 meses" do BPN.

O resultado desta análise não surpreende o economista da Deco, António Ribeiro. "[a remuneração mais alta das aplicações ‘online'] é uma tendência que existe desde que surgiram os bancos ‘online'. Como essas plataformas têm menos custos é natural que as taxas de juro sejam superiores para conseguir cativar mais clientes", explica. Ainda assim, apesar de continuarem a ser mais atractivas comparativamente os depósitos constituídos ao balcão, as aplicações ‘online' já não apresentam rentabilidades tão atractivas face ao que se passava há alguns anos. Segundo António Ribeiro, especialista da Deco, "não é que tenham deixado de oferecer remunerações mais elevadas, o que acontece é que o fazem em depósitos promocionais e de prazos muito curtos, tendo como objectivo cativar novos clientes e capitais", refere o economista da Proteste Poupança.

É o que se passa, por exemplo, com dois depósitos a 3 meses do banco Best- o Depósito Promocional 4% e o Depósito a Prazo Blue. Ambos oferecem uma remuneração bruta de 4%, mas o primeiro destina-se apenas a novos clientes enquanto o segundo é exclusivo a novos recursos que entrem na instituição. Ainda assim, ao subscrever um depósito a prazo através dos sites dos bancos mais facilmente consegue retornos reais positivos do que no caso das agências. Se tivermos em conta a taxa de inflação prevista para 2011 pelo Banco de Portugal- de 1,8%- quase metade dos depósitos ‘online' a 12 meses permitem cobrir esse valor. Na banca tradicional, apenas 15% das aplicações o possibilitam.


Os cinco melhores depósitos ‘online'

Poupança Extra
Segundo a Deco, a 12 meses, este depósito do Activobank é o que oferece a remuneração mais elevada. Contudo, para ter uma TANB de 4%, 
o cliente terá de domiciliar o ordenado (mínimo líquido mensal de 650 euros) ou efectuar pagamentos mensais mínimos com cartão de crédito de 250 euros ou fazer 12 transacções mensais com cartão de débito. Caso contrário, a remuneração é de 2%. O mínimo de constituição são 3.000 euros.

Superdepósito Banif@st
Quem subscrever este depósito exclusivamente através do serviço ‘online' banif@st beneficia de uma TANB de 3%. para um prazo de 365 dias. O mínimo de constituição são 2.500 euros e não existe limite máximo. Este produto pode também ser subscrito por períodos inferiores mas a taxas de juro inferiores. Por 7, 45, 60, 90, 120 ou 180 dias.

Net Activo
Disponível no Activobank, este produto pode ser subscrito a partir dos 500 euros. Os reforços são permitidos, com montantes mínimos de 250 euros, contudo a uma taxa de juro que pode ser diferente. Esta aplicação também pode ser constituída por períodos de tempo inferiores. Nomeadamente, por 60, 90 e 180 dias, mas a TANB inferiores. O pagamento de juros é efectuado na data de vencimento da aplicação.

Poupança Banif
Quem subscrever esta aplicação através da plataforma ‘online' do banco por um prazo de 366 dias tem acesso a uma taxa de juro bruta de 2,75%. Esta aplicação é válida para montantes mínimos de investimento de 250 euros, sendo permitidos reforços mensais programados ou pontuais a partir dos 25 euros. No entanto, a remuneração dos reforços é feita com base na taxa de juro em vigor na altura da entrega.

Depósito Banif@st
Os clientes do serviço Banif@st podem constituir este depósito por um prazo de um ano a partir dos 500 euros não sendo permitidos reforços dos montantes aplicados. Esta aplicação é remunerada com uma taxa de juro bruta de 2,75%. Este produto pode também ser subscrito por períodos inferiores mas a taxas de juro anuais bruta inferiores. Por 45, 60, 90, 120 ou 180 dias.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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