Saiba se as suas poupanças estão seguras

A tarefa parece dificultada com a onda de cortes de rating que colocou a dívida do Estado, de várias empresas, bancos e autarquias na categoria de "lixo financeiro", o que acaba por assustar os consumidores. Também a ameaça de que Portugal poderá ter de sair do euro mais cedo ou mais tarde não dá a confiança necessária. Por isso uma inquietação que impera: o meu dinheiro estará seguro? 

Veja aqui as soluções de investimentos mais usadas pelos portugueses – depósitos a prazo, certificados de aforro e do Tesouro, acções e ouro – e conheça os riscos envolvidos em cada caso. 

Se tem dinheiro para investir, analise muito bem as ofertas e opte pela modalidade que mais se adequa ao seu caso. Não se esqueça: não há soluções milagrosas e o medo é geralmente mau conselheiro. 

Depósitos 

Fundo de garantia
 
A grande inquietação dos consumidores diz respeito à possibilidade de os bancos falirem – uma preocupação que pode pôr de lado, já que os bancos portugueses passaram nos testes de stresse, o que mostra a solidez das instituições financeiras. Além disso, mesmo que um banco falisse não significava automaticamente que os depositantes perderiam o seu dinheiro. Neste caso poderiam recorrer ao fundo de garantia dos depósitos (FGD), que assegura montantes de até 100 mil euros por depositante e em cada instituição de crédito. Se tem uma quantia superior, pode sempre dividi-la por vários bancos. Este fundo abrange todos os tipos de depósitos; só não se encontram abrangidos por este mecanismo os constituídos em instituições de crédito com sede em países não pertencentes à União Europeia ou em sucursais situadas nestes países. Não se esqueça que esta altura é sempre boa para apostar neste produto de poupança. As taxas de juro oferecidas estão a crescer e a tendência deve manter-se. A média da taxa praticada em Maio ultrapassou os 3,5%.

Aforro
Estamos em vésperas de receber o subsídio de férias e, como o tempo é de crise, para a maioria dos portugueses a poupança é a solução que se impõe. A tarefa parece dificultada com a onda de cortes de rating que colocou a dívida do Estado, de várias empresas, bancos e autarquias na categoria de "lixo financeiro", o que acaba por assustar os consumidores. Também a ameaça de que Portugal poderá ter de sair do euro mais cedo ou mais tarde não dá a confiança necessária. Por isso uma inquietação que impera: o meu dinheiro estará seguro?
Veja aqui as soluções de investimentos mais usadas pelos portugueses – depósitos a prazo, certificados de aforro e do Tesouro, acções e ouro – e conheça os riscos envolvidos em cada caso. Se tem dinheiro para investir, analise muito bem as ofertas e opte pela modalidade que mais se adequa ao seu caso. Não se esqueça: não há soluções milagrosas e o medo é geralmente mau conselheiro.

Aumento da remuneração - Os portugueses que tenham apostado em títulos de dívida pública, como é o caso dos certificados de aforro, têm o seu dinheiro garantido. O risco põe-se apenas se o Estado for confrontado com um cenário de bancarrota. A  hipótese é remota, já que fomos alvo de ajuda financeira e, na pior das hipóteses, poderíamos cair numa situação idêntica à da Grécia e precisar de um segundo pacote de ajuda externa. Um outro problema seria, quando chegados a essa situação, Portugal ser obrigado a reestruturar a sua dívida. Nesse caso, o Estado poderia não pagar tudo o que deve e os investidores privados poderiam ser afectados. A verdade é que esta hipótese é remota, por isso, se tem algum dinheiro extra para investir, poderá sempre recorrer aos certificados de aforro. Este produto de poupança já não rendia tanto como agora há dois anos. As subscrições que sejam realizadas em Julho vão render 1,537%, ou seja, o valor mais elevado desde Abril de 2009. A subida  contínua das taxas Euribor poderá justificar o aumento da remuneração, tornando esta aplicação mais atractiva.

Tesouro
Título de dívida pública -
 Este produto tem as mesmas garantias que os certificados de aforro, já que também é um título de dívida pública. Mais uma vez, só um cenário de bancarrota poria em causa os investimentos realizados pelos portugueses neste produto de poupança. A verdade é que uma reestruturação da dívida significaria que o Estado não iria pagar a totalidade da dívida emitida, com perdas para os credores. No fundo, quem investe em títulos de dívida pública – certificados do Tesouro ou de aforro – é, na prática, credor do Estado português.  As  opiniões nesta matéria são divergentes: há quem defenda que, se Portugal for confrontado com um cenário destes, devia tratar todos credores da mesma forma. Ou seja, todos seriam igualmente afectados, inclusive os particulares. Contudo, o Ministério das Finanças garante que a poupança dos portugueses em dívida pública está integralmente protegida, tanto em matéria de capital como de juros. Quem pretende investir neste produto terá de ter em conta o congelamento das taxas de remuneração pelo Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP).

Acções
Investir em empresas pouco endividadas -
 As acções estão a ser muito pressionadas por esta conjuntura e têm vindo  a desvalorizar, não só devido à situação económica do país mas também aos sucessivos cortes de rating, que tornam o financiamento no mercado cada vez mais caro. As sessões têm vindo a registar mínimos históricos, acabando por desanimar os investidores. Quem continua a pensar em apostar neste mercado tem de contar com risco elevado e deve respeitar alguns critérios. Os analistas recomendam investir em empresas com características muito específicas: por um lado, pouco endividadas e com financiamento garantido para os próximos anos; por outro, que não dependam só do mercado nacional, mas tenham boa parte do seu negócio noutros países, com economias mais saudáveis. Mesmo assim, devido à forte desvalorização das acções nos últimos meses, os analistas dizem que existem boas oportunidades de compra. Deve diversificar a sua carteira com várias empresas, pois consegue absorver o risco de desvalorização numas com a valorização noutras. 
 
Ouro 
Valorização recorde - O ouro é o activo-refúgio, quer em períodos de maior incerteza nos mercados – como se verifica actualmente –, quer em momentos de pressão inflacionista. Ou seja, acaba por funcionar como uma espécie de alternativa a outros activos. A matéria-prima tem vindo a valorizar neste último ano e por isso mesmo tem vindo a registar valores recorde. A tendência será para manter, uma vez que os especialistas acreditam que ainda há espaço para valorização. Aliás, o ouro tende a valorizar sempre que há quedas acentuadas nas bolsas ou quando imperam os receios em torno do valor do dinheiro. No entanto, devido a esta valorização, investir agora em ouro acarreta uma certa dose de risco. Apostar em barras e moedas de ouro é a forma mais comum de investimento junto da maioria dos consumidores. Neste caso, os investidores guardam o metal até o mercado dar sinais de que é boa altura para vender. Mas as alternativas não ficam por aqui. Os consumidores podem também apostar em fundos de investimento que tenham na sua carteira empresas exploradoras de ouro. É uma hipótese menos vulgar, mas possível.

fonte:http://isabe.ionline.pt/c

publicado por adm às 23:09 | comentar | favorito