PPR e certificados de reforma: menos benefícios no IRS

Em comum, as duas aplicações têm só o benefício fiscal “à entrada”. Mas este pode acabar para alguns titulares.

 

Em 2006, o Governo reintroduziu os benefícios fiscais nas entregas para planos de poupança-reforma (PPR). Dois anos depois, criou os certificados de reforma, mais conhecidos como PPR públicos.

 

Rendimento limitado
O Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) vai limitar as deduções à colecta segundo o escalão de IRS dos contribuintes. Se esta medida entrar em vigor já na declaração a entregar em 2011, ou seja, sobre os rendimentos auferidos em 2010, o benefício fiscal que obteria com os PPR e certificados de reforma pode não ser aproveitado.

Corre este risco quem tenha rendimentos elevados ou outras despesas dedutíveis: por exemplo, de saúde, habitação, imóveis e educação. Como os tectos ainda não foram divulgados pelo Governo, é impossível saber se compensa fazer entregas para este tipo de aplicações.

Mesmo sem benefício, mantenha a aplicação até ao fim. Se resgatar o dinheiro investido fora das condições previstas na lei, tem de devolver os benefícios fiscais usufruídos acrescidos de uma penalização de 10% por cada ano decorrido.

 

Opte pelo reembolso total
Se já completou 5 anos de aplicação e 60 de idade, pode recuperar o capital investido nos PPR. No entanto, como a taxa de tributação aplicada a este produto também aumentou de 8% para 8,6%, quando pedir o reembolso, o rendimento relativo às entregas após 1 de Janeiro de 2006 vai ser menor. Mesmo assim, é mais vantajoso optar pelo reembolso total do que pela renda vitalícia.

Supondo que durante 5 anos investia 25 mil euros no seu PPR, no final do período, o rendimento seria de 35 mil euros. Ao optar pelo reembolso total, a retenção incide apenas sobre o ganho, ou seja, 10 mil euros (€ 35 000 – € 25 000). Como a retenção é de € 860 (€ 10 000 × 8,6%), recebe 34 140 euros.

Se optar pela renda vitalícia, engloba as rendas aos restantes rendimentos e paga imposto sobre o total do rendimento colectável, o que é menos vantajoso, tanto em termos financeiros como fiscais.

fonte:deco.proteste

publicado por adm às 22:25 | comentar | favorito