Juros antecipados para escapar a imposto de 25%

Aumento do imposto vai baixar a rendibilidade líquida das aplicações a prazo. Solução passa por subscrever depósitos que pagam juros antecipados.

 

A partir da próxima semana aumenta a tributação dos rendimentos de capital. Mais-valias bolsistas, dividendos, mas também os juros dos certificados de aforro e do Tesouro, além dos "tradicionais" depósitos, passam a ser taxados a 25%. Para escapar ao agravamento da fiscalidade, há aplicações a prazo que o remuneram de forma antecipada. O imposto aplicado sobre os depósitos subiu de 20% para 21,5% em 2010. Agora vai voltar a aumentar, passado a equivaler a um quarto do retorno obtido com as poupanças que os portugueses têm junto da banca. Esta medida vai afectar as novas, mas também as aplicações já existentes que paguem juros em 2012.

Mas se for ao banco entre hoje e amanhã ainda pode beneficiar da fiscalidade actual. Tem é de escolher as instituições que têm na sua oferta comercial aplicações que entregam os juros de imediato, em vez de no final dos prazos previstos. Entre eles estão o Banco Best, mas também o Millennium BCP que lançou, recentemente, o "Depósito Já".

O Banco Best há muito que permite aos seus novos clientes receber os juros logo no momento da constituição da aplicação, oferecendo, actualmente, uma taxa bruta anual de 5,5% para aplicações a 90 dias. O BCP fê-lo recentemente, com aplicações a 90 dias, 180, 360 e até três anos.

Numa aplicação a um ano, no BCP, a taxa bruta é de 4,5%. Isto significa que se aplicar, por exemplo, 5.000 euros neste depósito irá obter já um retorno de 176,62 euros. Se os juros fossem pagos dentro de um ano, receberia, em termos líquidos, 168,75 euros. Ou seja, ganha mais 7,87 euros.

O investidor que fizer uma aplicação até amanhã beneficia, assim, da taxa de imposto actual, de 21,5%. A diferença entre o resultado líquido da aplicação aumenta à medida que o prazo se estende. No caso deste banco, podem realizar-se aplicações até 1080 dias, sendo o retorno obtido após impostos de 588,75 euros em três anos, mais 26,25 euros do que se os juros fossem pagos ao final de cada ano.

A desvantagem está na mobilização do investimento. Não há. Uma vez que recebe logo os juros, "não é permitida mobilização antecipada, parcial ou total, do montante aplicado durante a vigência do depósito a prazo", refere a ficha do produto comercializado pelo Millennium BCP. 

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 09:53 | comentar | favorito