Depósitos: garantia até 100 mil euros tornada permanente

Se tem dinheiro depositado no banco e está assustado com os rumores que volta e meia circulam, de que os bancos podem ir à falência, está aqui mais um motivo para ficar tranquilo: o Fundo de Garantia de Depósitos (FGD) vai continuar a cobrir até 100 mil euros por cliente por banco, mesmo depois do final do ano.

Antes da crise, este fundo apenas garantia até 25 mil euros, mas o Governo de José Sócrates aumentou-o para 100 mil euros no final de 2008. Este aumento era, no entanto, transitório, e expirava no final deste ano. Só que a União Europeia decidiu uniformizar as coisas na Europa e ditou que, em todos os Estados Membros, o limite passasse para os 100 mil euros. 

Por isso, o Governo decidiu esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, tornar permanente o limite legal de 100 mil euros para o reembolso de depósitos constituídos nas instituições de crédito participantes no fundo de garantia de depósitos e do fundo de garantia do crédito agrícola mútuo. A generalidade dos bancos a operar em Portugal participam nestes fundos.

«A garantia assegurada por estes fundos pode ser accionada no caso de se verificar a indisponibilidade dos depósitos», pode ler-se no comunicado emitido após a reunião dos governantes.

A garantia assegurada por estes fundos pode ser accionada no caso de se verificar a indisponibilidade dos depósitos, que são reembolsados na totalidade até ao limite de 100 mil euros. Se os recursos se revelarem insuficientes para fazer face às suas obrigações, o FGD pode solicitar contribuições especiais ou recorrer a empréstimos.

Os depósitos são garantidos independentemente da moeda em que se encontram denominados e de o depositante ser ou não residente em Portugal. 

Alguns depósitos encontram-se excluídos deste esquema de garantia, como os depósitos das instituições de crédito, sociedades financeiras, companhias de seguros, fundos de investimento, fundos de pensões e de organismos da administração central ou local

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 23:14 | comentar | favorito