Onde investir, sem correr muitos riscos

Segurança é uma palavra cada vez mais relativa quando se trata de investir.

Além dos depósitos a prazo, os portugueses têm inúmeros activos financeiros onde pode colocar a render o prémio da lotaria. Alguns, à partida, garantem o capital investido, como é o caso dos certificados de aforro (CA) e dos certificados do tesouro (CT). Estes instrumentos de dívida do Estado podem ser subscritos nos CTT ou através do IGCP.

Quem subscrever os CA em Novembro beneficiará de um juro de 1,58%. Já os Certificados do Tesouro têm uma rentabilidade mais interessante. Se o Miguel mantiver a aplicação nestes títulos por um período inferior a cinco anos pode contar com juros de 2,10%. Caso o investimento seja a cinco anos, a remuneração é de 6,80% e, no prazo de dez anos, o juro anual é de 7,10%.

O risco é que num cenário de uma eventual reestruturação de dívida por parte do Estado, os detentores destes instrumentos possam também sair penalizados. Mas as soluções para colocar o dinheiro a render não se esgotam nestes instrumentos. Pode ainda optar por fundos de investimento mais conservadores. É o caso dos fundos de mercado monetário. Estes produtos renderam, em média, 2,25% nos últimos 12 meses, segundo dados da APFIPP. Se quiser tomar um pouco mais de risco pode optar por fundos de obrigações. Renderam em média 2,27% ao ano nos últimos três anos, mas a 12 meses levam prejuízos de 5,20%.

Caso queira arriscar ainda mais para procurar rendibilidades mais elevadas pode ainda optar por fundos de acções ou aventurar-se na bolsa. Uma das estratégias mais aconselhadas pelos especialistas é escolher acções que tenham capacidade para distribuir bons dividendos. E apesar da sorte lhe ter batido à porta,  não se pode esquecer que para impedir azares nos seus investimentos há algumas regras a seguir: não investir dinheiro que possa vir a ser necessário no curto prazo, adaptar os investimentos ao seu perfil de risco, diversificar as aplicações para diluir os riscos e pensar no longo prazo.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 22:59 | comentar | favorito