Famílias portuguesas fogem da dívida pública nacional

Os certificados de aforro e do Tesouro estão, todos os meses, a perder investidores.

Já não são apenas os grandes investidores a reduzirem a exposição dos seus portefólios à dívida pública portuguesa. Também as famílias estão a fugir da dívida do Estado: há 28 meses consecutivos que o saldo de novas subscrições de certificados de aforro é negativo, e só este ano o total de resgates destes instrumentos de dívida do Estado contabiliza já 2.936 milhões de euros. Trata-se de um valor 13 vezes superior ao volume acumulado das novas subscrições no mesmo período. Julho não fugiu a esta tendência.

De acordo com o último boletim mensal do IGCP, publicado na sexta-feira, o saldo líquido de subscrições de certificados de aforro voltou a ser negativo em 382 milhões de euros, como consequência da contabilização de 415 milhões de euros de resgates e de apenas 33 milhões de euros de novas subscrições.

No universo dos certificados do Tesouro a realidade não é tão negra. Porém, os dados do último mês revelam que também estes instrumentos de dívida do Estado, que têm como referência a evolução da ‘yield' das obrigações do Tesouro a 5 e 10 anos, estão a perder o interesse das famílias: não só o volume de resgates registou o valor mais elevado desde Janeiro - mês em que pela primeira vez os investidores puderam dar ordens de resgate -, como o saldo líquido de novas subscrições alcançou o valor mais baixo deste ano. 

fonte:http://economico.sapo.pt

publicado por adm às 23:33 | comentar | favorito