Depósitos. Bancos portugueses abrem guerra de taxas em Espanha

A guerra na captação de depósitos está agitar o mercado financeiro em Espanha. De um lado, os portugueses oferecem taxas mais atractivas, do outro os espanhóis procuram manter as taxas dentro dos níveis limitados pelo Banco Central e criticam a forma de actuação da banca nacional.

A Caixa Geral e o Banco Finantia estão a oferecer taxas nos depósitos que chegam aos 5%, em Espanha, o que não está a agradar à banca espanhola, devido à limitação imposta pelo Banco de Espanha a que estão sujeitos, ou seja, 3,3%. 

Recentemente, o Banco Central de Espanha passou das palavras aos actos e limitou as taxas oferecidas nos depósitos, impondo penalizações a quem oferecer elevadas rentabilidades. Esta foi a maneira que o banco central encontrou para desencorajar e evitar o início de uma guerra nos depósitos, devido ao facto da banca necessitar de captar poupança para melhorar os seus rácios.  

Assim sendo, são penalizados os bancos que oferecem uma taxa superior à média da Euribor a seis meses mais 150 pontos bases. Contas feitas e à cotação actual significa que quem oferecer uma taxa superior a 3,3% é penalizado.  

Segundo o jornal espanhol Cinco Dias, o banco Finantia Sofinloc tem a taxa mais elevada. A insituição financeira espanhola de origem portuguesa e que está sujeita à taxa que agrava os "superdepósitos" tem uma nova oferta que paga um juro de 5%. O "Depósito Fidelidade BFS" tem uma maturidade de 12 meses, um montante mínimo de subscrição 50 mil euros e requer uma forte vinculação com o banco.   

 

Os requisitos são manter um saldo médio noutros depósitos da instituição pagos com uma taxa de 3,10%. Ou pagos a uma taxa superior desde que o montante investido seja o dobro. Ou seja, é preciso ter pelo menos mais 50 mil euros noutros produtos de poupança. Assim, o investimento mínimo total ascende a 100 mil euros. 

O pagamento de juros é feito na maturidade, ou seja, ao fim de um ano, e no caso de quebra da vinculação ou resgate antecipado, o retorno, ou seja, a taxa paga desce para 3,10%. 

O banco Finantia oferece, até ao final do mês de Julho, um depósito crescente a 36 meses com um retorno de 4,50% e a 24 meses remunerado em 4,25%. 

Enquanto isso, o Banco Caixa Geral, o banco espanhol pertencente à Caixa Geral de Depósitos, lançou recentemente o "Depósito Platinum" que paga um juro de 4,20%, e tem um prazo de 36 meses. Para períodos inferiores a remuneração cai abaixo de 4%. Isto é, até 3,80% em 24 meses e 3,30% em 12 meses. O investimento mínimo é de mil euros, a liquidação é anual e não são exigidas vinculações. 

A dificuldade em obter financiamento tem levado a banca a oferecer melhores condições aos depósitos para captar poupança, e melhorar os seus rácios. 

Se por um lado em Espanha, o banco central limitou as taxas praticadas para evitar que as taxas pagar atinjam níveis excessivos, por cá, o Banco de Portugal procurou desencorajar a guerra pelos depósitos de outra forma. 

A entidade liderada por Carlos Costa enviou uma circular aos bancos onde estabelece a obrigatoriedade de comunicarem a existência de depósitos a prazo com taxas de juro superiores à Euribor mais 300 pontos base. 

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

publicado por adm às 22:30 | comentar | favorito