5 dicas para encontrar bons depósitos

Os depósitos a prazo não são todos iguais. Seja nos juros que pagam, no prazo da aplicação ou no tipo de pagamento da remuneração, a verdade é que é fundamental comparar estes produtos financeiros. Para saber como escolher o melhor depósito para o seu perfil, conheça os aspectos mais importantes para acertar no “mealheiro” certo no seu banco.

 

O regime de juros é determinante na sua poupança.

1. TANB

A taxa anual nominal bruta é, no fundo, a remuneração de juros, mas sem tomar em linha de conta os impostos. Os juros dos depósitos são sujeitos a uma taxa liberatória de 21,5 por cento, pelo que dos 3 ou 4 por cento que são anunciados em muitos depósitos a prazo só 78,5 por cento desse valor contará como ganho. Assim, é esta TANL (taxa anual nominal líquida) que interessa na hora de saber quando vai ganhar efectivamente.

Exemplo: Um depósito a prazo com uma TANB de 3,5 por cento terá uma TANL de (1-0,215)*3,5% = 2,7475%.

Num depósito a prazo de 1000 euros a 1 ano, os juros ganhos serão:

1000€*2,7475%=27,475 €

Ponto de partida na sua busca: Encontrar depósitos a prazo com TANL acima da taxa de inflação.

2. Prazo

Quanto tempo pode ter o seu dinheiro imobilizado? 3 meses, 1 ano, 5 anos? Os depósitos com prazo acordado penalizam muitas vezes os clientes que retiram o dinheiro antes da data final do produto, por isso é fundamental escolher um depósito que se ajuste ao tempo que pretende ter o dinheiro imobilizado para não perder juros.

Os prazos podem ainda ser determinantes para saber quanto vai receber de juros. Por quê? Porque o prazo está muitas vezes ligado à remuneração que o banco propõe ao cliente. O mais importante é conseguir comparar depósitos e para isso vai precisar de perceber quanto paga cada conta.

Exemplo: Dois depósitos oferecem os seguintes juros para um montante de 1000 euros: 3,5% de TANB a 6 meses e 4% de TANB a 3 meses. Quais são as contas para saber quanto ganho em cada opção?

Depósito 1 – 1000€*3,5%*0,785/2 = 13,7375€

Depósito 2 – 1000€*4%*0,785/4 = 7,85€

Ponto de partida na sua busca: Ajustar o prazo ao seu horizonte de investimento.

3. Reforços

Se a sua ideia é ir amealhando mensalmente ou enchendo a conta com alguma periodicidade, convém estar atento à possibilidade reforços. Na ficha de informação normalizada encontrará a informação referente à possibilidade ou impossibilidade de reforçar a conta a prazo. Se a sua ideia é aforrar uma determinada quantia apenas de uma vez então não tem de se preocupar com esta hipótese.

Ponto de partida na sua busca: Seleccionar os depósitos que permitem reforços (se poupar periodicamente) ou os que não permitem (se quiser aplicar uma quantia de uma vez).

4. Pagamento dos juros

Esta é a principal variável na sua equação de retorno e que pode levá-lo a conseguir fazer parte da “força mais poderosa do universo”, como Albert Einstein descrevia os juros compostos. Há depósitos que pagam os juros na sua conta à ordem (não capitalizáveis) e outros que reinvestem os juros que vai ganhando outra vez no mesmo depósito (capitalizáveis). Por exemplo, se aplicar 5000 euros num depósito a cinco anos com juros simples pagos anualmente (sem capitalização) terá no final do prazo 5687 euros. Se os juros anuais forem capitalizados o montante no final do prazo será de 5727 euros.

Ponto de partida na sua busca: Escolher depósitos com capitalização dos juros.

5. Euribor

Se hoje os bancos oferecem em média 3,33 por cento de juros nos depósitos com prazo acordado, segundo o Banco de Portugal, há um ano a taxa de juro média não ia além dos 1,36 por cento, uma relação que tem muitas vezes a ver com a evolução das taxas Euribor, a taxa de juro que serve de referência no mercado interbancário.

Para quem vai constituir um depósito é importante centrar a sua análise na perspectiva de evolução da Euribor. Se a tendência da taxa Euribor nos vários prazos é de subida, então constituir um depósito de prazo mais curto pode ser uma boa abordagem porque acabando o prazo do depósito pode conseguir encontrar uma remuneração mais atractiva. Da mesma forma, se a Euribor estiver em queda, um depósito com prazo mais longo pode ser a opção já que poderia ser difícil encontrar uma conta com melhor remuneração depois das quedas dos juros.

Ponto de partida na sua busca: Escolher o prazo do depósito em função da tendência de evolução das taxas Euribor.

fonte:http://www.saldopositivo.cgd.pt/

publicado por adm às 23:44 | comentar | favorito