Retirados mais 566 milhões de euros dos Certificados de Aforro

A fuga de Certificados de Aforro (CA) continuou em Maio, atingindo 566 milhões de euros, ainda assim um abrandamento face ao recorde de 737 milhões de euros retirados em Abril.

 

Desde o início do ano, o total de resgates eleva-se a quase dois mil milhões, superando, em apenas cinco meses, o total retirado em 2010.

As novas subscrições de CA ficaram-se pelos 33 milhões de euros, perto do mínimo histórico de 30 milhões registado em Fevereiro. O saldo líquido mensal nos CA foi negativo em 536 milhões de euros, revelam os dados do Boletim Mensal do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP).

Nos Certificados do Tesouro (CT), outro dos produtos de poupança geridos pelo Estado, foram investidos 101 milhões de euros, em Maio, o valor mais baixo desde Novembro de 2010. Neste produto, também se está a verificar um aumento dos resgates, que atingiram 24 milhões, o que reduz o saldo líquido do mês a 77 milhões de euros. 

Estes resgates de CT estão a ser feitos antes de se completar um ano da criação do produto, o que implica a perda do juros, pagos anualmente. A mobilização da aplicação só pode ser feita seis meses após a subscrição.

Os resgates e o forte abrandamento em novas subscrições dos produtos públicos explica-se pela reduzida taxa de rentabilidade dos velhos Certificados de Aforro, que oferecem actualmente uma taxa de juro de 1,467 por cento (ilíquida) para as subscrições a realizar em Junho, quando há depósitos bancários que oferecem rentabilidades superiores. Nos CT, e apesar da decisão de congelamento das taxas de juro, a rentabilidade é bem mais elevada, essencialmente para as aplicações a cinco anos (6,8 por cento ilíquidos) e a 10 anos (7,1 por cento). 

A influenciar os resgates estão preocupações relativas à situação financeira do Estado português, actualmente a beneficiar de ajuda externa, o que não tem impedido uma escalada dos juros da dívida pública para máximos históricos. É de referir que o pico de resgates, em Abril, coincidiu com o pedido de ajuda externa à troika.

fonte:http://economia.publico.pt/N

publicado por adm às 22:51 | comentar | favorito