O Banco de Portugal e as taxas dos depósitos

Os bancos portugueses têm tido dificuldade em obter financiamento nos mercados e optaram por oferecer melhores condições aos depósitos a prazo para captar a poupança, o que fez com que as taxas de juro médias subissem 145% no espaço de um ano.

O Banco de Portugal quer evitar uma guerra de depósitos como a que aconteceu em Espanha. Os bancos espanhóis começaram em 2010 a competir entre eles pelos depósitos e as taxas de juro subiram para níveis considerados excessivos. O Banco de Espanha resolveu limitar à taxa de juro máxima. Em Portugal, a entidade liderada por Carlos Costa enviou uma circular aos bancos onde estabelece a obrigatoriedade de comunicarem a existência de depósitos a prazo com taxas de juro superiores à Euribor mais 300 pontos base. Assim, a valores de ontem, os limites serão de 4,5% nos depósitos indexados à Euribor a três meses, 4,7% a seis meses e 5,1% a doze meses. O objectivo do banco central é evitar que as instituições, sobretudo as mais frágeis e de menor dimensão, levadas pela competição com outras entidades, façam ofertas demasiado agressivas e possam pôr em causa a sua solidez. Este controlo é fundamental numa altura em que os bancos portugueses pretendem baixar o rácio de transformação de depósitos em crédito de uma média de 150% para os 120%. A obrigatoriedade de os bancos informarem o supervisor sempre que ultrapassem o limite agora imposto é uma excelente medida que faz com que o Banco de Portugal passe a dispor de um sistema de alarme eficaz contra eventuais excessos nas taxas de juro dos depósitos bancários.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 23:01 | comentar | favorito