Bancos espanhóis lançam novos depósitos com taxas de juro elevadas

Três bancos espanhóis lançaram novos depósitos no mercado, com taxas de retorno elevadas que desafiam a norma proposta pelo Banco de Espanha de sancionar os bancos que ofereçam taxas de rendibilidade acima dos 3,1%. A norma ainda não está implementada.

 

As instituições espanholas continuam a lançar no mercado novos depósitos com altas rendibilidades, o que representa um desafio ao Banco de Espanha. O Oficina Directa, o Banca Cívica e o Mediolanum são os três bancos que estão a desafiar o mercado com taxas de retorno de depósitos superiores às permitidas pelo sistema espanhol, de acordo com o "Cinco Días".

Apesar do Banco de Espanha ter declarado a sua vontade de impor uma coima aos bancos que apresentem depósitos com taxas de rendibilidade acima dos 3,1%, as instituições financeiras espanholas continuam a lutar pelas poupanças dos clientes. A medida do Banco de Espanha também ainda não entrou em vigor.

A Oficina Directa, banco online do Banco Pastor, acabou de lançar um depósito que oferece a maior rendibilidade fixa do mercado. O “Depósito Juros Crescentes” oferece uma rendibilidade crescente de 4,58% a três anos, de forma que dá 4% no primeiro ano, 4,5% no segundo ano e 5% no terceiro ano.

Além disso, o produto oferece outras vantagens como a liquidação de juros mensal e está livre de comissões.

Também a Caja Burgos, integrada na Banca Cívica, lançou o “Depósito Captação Vinculação Plus”, um depósito a 12 meses com uma rendibilidade que aumenta consoante o investimento e a vinculação à instituição. A sua rentabilidade oscila entre uma TAE de 3,259% e 5,510%.

“As ofertas extraordinariamente agressivas podem pôr em perigo as próprias instituições se se fizerem de forma abusiva”, explicou Abraham Nájera, sócio responsável da área de direito bancário e financeiro da empresa de advogados CMS Albiñana & Suárez de Lezo.

Estas ofertas dirigem-se a um público bastante específico, pois salvo raras excepções, os depósitos a partir de 4% da TAE não são divulgados na televisão nem na imprensa, e, na sua maioria, nem sequer são mencionados no site da instituição.

O secretismo da prática deve-se essencialmente a dois factores. “Primeiro, porque a prática não conta com a aprovação do Banco Central Europeu nem do Banco de Espanha, especialmente quando os depósitos são oferecidos por instituições que necessitaram de injecções de capital do Estado.”

“E segundo porque fazer promoção a um bom depósito é como publicar aos quatro ventos que a instituição está com problemas de liquidez”, explica a empresa Help Mycash.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 23:58 | comentar | favorito