Depósitos procuram-se

A guerra pelos depósitos a prazo está a intensificar-se com vários bancos a subirem significativamente as taxas no último mês.

Ao longo do último mês foram vários os bancos que subiram as suas taxas com o objectivo de não perderem terreno na guerra pela captação de depósitos a prazo.

Bancos como o BBVA, o Banif, o Banco Popular e o Banco Finantia subiram significativamente as taxas, apresentando actualmente algumas das melhores propostas para vários prazos (ver quadro abaixo).

As razões para a intensificação da guerra pelos depósitos estão directamente ligadas à crise gerada pelo excesso de endividamento contraído pelo Estado nos últimos anos e agravada com a actual crise política. Os credores externos, naturalmente, exigem um aumento das taxas a que estão dispostos a emprestarem dinheiro ao Estado português e, consequentemente, isto repercute-se no custo a que as entidades bancárias conseguem financiar-se.

É óbvio que sendo o Estado uma entidade com poder para lançar impostos sobre o cidadão e as empresas, como aliás este último Governo o demonstrou, nenhuma entidade nacional deverá, em termos teóricos, ter um risco inferior ao Estado pelo que, a começar pelos bancos, todos pagarão um acréscimo face à dívida pública.

Se o Estado emitiu dívida a 12 meses, na quarta-feira, à qual irá ter de pagar uma taxa de 4,33%, é inevitável que nenhuma entidade bancária nacional consiga financiar-se a 1 ano por menos de 5,0% ou 6,0%. Isto se conseguissem que algum banco internacional estivesse disposto a fazê-lo, mas, dadas as actuais circunstâncias, o mercado interbancário encontra-se totalmente fechado à banca nacional. Assim, e surpreendentemente, a única coisa boa desta grave crise financeira é o facto de as taxas de juros oferecidas nos depósitos a prazo estarem a níveis anormalmente altos, pelo que esta situação deve ser aproveitada pelas pessoas com poupanças.

Neste momento, o prazo ideal deverá ser de 6 meses, pois é provável que mais perto do fim do ano os bancos ainda façam um esforço suplementar, ou então optar-se por depósitos a vários anos.

Os melhores depósitos são os depósitos a vários anos, com pagamento periódico de juros, em que os clientes podem sair sem qualquer penalização após o pagamento dos juros, pois os clientes ficam com a opção de sair, se encontrarem um depósito melhor. São exemplos o depósito 3,75% do Banco Finantia, o Depósito Rendimento Crescente do BES e os Depósitos Crescentes do Banif.

No quadro abaixo, bem como no site www.moneygps.pt, pode consultar as melhores ofertas de depósitos a prazo, em função do prazo e do montante.

É sempre importante não esquecer que o máximo coberto pelo fundo de garantia de depósitos é de 100 mil euros por titular até 31 de Dezembro de 2011. Apesar de este valor só estar coberto até ao final do ano, seria de todo desejável, dadas as circunstâncias actuais, que o próximo Governo prolongasse este período.

Aviso importante: Não dispensa a consulta das condições completas dos produtos junto das respectivas instituições financeiras

fonte:http://www.dn.pt/

 

publicado por adm às 23:00 | comentar | favorito