Certificados do Tesouro arrasam concorrência nas aplicações a longo prazo

A elevada rendibilidade apresentada por este novo produto de poupança do Estado tem atraído muitos portugueses. Há, por este motivo, uma fuga dos certificados de Aforro, enquanto os bancos tentam atrair investidores com revisões em alta das taxas dos depósitos.

 

Os portugueses já aplicaram mais de 685 milhões de euros em certificados do Tesouro, em apenas seis meses. A explicação para o sucesso? Juros altos. As taxas praticadas neste novo produto de poupança do Estado são muito elevadas, arrasando a concorrência nos investimentos a longo prazo. No curto prazo, os depósitos são a melhor opção.

A escolha entre os mais variados produtos de poupança deve ter sempre em conta o perfil do investidor. Se pretende capitalizar rapidamente a aplicação, as instituições financeiras oferecem as propostas mais interessantes, através dos "tradicionais" depósitos a prazo. Há bancos com juros de mais de 3%, para investimentos a um, dois, três e até cinco anos.

O sector tem feito um esforço para captar as poupanças dos portugueses, elevando a remuneração nestas aplicações. Isso é mais visível nos depósitos promocionais, que apresentam juros elevados e permitem ao investidor obter um retorno bem mais interessante do que com os certificados de Aforro (CA) e até do Tesouro.

Os CA continuam a perder investidores. Têm a vantagem de permitir a capitalização de juros, e oferecem bónus de permanência, mas a taxa reduzida praticada logo à partida tornam-nos num produto pouco atractivo, especialmente quando comparados com os CT que arrasam com juros de mais de 6%.

Quem subscrever CT durante este mês de Fevereiro vai contar com taxas recorde. A escalada dos juros da dívida de Portugal elevou o juro máximo dos CT - oferecido a quem mantiver a aplicação durante 10 anos - para 6,65%. Mesmo quem só pretende investir com um prazo de cinco anos terá uma taxa imbatível. O Estado promete um retorno bruto anual de 5,8%.

Os melhores depósitos praticados nos bancos em Portugal oferecem juros brutos anuais que superam a fasquia dos 3%.PM





Certificados do tesouro: 5.000 euros rendem 2.610 euros em 10 anos


Quem pretende aplicar as poupanças numa perspectiva de curto prazo, deve optar pelos depósitos a prazo. Há muitos, para os mais variados prazos, e com taxas atractivas, que permitem ganhos elevados, acima até dos produtos de poupança do Estado, como os certificados de Aforro e do Tesouro. Os primeiros só superam os novos do 2º ao 4º ano. De resto, os do Tesouro são imbatíveis.


fonte:jornaldenegocios

publicado por adm às 21:33 | comentar | favorito