26
Jul 15

Depósitos: Taxas de juro para pessoas com deficiência não vão além dos 0,25%

 

 

Existem dois bancos em Portugal com uma oferta de depósitos especialmente direccionada para pessoas com deficiência mas, em ambos os casos, a taxa de juro anual bruta (TANB)oferecida não vai além dos 0,25% quando, actualmente, a taxa de juro média dos depósitos para o público em geral ronda os 0,7%.

A CGD pratica uma TANB de 0,15% para aplicações entre 250 e 50.000 euros, e de 0,25% para valores superiores, para pessoas com incapacidade igual ou superior a 60%. Ambas as taxas ficam abaixo da restante oferta da CGD. Em resposta ao Económico, o banco salienta que "a comparação não pode ser apenas ao nível da taxa de remuneração mas sim se existem outros benefícios para os clientes, que no caso concreto existem de facto". 

A CGD explica o depósito Caixa Poupança Rumos oferece um seguro de Assistência no Lar (assistência médica e técnica), para saldos superiores a 10.000 euros. Adianta ainda que "este seguro é gratuito e válido por um ano (mesmo que a conta venha a apresentar, entretanto, saldo inferior a 10.000 euros), renovável por igual período, se o saldo da conta à data da renovação for superior a 10.000 euros". Já se o saldo for inferior o cliente terá apenas direito à taxa de juro do depósito.

No Crédito Agrícola as taxas são semelhantes embora não fiquem dependentes dos montantes aplicados. O CA paga 0,175% para aplicações a seis meses e 0,25% para depósitos a um ano. Apesar dos valores serem baixos, ficam no entanto em linha com a restante oferta do CA, muito embora neste caso não existam vantagens associadas como acontece na CGD para montantes superiores a 10.000 euros.

fonte:http://economico.sapo.pt

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26
Jul 15

Depósitos para emigrantes pagam menos que os normais

Agosto é mês de emigrantes e os bancos multiplicam-se em campanhas para captar as poupanças dos portugueses além fronteiras. É caso para dizer, muita parra para pouca uva. Tal como acontece com a generalidade dos depósitos com condições especiais, ou seja, dirigidos a determinados públicos-alvo, também as aplicações especialmente desenhadas para emigrantes pagam em média menos do que os depósitos dirigidos ao público em geral. Isto é verdade para as aplicações dirigidas aos jovens, reformados, seniores, habitação, condomínios e "outros públicos", onde se inserem, além das mulheres, as pessoas com deficiência.

Apenas os depósitos destinados a clientes detentores de outros produtos na instituição (vendas associadas) fogem a este perfil. Ou seja, são depósitos com condições especiais mas não são especialmente vantajosos.

No total, representam mais de um terço dos 516 depósitos a prazo simples com taxa fixa existentes no mercado nacional. De acordo com a análise do Banco de Portugal, publicada no último Relatório de Acompanhamento dos Mercados Bancário de Retalho, os depósitos com condições especiais representam 36% do mercado, com as aplicações para emigrantes e jovens a liderarem esta oferta. No final de 2014, os depósitos para emigrantes pesavam 22,6% na oferta de depósitos especiais.

De acordo com o regulador, e comparativamente aos depósitos destinados ao público em geral, a maioria destas aplicações caracteriza-se por ter uma maior flexibilidade, ou seja, na sua generalidade exigem montantes mínimos de constituição mais baixos e apresentam mais frequentemente a possibilidade de reforço de capital, renovações e mobilizações antecipadas. No entanto, "esta maior flexibilidade das condições de constituição e movimentação estão em média associadas a taxas de remuneração mais baixas do que as praticadas nos depósitos para o público em geral", afirma o Banco de Portugal.

Neste estudo, os depósitos destinados a condomínios e à finalidade habitação foram os que apresentaram um maior diferencial da taxa de juro mediana face aos restantes depósitos. Ou seja, são os que menos compensam face aos depósitos normais. Recorde-se que os depósitos com a finalidade habitação oferecem, por lei, a possibilidade de reduções com os encargos do actos notariais e do registo predial respeitantes à aquisição de habitação própria e permanente. No entanto, pagam em média menos 0,6 pontos percentuais face aos depósitos normais, tal como acontece aliás com as aplicações destinadas a gerir os fundos dos condomínios.

No prazo a seis meses, os depósitos para emigrantes apresentam um dos maiores diferenciais em relação aos depósitos para o público em geral, cerca de 0,45 pontos percentuais, seguidos pelos depósitos dirigidos a seniores e a "outros públicos", principalmente mulheres e pessoas com deficiência (ver gráfico). Estes dados recuam a Dezembro de 2014. É preciso não esquecer que, desde então, as taxas de juro continuaram em queda, embora a tendência se mantenha tal como é possível comprovar a partir de uma análise à oferta dos cinco maiores bancos nacionais dirigida a estes públicos-alvo (ver caixas). Já nos depósitos a um ano, a maior diferença encontra-se nas aplicações para reformados, seguidas de emigrantes e "outros públicos", isto depois da habitação e condomínios. Recorde-se que, embora a larga maioria tenha prazos entre seis meses e um ano, permitem a renovação automática findo este prazo.

Só mesmo os depósitos dirigidos a clientes que já sejam detentores de outros produtos ou serviços no banco (vendas associadas) parecem compensar. Além de pagarem as taxas de juros mais elevadas entre os depósitos com condições especiais - mediana de 1,05% a seis meses e 1,55% a um ano - são os únicos cujos taxas são superiores às oferecidas ao público em geral.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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11
Jul 15
11
Jul 15

Mais de metade dos depósitos a prazo simples tiveram remuneração inferior a 1%

Números são de 2014 e comparam com 40% em 2013, segundo um relatório do Banco de Portugal. Uma evolução que ajuda o explicar o forte crescimento dos depósitos indexados e duais, cuja remuneração variou entre zero e 11,9%

 

Menos de 1%. Foi essa a taxa de remuneração de 59% dos depósitos a prazo simples em Portugal no ano passado, segundo o relatório de acompanhamento dos mercados bancários de retalho de 2014, divulgado esta quarta-feira pelo Banco de Portugal (BdP). Em 2013, 40% dos depósitos tiveram uma remuneração (medida pela taxa anual nominal bruta) abaixo da fasquia de 1%.

Mais ainda, apenas 7% dos depósitos de 2014 tiveram uma taxa de remuneração superior a 2%, quando em 2013 eram 30%, aponta o mesmo documento, tendo conta as TANB médias dos depósitos a prazo simples, a taxa de juro fixa (99,2% dos depósitos a prazo simples comercializados em Portugal) para o público em geral.

Esta evolução ajuda a explicar o forte crescimento do mercado dos depósitos indexados (depósitos cuja remuneração está associada à evolução de um indexante, em regra o mercado acionista) e duais (depósitos simples e indexados). O montante total aplicado cresceu 77% em 2014 face a 2013, ultrapassando os 7,2 mil milhões de euros. Em 2010 era de apenas 755 milhões de euros.

Afinal, estes depósitos podem ter uma remuneração nula (o capital está garantido, dado que se trata de depósitos, supervisionados pelo BdP), mas também podem chegar a valores muito superiores aos que estão a ser praticados nos depósitos simples. Analisando os 116 depósitos indexados e duais que venceram no ano passado, o BdP concluiu que a TANB paga oscilou entre zero e os 11,9%.

 

fonte:http://expresso.sapo.pt/ec

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