30
Jan 14
30
Jan 14

Saída dos depósitos volta a intensificar-se em Dezembro

Famílias e empresas retiraram mais de 600 milhões de euros líquidos de depósitos a prazo no último mês. Total de aplicações em 2013 desceu para mínimos de quatro anos.

Os depósitos a prazo parecem ter saído definitivamente das boas graças dos portugueses, que retiraram mais de 600 milhões de euros líquidos destas aplicações só em Dezembro, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central Europeu. Isto depois de no mês anterior as novas aplicações neste produto terem registado o valor mais baixo dos últimos oito anos. A concorrer para isso estará por um lado o ligeiro aumento do consumo, mas principalmente a pressão da concorrência.


Do ponto de vista do retorno a maioria destas aplicações perdeu interesse no último ano, com a taxa de juro média dos novos depósitos a rondar 1,9% para as famílias, ou no caso das empresas, 1,4%. A remuneração dos depósitos atingiu o pico em Outubro de 2011, nos 4,5%, e desce desde então. Os juros oferecidos actualmente nos depósitos comparam mal com a concorrência mais directa. Os Certificados de Aforro pagam cerca de 3%, assim como os seguros de capitalização, enquanto a rentabilidade média dos novos Certificados do Tesouro atinge 4,25% ao final dos cinco anos. Mesmo a 12 meses a taxa de juro deste novo produto bate a taxa média dos depósitos, oferecendo 2,75%.


O ‘stock' de depósitos a prazo das famílias diminuiu em 120 milhões de euros em Dezembro, a segunda maior retirada do ano, enquanto as empresas resgataram 516 milhões, o valor mais alto dos últimos 12 meses.


A tendência não é nova mas parece estar a ganhar tracção. Depois do aumento expressivo do investimento das famílias nestas aplicações em 2011 - quase 13 mil milhões de euros - o ‘stock' de depósitos estabilizou na casa dos 103 mil milhões de euros desde Setembro de 2012. No acumulado do último ano a carteira de depósitos dos bancos aumentou apenas 705 milhões de euros, o que é o pior registo desde 2009.


A verdade é que a recente conjuntura é propícia ao reforço da tendência descrecente dos depósitos nos próximos meses: as taxas de juro oferecidas pelos bancos estão em mínimos de 40 meses e deverão continuar a corrigir; a confiança dos consumidores portugueses está aumentar e começam a surgir sinais de preferência pelo consumo em detrimento da poupança; e os Certificados do Tesouro Poupança Mais, que começaram a ser comercializados em Novembro, apresentam taxas atractivas a curto e a longo-prazo.

 fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 23:27 | comentar | favorito
27
Jan 14
27
Jan 14

Bancos tão bons como mealheiros

Há taxas muito próximas de zero. São mais os bancos que reduzem do que os que aumentam os juros dos depósitos

Ano novo, vida nova, mas apenas o Banco BPI e o Banco Finantia aumentaram ligeiramente as remunerações que oferecem nos seus depósitos a 12 meses. Do lado oposto, 5 instituições financeiras desceram as taxas de juro, enquanto os restantes 13 bancos mantiveram as condições dos depósitos. Se o que pretende é um depósito a 12 meses, poderá encontrar dezenas de propostas no mercado - como pode confirmar no nosso comparador de depósitos no portal financeiro. No entanto, lembre-se que a taxa de inflação prevista para 2014 pelo Banco de Portugal é de 0,8%. Logo, não deve aceitar propostas de depósitos com remuneração líquida inferior ou igual a 0,8% (1,1%, em termos brutos), caso contrário, as suas poupanças estarão a perder valor real.


Não tem um fundo de emergência?
Uma das regras para bem gerir as suas finanças é começar por criar um fundo de emergência, colocando até seis salários em aplicações sem risco com elevada liquidez. Os depósitos a prazo estão entre os melhores candidatos para colocar estas reservas. Não aplique todas as suas poupanças em depósitos. Para o excedente invista a médio e longo prazo através de aplicações mais rentáveis. Em segundo lugar, escolha o prazo que mais se adequa aos seus propósitos. Para um fundo de emergência, uma aplicação de 3, 6 ou 12 meses é razoável. Atenção que alguns depósitos não permitem mobilização antecipada e, em caso de necessidade, não pode levantar esse capital e terá sempre de esperar até à data de vencimento. Por último, é muito importante escolher as melhores taxas, especialmente no período atual, em que os juros estão baixos.


Procure as melhores taxas
Outro erro comum é não reparar na remuneração do depósito. E, apesar das taxas estarem baixas e estagnadas, há diferenças significativas, que atingem quase os 2,5%. Há instituições a remunerar depósitos a 1 ano com taxas muito próximas de zero, como se pode ver no quadro ao lado. Cada banco tem, geralmente, mais do que uma oferta de depósito para o prazo de 12 meses. Se pretender consultar a oferta total dos depósitos, consulte o nosso portal, no qual encontra quase uma centena de depósitos para o prazo de 1 ano. Cerca de 40 desses depósitos apresentam remuneração líquida inferior a 1%. Contudo, no quadro da página seguinte, consta apenas o depósito a 1 ano mais rentável em cada uma das instituições. É cada vez mais comum encontrar exigências nas contas que oferecem as melhores taxas de juro do mercado, desde a domicialição de ordenado ou da pensão, a exclusividade para novos montantes ou os montantes mínimos muito elevados. Por exemplo, o Banco Popular é o que oferece a melhor taxa de juro para um depósito a 1 ano (2,5%, depois de descontados os impostos), mas exige a domiciliação de ordenado ou da pensão e o montante máximo permitido neste depósito é igual ao triplo do ordenado ou pensão domiciliado e limitado a 15 mil euros. Também o Banco Invest oferece uma taxa anual líquida de 2,5 % por um depósito a 1 ano, mas é uma conta exclusiva para novos montantes e está limitada ao máximo de 75 mil euros. Alguns bancos utilizam artifícios mais elaborados no esquema de remuneração. Estes artifícios servem mais os propósitos publicitários do que o rendimento das aplicações dos clientes. É o caso do Santander Totta, no Depósito Plano Programado, em que as entregas mensais superiores a 250 euros não são remuneradas. Por isso, é um depósito que interessa apenas a quem faça entregas mensais entre 25 e 250 euros. É uma conta de poupança e não um depósito para aplicar um montante considerável. Longe vão os tempos em que a oferta da banca online era superior à da banca tradicional. Apenas em sétimo lugar surge uma conta online (do Banco Big), que rende 2,2% e paga juros mensais. Contudo, não permite mobilização antecipada.

 

 

 

Melhores depósitos
Limitados a 2,5%


Estes são os depósitos a 12 meses mais generosos em cada instituição financeira. O Deutsche Bank paga quase zero

 

  

 

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 22:54 | comentar | favorito
08
Jan 14
08
Jan 14

Certificados atiram novos depósitos para mínimos de 2006

Os novos depósitos das famílias portuguesas caíram para o valor mais baixo em oito anos, no mês que ficou marcado pelo lançamentos dos novos Certificados.

Os novos depósitos das famílias portuguesas caíram, em Novembro, para o valor mensal mais baixo desde Abril de 2006, de acordo com os dados ontem publicados pelo Banco de Portugal. Em conjunto, famílias e empresas depositaram mesmo o mínimo desde que existem registos, ou seja, Janeiro de 2003. Uma tendência que surge precisamente no mês em que os novos Certificados do Tesouro começaram a ser comercializados, mas que pode não se esgotar aqui. "Penso que existe um factor de concorrência, dos novos Certificados mas não só. Mas acredito também que o aumento da confiança das famílias tem levado a uma preferência por consumo em detrimento da poupança", comenta Filipe Garcia, presidente da IMF. 

As famílias portuguesas depositaram 5.530 milhões de euros em Novembro, em mínimos de mais de oito anos, e o segundo valor mensal mais baixo em 11 anos de registos. Somando os novos depósitos de empresas, as aplicações totais atingiram os 11.032 milhões de euros, o valor mais baixo desde 2003. Filipe Garcia aponta a concorrência dos Certificados do Tesouro Poupança Mais como um factor de peso nesta tendência. Mas adianta: "Também a concorrência de outros produtos de poupança e investimento deve ser pesado. A bolsa tem subido e os fundos de investimento também têm tido algum sucesso. Os fundos de tesouraria, por exemplo, têm estado muito activos a tentar captar novos investidores".

As ordens de bolsa dos investidores de retalho residentes caíram 24% em Novembro face ao mês anterior, mas isto depois de terem disparado 70% em Outubro. Por outro lado, os fundos de investimento registaram subscrições líquidas negativas de 298 milhões de euros em Novembro mas continuavam positivos no ano. No entanto, a principal novidade nesse mês foi mesmo o início da comercialização dos novos Certificados do Tesouro, que captaram mais de 450 milhões de euros em Novembro, enquanto os Certificados de Aforro continuam também a recuperar terreno.

O efeito concorrência ganha ainda uma dimensão acrescida quando analisadas as rendibilidades dos diversos produtos. A taxa de juro média dos novos depósitos das famílias voltou a cair em Novembro, para 1,92%, a mais baixa desde Junho de 2010. Os juros oferecidos pela banca nos novos depósitos está em queda há dois anos. Já a taxa média para os depósitos das empresas subiu em Novembro, para 1,37%. Valores que ficam muito aquém da concorrência mais directa, com os Certificados de Aforro a oferecerem quase 3,2%, e os novos Certificados do Tesouro a pagarem uma taxa média de 4,25%, ao final dos cinco anos.

Além disso, alguns dados relativos à confiança dos consumidores e mesmo a levantamentos no multibanco levam Filipe Garcia a considerar que as famílias portuguesas estão a voltar a consumir. "Penso que está a existir alguma predisposição para o consumo por oposição à poupança, mas teremos de esperar pelos dados para confirmar isso", diz.

 fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 22:02 | comentar | favorito