18
Jul 13
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Jul 13

Depósitos a prazo subiram 10 mil milhões desde início da troika

Um dos poucos indicadores positivos do ajustamento da troika é a evolução dos depósitos a prazo, que acaba por ser consistente com a tendência de reforço nos índices de poupança interna. Desde o início do programa, em maio de 2011, até maio deste ano, o saldo dos depósitos a prazo aumentou em 10,8 mil milhões de euros, embora a tendência mais recente aponte para um novo recuo, indica o Banco de Portugal.

De acordo com o boletim estatístico de julho, que faz a atualização dos dados até maio, as famílias tinham no banco, a prazo, 101,8 mil milhões de euros contra 91 mil milhões em maio de 2011, altura em que o ajustamento foi inaugurado. Antes disso, com a grande indefinição que se instalou em torno da solvência da República e do risco de bancarrota, muito terá sido o dinheiro que saiu de Portugal, o que se refletiu no nível de depósitos que chegou a rondar níveis na casa dos 84 mil milhões.

Depois, com o início da intervenção da troika e da definição de um envelope financeiro de 78 mil milhões, com 12 mil milhões dedicados a ajudar a banca, a confiança no sistema voltou, aparentemente.

A subida "agressiva" de taxas de juro oferecidas também ajudaram a captar poupanças. O maior escrutínio sobre os produtos de alto risco aumentou o que também contribuiu para o regresso dos capitais. E o regime das Finanças (RERT III, que vigorou no ano assado) que configura um género de perdão fiscal acabou por ser mais um bom contributo para o regresso de muito dinheiro que estava parqueado no exterior, sobretudo de grandes fortunas.

Assim, em 2012, os saldos dos depósitos a prazo voltaram a subir, sobretudo os de maturidades mais longas (a mais de dois anos).

No relatório de estabilidade financeira, o banco central explica que "esta evolução tem ocorrido num contexto em que os depósitos dos
particulares continuam a apresentar uma significativa resiliência desde o início da crise fi nanceira, mesmo tendo em conta que os desenvolvimentos recentes nos mercados de capitais têm sido propícios à aplicação de poupanças em instrumentos alternativos".

Mas, entretanto, a euforia dos depositantes acalmou. Explica o BdP que "é de assinalar a redução muito pronunciada das taxas de juro nas novas operações de depósito, na sequência dos níveis muito elevados atingidos na segunda metade de 2011, que motivaram iniciativas de natureza prudencial por parte do Banco de Portugal para conter práticas agressivas suscetíveis de prejudicar o conjunto do sistema".

Apesar de estar a cair ligeiramente em termos homólogos desde fevereiro (entre menos 0,1% e 0,8% por mês), este tipo de aforro está em níveis elevados. Juntando-lhes as contas à ordem, as famílias têm atualmente no banco 130,2 mil milhões de euros, mais 0,8% do que em maio de 2012.

O reforço nas contas a prazo e outros fatores leva o Banco de Portugal a dizer que "as Contas Trimestrais por setor institucional divulgadas pelo INE no final de março confirmaram um aumento da taxa de poupança em 2012, com especial incidência no final do ano. Esta evolução da taxa de poupança sugere uma alteração significativa do comportamento dos agentes no contexto do atual processo de ajustamento, marcado por condições financeiras extraordinariamente adversas e por uma deterioração muito acentuada das condições no mercado de trabalho.".

As famílias seja pelo desemprego galopando, seja por precaução e incerteza quanto ao seu futuro estão a cortar a fundo no consumo, mostram os indicadores disponíveis.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/Ec

publicado por adm às 22:09 | comentar | favorito
15
Jul 13
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Jul 13

Idade decide o melhor pé-de-meia

Entre depósitos, certificados, obrigações e fundos, explicamos a melhor estratégia para conseguir uma boa poupança para os filhos

Poupar para o futuro dos filhos é importante de modo a garantir que, quando for necessário, existe dinheiro para pagar a universidade, comprar o primeiro carro ou financiar a viagem de finalistas. Daí que muitos pais tenham a preocupação de organizar uma poupança para os mais novos. Mas, com frequência, surge a dúvida: qual a melhor solução para rentabilizar o dinheiro?


Analisámos as propostas dos bancos e visitámos alguns balcões. Concluímos que as contas de poupança para crianças e jovens têm um rendimento pouco interessante, inferior ao das melhores contas de depósito dirigidas a "adultos". Quanto aos balcões que visitámos, foram quase unânimes em aconselhar depósitos a prazo, mesmo não sendo a melhor opção para todas as idades. Pior foi a taxa anual líquida apresentada: 2 por cento.


Como a idade das crianças é um fator decisivo na escolha do produto, devido ao prazo do investimento, apresentamos-lhe as melhores soluções para fazer um pé-de-meia para os seus filhos. Para tal, basta verificar em que escalão etário eles se inserem (até aos 10 anos, entre os 11 e os 18 ou mais de 18 anos).


Siga os nossos conselhos para o Rafael, para a Bruna e para a Bárbara. Para cada escalão, indicamos a melhor estratégia de investimento de modo a rentabilizar ao máximo as poupanças e os produtos que são Escolha Acertada.


Taxas baixas para crianças e jovens 
Dos 20 preçários que analisámos, 13 apresentavam produtos para crianças ou jovens. As propostas vão desde contas à ordem ou a prazo até seguros de capitalização ou planos mutualistas.

 

 

As melhores propostas de poupanças para os menores estão no Banco Popular e no Montepio.

 

Para os mais novos o potencial de rendimento é superior quando se investe em produtos de longo prazo.

 


O problema é que nenhum dos produtos proporciona, no primeiro ano, um rendimento superior ao dos melhores depósitos tradicionais a 12 meses.


As melhores propostas para os menores estão no Montepio e no Banco Popular e são de 2,2% líquidos. Já os melhores depósitos tradicionais chegam aos 3% de rendimento líquido. A única vantagem das contas para jovens é permitirem entregas regulares de baixo valor: útil como destino do dinheiro que as crianças recebem de familiares.


O nosso teste prático aos balcões do BPI, Banco Espírito Santo, Santander Totta, Caixa Geral de Depósitos e Millennium bcp também não deu grandes frutos. Com exceção de um dos funcionários do Santander Totta, os restantes foram unânimes em recomendar depósitos a prazo como a melhor solução.


Na verdade, estes nem sempre são a melhor opção, sobretudo quando falta muito para o filho completar 18 anos. Para piorar, a maioria das taxas propostas foi muito baixa (a mais elevada foi de 2%) ou, quando apresentavam taxas um pouco melhores, só incidiam sobre parte da poupança. A idade da criança nunca foi relevante para o aconselhamento. Apenas num dos balcões do Santander Totta foi aconselhado um produto com capital garantido, com o rendimento indexado a ações e que renderia mais do que um depósito a prazo.


Melhor rendimento no longo prazo A escolha de um produto de poupança, que só vá ser usado a partir dos 18 anos, irá depender de três fatores: da idade da criança ou jovem na data da contratação, de pretender ou não aceder ao dinheiro a qualquer momento e do risco que os pais estão dispostos a correr.


Para os mais novos, o potencial de rendimento é superior quando se investe em produtos de longo prazo. Embora envolvam algum risco, por incluírem ações, como o prazo é longo, dá tempo para recuperar eventuais perdas. Neste campo, os fundos mistos são a melhor solução, por serem uma forma diversificada de investir em ações e obrigações.


Segundo a percentagem aplicada em ações, pode optar por fundos defensivos (30%), neutros (entre 30 e 50%) ou agressivos (mais de 50 por cento). Quanto maior a percentagem daquelas, maior o rendimento potencial e o risco. A nossa Escolha Acertada recaiu sobre os fundos mistos neutros. Mas, para pais que não se importem de arriscar um pouco mais em troca de um rendimento superior, a melhor opção é o fundo Crédito Suisse Portfolio Fund (L) Growth Euro B. Este produto pode ser subscrito no ActivoBank e teve uma rentabilidade anual de 2,3% e de 4,8% a 5 e 3 anos, respetivamente.

 

 

O nosso estudo
Teste prático em 5 bancos

Analisámos o preçário de 20 bancos para verificar se dispõem de produtos de poupança para crianças e jovens. Fizemos ainda um teste prático nos balcões dos cinco maiores bancos.


Apresentámo-nos como pais de uma criança de 3 anos e um jovem de 15 anos com 1000 euros de cada uma para aplicar. Contávamos ainda investir cerca de 100 euros todos os meses, mas com liberdade para alterar o valor a aplicar. Em cada local, perguntámos que produtos nos conselhavam para rentabilizar o dinheiro até completarem os 18 anos. As visitas decorreram em abril de 2013.

 

Entre os 11 e os 18 anos o fator "risco" deve ser considerado. Perto dos 11 anos, quem estiver disposto a arriscar um pouco e, em troca, obter um rendimento superior, pode apostar em fundos mistos defensivos.


Os produtos sem qualquer risco têm um rendimento mais baixo, como os depósitos a prazo e os Certificados de Aforro. Contudo, tem sempre o dinheiro disponível e, à partida, pode fazer reforços quando quiser.


São mais indicados para quem pode precisar do dinheiro em qualquer momento, ou, no caso dos filhos, quando estão perto de entrar para a faculdade ou de tirar a carta de condução, por exemplo.


As Obrigações do Tesouro são um produto de baixo risco, mas só interessam a quem não faz questão de ter o dinheiro disponível em breve e não pretende fazer reforços. Têm ainda outro inconveniente: mínimo de 2500 euros, para diluir os custos de transação (a aquisição dos títulos é feita em Bolsa). Trata--se de uma poupança de médio e longo prazo (3 a 10 anos), com um rendimento superior ao dos depósitos e certificados. Para estes prazos, pode atingir os 4,2% líquidos.


Um investidor mais cuidadoso, mas que queira garantir um bom rendimento, deve diversificar ao combinar vários produtos.


Ou seja, abrir um depósito a prazo para garantir alguma liquidez, comprar Obrigações do Tesouro para aumentar o rendimento com segurança e investir num fundo misto, para rentabilizar melhor o dinheiro. Confira as Escolhas Acertadas na página 35, em função da idade da criança.

 

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 22:11 | comentar | favorito
04
Jul 13
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Jul 13

Bancos tranquilizam: depósitos estão seguros

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Fernando faria de Oliveira, assegura ais portugueses que os depósitos bancários estão seguros. Declarações destinadas a tranquilizar os depositantes, perante um cenário de crise política e de eventual segundo resgate.

«O setor bancário português está robusto, está sólido, está solvente e oferece a maior serenidade possível», garantiu. 

«Uma coisa é as quedas inevitáveis em momentos como este ¿ aliás, os reflexos não foram apenas na bolsa portuguesa, acabaram por ser em todas as bolsas europeias ¿ que penalizam largamente os investidores e com isso penalizam largamente a economia. Mas em termos dos depositantes, aquilo que se pode dizer é que os seus depósitos estão seguros e podemos ter confiança no nosso sistema bancário», acrescentou. 

Ainda assim, o representante dos banqueiros alertou que esta situação pode levantar problemas quanto ao financiamento externo da banca.

Falando à margem de um seminário sobre «Segurança Digital e Privacidade no Setor Bancário», em Lisboa, Faria de Oliveira defendeu que o país tem de «fazer todo o possível para evitar o caminho da Grécia», preservando aquilo que «de positivo ocorreu até agora». 

O responsável sublinhou que «a desvalorização ocorrida no mercado de capitais foi a primeira e grave consequência de uma crise política que tem que ser resolvida pelos responsáveis políticos», mas é «fundamental que esta crise política seja resolvida o mais rapidamente possível, mas ponderando seriamente as consequências das soluções que vierem a ser adotadas».

«Temos que fazer todo o possível para evitar o caminho da Grécia. Temos que saber preservar aquilo que de positivo ocorreu até agora e temos que ser capazes de evitar danos cada vez mais profundos que uma crise política comporta», acrescentou. 

«É preciso uma grande capacidade de discernimento, de lucidez, em relação àquilo que pode acontecer na solução que vier a ser encontrada. Mas isso compete aos políticos».

Comentando a escalada dos juros da dívida, Faria de Oliveira considerou que «é uma das consequências da crise que foi aberta», mas espera que «possa ser minorada rapidamente, se se encontrarem as soluções políticas convenientes».

«Num momento pode estragar-se grande parte daquilo que se foi percorrendo», adverte.

fonte:http://www.tvi24.iol.pt/

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