20
Set 12
20
Set 12

Juros de depósitos sobem pela primeira vez em quatro meses

As taxas de juro dos depósitos a prazo voltaram a subir em Julho, depois de três meses a cair.

Segundo dados do Boletim Estatístico, a taxa de juro praticada pelas instituições financeiras sobre os novos depósitos foi de 3,16% em Julho, um ligeiro aumento face ao mês de Junho (3,13%). Foi a primeira vez desde Março que os juros registaram uma subida.

Recorde-se que em Novembro de 2011 a imposição de um limite nos juros praticados pelos bancos, nos depósitos, fez com que estas taxas caíssem abaixo dos 4% logo nesse mês. O regulador aprovou uma medida que prevê que os bancos que ofereçam uma taxa de juro superior em 300 pontos base à taxa de mercado serão penalizados no seu rácio de capital de base.

A acompanhar a suvida das taxas de juro esteve o montante depositado pelos clientes, que subiu de 7.121 milhões em Junho, para 9.116 milhões de euros em Julho. Dados que comparam com a quebra de cerca de mil milhões de euros registada entre Maio e Junho no montante depositado por particulares.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 13:34 | comentar | favorito
19
Set 12
19
Set 12

Conheça as melhores alternativas aos depósitos a prazo

As remunerações dos depósitos a prazo têm vindo a cair ao longo dos últimos meses e já não são tão atractivas face ao ano passado.

O último ano pode equiparar-se ao "El Dorado" para os adeptos dos depósitos a prazo. A escalada das remunerações que chegaram a atingir os 7% em alguns casos, levou a que os aforradores portugueses se rendessem a este tipo de aplicações. Mesmo num ano de crise económica, os bancos conseguiram angariar em 2011 o segundo valor mais elevado de sempre em novos depósitos a prazo: perto de 117 mil milhões de euros, segundo dados do Banco de Portugal. Contudo, a realidade actual é bastante diferente. Há vários meses que a remuneração dos depósitos a prazo vem a cair. Em Julho, a média das taxas de juro das novas aplicações a prazo foi de 3,16%, consideravelmente abaixo dos 4,53% que se verificava em Outubro do ano passado, altura em que estas bateram máximos. Perante essa evolução, há uma pergunta que se impõe colocar: Face à recente quebra nas remunerações dos depósitos a prazo, terá terminado o reinado dos depósitos a prazo e será a altura dos aforradores portugueses focarem as suas atenções noutro tipo de aplicações? Os números e as opiniões dos especialistas mostram que o investimento em depósitos continua a fazer sentido, mas a concorrência de aplicações com retornos atractivos é cada vez maior.

"Assistimos nos últimos meses a uma diminuição da remuneração deste tipo de activos, o que é essencialmente explicado pelas regras impostas às instituições financeiras pelo Banco de Portugal desde o final do ano passado", lembra Diogo Serras Lopes, Director de investimentos do Banco Best para justificar a recente quebra na remuneração dos depósitos a prazo. Recorde-se que ao longo de 2011, as instituições financeiras, sem meios para obter financiamento no mercado e perante a necessidade de baixar os respectivos rácios de créditos/depósitos para 120% até ao final de 2014, centraram as atenções na captação de recursos junto dos seus clientes. Apostaram no lançamento de aplicações a prazo com taxas elevadas, sendo que estas chegaram a ultrapassar os 4%, 5% e em alguns casos atingiram os 7%. O receio de que esta "explosão" nas remunerações dos depósitos pudesse resultar num risco para as instituições financeiras, levou o Banco de Portugal a definir tectos para os juros oferecidos a partir de Novembro de 2011 e penalizações às instituições que ultrapassassem esses limites. Isto acabou por obrigar os bancos a recuar na "guerra pelos depósitos".

Hoje em dia, quem for ao banco para subscrever um depósito a prazo na melhor das hipóteses consegue uma taxa de juro bruta de 5,45%. E as expectativas apontam para que as remunerações dos depósitos a prazo continuem a baixar. Em parte como consequência da redução dos juros de referência, mas também por que os bancos não se sentem tão pressionados para captar depósitos já que estão próximos de atingir as metas para os respectivos rácios de créditos/depósitos. "Nesse sentido, outras alternativas tornaram-se relativamente mais interessantes, nomeadamente obrigações de curto prazo, fundos de investimento que possam investir neste tipo de activos (fundos de tesouraria e mercado monetário) e seguros de capitalização", defende o responsável do Banco Best. Para um perfil conservador onde predominam activos de baixo risco, o especialista do Best elege ainda as obrigações de elevada qualidade creditícia, governamentais ou de empresas, para incluir na carteira.

A perda de atractividade das remunerações dos depósitos a prazo coincide com o surgimento de novas alternativas de investimento e a melhoria das condições oferecidas por produtos existentes destinadas aos pequenos aforradores. Um dos casos de maior relevo são as obrigações para o retalho emitidas por empresas nacionais e que estão a captar bastante interesse por parte dos aforradores portugueses. Desde o final do ano passado milhares de investidores particulares já apostaram em obrigações de empresas portuguesas, que acenam com taxas de juro anuais brutas atractivas (entre os 6% e os 7%). EDP, Semapa, Zon, Brisa, Sonae e a PT são algumas das empresas que já realizaram emissões de dívida especialmente dirigidas para o mercado de retalho. Até 18 de Setembro é possível subscrever títulos de dívida emitidos pela REN, sendo que a empresa liderada por Rui Cartaxo está a oferecer juros brutos de 6,25%. Mas, é necessário ter em consideração que dificilmente será possível conseguir uma remuneração deste ordem. Os custos associados a este tipo de produto podem mesmo tronar negativa a remuneração oferecida.

Também os certificados de aforro podem regressar "à moda". Depois da perda de atractividade e de aforradores verificada ao longo dos últimos anos, o Estado alterou as características deste produto de forma a torná-lo mais apelativo para os investidores. Desde o início de Setembro, os certificados de aforro beneficiam de um prémio fixo de 2,75%, em vez de se aplicar os prémios crescentes a partir do segundo ano e que atingiam no máximo 2,5% no décimo ano. Tendo em conta esta alteração, a remuneração oferecida pelo produto do Estado passou a suplantar a da maioria dos depósitos a prazo disponíveis no mercado. Quem em Setembro subscrever certificados de aforro terá uma taxa de juro bruta de 3,268%.

Contudo, isto não significa que os depósitos a prazo devam deixar de integrar as poupanças dos portugueses. Segundo Diogo Serras Lopes, "o investimento não deve ser visto como uma única alocação mais vantajosa sobre as outras. Os depósitos a prazo, na componente de investimento de baixo risco, devem fazer parte de uma alocação mais global que considere outras classes de activos".


Alternativas aos depósitos a prazo

Certificados de Aforro
Após meses e meses a perder dinheiro, as recentes alterações nos certificados de aforro pode fazê-los rivalizar com a maioria dos depósitos a prazo. Até ao final de 2016, este produto beneficia de um prémio fixo de 2,75%, em vez de se aplicar os prémios crescentes a partir do segundo ano e que atingiam no máximo 2,5% no décimo ano. Na prática, isto significa que quem subscrever certificados de aforro em Setembro beneficiará de uma remuneração bruta de 3,268%. O mínimo de subscrição são 100 euros, sendo os juros pagos trimestralmente, o que é uma vantagem face à maioria dos depósitos com remunerações mais elevadas cujos juros são pagos em prazos mais dilatados.

Obrigações de empresas
Apesar do seu risco ser mais elevado face a um vulgar depósito (risco de crédito e de liquidez), as obrigações de empresas prometem retornos vantajosos. Actualmente, a REN é a única empresa nacional a disponibilizar este tipo de produto, sendo oferecida uma taxa de juro bruta até 6,25%. Esta taxa é bastante mais atractiva face à maioria dos depósitos. Contudo, é necessário ter em conta que os custos associados podem "comer" grande parte do retorno. Nomeadamente, as comissões de subscrição, juros, guarda de títulos, etc. A Deco considera que apenas compensa subscrever obrigações da REN para montantes a partir de 2.500 euros.

Fundos de Tesouraria
Os fundos de tesouraria são, tradicionalmente, uma das principais alternativas aos depósitos a prazo, o que se aplica no contexto actual. São fundos de baixo risco, abertos, que fazem essencialmente aplicações em instrumentos financeiros de curto prazo, como papel comercial, depósitos no mercado monetário interbancário, bilhetes do tesouro, etc. Segundo dados da APFIPP, nos últimos 12 meses a rentabilidade anualizada da categoria de fundos de Tesouraria Euro foi de 3,64%, em média, mas chegou a atingir os 5,98% no caso do fundo Banif Euro Tesouraria (classe de risco 1).

Fundos PPR
Mesmo tendo perdido grande parte do brilho após a perda dos benefícios fiscais, os PPR sob a forma de fundo de investimento apresentam um retorno bastante atractivo sobretudo nos últimos 12 meses. Segundo dados da APFIPP, nesse período seis fundos com essas características apresentaram uma rendibilidade anualizada superior a 10%. Para períodos mais dilatados, são sete os que rendem mais de 3% a três anos. Apesar de o risco associado a este tipo de poderão ser uma alternativa aos depósitos a prazo. É possível optar por produtos com diferentes níveis de risco, tendo em conta a sua exposição ao investimento em acções.

Trabalho publicado na edição de 14 de Setembro de 2012 do Diário Económico

publicado por adm às 08:24 | comentar | favorito
13
Set 12
13
Set 12

Nova taxa sobre mais-valias de depósitos vale 56 milhões

O maior contributo para este encaixe adicional virá do sector das famílias, que verão as mais-valias das suas poupanças diminuírem 49,6 milhões de euros.

A subida na tributação das mais-valias dos depósitos a prazo vai permitir ao Estado encaixar mais 56,7 milhões de euros. De acordo com as contas feitas pelo Diário Económico, entrarão nos cofres públicos um total de 1.002 milhões de euros, em resultado da nova taxa liberatória para os depósitos a prazo de empresas e famílias, no valor de 26,5%. Um montante que contrasta com os 945 milhões de euros que seriam arrecadados caso esta taxa fosse mantida em 25%.

Nesta equação, o maior contributo virá do sector das famílias, que verão as mais-valias das suas poupanças encolherem 49,6 milhões de euros. Do lado das empresas, o encaixe adicional deverá rondar os sete milhões de euros, dada a reduzida base de depósitos a prazo destas instituições. Aliás, os números de Julho mostram uma nova diminuição no total de depósitos a prazo das empresas, para os 16,9 mil milhões de euros, o valor mais baixo em seis anos. Também as aplicações a prazo das famílias portuguesas caíram em Julho, para 102,1 mil milhões. Desde o início o ano, o montante de depósitos a prazo das famílias portuguesas praticamente estagnou, o que é tido como um forte indício de que está esgotada a capacidade de poupança dos portugueses.

Uma tendência que o indicador de poupança APFIPP/ Universidade Católica divulgado ontem, e que já compreende o mês de Agosto, parece confirmar. No último mês, o índice de poupança em Portugal (corrigido de sazonalidade) registou a maior quebra desde que este indicador foi criado, em Setembro de 2011. "O indicador de poupança (...) desceu em Agosto para 112,1 [de 116,8 em Julho] após vários meses de subidas. O indicador sugere que a tendência crescente da poupança das famílias em percentagem do PIB foi interrompida", lê-se no documento divulgado.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 08:20 | comentar | favorito
10
Set 12
10
Set 12

Depósitos das famílias atingem valor mais elevado de sempre

Depósitos de particulares voltaram a atingir recordes apesar da tendência de descida das taxas de juro oferecidas.

As famílias continuaram a aumentar as suas aplicações em depósitos no mês de Julho, com o montante total a ter uma subida mensal de 211 milhões de euros para 132,5 mil milhões de euros, segundo dados do Banco de Portugal. As subidas nos depósitos surgem numa altura em que a tendência das taxas de juro oferecidas pelos bancos é de queda. Apesar dos juros até terem tido uma ligeira melhoria mensal de 3,13% para 3,16% em Julho estão longe dos 4,53% oferecidos em Outubro do ano passado, altura em que bateram máximos.

Desde o início do ano, o montante aplicado em depósitos dos bancos nacionais aumentou 1,44%, o equivalente a 1,88 mil milhões de euros. Com esta evolução, os bancos nacionais estão a conseguir evitar a tendência de fuga de depósitos observadas noutros países periféricos, como Espanha e Grécia.

O aumento do valor aplicado em depósitos surge ainda num período em que a concorrência para captação das poupanças da família é menor. Um dos exemplos é a opção das maiores empresas portuguesas em conseguirem financiamento através da emissão de obrigações para o retalho.

fonte:http://economico.sapo.pt

publicado por adm às 23:30 | comentar | favorito
05
Set 12
05
Set 12

OS MELHORES DEPOSITOS A PRAZO DE SETEMBRO DE 2012

QUAIS OS MELHORES DEPÓSITOS A PRAZO?

Após um período em que os bancos não paravam de subir as suas ofertas nos depósitos a prazo, é um pouco decepcionante verificar que gradualmente as taxas tem vindo a diminuir e que a agressividade na captação de depósitos diminui bastante.

É natural que, após os aumentos de capital e o maior equilibrio entre a concessão de crédito e a captação de depósitos, não só por via da maior liquidez, mas também por via da travagem na concessão de crédito, os bancos já não sintam necessidade de oferecer taxas tão elevadas nos depósitos a prazo como sentiam quando os seus balanço estavam desequilibrados.

No entanto, ainda existem boas oportunidade que poderão ser aproveitadas e a luta pela captação de depósitos a prazo deverá continuará a sentir-se enquanto durar a crise financeira em Portugal.


Qual o prazo ideal?

Como referimos na newsletter anterior é expectável que as taxas oferecidas desçam até ao final de Setembro, sendo expectável que no último trimestre do ano os bancos voltem a aumentar as suas taxas nos depósitos a prazo, com vista a passar o ano. Assim, neste momento a melhor estratégia será optar por um depósito a 3 meses e depois fazer outro no final do ano, ou optar por fazer depósitos por vários anos, mas com pagamento períodico de juros e a possibilidade de mobilização antecipada do depósito sem penalização nas datas de pagamento dos juros. São exemplos destes depósitos a prazo: O depósito a 2 anos do Banco Invest (4,125% TANB), o DP a 2 anos CR do BES (3,81% TANB) e o DP Crescente a 2 anos do Banif (3,75%) .

 

TANB - Taxa anual nominal Bruta

 

Montante:

 

Até 10.000 €:

 

3 Meses:

BEST DP já14(5,25%)

BIG Online1 (4,5%)

Banco Invest (3,0%)

 

6 Meses:

Privatbank "Pé de meia"(5,350%)

Banco BIC DP Nova Op.(4,00%)

Banco Invest Super DP Crescente (3,50%)

12 Meses:

Privatbank "Pé de meia"(5,450%)

Banco Invest Novos  DP2 (5,00%)
Activo DP Poupança Start1(4,10%)

 

 Até 50.000 €:

 

3 Meses:

BEST DP já14 (5,25%)
BIG Online1 (4,50%) 
Banco Invest (3,00%)

 

6 Meses:

Privatbank "Pé de meia"(5,350%)

BIG Super DP1 (4,10%)

Banco BIC DP Nova Op.(4,00%)

 

12 Meses:

Privatbank "Pé de meia"(5,450%)

Banco Invest DP2(5,00%)

Activo DP Poupança Start1(4,25%)

 

Até 100.000 €_:

 

3 Meses:

Banco Finantia DP Juros Mensais24(4,75%)

Banco BIC Mais Poupança (3,50%)
Banco Invest(3,30%)

 

 

6 Meses:

Privatbank "Pé de meia"(5,350%)

Banco Finantia DP 6 Meses2(5,00%)
Banco BIC DP Nova Op. (4,00%)

 

12 Meses:

Privatbank "Pé de meia"(5,450%)

Banco Invest Super DP Crescente (4,125%)
Banif Rendimento Maxi(3,95%) 

 

Mais de 100.000€:

3 Meses:

Banco Finantia DP Juros Mensais24(4,75%)
Banco BIC Mais Poupança (3,50%)
Banco Invest (3,00%)

 

6 Meses:

Privatbank "Pé de meia"(5,350%)

Banco Finantia DP 6 Meses2(5,00%)
Banco Invest Super DP Crescente (3,50%)

 

 

12 Meses:

Privatbank "Pé de meia"(5,450%)

Banco Invest Super DP Crescente (4,75%)
BIG DP Top II (3,85%) 

 

 

Fonte: Sites dos bancos em 24/08/2012
1Exclusivo para novos clientes.
2Exclusivo para novos recursos.
3O prazo mínimo destes depósitos é superior ao prazo desejado, mas de acordo com as condições dos produtos é possível desmobilizá-os antes do prazo com penalização de 100% sobre os juros não pagos. Assim, poderá desmobilizar-se o capital após o pagamento de juros do período desejado.
4Não é permitida a mobilização antecipada.

 

Fonte:http://www.moneygps.pt/

publicado por adm às 11:39 | comentar | ver comentários (1) | favorito
03
Set 12
03
Set 12

Saiba por que os certificados de aforro são outra vez mais atractivos que depósitos

Conheça as razões pelas quais a nova remuneração é superior à da maioria dos depósitos a prazo.

Os Certificados de Aforro voltam à corrida pelas poupanças dos portugueses. Numa manobra de reanimação por parte do Governo, um dos mais icónicos produtos de aforro dos portugueses passam a pagar, já a partir de hoje, uma taxa de juro bruta de 3,268%. Uma remuneração que fica acima da maioria dos depósitos a prazo comercializados actualmente pelas instituições bancárias, os concorrentes mais directos dos Certificados de Aforro (CA).

E não são apenas os certificados da série C, actualmente disponíveis para subscrição, que vão beneficiar deste aumento. Também os certificados da série B, pressionados pela fuga dos investidores, passam a pagar mais 100 pontos base, ou seja, 3,2808% em Setembro. Embora o mercado continue a oferecer depósitos a prazo com taxas superiores, uma análise mais alargada confirma a nova atractividade dos CA.

A larga maioria dos depósitos com taxas superiores obrigam a um mínimo de subscrição de 2.000 euros, chegando em alguns casos aos 10.000 euros, e até 50.000. Montantes inacessíveis para a maioria dos portugueses, já que de acordo com o último relatório do Fundo de Garantia de Depósitos, 83,2% dos depositantes têm aplicações inferiores a 10.000 euros. Os CA permitem um mínimo de subscrição de 100 euros. Além disso, grande parte dos depósitos com remunerações elevadas não permitem a mobilização antecipada do capital, ou quando possível, acarretam perda total ou parcial de juros. Os CA pagam juros trimestralmente, pelo que em caso de mobilização antecipada, a perda máxima corresponderá a três meses de juros.

De acordo com os dados do Banco de Portugal, a taxa média praticada nos novos depósitos a prazo em Junho fixou-se em 3%, para aplicações até um ano, e 3,13% para a totalidade das maturidades. Ambas abaixo da nova taxa oferecida pelos CA. Embora a remuneração deste produto permaneça indexada à taxa Euribor a três meses - actualmente em mínimos históricos - os CA passam a beneficiar de um prémio fixo de 2,75%, em vez de prémios crescentes a partir do segundo ano, que atingiam o máximo de 2,5% no décimo ano. Estas condições estarão em vigor até 31 de Dezembro de 2016, data após a qual serão retomadas as condições originais, e têm um limite de remuneração máxima de 5%.

Na quinta-feira o ministério das Finanças avançava que "as atuais condições de remuneração dos certificados de aforro das séries B e C, face às alternativas de aplicação de poupanças" se encontravam desadequadas, o que tem conduzido a "uma redução significativa do montante de certificados da série B, fechada desde 2008, e a uma muito reduzida captação de novas poupanças para a série C, actualmente em vigor". Ou seja, o ministério nota que: "O aumento da poupança das famílias não se tem reflectido num aumento de procura dos certificados de aforro, nem mesmo na retenção de poupanças de longo prazo, tradicionalmente estáveis". No mesmo comunicado o ministério decretou a suspensão imediata da subscrição dos Certificados do Tesouro, lançados em 2010. E adiantou que se "encontra a estudar a criação de novos produtos de poupança a colocar à subscrição oportunamente".

Certificados pesam apenas 6% no financiamento do Estado
Os aforradores portugueses contribuem apenas para 6% do financiamento do Estado, tendo em conta o saldo existente nos dois instrumentos destinados aos investidores de retalho: os Certificados de Aforro e os Certificados do Tesouro. O peso dos pequenos investidores tem vindo a diminuir nos últimos anos. No final de 2003 os aforradores nacionais detinham quase 20% da dívida do Estado e, em 2005, o peso dos CA no total da dívida pública era de 16%.

A dívida directa do Estado situa-se em 188,3 mil milhões de euros, sendo que os investidores de retalho detêm apenas 11,3 mil milhões de euros desse valor. Desde o início do ano tem-se registado uma fuga dos portugueses dos instrumentos de financiamento do Estado. Os resgates líquidos de Certificados de Aforro foram de 1,44 mil milhões de euros, enquanto os Certificados do Tesouro atraíram apenas 90 milhões de euro. Conjugados os dois produtos, o Estado contava com resgates líquidos de 900 milhões de euros em 2012, número que já foi largamente ultrapassado apenas nos primeiros sete meses do ano. A saída de investidores acima do previsto poderá obrigar oEstado a ter de fazer mais leilões de Bilhetes do Tesouro que o previsto, segundo os peritos da Unidade Técnica de Apoio Orçamental.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 10:17 | comentar | favorito
02
Set 12
02
Set 12

Depósitos em Espanha sofrem a maior queda de sempre

O sector privado espanhol retirou 5% do dinheiro que mantinha depositado nos bancos do país, em julho. Os depósitos a prazo somam agora 1,509 mil milhões de euros, tendo sofrido a maior queda desde 1997, quando o Banco Central Europeu (BCE) começou a compilar estes dados. De acordo com os dados do BCE, a poupança das famílias e empresas reduziu-se 5%, em relação aos 1,583 mil milhões de euros de junho. 

Em contrapartida, segundo os dados do BCE, na Grécia a tendência inverteu-se: no mês de julho, os depósitos cresceram 2%, depois de vários meses de queda.

 

Os depósitos converteram-se numa das principais fontes de financiamento dos bancos, quando os mercados deixaram de funcionar normalmente, depois de rebentar a crise financeira, em 2008. O que torna esta queda particularmente complicada em Espanha, cujo sector financeiro já está profundamente fragilizado.

A incerteza que rodeia algumas entidades espanholas pode ter contribuído para esta fuga de capital em julho, ainda que todos os depósitos da zona euro estejam garantidos até aos 100 mil euros por pessoa e por conta, pelo Fundo de Garantia de Depósitos.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/Ec

publicado por adm às 23:13 | comentar | favorito
tags: