31
Mar 12
31
Mar 12

Aforradores perdem 25% com resgate de PPR

Resgatar Planos de Poupança Reforma (PPR) para tapar o buraco do orçamento familiar arrisca ser uma solução pouco vantajosa para quem andou anos a poupar. As penalizações levam os aforradores a perder um quarto do valor investido. Além disso, as seguradoras e os bancos estão a atrasar os pagamentos e a dificultar o acesso àquele aforro. A Deco já recebeu mais de 100 queixas.

Um contribuinte com 50 anos que desde 2006 tenha feito entregas anuais de 1500 euros num PPR de forma a obter o benefício fiscal máximo - 300 euros até 2010 e 100 em 2011 - vê desaparecerem 2110 euros se quiser resgatar a totalidade do montante aplicado para fazer face às despesas familiares. Os PPR podem ser resgatados desde que passados cinco anos após a primeira entrega. Mas só podem ser retirados de forma antecipada e sem penalizações nos casos de reforma por velhice ou invalidez, desemprego de longa duração, doença grave ou incapacidade permanente para o trabalho. Fora dessas excepções, quem mexer no dinheiro é obrigado a devolver os benefícios fiscais, acrescidos de uma penalização de 10% por cada ano de subscrição do produto.

Para quem ainda tiver Planos Poupança Reforma e Educação (PPR-E) - cujos benefícios fiscais terminaram em 2006 e obrigaram à reconversão para os típicos PPR -, o resgate do dinheiro para suprir aquele tipo de encargos só pode ser feito relativamente às verbas entregues até 2005, mas as regras são apertadas e, de certa forma, burocráticas. É necessário entregar no banco ou seguradora cópia do NIF e atestados de residência do segurado e do educando, passados pela junta de freguesia. Além destes, é necessário, para o 1º ano do curso, apresentar recibo de inscrição no estabelecimento de ensino. E para os anos subsequentes a lei exige a entrega do certificado de frequência com aproveitamento no ano transacto.

A exigência chega a ser uma odisseia. Segundo André Gouveia, economista da Deco Proteste, "no regime actual de Bolonha, muitas faculdades deixaram de considerar o aluno aprovado ou não aprovado, pelo que o estudante não tem declaração nos termos que as seguradoras exigem". No ano passado, a Deco registou 107 queixas por causa dos resgate de PPR e PPR-E. Desde Janeiro, outras duas deram entrada. Os principais motivos estão relacionados com a demora no pagamento do capital e com a interpretação das condições de resgate sem penalização fiscal. André Gouveia explica que, "como a lei não impõe prazo de pagamento, as seguradoras ultrapassam a recomendação do Instituto de Seguros [de dez dias úteis]".

 

DISCURSO DIRECTO

"ENTREGAS CAÍRAM 60 POR CENTO", Pedro Seixas Vale, Pres. Ass. Port. de Seguradores

CM - Como evoluíram os PPR em 2011?

Pedro Seixas Vale - As novas entregas desceram 60%, para 1300 milhões, e o volume total caiu 14%, para 13 mil milhões.

- A crise levou ao resgate?

- Não temos dados que permitam concluir que os resgates são resultado das dificuldades financeiras. 0s principais distribuidores de PPR são os bancos, que procuraram encaminhar as poupanças não para os PPR, mas para os depósitos.

- O fim dos benefícios fiscais penalizou os PPR?

- Não. Quem estava nos PPR pelos benefícios já saiu. Estes produtos continuam a ser a melhor forma de poupar a longo prazo.

INFLAÇÃO CASTIGA OS DEPÓSITOS

Para obter maiores rendimentos e continuar a aforrar para a reforma, a maioria dos especialistas está a sugerir a aplicação das poupanças em fundos de investimento mistos.

António Ribeiro, analista financeiro da Deco, admite que, "como os certificados do tesouro perderam o interesse e os PPR perderam os benefícios, os maiores beneficiados têm sido os depósitos". "Está--se a canalizar dinheiro para os bancos, mas a maior parte deles está a oferecer juros inferiores à inflação", garante. E acrescenta: "Há bancos que a 12 meses estão a dar quase zero aos seus clientes". Segundo o analista da Deco, "o Deutsche Bank e o Barclays têm taxas quase nulas".

Por isso, no entender de António Ribeiro, os fundos mistos - cujas verbas são aplicadas em obrigações e acções - são uma das formas de continuar a aforrar mantendo taxas atraentes. Além destas, também a compra de obrigações do tesouro - que tem de ser feita através de corretoras ou num banco e cujo montante mínimo de investimento é de 2500 euros - é uma solução, já que os juros podem ultrapassar os 15%. Ainda assim, alerta, só compensam se mantidos até à maturidade de 5 ou 10 anos.

"O QUE MAIS PENALIZA É O FIM DOS BENEFÍCIOS"

António Ribeiro, analista financeiro da Deco Proteste, reconhece que o valor das penalizações aplicadas "é um encargo pesado num momento em que as pessoas têm maiores necessidades de liquidez". Mas, no seu entender, o que mais prejudica esta forma de poupança "é o fim dos benefícios fiscais". "As pessoas podem acabar por descurar um pouco a reforma."

SEGURADORAS ESPERAM CAPTAR MIL MILHÕES

O presidente da Associação Portuguesa de Seguradores, Pedro Seixas Vales, disse ao CM que as estimativas das seguradoras apontam para que as novas entregas, em 2012, cheguem aos mil milhões de euros. Segundo o responsável, o primeiro trimestre é disso exemplo: as novas subscrições cresceram três por cento face ao período homólogo de 2011.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/


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30
Mar 12
30
Mar 12

Banco de Portugal volta a penalizar depósitos

Banco de Portugal vai apertar os limites aos juros dos depósitos a prazo, o que deverá levar os bancos a baixar a remuneração. A partir da próxima semana desce o "prémio" que a banca pode oferecer nestas aplicações sem penalizar o seu capital. A "multa" aplicada às instituições duplica.

Desde Novembro que as taxas dos depósitos têm estado sob escrutínio do Banco de Portugal, que está preocupado com a rentabilidade dos bancos. E já a partir de 2 de Abril as regras vão ser mais apertadas. Até agora, os bancos que pagassem um "prémio" de 300 pontos-base face à taxa de mercado eram castigados no capital. O limite vai agora descer, especialmente nas aplicações de mais curto prazo.

De acordo com a Instrução publicada ontem, nos depósitos com um prazo até 91 dias, ou seja, três meses, os bancos que praticarem um "spread" superior a 225 pontos-base serão penalizados. Nas aplicações entre três e seis meses, o "prémio" máximo será de 250 pontos, subindo para 275 pontos acima da taxa do mercado, nos depósitos com mais de seis e até nove meses.

Os indexantes de mercado até aos nove meses são as Euribor, que estão em mínimos de 2010. Considerando a taxa a três meses, que está nos 0,783%, adicionada do "prémio" máximo, os bancos não devem oferecer juros acima de 3,03%. Uma breve pesquisa mostra que há vários bancos a fazê-lo. O BEST e o BIG, por exemplo, dão uma taxa de 5,5%, a 90 dias.

Quem superar este "limite" será penalizado, sendo que o factor que é aplicado no cálculo da penalização nos rácios de capital dos bancos duplica. Até agora, os bancos eram tinham de abater aos capitais próprios 0,5% do montante captado acima da taxa "máxima". O factor sobe agora para 1%.

Nos depósitos do BEST e do BIG, supondo uma aplicação de 100 mil euros, tendo em conta já o novo "prémio" máximo, mas a penalização anterior (de 0,5%), os bancos teriam de abater 2.248 euros aos rácios. Nas aplicações feitas a partir de 2 de Abril, terão de abater 4.495 euros. 

Depósitos mais longos pagam mais

O Banco de Portugal pretende com esta revisão da limitação aos juros dos depósitos penalizar mais as aplicações de muito curto prazo. É nestas que é mais comum surgirem ofertas promocionais com taxas elevadas, que visam a conquista de novos clientes por parte dos bancos. 

Baixando os juros nestes, os portugueses poderão ser atraídos para poupanças de mais longo prazo. Nas aplicações a um ano, e por prazos ainda mais alargados (3,4 e 5 anos), o "prémio" máximo mantém-se como até aqui nos 300 pontos-base.

Nos depósitos a 12 meses, a Instrução prevê que a taxa de referência do mercado seja a Euribor a 12 meses ou a curva entre as taxas "swap" e a Euribor a 6 meses, fixada diariamente pela Internacional Swaps Derivatives Association (ISDA). A Euribor está mais elevada, nos 1,42%, pelo que o "limite" será de 4,42%. Numa aplicação a cinco anos, a taxa da ISDA é superior (1,579%), pelo que os bancos podem pagar até 4,579%.


AS NOVAS REGRAS

Depósitos à ordem abrangidos pelas novas regras
Até aqui, só os depósitos a prazo estavam ao abrigo da limitação de juros determinada pelo Banco de Portugal. A partir de 2 de Abril, segundo a Instrução divulgada ontem, passa a abranger "os depósitos e operações equiparadas de captação de fundos de clientes, incluindo certificados de depósito". Além disso, as contas de depósito à ordem também passam a estar abrangidas pelos "limites" do regulador. 

Penalização aos bancos estendida aos reforços e renovações 
"Os reforços de depósitos já contratados, as renovações ou a manutenção de operações para além do prazo inicialmente contratado, devem ser tratados como se novos depósitos se tratassem", diz o Banco de Portugal. Ou seja, tanto num caso como noutro, o banco pode ser penalizado caso pratique juros com "prémios" superiores à taxa de referência do mercado.

"Prémios" mais baixos para aplicações com prazos mais curtos
De acordo com a Instrução publicada ontem, nos depósitos a prazo com um prazo até 91 dias, ou seja, três meses, os bancos que praticarem um "spread" superior a 225 pontos-base serão penalizados. Nas aplicações entre três e seis meses, o "prémio" máximo será de 250 pontos, subindo para 275 pontos acima da taxa do mercado, nos depósitos com mais de seis e até nove meses. A partir daqui, o "prémio" máximo mantém-se em 300 pontos-base.

Penalizações mais pesadas nos rácios de quem não cumprir limites
Até agora, os bancos eram penalizados em 0,5% do montante captado acima da taxa "máxima", mas a penalização vai subir. De acordo com a Instrução divulgada ontem, o factor passa para 0,01. Ou seja, a penalização será de 1%, sendo que os bancos terão de descontar o valor correspondente aos seus rácios de capital.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/h

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27
Mar 12
27
Mar 12

Depósitos rendem 4 vezes mais que certificados

Quem subscrever os tradicionais certificados de aforro no mês de Abril vai obter um juro bruto de apenas 0,956%.

Em termos líquidos, os ganhos são ainda mais tímidos: 0,716%.

É primeira vez desde Agosto de 2010 que estas aplicações remuneram os investidores com juros inferiores a 1%. A contribuir para a fraca rentabilidade dos certificados de aforro está a queda da Euribor a três meses, a taxa interbancária que serve de indexante para os juros destas aplicações. Recorde-se que as taxas Euribor estão a cair de forma consecutiva desde Dezembro do ano passado, na sequência das operações de refinanciamento de longo prazo levadas a cabo pelo BCE.

Perante estes dados não é de surpreender o facto dos portugueses estarem a retirar cada vez mais dinheiro dos certificados de aforro. Os números do IGCP mostram que nos dois primeiros meses do ano, os investidores portugueses já retiraram 459 milhões de euros destas aplicações.

Já no ano passado tinham retirado mais de quatro mil milhões. Os aforradores estão a transferir o dinheiro destas tradicionais aplicações para outros instrumentos financeiros mais rentáveis, como é o caso dos depósitos. Segundo os dados do Banco de Portugal, os bancos portugueses atribuíram em Fevereiro um juro médio de 3,87% para os novos depósitos. Isto significa que o rendimento dos depósitos a prazo é 300% superior à remuneração dos certificados de aforro.

 

 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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26
Mar 12
26
Mar 12

Bancos pagam juros acima do limite imposto pelo Banco de Portugal

Há instituições financeiras a pagarem taxas de juro acima do limite imposto pelo Banco de Portugal, numa tentativa de captar clientes e também de reduzir o rácio de transformação (crédito sobre depósitos) até 120% em 2014. Algumas instituições chegam a oferecer juros de 6%, acima do limite de 4,46% para depósitos a 12 meses.

Em novembro de 2011, o regulador limitou os juros nos depósitos, penalizando, no rácio de capitais próprios (core tier 1), os bancos que ultrapassem esse limite.  

O Banco de Portugal reconheceu, na altura, que o facto de estarem a ser praticadas taxas cada vez mais elevadas envolvia "riscos acrescidos para as instituições e, em última instância, para o conjunto do sistema financeiro".  

A medida dissuadiu algumas instituições e levou a uma quebra dos juros em termos médios. Em parte porque, até final deste ano, os bancos têm de ter um core tier 1 de 10%. Ainda assim, é possível encontrar instituições que estão dispostas a apostar tudo na captação de depósitos, mesmo que isso lhes custe o próprio capital de base.  

Segundo dados da Deco Proteste, os cinco melhores depósitos a um ano oferecem taxas brutas que chegam a 6%. Um juro acima do limite definido pelo Banco de Portugal, neste caso Euribor a 12 meses acrescida de 300 pontos base, ou seja, uma taxa de 4,46%.  

Apesar de no mês da entrada em vigor da limitação do Banco de Portugal (novembro) ter-se verificado uma quebra dos juros, em dezembro e janeiro a tendência inverteu-se.  

Os dados do Boletim Estatístico do Banco de Portugal mostram que, em janeiro, em média, a taxa de juro praticada pelas instituições financeiras nos depósitos a prazo foi de 3,87%. Um aumento face aos 3,65% do mês anterior. Quando comparado com o valor de janeiro do ano passado (2,70%) verifica-se que as taxas de juro subiram mais de um ponto percentual.  

O aumento dos juros praticados nos depósitos já mereceu criticas dos presidentes do BPI, Montepio e Crédito Agrícola, que falam em "taxas excessivamente altas" e "insustentáveis".  

Quem parece não se importar com as taxas elevadas são os portugueses que têm aproveitado para transferir as suas poupanças dos certificados de aforro, fundos de investimento e seguros para os depósitos a prazo.  

Em apenas um ano, as famílias colocaram nos depósitos perto de 12 mil milhões de euros. Um valor só verificado após a falência do banco de investimento norte-americano Lehman Brothers, em plena crise de crédito hipotecário de alto risco (subprime).  

De acordo com os últimos dados do Banco de Portugal, em janeiro o valor colocado nos depósitos ascendeu a 131,2 mil milhões de euros, o montante mais elevado de sempre.  

Os cinco melhores depósitos


1) Depósito a prazo 6% - Finantia 
É o depósito a prazo a um ano oferece com a taxa mais elevada, segundo os dados da Proteste Poupança. Paga um juro bruto de 6%, o qual corresponde a uma taxa líquida de 4,5%. É um depósito para novos clientes e valores, com um montante mínimo de investimento de 50 mil euros. 

2) E-"Pé de Meia" - PrivatBank 
Este depósito apresenta uma taxa bruta de 5,45%, o que corresponde a uma taxa anual nominal líquida (TANL) de 4,09%. Destina-se a subscrições on-line e tem o prazo de um ano.

3) E-Depósito a Prazo - PrivatBank 
O depósito está destinado a subscrições on-line. Paga uma taxa de juro bruto de 5,45%, que corresponde a uma taxa líquida de 4,09%.

4) Depósito a Prazo a 1 ano - PrivatBank 
Oferece uma taxa bruta de 5,25%, ou seja, 3,94%. líquidos. Este depósito com prazo a um ano exige como montante mínimo de subscrição 500 euros.

5) Invest Novos Depósitos -  Banco Invest 
Destina-se a novos  clientes e montantes. Paga um juro bruto de 5,25%, a que corresponde uma taxa líquida de 3,94% e tem como montante mínimo de subscrição 2000 euros.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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21
Mar 12

Taxas dos depósitos sobem pelo segundo mês consecutivo

As taxas de juro pagas pelos depósitos a prazo voltaram a subir pelo segundo mês consecutivo.. Em janeiro, as taxas subiram para o valor mais elevado desde novembro, segundo os dados do Boletim Estatístico do Banco de Portugal, divulgados hoje.

A imposição de um limite nos juros praticados pelos bancos nos depósitos, que entrou em vigor em novembro de 2011 esteve na origem da quebra dos juros para valores abaixo dos 4%. No entanto, os dados mostram que, em média, a taxa de juro praticada pelas instituições financeiras nos depósitos foi de 3,87%. Um aumento face aos 3,65% do mês anterior, mas ainda longe dos 4,53% de outubro, ou seja, o último mês antes da entrada em vigor da limitação das taxas.

Desde o dia 1 de novembro, os bancos passaram a estar limitados nos juros pagos nos depósitos e já era previsível que a remuneração destes instrumentos de poupança recuasse.
O regulador aprovou uma medida que prevê que os bancos que ofereçam uma taxa de juro superior em 300 pontos base à taxa de mercado serão penalizados no seu rácio de capital de base. 

Com a nova regra, passou a estar prevista uma dedução aos fundos próprios que relevam para o cômputo do rácio 'core tier 1', em relação com os depósitos contratados com taxa de remuneração acima de um dado limiar.
Essa taxa de referência que os bancos não deverão ultrapassar corresponde à aplicação de um spread de 300 pontos base sobre o valor da taxa Euribor relevante para o período de referência da operação, apresentada sob a forma de percentagem.

Isto significa que se o depósito for a três meses, a taxa de referência resultará do somatório da Euribor a três meses acrescida de 300 pontos base. Já se, por exemplo, o depósito for a seis meses, é tida como referência a Euribor a seis meses mais um spread de 300 pontos base.
Desta forma, os bancos que ultrapassarem esse limite serão penalizados no seu rácio de capital, ou seja, no 'core tier 1'. 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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21
Mar 12

Depósitos: famílias entregam mais 584 milhões à banca

As famílias continuam a apostar nos depósitos para aplicar as suas poupanças. O valor atingiu um novo recorde. 

Em janeiro, o valor total dos depósitos dos particulares atingiu os 131.181 milhões de euros, um aumento de 584 milhões face a dezembro, revelam dados do Banco de Portugal.

Já os depósitos das empresas junto da banca encolheram 871 milhões de euros em janeiro face a dezembro. No primeiro mês deste ano, as empresas tinham 32.540 milhões depositados.

O Banco de Portugal revela ainda uma queda superior a 1.100 milhões de euros no crédito concedido a famílias e empresas, e um novo aumento do malparado.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

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14
Mar 12

Portugueses perdem milhões com más escolhas bancárias

Depósitos que não rendem quase nada e contas com custos elevados: portugueses nem sempre escolhem o melhor para o seu dinheiro, por inércia, comodismo ou medo da burocracia

 

Os portugueses deixam de ganhar, todos os anos, 1.500 milhões de euros, por fazerem más escolhas quanto às contas e depósitos bancários onde colocam o seu dinheiro. Muitos ficam anos a fio no mesmo banco, mesmo estando a perder dinheiro, por puro comodismo ou porque existem entraves burocráticos.

A denúncia parte da Deco, que desafia os portugueses: «Movimente o seu dinheiro» é o nome da campanha lançada esta quarta-feira, e que pretende «mobilizar os consumidores contra a inércia na gestão das poupanças», alertando para melhores opções nas contas à ordem e depósi¬tos a prazo.

«A atual crise exige aos consumidores uma ainda melhor gestão do seu dinheiro. É preciso estar informado e ser mais ativo na relação com as instituições bancárias», explica a associação de defesa do consumidor. O mote da campanha é lutar contra a «fidelização cega com o banco».

A associação inquiriu cerca de 800 consumidores sobre a disponibilidade para mudar de banco. Cerca de 60% afirma¬ram nunca o ter feito, sendo que 15% nem sequer equacionaram essa hipótese. Excluindo a impossibilidade de mudar devido a produtos associados à conta, os principais argumentos para ficar são: burocracia, comissões elevadas, dificuldade em transferir autorizações de débito e falta de tempo. 

«Cada consumidor é dono do seu dinheiro», lembra. Por isso, «se paga custos bancários ele¬vados ou tem baixos rendimentos nos depósitos a prazo, não precisa de mais motivos para mudar de banco».

E para encontrar melhores escolhas, basta estar atento: a Deco disponibiliza ferramentas no portal para ajudar a escolher a melhor conta à ordem e o depósito a prazo mais rentável. Pode ainda analisar o peso das despesas mensais face aos ren¬dimentos do agregado familiar para evitar desequilíbrios. 

Entraves à mudança: taxas e burocracia

Mas, além dessa inação dos portugueses, persistem barreiras à mudança: por exemplo, eventuais custos associados à migração de autorizações de débitos ou de saldos de conta. 

«Tem a certeza que deu o melhor destino ao seu dinhei¬ro?», questiona a Deco, esclarecendo que «no universo dos depositantes em Portugal, por exemplo, conclui-se que as perdas ascen¬dem a 1,5 mil milhões de euros anuais em más escolhas (a 1 de dezembro de 2011). Conside¬rando a melhor taxa líquida do mercado a 1 ano (4,3%), a perda líquida média por depósito é de 2,6%».

Também nas contas à ordem, «há consumidores presos ao banco habitual por mera fidelidade, quan¬do poderiam poupar 80,17 euros anuais face à média, ou até 280 euros se a sua conta for das mais caras, optando pela Escolha Acertada». Estes cálculos têm por base um saldo médio mensal de 250 euros, 12 transferências com NIB, 20 cheques cruzados e cartão de débito. 

Deco pede legislação supervisionada pelo Banco de Portugal

A Deco defende a criação de legislação específica para a mobilidade bancária, assegurando que a mudança de banco é feita de forma simples, rápida e gratuita, com um único interlocutor em contacto com o consumidor. O pro¬cesso deveria ser supervisionado pelo Banco de Portugal, enquanto entidade reguladora, defende.

A campanha «Movimente o seu dinheiro» foi proposta pela organização mundial dos consumidores, à qual se junta-ram, entre outras, as organizações de consumidores de Portugal, Espa¬nha, França, Itália e Bélgica. O objetivo é sensibilizar o consumidor para a importância em defender os seus interesses económicos.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/f

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14
Mar 12

Depósitos: particulares recebem juros mais altos que empresas

Ultrapassagem deu-se em Outubro, altura em que os depósitos das empresas afundaram e os das famílias começaram a acelerar

Os bancos remuneram melhor os depósitos dos particulares do que das empresas, revelam os dados do portal «Conhecer a crise», lançado ontem pela Fundação Francisco Manuel dos Santos. Mas esta é uma tendência recente: até Setembro do ano passado, as empresas tinham um melhor tratamento por parte da banca.

Então, o que mudou? É aqui que o novo portal facilita a análise. Basta cruzar a informação relativa às taxas de juro dos depósitos com os dados relativos aos depósitos efetuados por empresas e particulares. A comparação permite concluir rapidamente que a tendência se inverteu em Outubro, altura em que as empresas começaram a aplicar cada vez menos dinheiro em depósitos e os particulares, pelo contrário, reforçaram.

Segundo os dados do Banco de Portugal ali contidos, em janeiro deste ano, a taxa de juro média dos depósitos a prazo até um ano estava nos 3,7% para particulares e nos 2,9% para as empresas. Os juros dos particulares só ultrapassaram os das empresas em Outubro de 2011, depois de, em Setembro, os depósitos das empresas terem afundado quase 13%. Mês após mês, estes depósitos foram recuando (caíram 6% em Outubro, 9,6% em Novembro, 8,7% em Dezembro e mais 1,2% em Janeiro deste ano) e as taxas de juro foram também baixando. Dos 4,5% pagos em Setembro, recuaram para 2,9% no início deste ano.

Famílias depositam mais, ganham mais

Pelo contrário, os bancos premiaram melhor a preferência dos particulares. Os depósitos das famílias não têm parado de acelerar desde o início do ano passado, mas as subidas mais significativas começaram precisamente no final do verão: cresceram 8,8% em Setembro, 9,4% em Outubro, 9,5% em Novembro, 9,4% em Dezembro e mais 9,4% no 1º mês de 2012.

Esta quarta-feira, a Deco revelou que os portugueses perdem milhõs de euros por ano com más escolhas nos depósitos e contas bancárias.

A análise pode ir mais longe, se cruzarmos estes dados com os dados do financiamento. Aí é possível ver o crédito a empresas encolher, especialmente na segunda metade do ano, o que coincide com o recuo dos depósitos. Os dados corroboram assim as queixas das empresas: com maior dificuldade de acesso a financiamento, as empresas vêm-se obrigadas a recorrer ao dinheiro em caixa.

Dados que, por sua vez, podem ser cruzados com a evolução do malparado, ou dos despedimentos coletivos, por exemplo, e estes, por sua vez, com os do desemprego, que se relacionam com o malparado.

Está análise é apenas um exemplo daquilo que é possível fazer com o portal «Conhecer a crise», que permite aos portugueses consultar uma série de dados estatísticos que traçam um retrato da crise que Portugal atravessa, da situação socioeconómica e da forma como as pessoas estão a adaptar-se à crise, mudando os seus hábitos de vida.

Faça a sua própria análise da crise

Mas mais do que isso, esta ferramenta permite aos utilizadores cruzarem os indicadores que mais lhe interessarem e fazerem a sua própria análise da crise. A Agência Financeira dá-lhe umas dicas sobre como utilizar este portal e usar a informação que ele contém em seu proveito.

A informação ali contida está organizada em oito grandes áreas: Apoio Social, Balança de Pagamentos, Conjuntura Económica, Despesas das Famílias, Endividamento das Empresas, Endividamento dos Particulares, Finanças Públicas e Trabalho. Mas pode cruzar indicadores das várias áreas, de forma a perceber como eles estão ligados, através da ferramenta «A crise como eu a vejo». Basta selecionar esta opção para adicionar o indicador à sua página e aí passar a acompanhá-lo.

Por exemplo, pode cruzar os dados relativos ao desemprego com os dados do apoio social ou do malparado com o consumo privado, por exemplo, e perceber até que ponto se influenciam entre si.

Os dados que não encontrar nas áreas principais, pode procurar na pesquisa.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

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05
Mar 12

Taxas de juro dos depósitos voltam a subir

Os bancos estão novamente a aumentar a taxa de juro oferecida nos depósitos a prazo. A remuneração média subiu, pelo segundo mês consecutivo, em Janeiro e atingiu os 3,75%.

O valor, revelado pelo Banco Central Europeu (BCE), e citado pelo «Jornal de Negócios», representa uma subida de 19 pontos base face aos 3,56% registados em Dezembro.

Estas subidas representam também uma inversão da tendência registada entre Outubro e Novembro, em que os bancos reduziram bastante a remuneração dos depósitos a prazo (em Outubro estava nos 4,57%). Na altura, os bancos baixaram a taxa de juro oferecida devido aos novos limitem impostos pelo Banco de Portugal.

O regulador definiu em Outubro que os bancos que oferecessem taxas que superem em 300 pontos base a taxa de referência para o mercado (Euribor), seriam penalizados em termos de rácios de capital. O objetivo do banco central é garantir a sustentabilidade do setor, mas isso obrigou as instituições financeiras a moderarem a política de remuneração dos depósitos, para não serem penalizadas.

Os bancos estão a esforçar-se para captar mais depósitos de clientes, devido às exigências da troika, que obrigam a banca a reduzir o rácio entre crédito e depósitos para 120% até 2014. A estratégia está a resultar, já que, de acordo com os últimos dados do Banco de Portugal, em Dezembro, as famílias portuguesas tinham 130,5 mil milhões de euros depositados na banca.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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05
Mar 12

Banca volta a subir juros para atrair depósitos

Juros oferecidos pelos bancos subiram pelo segundo mês. Taxa média avançou para 3,75%, em Janeiro, e é a terceira mais alta da Zona Euro

Os juros oferecidos pelas instituições financeiras nacionais nos depósitos a prazo aumentaram pelo segundo mês consecutivo. A taxa média praticada nas aplicações até um ano está a recuperar da forte queda registada entre Outubro e Novembro, fixando-se em 3,75% no primeiro mês de 2012.

A remuneração média dos depósitos subiu 19 pontos base em Janeiro, de acordo com os dados do Banco Central Europeu (BCE). Fixou-se em 3,75%, o que compara com os 3,56% registados em Dezembro e os 3,54% em Novembro. Está a recuperar, mas continua longe dos 4,57% atingidos em Outubro.

Janeiro foi o segundo mês consecutivo de aumento da remuneração pelos bancos. Uma evolução explicada pela necessidade de desalavancarem os seus balanços, aumentando a proporção dos recursos que captam face ao crédito concedido, de forma a cumprirem as metas traçadas pela troika.

Os bancos assumem-no. O mais recente foi o BES: "o objectivo fixado para o rácio entre crédito e depósitos exige que [se] implemente uma estratégia que conduza ao aumento da captação de recursos sob a forma de depósitos. Nesse sentido, a implementação de estratégias comerciais que promovam os depósitos deverá constituir uma das prioridades em 2012", lê-se na convocatória para a próxima assembleia geral.

Ao mesmo tempo que procuram captar mais recursos, os bancos têm de ser moderados na remuneração que oferecem para evitarem penalizações. O Banco de Portugal definiu, em Outubro, "limites" aos juros dos depósitos de forma a garantir a sustentabilidade do sector, penalizando os rácios de capital das instituições que ofereçam taxas que superem em 300 pontos base o juro de referência do mercado (as Euribor).

Esta "limitação" justificou a forte queda da taxa média nos depósitos, de Outubro para Novembro. Mas depois da correcção, os juros têm voltado a aumentar, sendo que na maioria dos casos os bancos estão a conseguir cumprir com a instrução do regulador e aumentar os recursos obtidos através dos clientes. As famílias tinham em Dezembro 130,5 mil milhões de euros em depósitos, de acordo com os últimos dados do Banco de Portugal.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

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