30
Dez 11
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Dez 11

O que pode fazer às suas poupanças

Necessidade de liquidez levou o sector financeiro a entrar numa "guerra pelos depósitos", obrigando o Banco de Portugal a intervir. Regulador pôs um travão, mas as taxas continuam atractivas.

Num ano em que o rendimento disponível vai cair, as famílias portuguesas vão ter maior dificuldade em poupar. E quando o conseguirem fazer, certamente não vão querer arriscar. Vão "jogar" pelo seguro. Como? Optando pelos depósitos a prazo. As taxas oferecidas pelos bancos, apesar de terem descido recentemente, continuam a ser bastante atractivas.

O ano que agora terminou ficou marcado por uma "guerra pelos depósitos". As instituições financeiras, sem meios de obter financiamento nos mercados, viraram-se para os seus clientes. Apostaram forte no lançamento de aplicações a prazo com taxas elevadas. Juros brutos que chegaram aos 4%, 5% e até 6%. Irresistíveis para muitos, num contexto de forte turbulência que os manteve afastados do risco das bolsas.

A escalada dos juros levou mesmo o regulador do sector a intervir. O Banco de Portugal, temendo o impacto destas remunerações na sustentabilidade do sistema financeiro, avançou, no final de Outubro, com limites às taxas que podem ser praticadas. Quem pagar mais de 300 pontos-base acima do juro de referência do mercado, passa a ser penalizado nos rácios de capital.

O "travão" do regulador fez-se sentir, com a grande maioria dos bancos a reduzirem os juros oferecidos, mas mantendo-os em níveis bastante atractivos. Os últimos dados disponíveis, referentes a Outubro, colocavam a taxa média praticada pelas instituições nas aplicações até um ano em máximos de três anos, acima dos 4,5%.

Mas mesmo após o corte recente, ainda é possível encontrar ofertas superiores. O Banco Invest, por exemplo, remunera as novas aplicações, superiores a 2.000 euros, com uma taxa bruta de 6%, enquanto o Popular dá um juro de 4,5%, num depósito a um ano. O ActivoBank tem uma aplicação que rende, actualmente, 4%, o que supera, tal como os dois primeiros, a taxa de inflação esperada para 2012, de 3,1%.

Margem para descer

Aplicações que ofereçam retornos reais (acima do aumento do custo de vida) serão difíceis de encontrar no próximo ano, isto porque a perspectiva é de que os juros dos depósitos a prazo prossigam a tendência recente, fruto da pressão por parte do Banco de Portugal.

Os cortes de juros por parte do BCE que colocaram a taxa directora em 1%, levam ao recuo das Euribor, que são os indexantes de mercado para muitos depósitos. Desta forma limitam a margem que os bancos têm para oferecer retornos elevados sem infringirem as regras definidas pelo regulador. 

Ainda assim, os depósitos deverão continuar a atrair uma importante fatia das poupanças, já que além dos juros têm como "bónus" a segurança. As aplicações estão protegidas pelo Fundo de Garantia de Depósitos em até 100 mil euros por depositante, de forma permanente.

Impostos reduzem ganhos com depósitos


Os rendimentos de capital vão ser penalizados a partir do próximo ano. Mais-valias bolsistas, dividendos, certificados de aforro e do Tesouro, além dos "tradicionais" depósitos a prazo vão ver a sua taxa agravada. 

Depois de passar de 20% para 21,5% em 2010, em 2012 o Governo decidiu elevar o imposto sobre os juros auferidos com estas aplicações para os 25%. Ou seja, um quarto da remuneração obtida com o investimento das poupanças dos portugueses terá como destino os cofres do Estado. 

Uma medida que vai reduzir o retorno com estas aplicações e que, nalguns casos, poderá pôr em causa o ganho real com o investimento, tendo em conta que a taxa de inflação será de 3,1% no próximo ano, segundo o Governo.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

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29
Dez 11
29
Dez 11

Juros antecipados para escapar a imposto de 25%

Aumento do imposto vai baixar a rendibilidade líquida das aplicações a prazo. Solução passa por subscrever depósitos que pagam juros antecipados.

 

A partir da próxima semana aumenta a tributação dos rendimentos de capital. Mais-valias bolsistas, dividendos, mas também os juros dos certificados de aforro e do Tesouro, além dos "tradicionais" depósitos, passam a ser taxados a 25%. Para escapar ao agravamento da fiscalidade, há aplicações a prazo que o remuneram de forma antecipada. O imposto aplicado sobre os depósitos subiu de 20% para 21,5% em 2010. Agora vai voltar a aumentar, passado a equivaler a um quarto do retorno obtido com as poupanças que os portugueses têm junto da banca. Esta medida vai afectar as novas, mas também as aplicações já existentes que paguem juros em 2012.

Mas se for ao banco entre hoje e amanhã ainda pode beneficiar da fiscalidade actual. Tem é de escolher as instituições que têm na sua oferta comercial aplicações que entregam os juros de imediato, em vez de no final dos prazos previstos. Entre eles estão o Banco Best, mas também o Millennium BCP que lançou, recentemente, o "Depósito Já".

O Banco Best há muito que permite aos seus novos clientes receber os juros logo no momento da constituição da aplicação, oferecendo, actualmente, uma taxa bruta anual de 5,5% para aplicações a 90 dias. O BCP fê-lo recentemente, com aplicações a 90 dias, 180, 360 e até três anos.

Numa aplicação a um ano, no BCP, a taxa bruta é de 4,5%. Isto significa que se aplicar, por exemplo, 5.000 euros neste depósito irá obter já um retorno de 176,62 euros. Se os juros fossem pagos dentro de um ano, receberia, em termos líquidos, 168,75 euros. Ou seja, ganha mais 7,87 euros.

O investidor que fizer uma aplicação até amanhã beneficia, assim, da taxa de imposto actual, de 21,5%. A diferença entre o resultado líquido da aplicação aumenta à medida que o prazo se estende. No caso deste banco, podem realizar-se aplicações até 1080 dias, sendo o retorno obtido após impostos de 588,75 euros em três anos, mais 26,25 euros do que se os juros fossem pagos ao final de cada ano.

A desvantagem está na mobilização do investimento. Não há. Uma vez que recebe logo os juros, "não é permitida mobilização antecipada, parcial ou total, do montante aplicado durante a vigência do depósito a prazo", refere a ficha do produto comercializado pelo Millennium BCP. 

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

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26
Dez 11
26
Dez 11

Depósitos até 100 mil euros garantidos para sempre

Medida era «provisória» e passa agora a «permanente». Objectivo é evitar a fuga aos depósitos com a crise

Os depósitos vão estar protegidos por uma garantia de até 100 mil euros, de forma permanente e por cada depositante. A medida, já anunciada pelo Governo a 15 de Dezembro, foi publicada esta segunda-feira em Diário da República e resulta da transposição de uma directiva comunitária.

A garantia que era apenas «temporária» passa agora a «permanente» e inclui os «depósitos constituídos nas instituições de crédito participantes por parte do Fundo de Garantia de Depósitos e do Fundo de Garantia do Crédito Agrícola Mútuo», lê-se no decreto-lei 119-2011.

O objectivo é garantir o reembolso dos depósitos, no caso de indisponibilidade da instituição de crédito. Cada depositante vê, assim, protegido o seu dinheiro, no montante máximo de 100 mil euros. 

O Governo de José Sócrates tinha aprovado, no final de 2010, esta garantia, assegurada pelo Fundo de Garantia de Depósitos. Uma medida em vigor até ao fim deste ano. Cabia, agora, à equipa de Passos Coelho aprovar a prorrogação da mesma.

Também da União Europeia vinha a norma de harmonizar os limites dos sistemas de garantia de depósitos, um processo liderado pelo Banco de Portugal.

Antes da crise, o fundo de garantia de depósitos apenas «protegia» o máximo de 25 mil euros, por depositante. A falência do Lehman Brothers, em 2008, veio acentuar as protecções para evitar a fuga aos depósitos.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/fi

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23
Dez 11
23
Dez 11

Euribor limita a 4,99% taxa nos depósitos

Bancos têm revisto em baixa juros oferecidos para evitarem penalizações nos rácios de capital. Só um continua a apresentar uma taxa superior ao permitido pelo Banco de Portugal.

Ainda que lentamente, as Euribor têm vindo a descer. Não incorporaram, ainda, os cortes de juros realizados por Mario Draghi, mas a taxa de mais longo prazo, a 12 meses, já baixou a fasquia dos 2%, o que vai limitar a remuneração nos depósitos. Para não serem penalizados pelo regulador, os bancos não poderão pagar mais de 4,99% nas aplicações a um ano. Actualmente, só um está em incumprimento.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/
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22
Dez 11
22
Dez 11

Famílias nunca depositaram tanto dinheiro como agora

O total de depósitos das famílias portuguesas voltou a aumentar e para um valor recorde. O salto é de 732 milhões de euros em apenas um mês

O Boletim Estatístico do Banco de Portugal revela que, em Outubro, o total acumulado é de 128.285 milhões de euros, quando em Setembro as famílias depositaram no mealheiro dos bancos 127.553 milhões. 

Para se ter uma ideia, no espaço de um ano os depósitos a prazo feitos por particulares cresceram 9,4%, quando na Zona Euro a média é de apenas 2,5%.

Quer isto dizer que em Portugal, apesar dos aumentos de impostos e do clima de austeridade instalado, as famílias estão a fazer um esforço de poupança cada vez maior. 

Mas há também a outra face da moeda: o crédito de cobrança duvidosa, o chamado malparado, não pára de aumentar, atingindo novos recordes tanto nas famílias como nas empresas. 

E os bancos também estão a apertar os cordões à bolsa, concedendo cada vez menos crédito a particulares e empresas. O único segmento que escapa é o das grandes companhias, em quem os bancos confiam mais na hora de os empréstimos irem para a frente. 

Não são só as famílias a sentirem que o dinheiro não estica e a terem de recorrer ao crédito. Os bancos também estão a pedir cada vez mais socorro ao Banco Central Europeu.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

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21
Dez 11
21
Dez 11

Descubra os melhores depósitos a prazo

Em 2011 todos os caminhos das poupanças dos portugueses vão ter aos depósitos a prazo.

Só este ano os portugueses já transferiram 9,3 mil milhões de euros de outras aplicações para depósitos a prazo. Não se trata de um valor recorde, já que no mesmo período de 2008 as famílias portuguesas depositaram nos cofres dos bancos 11,1 mil milhões de euros. Mas existe um denominador comum: as taxas de juro. Em Outubro, a taxa média dos depósitos igualou o valor mais alto de sempre, 4,53%, atingido precisamente em Julho de 2008. As elevadas remunerações - em alta há 17 meses consecutivos - têm seduzido os aforradores portugueses, mas o Banco de Portugal já veio colocar um travão na subida dos juros. A 1 de Novembro, e depois dos juros recorde atingidos, a autoridade monetária impôs limites à remuneração destas aplicações, os quais já levaram a maioria dos bancos a rever as taxas oferecidas.

Apesar disso, a descida progressiva das taxas de juro ainda não se afigura como uma possibilidade credível. Os bancos deverão manter as remunerações no limite superior definido, que rondará os 4,5% a 5,5% consoante a maturidade da aplicação. Isto porque os condicionantes que levaram à oferta agressiva de juros permanecem intactos. Por um lado a falta de acesso da banca a financiamento no mercado interbancário aumentou a necessidade dos bancos em captar recursos de clientes. Por outro, a imposta desalavancagem do sector terá de ser feita via diminuição do crédito e aumento dos depósitos. Razões mais do que suficientes para que a banca continue a tentar captar depósitos, no caso, à custa dos restantes produtos de poupança, na sua maioria geridos pelos mesmos grupos bancários.

Foram já várias as vozes que alertaram para este potencial conflito de interesses, entre as quais Carlos Tavares, presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. Em causa está a possível falta de competitividade na oferta de produtos como fundos de investimento ou seguros de capitalização num momento em que a banca concentra esforços para captar depósitos.

A indústria de gestão de activos nacional está a perder músculo. Os fundos de investimento portugueses têm actualmente 10,6 mil milhões de euros sob gestão, o valor mais baixo desde que existem registos, ou seja, Dezembro de 1999. Para se ter uma ideia do que esse valor representa na indústria global, só o maior fundo do mundo, o Pimco Total Return, vale 180 mil milhões de euros, ou 17 vezes mais do que toda a indústria nacional. Desde meados de 2007, a indústria de gestão de activos portuguesa perdeu 20 mil milhões de euros, reflexo não só dos resgates mas também da desvalorização dos activos. Números que podem colocar em causa a própria viabilidade desta indústria em Portugal, já que a falta de dimensão aliada aos custos da gestão profissional poderá levar os bancos a preferirem o papel de meros intermediários na comercialização de fundos estrangeiros.

Só este ano os fundos de investimento portugueses já sofreram resgates líquidos no valor de 2,7 mil milhões de euros. Uma tendência que se estende aos produtos de capitalização oferecidos pela seguradoras, cujo volume de entrada de prémios é este ano 3,9 mil milhões de euros inferior ao registado no período homólogo. Além disso, de acordo com a consultora Actuarial, só no primeiro semestre do ano, os portugueses resgataram cinco mil milhões de euros de seguros de vida. Também o sector do Estado sofre o efeito da erosão nos seus produtos de poupança: os certificados de aforro sofrem resgates líquidos na ordem dos 3,5 mil milhões de euros, enquanto os novos certificados do Tesouro, criados em Julho de 2010, não conseguiram captar quaisquer poupanças em Outubro pela primeira vez. O montante de resgates foi igual ao montante de subscrições. Ainda assim, desde o início do ano, o saldo líquido é positivo em 593 milhões euros.

O aumento dos depósitos a prazo está a ser feiro às custas da transferência de capitais dos restantes produtos de poupança, mas a custos elevados para os bancos. E se a primeira fase, de captação de poupanças, levou as taxas de juro a igualar máximos históricos, os bancos parecem estar agora a centrar-se na oferta de depósitos a prazos mais longos, com taxas crescentes, e com dificuldades acrescidas de resgate antecipado.

Ou seja, a banca parece agora apostada em manter os capitais captados, até porque começa a esgotar-se o capital disponível para continuar a reforçar o montante de depósitos a prazo.

Regulador trava subida de juros
Perante a incessante subida de juros dos depósitos a prazo o Banco de Portugal decidiu intervir impondo sanções aos bancos que ultrapassem o limite estabelecido. A medida visa salvaguardar a sustentabilidade das instituições, por considerar que os elevados custos com a captação de recursos de clientes poderia colocar em causa a saúde financeira dos bancos. Alguns meses antes o Banco de Espanha já havia tomado medidas semelhantes, adiantando que "depósitos mais caros geram crédito mais caro". A directiva entrou em vigor em Portugal a 1 de Novembro, e estabelece o limite de 300 pontos base acima da taxa de referência para o depósito contratado, acima do qual os bancos passam a ser penalizados nos rácios de capital. Estas taxas de referência são taxas de mercado, que têm estado em queda nas últimas semanas, o que poderá ditar nova descidas nas taxas de juro dos depósitos.

Bancos corrigem juros
Após a imposição de limites às taxas de juro dos depósitos a prazo - a partir dos quais os bancos são penalizados nos rácios de capital - a larga maioria dos bancos optou por baixar os juros oferecidos. Se até Outubro existiam mais de 20 depósitos em Portugal a remunerar acima dos 5% - chegando mesmo aos 7% - actualmente a generalidade destas aplicações pratica taxas de juro na ordem dos 4,5%. Ainda assim, continua a ser possível encontrar juros de 6% no mercado.


Os melhores depósitos a prazo para diferentes prazos

1 - ActivoBank paga 6% em depósito a três meses
O ActivoBank continua a disponibilizar um depósito a prazo a três meses com uma taxa de juro anual bruta (TANB) de 6%, o que equivale a uma taxa líquida de 4,71%. O montante mínimo de constituição do "Poupança Start" são 3.000. Ainda para maturidades a três meses, destaque para o "Depósito 5,5% Já", dos banco Best, que tal como a designação indica oferece uma TANB de 5,5%, e pagamento antecipado dos juros. Para prazos a quatro meses, o banco BiG também oferece uma taxa de 6%, com o "Super Depósito 6%" mas apenas para novos clientes.

2 - Finantia é o único que oferece 6% a seis meses 
O banco Finantia é o único que continua a oferecer taxas brutas de 6% para prazos a seis meses. No entanto o montante mínimo de constituição deste depósito "Finantia Rendimento" é de 50.000 euros. Para uma taxa de 5,75%, o banco oferece a possibilidade de pagamento imediato de juros mas sem a possibilidade de mobilização antecipada. Para montantes mínimos de constituição mais baixos, de 500 euros, o "Super depósito" do banco BIG a seis meses paga uma taxa anual bruta de 5%, que corresponde a uma taxa líquida de 3,93%.

3 - Depósitos a 12 meses também chegam aos 6%
O Finantia e o Banco Invest lideram as remunerações nos depósitos a 12 meses, cuja remuneração bruta chega igualmente aos 6%. No entanto, enquanto o Finantia exige 50.000 euros para a constituição do depósito, o valor mínimo de aplicação no Banco Invest é de 2.000 euros. para valores inferiores, de 500 euros ou mesmo sem mínimo de abertura de conta, o PrivatBank oferece uma taxa de juro bruta de 5,45%. A 12 meses a maioria dos bancos oferece actualmente juros na ordem dos 4,5%.

4 - Juros crescentes dominam prazos mais longos
Num momento em que as taxas de juro nos depósitos a prazo batem recordes, muitos portugueses estão a optar por garantir uma taxa de juro atractiva por vários anos. As melhores taxas encontram-se nos prazos a quatro anos, onde os juros chegam aos 4,75% no Montepio. Trata-se de uma taxa média, já que os juros são crescentes. BCP, Banif e banco BIG oferecem taxas médias de 4,5%, igualmente em aplicações de taxas crescentes. Só o banco BiG tem também um depósito com taxa fixa no mesmo valor, de 4,5%.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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20
Dez 11
20
Dez 11

Dez decisões para proteger a sua carteira em 2012

Os mercados são conhecidos por terem pouca memória. Em particular quando estão em causa períodos negativos.

Por vezes, basta um rasgo de ganhos para depressa os investidores se entusiasmarem e perderem toda a racionalidade, enchendo o mercado com ondas de optimismo desmesurado achando que o pior já passou. E o mesmo se passa com o sentimento inverso. Veja-se, por exemplo, a montanha-russa de emoções que andou de mão dada com o ‘sobe-e-desce' constante das acções ao longo deste ano: num minuto os investidores estavam a vaticinar o fim do mundo e no minuto seguinte parecia que uma onda de esperança desmedida tinha tomado conta das bolsas. Para os investidores que sentiram na carteira este pico de emoções, o que lhes espera no próximo ano já não será novidade. Sobretudo no seio da zona euro, onde a incerteza promete continuar a ser presença assídua. É por isso um quadro, no mínimo, desafiante que os investidores enfrentam no próximo ano e onde todo o cuidado é pouco. Para o ajudar a orientar da melhor forma possível as suas poupanças e os seus investimentos, o Diário Económico deixa-lhe duas mãos cheias de ideias que prometem deixar o seu portefólio melhor preparado para a onda de desafios que o esperam no em 2012.

1 -Aprenda a gerir as suas poupanças
Investir não é um "bicho-de-sete-cabeças", nem tão pouco está apenas ao alcance do seu gestor de conta. A verdade é que o seu dinheiro é demasiado importante para ser gerido por outros. Dedique algum do seu tempo a estudar os princípios da gestão de um portefólio em livros e imprensa especializada, e a investigar o teor dos produtos que o seu banco comercializa, contabilizando sempre os prós e contras das várias ofertas. E nunca, mas nunca, subscreva um produto que não entenda. Mais vale deixar fugir um produto que rende muito dinheiro mas que não se percebe como funciona do que investir num mau produto que acabará por destruir as suas poupanças sem que tenha a mínima noção de como isso sucedeu.

2 - Faça sempre contas ao peso das comissões
Comprar e vender acções ou outros activos em bolsa tem custos: comissões de negociação, por ordens e negócios realizados, de guarda de títulos e sobre a distribuição de rendimentos. Em média, segundo a Morningstar, a comissão de gestão dos mais de 6.000 fundos de investimento à venda em Portugal é de 1,25%. Caso os custos de deter e negociar acções, por exemplo, sejam superiores a este valor o melhor é optar pelos fundos e esquecer as acções por uns tempos. Além disso, através dos fundos vai conseguir diversificar o risco da sua carteira por activos e regiões geográficas, sem precisar de uma fortuna. Em alguns casos, bastam 25 euros para ficar exposto a um vasto portefólio de acções mundiais, como acontece com o BPI Reestruturações, um dos fundos de acções globais com o melhor desempenho da última década.

3 - Construa um fundo de emergência
É já um velho cliché mas a verdade é que "mais vale prevenir do que remediar". É esta a base de um fundo de emergência: uma "bóia de salvamento" para ser utilizada em situações inesperadas. A sua constituição deverá representar, pelo menos, seis vezes o montante dos custos fixos. Em média, deverá representar 10% do valor total do portefólio. Desta forma, será possível evitar o resgate de fundos de investimento ou a alienação de acções ou outros activos a correr, sempre que seja preciso alguma liquidez para fazer frente a qualquer situação mais "apertada". É por esta razão que o fundo de emergência deverá ser mesmo a base, o ponto de partida, da constituição de uma carteira porque só construindo bons alicerces será possível ambicionar ter uma carteira dourada. Para o fazer deve recorrer a produtos de baixo risco e de fácil resgate. É o caso dos depósitos a prazo ou até dos certificados de aforro. Lembre-se que o mais importante do fundo de emergência não é ganhar dinheiro para garantir uma segurança para fazer frente qualquer situação.

4 - Nunca dê um passo mais comprido que a própria perna
Da mesma forma que uma camisola às riscas e de cores garridas não fica bem a toda a gente, também um activo financeiro mais volátil não se revela a escolha acertada para todos os investidores. É fundamental conhecer o seu perfil de investidor antes de tomar qualquer decisão, para que o risco que pretende incorrer e as rendibilidades que deseja alcançar não sejam incompatíveis. Desde Novembro de 2007 que os intermediários financeiros são obrigados a realizar um questionário aos seus clientes com o intuito de enquadrar as suas recomendações no perfil de risco do investidor. É, por isso, importante que as respostas que derem no questionário sejam as mais sinceras possíveis para que os resultados condigam com os objectivos desejados.

5 - Invista no longo prazo sem esquecer o curto prazo
Se o cão é o melhor amigo do Homem, dada a forte amizade entre ambas as espécies, o tempo é o mais fiel companheiro das carteiras de investimento, pois tem a capacidade de diluir o risco à medida que os anos vão passando. Ser paciente é uma virtude, sobretudo no que se refere ao universo dos investimentos nos tempos que correm. Isto não quer dizer que deva desligar-se completamente do dia-a-dia dos mercados porque há notícias que podem deitar tudo a perder ou a ganhar da noite para o dia. Não vale é a pena ter insónias à conta de opções de investimento. Por isso, preocupe-se em fazer o trabalho de casa antes de tomar qualquer decisão de investimento e depois basta manter-se atento às movimentações do mercado, mas sem que isso coloque em causa a sua saúde e o seu bem-estar.

6 - Não coloque todos os ovos no mesmo cesto
Harry Markowitz, um dos premiados com o Nobel da Economia em 1990, provou que através da diversificação é possível reduzir o risco de uma carteira de investimentos. Isto significa que um portefólio de diferentes activos é menos arriscada do que uma carteira constituída por apenas um activo. Os académicos que lhe sucederam estimam que uma carteira bem diversificada tem mais de 20 títulos diferentes. Os pequenos investidores não devem ir tão longe porque, além de pagarem avultadas comissões de bolsa, o potencial de ganhos pode diminuir severamente. No entanto, podem seguir o princípio da maximização da diversificação do portefólio pela porta dos fundos de investimento ou dos fundos cotados, também conhecidos como ‘exchange-traded funds' (ETF).

7 - Siga de perto as compras dos administradores
Os administradores são as pessoas em melhor posição para avaliar a empresa, simplesmente porque são eles próprios que a gerem. Nesse sentido, sempre que qualquer administrador investe o seu dinheiro na compra de acções da sua companhia dá um sinal positivo sobre a empresa ao mercado. Nestas alturas poderá revelar-se proveitoso reforçar posições nas empresas em questão. Contudo, é importante estar atento à natureza destas operações. Isto porque, muitas destas compras podem não reflectir qualquer intenção de compra dos administradores em função do momento presente da empresa, mas terem sido tomadas mediante um acordo estabelecido no passado aquando a celebração do seu contrato de trabalho.

8 - Seja disciplinado na hora de investir
Uma das principais características de um líder passa por ser proactivo e não reactivo. No mundo dos investimentos estar um passo à frente dos acontecimentos faz toda a diferença. Mas a verdade é que não há bolas de cristal capazes de prever o futuro e, por isso, a melhor solução passa por uma gestão saudável e disciplinada dos investimentos. Este objectivo poderá ser conseguido por via de um plano de investimento programado com base em reforços mensais das posições abertas. Desta forma, o bolo irá crescendo à medida que as perdas momentâneas vão também sendo colmatadas com os reforços programados. Poderá ser feito um ajuste anual do montante com base na taxa de inflação, por exemplo, de forma a corrigir a perda de poder de compra pela subida generalizada dos preços.

9 - Oriente-se pela bússola do petróleo
Todas as semanas a agência do Departamento de Energia dos EUA "Energy Information Administration" (EIA) revela a dimensão dos inventários de petróleo produzidos em território norte-americano e além fronteiras. Esta informação influencia directamente o preço do petróleo e os seus derivados, dado que os EUA são um importante ‘player' neste mercado: se os ‘stocks' são baixos, será de esperar um incremento do preço do crude ou um aumento generalizado de uma variedade de produtos petrolíferos como a gasolina. Mas se os inventários forem elevados e estiverem a crescer durante um período de forte procura, o preço do crude e seus derivados não deverá sofrer grande subida. Porém, caso se esteja a viver um período marcado por um crescimento económico lento e onde a procura de petróleo é baixa, caso os ‘stocks' de petróleo estejam a subir, será de antever uma correcção do preço do petróleo. Seguir de perto este indicador será a chave para preparar a sua carteira contra novas tempestades ou orientá-la na direcção da recuperação da economia global.

10 - Aprenda a sentir o batimento cardíaco das bolsas
Ninguém sabe como irá correr o próximo ano nas bolsas. Mas uma coisa parece certa: continuará a ser rica em volatilidade. Assim, para medir o nervosismo dos investidores na Europa e nos EUA os especialistas seguem de perto dois índices, conhecidos também por "índices do medo": o Vix e o Vstoxx. O primeiro traduz o movimento esperado das 500 maiores empresas norte-americanas nos 30 dias seguintes; o Vstoxx acompanha as oscilações das 50 principais empresas europeias. A importância destes índices para os investidores prende-se por haver evidência empírica de que as rendibilidades do mercado e a volatilidade implícita estão negativamente correlacionadas. Foi isso que sucedeu nos últimos cinco meses de 2008, em pleno pico da crise financeira, com o Vstoxx a subir 81,36% enquanto o índice Eurostoxx 50 derrapou 25,35%. O mesmo sucedeu entre Março e Dezembro de 2009, com o Euro Stoxx 50 a valorizar 56,75% e o "índice do medo europeu" a tombar 43,91%. Fique de olho nos "índices do medo" para evitar que a sua carteira fique presa numa armadilha.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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15
Dez 11
15
Dez 11

Depósitos: garantia até 100 mil euros tornada permanente

Se tem dinheiro depositado no banco e está assustado com os rumores que volta e meia circulam, de que os bancos podem ir à falência, está aqui mais um motivo para ficar tranquilo: o Fundo de Garantia de Depósitos (FGD) vai continuar a cobrir até 100 mil euros por cliente por banco, mesmo depois do final do ano.

Antes da crise, este fundo apenas garantia até 25 mil euros, mas o Governo de José Sócrates aumentou-o para 100 mil euros no final de 2008. Este aumento era, no entanto, transitório, e expirava no final deste ano. Só que a União Europeia decidiu uniformizar as coisas na Europa e ditou que, em todos os Estados Membros, o limite passasse para os 100 mil euros. 

Por isso, o Governo decidiu esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, tornar permanente o limite legal de 100 mil euros para o reembolso de depósitos constituídos nas instituições de crédito participantes no fundo de garantia de depósitos e do fundo de garantia do crédito agrícola mútuo. A generalidade dos bancos a operar em Portugal participam nestes fundos.

«A garantia assegurada por estes fundos pode ser accionada no caso de se verificar a indisponibilidade dos depósitos», pode ler-se no comunicado emitido após a reunião dos governantes.

A garantia assegurada por estes fundos pode ser accionada no caso de se verificar a indisponibilidade dos depósitos, que são reembolsados na totalidade até ao limite de 100 mil euros. Se os recursos se revelarem insuficientes para fazer face às suas obrigações, o FGD pode solicitar contribuições especiais ou recorrer a empréstimos.

Os depósitos são garantidos independentemente da moeda em que se encontram denominados e de o depositante ser ou não residente em Portugal. 

Alguns depósitos encontram-se excluídos deste esquema de garantia, como os depósitos das instituições de crédito, sociedades financeiras, companhias de seguros, fundos de investimento, fundos de pensões e de organismos da administração central ou local

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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11
Dez 11
11
Dez 11

O que acontece às suas poupanças se o euro acabar?

Como ressuscitar as pesetas, as dracmas ou as liras? O cenário, mesmo que encarado como «ficção», já não é um assunto tabu para os economistas, que apontam que a prioridade seria evitar o pânico nas populações.

Primeiro, «as autoridades monetárias na área do euro deixariam de reconhecer o euro como moeda comum, desencadeando uma série de procedimentos que exigiriam voltar a emitir moeda pelos bancos centrais nacionais», defendeu Paulo Reis Mourão, da Universidade do Minho, em Braga, citado pela Agência Lusa.

Como as antigas moedas foram destruídas, isso pressupunha, por exemplo, que a Espanha emitisse o equivalente a 1,7 mil milhões de euros em pesetas, a Itália 1,3 mil milhões de euros em liras, 600 milhões de euros em francos e 6,8 mil milhões de euros em marcos.

O «Wall Street Journal» afirma, entretanto, que alguns bancos centrais europeus preparam-se já para reimprimir moeda nacional. A Irlanda, citada no artigo, desmentiu categoricamente.

A dracma (Grécia), a peseta (Espanha) ou o escudo (Portugal), emitidos por países economicamente frágeis sofreriam com a pressão dos mercados, enquanto o marco (Alemanha) teria tendência para crescer.

Pessoas perdem metade das suas poupanças

«Para quê criar o pânico entre as pessoas, que poderiam perder até 50 por cento das suas economias, de acordo com vários estudos, levando-as a correr em massa aos bancos para retirar o seu dinheiro, resultando no colapso do sistema financeiro?», questiona um economista do Instituto espanhol Elcano, Federico Steinberg.

Nesse sentido, é melhor agir de surpresa ou vender de imediato a ideia às populações para as tranquilizar? 

«É preciso que tudo seja decidido secretamente numa noite e que na manhã seguinte os mercados, os bancos estejam fechados durante pelo menos 12 horas para impedir que alguém movimente o seu dinheiro», defendeu Franco Bruni, professor na Universidade Bocconi de Milão, em Itália.

Já um especialista da Escola de Negócios de Madrid, Gayle Allard, defende, acredita que «uma maneira de resolver a situação seria anunciando um dia que todas as contas bancárias estavam congeladas para voltar à moeda original».

Para Eduardo Martinez-Abascal, da Escola de Gestão de Madrid, pelo contrário, a solução passaria por uma «espectacular campanha de comunicação».

«Devíamos dizer: Chegámos à conclusão que temos de voltar para a peseta e as vantagens são estas e estas», explicou o professor.

Paulo Reis Mourão, da Universidade do Minho, alerta que, com uma moeda enfraquecida, os produtos importados, como o petróleo, seriam muito mais caros, haveria uma queda do poder de compra, o aumento da inflação e a queda do nível de vida.

O abandono da moeda única pode também trazer problemas legais, como lembra um antigo economista do Gabinete central de Estatísticas na Holanda, Thomas Cool, que questiona com que moeda seria paga uma dívida espanhola à Holanda, se com pesetas ou florins.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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Dez 11
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Aforradores preferem segurança a juros altos

Depósitos em moeda estrangeira pagam abaixo do mercado em euros.

A maioria dos bancos nacionais disponibiliza depósitos a prazo em moeda estrangeira. No entanto, a generalidade destas aplicações oferece taxas de juro muito inferiores à oferta disponível em euros. Há taxas que chegam aos 0%.

Com excepção da Caixa Geral de Depósitos - cuja oferta de depósitos em moeda estrangeira não consta do preçário - as restantes quatro maiores instituições disponibilizam aplicações em dólares americanos, dólares canadianos, libras esterlinas, dólares australianos, ienes japoneses, coroas norueguesas, coroas suecas, rands sul-africanos, coroas dinamarquesas, dólares neo-zelandeses e francos suíços.

E é precisamente no franco suíço, uma das moedas tidas como mais seguras a nível mundial, que existem depósitos cuja taxa de juro é nula. Os juros oferecidos dependem principalmente da moeda, do montante e do prazo da aplicação. Por exemplo, em dólares americanos, a taxa bruta pode variar entre os 0,01% e os 3% a 12 meses. Já a três anos, os juros podem variar entre os 1,85% e os 3,5%. Para prazos inferiores a um ano, os juros raramente ultrapassam a barreira de 1% - a não ser para montantes bastante elevados - muito abaixo dos 6% possíveis de encontrar no mercado em euros. 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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