31
Out 11

Onde investir, sem correr muitos riscos

Segurança é uma palavra cada vez mais relativa quando se trata de investir.

Além dos depósitos a prazo, os portugueses têm inúmeros activos financeiros onde pode colocar a render o prémio da lotaria. Alguns, à partida, garantem o capital investido, como é o caso dos certificados de aforro (CA) e dos certificados do tesouro (CT). Estes instrumentos de dívida do Estado podem ser subscritos nos CTT ou através do IGCP.

Quem subscrever os CA em Novembro beneficiará de um juro de 1,58%. Já os Certificados do Tesouro têm uma rentabilidade mais interessante. Se o Miguel mantiver a aplicação nestes títulos por um período inferior a cinco anos pode contar com juros de 2,10%. Caso o investimento seja a cinco anos, a remuneração é de 6,80% e, no prazo de dez anos, o juro anual é de 7,10%.

O risco é que num cenário de uma eventual reestruturação de dívida por parte do Estado, os detentores destes instrumentos possam também sair penalizados. Mas as soluções para colocar o dinheiro a render não se esgotam nestes instrumentos. Pode ainda optar por fundos de investimento mais conservadores. É o caso dos fundos de mercado monetário. Estes produtos renderam, em média, 2,25% nos últimos 12 meses, segundo dados da APFIPP. Se quiser tomar um pouco mais de risco pode optar por fundos de obrigações. Renderam em média 2,27% ao ano nos últimos três anos, mas a 12 meses levam prejuízos de 5,20%.

Caso queira arriscar ainda mais para procurar rendibilidades mais elevadas pode ainda optar por fundos de acções ou aventurar-se na bolsa. Uma das estratégias mais aconselhadas pelos especialistas é escolher acções que tenham capacidade para distribuir bons dividendos. E apesar da sorte lhe ter batido à porta,  não se pode esquecer que para impedir azares nos seus investimentos há algumas regras a seguir: não investir dinheiro que possa vir a ser necessário no curto prazo, adaptar os investimentos ao seu perfil de risco, diversificar as aplicações para diluir os riscos e pensar no longo prazo.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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31
Out 11

Saiba como se proteger as suas poupanças do temporal da austeridade

A "troika" aperta, os impostos sobem. Com tanta austeridade, a capacidade de poupança sofre. Ainda assim, e mesmo num contexto desfavorável, é possível apostar no pé-de-meia. A Renascença foi falar com Sara Gomes, especialista em finanças pessoais, que dá algumas dicas para poupar todos os meses.

 

1. Faça um plano de gastos
A primeira coisa a fazer é reunir todos os gastos, facturas, extractos do banco - digitais ou em papel -, contas da água e do gás. O ideal seria guardar os papelinhos de todas as despesas durante um mês, porque isso dá-lhe uma fotografia perfeita de todos os seus custos e gastos. Com base nesses gastos, consegue perceber para onde vai o dinheiro.

2. Envolva a família
Uma dica essencial é envolver toda a família, ou seja, deve fazer o orçamento em conjunto com o marido ou mulher, se for o caso, e definir de que forma vão comparticipar as despesas comuns e despesas individuais. Quem tem filhos, deve inclui-los, porque ajuda-os a perceber aquilo que representam no orçamento da família. Todas as semanas, tire 10 ou 15 minutos e veja como é que está na gestão do seu orçamento.

3. Pague primeiro a si próprio
O segredo não é poupar ao final do mês. É poupar no início, cerca de 10%. A regra é poupar à cabeça de forma automática. O dinheiro entra na conta e uma parte fixa do rendimento sai para uma conta poupança, como se fosse um custo. A ideia é pagar primeiro a si próprio. Esta é a única forma, cientificamente comprovada, de assegurar a poupança, mantendo o nível de vida. E há um ponto que não pode esquecer: mais importante do que a quantidade que poupa, é a regularidade com que o faz, permitindo aumentar a reserva financeira.

4. Ensine as crianças a poupar
Primeiro, deve envolver as crianças na realização do orçamento familiar. Quando são mais pequenas, pode envolvê-las na lista de compras do supermercado e no cumprimento dessa lista; em crianças a partir dos 4 ou 5 anos, pode introduzir as semanadas; mais tarde, a partir dos 10 ou 11 anos, deve passar para uma mesada. Outra dica é dar-lhes, em simultâneo com a mesada e semanada, mealheiros transparentes (podem ser frascos de compota, por exemplo). Cada mealheiro tem um objectivo: poupança, gasto, doação. É importante que, desde cedo, as crianças conheçam os três destinos típicos que podemos dar ao dinheiro e façam as suas escolhas. Os pais têm o dever de ir monitorizando as escolhas dos filhos.

5. Poupe no IRS
Este é o momento para perceber de que forma pode aumentar a poupança fiscal. Deve recolher informação, junto da Direcção-Geral das Contribuições e Impostos, que tem uma linha azul, sobre todas as deduções que pode de facto fazer e quais os montantes máximos. Ou seja, deve organizar desde já a contabilidade e planear despesas até final do ano, de forma a tirar partido desta poupança fiscal. Ainda mais porque, em 2012, muitas dessas possibilidades vão deixar de existir.

6. Deduza 5% do IVA pago nas compras
Se de facto esta regra do Orçamento do Estado for aprovada como tal, isso implica uma competência base da boa gestão financeira, que é guardar sempre todas as facturas, pedir facturas de todos os gastos e, a partir de Janeiro de 2012, ter esses documentos de arquivo organizados, porque vão traduzir-se em poupança fiscal.

7. Rentabilize o pé-de-meia
Observe aquilo a que se chama "pirâmide de investimento". Esta pirâmide garante que controlamos sempre o risco dos nossos investimentos, no sentido em que nunca pomos em causa perder mais do que 10% das nossas poupanças. Deve ter uma parte da poupança constituída por depósitos a prazo. Claro que, a partir do próximo ano, vai ter menos rentabilidade, porque vai pagar imposto sobre o rendimento desse dinheiro, mas é uma forma garantida de rentabilizar uma parte das poupanças. Essa é a base. Depois, deve pegar em 10% e investir em produtos com um pouco mais de risco, por exemplo, em fundos de obrigações, de acções. Mas atenção, este tipo de investimentos pressupõe que se saiba medir os riscos, os custos associados e a rentabilidade real e efectiva. Pergunte tudo ao gestor do fundo ou da conta.

8. Antecipe as compras de Natal
A palavra-chave é "planear". Começar agora é o ideal, porque tem mais escolha nas lojas, já há promoções e, por ter mais produtos, permite-lhe comparar preços e fazer melhores compras. Por outro lado, ter tempo também permite fazer as ofertas e, se tiver filhos, é uma óptima oportunidade de os envolver nessas ofertas. Outra opção pode ser, por exemplo, combinar com a família que só as crianças terão direito a um presente. E nunca se esqueça: respeite sempre os limites orçamentais da família.

fonte:http://rr.sapo.pt/i

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30
Out 11
30
Out 11

O seu dinheiro está protegido?

Não há razões para alarme. A entrada do Estado no capital dos bancos vem até dar maior segurança às suas poupanças, uma vez que irá tornar os bancos mais sólidos. Reduz a probabilidade de falências no sector, travando a queda das acções e colocando menor pressão na bolsa de Lisboa. As perdas na dívida nacional que os bancos têm de reconhecer não afectam os certificados de aforro e do Tesouro.

1 - Os meus depósitos a prazo no banco estão protegidos?


A entrada do Estado no capital dos bancos, em resultado das perdas que o sector vai sofrer com a dívida grega - e as imparidades que os bancos terão de reconhecer com os títulos de dívida soberana -, não vai pôr em causa as aplicações a prazo dos clientes. O Estado irá ficar com parte do capital das instituições para colmatar o défice de capital do sector, mas isso não terá implicações nas poupanças aplicadas nos bancos que precisem de ajuda. E muito menos nos que não recorrerem à linha de recapitalização.

Mesmo numa situação limite, de falência de uma instituição, as suas poupanças estariam a salvo, uma vez que este produto está protegido pelo Fundo de Garantia de Depósitos. Este fundo, cuja legislação está, actualmente, a ser alterada de forma a reforçar a protecção dos depositantes, garante o montante aplicado em depósitos a prazo até um máximo de 100 mil euros. 

A maior ameaça às poupanças dos aforradores nacionais seria uma saída de Portugal do euro, um cenário que a maioria dos especialistas considera muito pouco provável. Daí que ter o dinheiro aplicado num banco português ou em qualquer outra instituição da Zona Euro seja exactamente igual.

2. Os certificados de aforro e do Tesouro podem ser penalizados? 

Os certificados de aforro e os do Tesouro são dois produtos de poupança do Estado em que muitos portugueses têm investida uma parte das poupanças. São títulos de dívida, colocados junto de investidores particulares, que apenas poderão ser "beliscados" caso Portugal entre em incumprimento e se veja obrigado a renegociar a sua dívida, como acontece agora com a Grécia. Nesse cenário, o capital e os juros da dívida pública são renegociados com os investidores. Apesar de algumas divergências, os líderes europeus têm criado mecanismos que salvaguardam a liquidez dos Estados-membros da Zona Euro. Ninguém pode dizer se o Estado poderá nos próximos anos ver-se obrigado a alterar os termos da dívida actualmente emitida (entre ela, os produtos de aforro disponibilizados junto dos cidadãos). Mas os actuais mecanismos de ajuda financeira procuram justamente evitar uma reestruturação de dívida. Sob a alçada do Fundo Europeu de Estabilização Financeira e do FMI, Portugal terá de reduzir o endividamento e acelerar o crescimento económico, o que evitará que volte a entrar numa situação de vulnerabilidade e assegurará que não terá de faltar aos compromissos perante os investidores.

3 - O que vai acontecer aos meus investimentos na bolsa?

Os investidores aplaudiram a resposta dos líderes à crise da dívida na Europa. As bolsas do Velho Continente reagiram em forte alta, impulsionadas essencialmente pelo bom desempenho dos títulos do sector financeiro. Na bolsa de Lisboa, a banca também esteve em destaque, levando a praça portuguesa a valorizar mais de 2%, mas a tendência não deverá manter-se durante muito tempo.

"No curto prazo, estamos a assistir a uma recuperação, mas o problema não foi completamente resolvido", alerta Pedro Lino, administrador da DifBroker. "O sistema financeiro da periferia vai continuar sem acesso aos mercados. Esta cimeira serviu principalmente para resolver o problema dos grandes bancos europeus", acrescenta o especialista ao Negócios. Há ainda questões por resolver que poderão manter elevada a volatilidade nos mercados.

No entanto, dadas as perdas em que muitos investidores estão a incorrer, vender pode não ser a melhor opção. Se não tem necessidade do dinheiro investido no curto prazo, o ideal será manter a posição. Lembre-se de que o investimento em acções deve ser feito sempre numa lógica de longo prazo.

4. Vai passar a ser mais fácil ter acesso a crédito junto da banca?

A incapacidade dos bancos em obterem liquidez nos mercados internacionais, fruto da crescente percepção de risco sobre Portugal, levou-os a aumentarem as restrições na concessão de crédito. Praticamente deixaram de dar financiamento, tanto a empresas como a particulares. E mesmo quando concedem empréstimos, os bancos estão a exigir "spreads" bastante elevados, tornando mais oneroso o pagamento do mesmo.

A situação não deverá, a curto prazo, sofrer alterações, apesar da injecção de capital que será proporcionada pelo Estado nos bancos que solicitem ajuda no processo de recapitalização.

À partida, o accionista Estado deverá ser um "parceiro passivo", como afirmou o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. Quer isto dizer que não terá voz na administração das instituições que recorram à linha de 12 mil milhões de euros acordada entre o Estado e a troika, ao abrigo do programa de assistência financeira.

No entanto, este programa prevê "regras e restrições específicas de gestão", que podem, no limite, levar o gestor público responsável pela fiscalização sobre o uso dado aos apoios estatais a dar orientações no que respeita à política de concessão de crédito.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/
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28
Out 11
28
Out 11

Bancos pequenos são os mais afectados por novas regras dos depósitos

A penalização dos bancos que remuneram os depósitos com juros muito elevados poderá atingir Montepio, Banif, Popular, Best, BiG e ActivoBank.

A guerra pelos depósitos dos portugueses sofreu um revés. O Banco de Portugal aprovou um conjunto de medidas que poderá obrigar os bancos nacionais a recuar na sua política de remuneração dos depósitos a prazo. Numa instrução publicada ontem, o Banco de Portugal veio impor penalizações às instituições financeiras que remunerem aplicações a prazo acima de um determinado patamar.

Antecipa-se que esta instrução tenha impacto sobretudo nos bancos de menor dimensão. Tradicionalmente, trata-se de instituições que tendem a apostar na oferta de depósitos a prazo com remunerações mais atractivas, como forma de cativar mais liquidez e novos clientes. Neste cabaz de bancos poderão estar incluídos o Montepio, Banif, Banco Popular, Best, BiG e ActivoBank, de acordo com a análise do Diário Económico. Também o BCP e o BES poderão ser afectados, mas apenas no que toca a um depósito cada.

Esta iniciativa do Banco de Portugal visa conter a recente escalada nos juros dos depósitos a prazo. "Ao longo dos últimos meses tem-se verificado uma subida progressiva das taxas de remuneração oferecidas pelos bancos na captação de depósitos, em particular, em alguns segmentos de mercado", refere o comunicado do regulador liderado por Carlos Costa. 

fonte:http://economico.sapo.pt

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26
Out 11
26
Out 11

Juros dos depósitos a prazo travados pelo Banco de Portugal

A partir de hoje os bancos portugueses não podem classificar como fundos próprios os "depósitos a prazo com taxas altas", segundo dois avisos do  supervisor publicados terça-feira em Diário da República. 

O cálculo para a penalização, hoje objecto de uma instrução do Banco  de Portugal, indica que os depósito que excedam a taxa euribor e um 'spread'  de 300 pontos base, parte deles não são contabilizados como fundos próprios.

O supervisor exemplifica que, com um depósito de 100 mil euros com uma  taxa de remuneração de 5,8 por cento, o banco não contabilizaria nos seus  fundos próprios 900 euros. Neste exemplo a taxa de referência é de 4,8 por  cento (taxa euribor a seis meses mais 300 pontos base), sendo o banco penalizado  em um ponto percentual por ter ultrapassado os 4,8 por cento (ou seja 900  euros). 

Através dos avisos 7/2011 e 8/2011, publicados terça-feira e que entram  hoje em vigor, o Banco de Portugal transforma em actos as críticas à corrida  às taxas de juro de depósitos a prazo que está em curso entre os bancos  nacionais, procurando contê-la. 

Com a entrada em vigor destes dois avisos, os montantes de depósitos  a prazo que o supervisor considere contratados com "taxa de juro elevada",  deixam de poder ser classificados enquanto fundos próprios dos bancos que  os captou aos seus clientes, não sendo considerados para efeitos dos limites  do rácio 'core tier 1' cuja observância, em termos de regras de solvência  (Basileia III) vai ser obrigatória em 2012.  

Esta nova limitação dos juros dos depósitos a prazo tem implicação no  cumprimento do acordo da 'troika", que obriga os oito maiores bancos a "reduzir  gradualmente os rácios de transformação de depósitos em créditos para um  nível de 120 por cento até 2014". 

Os fundos próprios contam para este rácio de transformação, ou seja,  se os bancos praticarem juros muito altos naqueles depósitos e ultrapassarem  a taxa de referência o remanescente será descontado dos fundos próprios.

Há dois dias o presidente executivo do BES considerou não ser "muito  construtiva" estas novas regras do Banco de Portugal e pouco benéfica para  os aforradores: "Estamos a falar da poupança e nunca os aforradores portugueses  tiveram a possibilidade de (lhes) captarem recursos com taxas reais acima  da taxa de inflação tão altas como aquelas que estão a ser praticadas hoje  pelo mercado. Portanto, se o BdP vier a limitar muito essas taxas poderá  também estar a não dar tanta possibilidade aos aforradores de terem taxas  muito interessantes no mercado", declarou Ricardo Salgado à margem de uma  conferência de apresentação de produtos destinados à captação de microcrédito.

fonte:http://sicnoticias.sapo.pt/

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24
Out 11

CGD foi o banco que captou mais novos depósitos

CGD, BES, BCP e Montepio captam 82% dos novos depósitos a prazo.

Num momento em que a guerra pelos depósitos sobe de tom em Portugal, os números mostram que a oferta de super-depósitos não é sinónimo de captação de recursos. Alguns dos bancos mais agressivos na oferta de taxas de juro, como o banco BiG, o Banif, Santander ou Popular, viram a larga maioria das aplicações fugirem para outros bancos.

De acordo com os números divulgados pela Associação Portuguesa de Bancos (APB), sexta-feira, a carteira de depósitos da banca aumentou 13,9 mil milhões de euros no primeiro semestre deste ano. Caixa Geral de Depósitos (CGD), BES, BCP e Montepio - que estão entre os bancos menos agressivos na oferta de depósitos a prazo - captaram 82% das novas aplicações, ou 11,4 mil milhões.

A grande surpresa neste lote é o Montepio que conseguiu captar mais depósitos que o BPI (413 milhões) e o Santander Totta (1,1 mil milhões) juntos, e quase tanto quanto o alcançado pelo BES ou pelo BCP. Em contrapartida, BiG, Banif e Santander captaram 0,29%, 6,64% e 8,14% dos novos depósitos, enquanto a carteira do Popular perdeu 170 milhões de euros.

Os bancos portugueses foram, na zona euro, os que mais aumentaram a remuneração das aplicações a prazo no último ano. A taxa de juro média para os novos depósitos mais do que duplicou nos últimos 12 meses, de 1,84% para 4%. No entanto, o regulador pretende agora limitar a remuneração destas aplicações, tal como já aconteceu em Espanha, por considerar que as elevadas taxas de juro podem comprometer a solidez financeira do sistema português. De acordo com o "Jornal de Negócios", o Banco de Portugal irá mesmo avançar com medidas para travar a escalada das taxas, as quais passarão pela penalização dos rácios de capital dos bancos. Isto num momento em que as instituições tentam reforçar os capitais próprios. 

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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24
Out 11

Prepare uma reforma tranquila com fundos de investimento

O Económico mostra-lhe nove carteiras de fundos de investimento para quem esteja a cinco, a 10 e a 20 anos de atingir a reforma.

Longos, longos anos a trabalhar com um objectivo central: gozar uma reforma tranquila. Se para os portugueses esta era, até há alguns anos, uma missão relativamente pacífica, a realidade hoje é muito diferente. A razão para tal é fácil de explicar. Deve-se ao facto de o valor das reformas estar a encolher. Um fenómeno que se sente desde a entrada em vigor das novas regras da Segurança Social para o cálculo das pensões dos portugueses. Projecções efectuadas por economistas apontam para que, tendo em conta essa realidade, ocorra uma redução média ao nível das pensões de cerca de 40% nos próximos 20 anos. Por isso, encontrar alternativas que permitam maximizar o rendimento a usufruir após a vida activa é uma necessidade cada vez mais premente.

Esta preocupação ganha ainda maior relevância se tivermos em conta que os portugueses estão pouco sensibilizados para pensar a sua reforma. Segundo o último barómetro da reforma realizado pela seguradora AXA, apenas um terço dos adultos começou de facto a planeá-la. E, apesar de cada vez pensar mais cedo na reforma, a maioria adia esse planeamento para a meia-idade ou mesmo para mais tarde.

Ao longo dos anos, uma das formas mais populares junto dos portugueses para cumprir esse objectivo foram os Planos Poupança Reforma (PPR). No entanto, as alterações impostas pelo Orçamento do Estado para 2011 no regime de deduções no IRS, nomeadamente com o estabelecimento de um tecto máximo de 100 euros nos benefícios fiscais totais, veio trazer um menor interesse por este tipo de aplicações. Contudo, no mercado existem muitas outras opções de preparar a reforma. Para além dos PPR e dos Certificados de Reforma, existem ainda fundos de ciclo de vida, seguros ‘unit-linked', fundos de pensões abertos, os Certificados do Tesouro ou fundos de investimento.

E foi precisamente nesta última categoria de produtos financeiros que o Diário Económico se centrou. Além dos fundos de investimento estarem disponíveis a partir de quantias bastante baixas, eles permitem investir num vasto leque de activos. Como explica Rui Broega, da direcção de gestão de activos do Banco BiG, "ao diversificar está a reduzir a volatilidade dos seus investimentos e a melhorar o retorno obtido". Acrescentando que "a alocação do seu investimento deverá ser alterada ao longo do tempo dependendo de uma série de factores como sejam a idade ou os objectivos de investimento".

Por isso, o Diário Económico pediu a três bancos ‘online' especializados na comercialização de fundos de investimento que compusessem um total de nove carteiras de investimento de acordo com alguns critérios. As instituições escolhidas foram o ActivoBank, o Banco Best e o Banco BiG. A cada banco foi pedido que, com base num determinado período de tempo de distância até à idade de reforma, construíssem três carteiras de investimento assumindo perfis de investidor distintos: conservador, equilibrado e agressivo. Nas carteiras solicitadas ao Banco Best, distavam apenas cinco anos até que o investidor atingisse a idade da reforma, enquanto que no caso do ActivoBank, faltavam 10 anos para essa data. Ao BiG coube compor a carteira de investimento com a distância mais alargada até à idade da reforma: 20 anos.

Ao analisar as carteiras resultantes desses cenários, as diferenças saltam à vista. Como explicou a direcção de investimentos do Banco Best, em relação ao cenário que lhes foi apresentado, "60 anos é uma idade, na nossa opinião, tardia para se iniciar uma poupança para a reforma, pois o prazo de acumulação e reinvestimento de retorno é mais reduzido, bem como a possibilidade de investir em activos com maior risco e retornos esperados, o que condiciona a alocação de activos". Em resultado, independentemente do perfil de risco considerado, as carteiras apresentadas pelo Best acabaram por centrar-se sobretudo em fundos de obrigações, cabendo um espaço muito reduzido para a exposição a fundos de acções. Aliás, esta categoria de activos apenas surge numa proporção muito reduzida da carteira e os alvos preferenciais de investimento em fundos puros de acções centram-se sobretudo em títulos de empresas globais de grande capitalização.

Mas, se alargarmos para 20 anos o horizonte de investimento, o cenário muda drasticamente. No caso da carteira agressiva, os fundos de acções representam 75% do total de activos na carteira construída pelo Banco BiG, havendo espaço quer para fundos de acções considerados mais conservadores (grandes capitalizações globais) como um pouco mais agressivos, como é o caso da aposta em fundos de acções do sector financeiro. No caso da carteira conservadora também a exposição a fundos de obrigações é bastante mais baixa face às propostas apresentadas pelos outros bancos.

Mesmo nas carteiras construídas pelo ActivoBank, apesar do prazo de investimento ser metade do cenário do Banco BiG, o período de 10 anos até à idade da reforma permite apresentar carteiras mais arrojadas do que no cenário proposto ao Banco Best. Os fundos de acções têm uma maior presença nas suas carteiras. Aliás, na carteira agressiva do ActivoBank os fundos de acções representam 90% dos activos. Contudo, Rui Olo, da direcção de marketing do ActivoBank, lembra que para um investimento a 10 anos, apesar de não existir nenhum activo que deva ser evitado, dois ou três anos antes da maturidade deve ser feito um ajuste da carteira no sentido de diminuir progressivamente o seu risco. Isto porque, como explica, "com o aproximar da data da reforma, o investidor deverá ter como principal prioridade a preservação do valor acumulado até essa data, por forma a evitar que um momento de correcção dos mercados perto da maturidade do investimento possa colocar em causa a valorização acumulada ao longo dos anos".


Dicas de poupança

- Começar cedo: Quanto mais cedo implementar uma estratégia de poupança mais alto será o "bolo" amealhado. Também o esforço financeiro mensal será menor já que, por exemplo, quem estiver na casa dos 20 e poucos anos tende a ter preocupações financeiras menores.

- Disciplina: Defina um plano de investimento regular, dando uma ordem de transferência mensal para uma conta específica. Procure poupar pelo menos 10% do ordenado e, gradualmente, tente aumentar essa percentagem. Aproveite ainda períodos de maior disponibilidade financeira para aumentar a proporção de poupança.

- Apostar na rentabilidade: Quanto maior o risco que assumir, maior o retorno potencial dos seus investimentos. Tenha ainda presente que quanto maior o horizonte de investimento mais se dilui o risco.

 

  • Carteiras de fundos de Investimento para quem está a cinco anos de alcançar a idade da reforma

Banco Best
O Best usou apenas cinco fundos para compor as três carteiras. Na carteira conservadora, 80% dos activos estão em fundos de obrigações. Mesmo na agressiva, a aposta em obrigações é notória: 70% dos activos. Já o investimento em acções incide sempre num fundo de acções globais de grandes capitalizações. O peso das acções é de apenas 5% na carteira conservadora e vai no máximo até 15% na agressiva. Ou seja, em qualquer dos casos são privilegiados investimentos conservadores, o que se deve ao facto de apenas distarem cinco anos para a idade da reforma.

  • Carteiras de fundos de Investimento para quem está a 10 anos de alcançar a idade da reforma

ActivoBank
O ActivoBank lembra que para o perfil conservador o mais importante é preservar o valor real do capital investido. Por isso, percebe-se que na carteira conservadora não existam fundos puros de acções: 90% dos activos estão em fundos de obrigações. Já na carteira agressiva, a aposta em acções é clara: os fundos de acções representam 90% dos activos. Para além de fundos de acções globais de grandes capitalizações, o banco aposta em empresas do sector tecnológico bem como em empresas mineiras. Como a distância até à reforma é maior do que no cenário que apresentamos ao Banco Best, as carteiras do ActivoBank apresentam uma exposição ao risco um pouco maior.

  • Carteiras de fundos de Investimento para quem está a 20 anos de alcançar a idade da reforma

Banco BiG
As carteiras do BiG são as que apresentam em termos globais uma maior exposição ao risco, independentemente do perfil do investidor. Isto acontece porque o seu horizonte de investimento também é o mais elevado (20 anos) pelo que existe uma maior margem para que as eventuais perdas se diluam no tempo. No caso da carteira agressiva, este horizonte de investimento permite que a exposição a fundos de acções chegue a 75% dos activos. Neste segmento, a aposta do BiG incide sobretudo em fundos de acções globais de grande capitalização, mas também em fundos de acções de pequenas e médias empresas e de títulos do sector financeiro.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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23
Out 11
23
Out 11

PPR do Estado acumula oito meses de perdas

O investimento em dívida continua a penalizar a performance dos Certificados de Reforma.

Os Certificados de Reforma foram criados com o objectivo de permitir aos portugueses a constituição de um complemento às suas pensões. Contudo, nos últimos meses, esta aplicação não tem surpreendido pela positiva. Segundo o folheto informativo de Setembro, divulgado pelo Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social (IGFCSS), nos últimos 12 meses (até 10 de Outubro), o PPR do Estado registou uma rentabilidade negativa de 3,50%.

Trata-se do oitavo mês consecutivo em que este produto de poupança vocacionado para a reforma apresenta rentabilidades a 12 meses negativas, não conseguindo escapar ao turbilhão que a afecta os mercados da dívida e accionista. Ainda assim, no último mês, as perdas foram aligeiradas face ao mês anterior graças à performance positiva das acções. Este foi, aliás, o único tipo de investimento a contribuir com um desempenho a 12 meses positivo. A aposta do fundo no mercado accionista valorizou 1,36%, interrompendo assim dois meses consecutivos de perdas para esse activo. Em Setembro, o investimento em acções tinha apresentado um retorno a 12 meses negativo em 3,84%.

No que respeita à aposta em dívida, continua a somar perdas. Nos últimos 12 meses, o investimento em dívida pública portuguesa desvalorizou 11,1%, enquanto que a dívida de outros países da OCDE apresenta uma rentabilidade negativa de 1,51%. Para este último caso, trata-se do pior desempenho desde a criação dos Certificados de Reforma.

Alterações na carteira

O PPR do Estado gere actualmente, pouco mais de 19,1 milhões de euros em activos. Em termos de distribuição por tipo de activos, a posição em dívida pública portuguesa e dívida de outros países da OCDE sofreu um ligeiro reforço para 26,07% e 51,75%, respectivamente. O mesmo aconteceu em relação ao investimento em acções que subiu para 16,26%. Já a liquidez baixou para 5,92% da carteira.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

 

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20
Out 11

Taxas dos depósitos a prazo mais que duplicam num ano

Os bancos portugueses estão a apostar nos depósitos para conseguir captar novos clientes e, para isso, estão a oferecer taxas cada vez mais atractivas. Em resultado disso, os juros pagos pelos depósitos, em apenas um ano, mais do que duplicaram,

De acordo com os dados do Boletim Estatístico do Banco de Portugal, as taxas de juro dos depósitos mais que duplicaram num ano. Enquanto em Agosto do ano passado, o juro era de 1,81%, em Agosto deste ano a taxa média situou-se nos 4%.

As dificuldades de acesso a financiamento faz com que a banca tente se financiar através dos depósitos dos clientes. Além disso, o facto dos bancos terem de se desalavancar o seu balanço, nomeadamente através da diminuição do rácio de transformação (a diferença entre os depósitos e os créditos,) reforça a aposta da banca neste tipo de instrumentos. Quem beneficia são os investidores que conseguem assim melhores remunerações para as suas poupanças. 

A verdade é que os portugueses têm aproveitado para reforçar nos depósitos que, em Agosto, totalizaram 127 mil milhões de euros, o valor mais alto de sempre.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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20
Out 11

BCP aposta em Mourinho para atrair depósitos dos clientes

Os bancos portugueses estão a protagonizar uma verdadeira corrida aos depósitos para garantir financiamento.

Os bancos portugueses estão a protagonizar uma verdadeira corrida aos depósitos para garantir financiamento, numa altura em que o mercado internacional lhes continua vedado. As instituições esforçam-se por oferecer taxas cada vez mais atractivas nos depósitos a prazo, e têm utilizado todas as armas possíveis para os publicitar. E como ‘no amor e na guerra vale tudo', as financeiras parecem decididas a trazer o futebol para o campo de batalha.

Depois de Cristiano Ronaldo (que dá a cara pela ‘Nova Conta Rendimento CR', do BES) foi a vez de o Millennium BCP tirar da cartola a figura de José Mourinho. O treinador português, que tem sido o rosto das campanhas publicitárias da instituição este ano, empresta agora também a sua alcunha ao depósito a prazo ‘Special One' e ao recém-apresentado ‘Special One +'. Segundo o folheto deste último, este depósito a quatro anos, de taxas crescentes, oferece uma TANB média de 5%, o que significa que está entre os que maior rentabilidade proporcionam aos depositantes, segundo os dados compilados pela DECO.

No entanto, o ‘Special One +' só compensa, face aos seus concorrentes directos, a partir do segundo ano pelo que, se não puder ter seu o capital - a adesão a este depósito pressupõe um capital mínimo de 1.000 euros - preso durante 24 meses, o melhor será optar por um depósito a dois anos de taxa fixa, de forma a não perder os juros na altura da retirada do capital. Não exclua também a hipótese de fazer um depósito a prazo a quatro anos, de taxa fixa. Além de garantir que poderá retirar o dinheiro em caso de emergência, muitos deles permitem a adesão com um mínimo de capital mais baixo do que os pedidos nos produtos a taxa crescente. É o caso do ‘Depósito a longo prazo' do PrivatBank (depósito a quatro anos com taxa fixa), que exige o depósito de 500 euros e oferece uma TANB de entre 5,5% e 5,7%. No entanto, se não for uma pessoa avessa ao risco, poderá ainda apostar nos Certificados de Depósitos. Só terá que ter em conta que o investimento inicial não poderá ser inferior a 2.500 euros. Já num Certificado de Depósito a dois anos, por exemplo, a TANB oferecida é de 5,5% a 5,8%, mostram também os dados da DECO. No caso do prazo a quatro anos, a taxa sobe para entre os 6% e 6,3%. Não se esqueça, no entanto, que os Certificados de Depósito não lhe dão a mesma segurança, visto não estarem cobertos pelo Fundo de Garantia de Depósito. Para quem está a pensar apostar numa estratégia de rentabilização das poupanças a um prazo mais alargado, considere também os Certificados do Tesouro a 5 anos que garantem uma taxa anual de 6,8%.


Os melhores depósitos

- Se vai optar por um depósito de taxa crescente a quatro anos, analise o ‘Super Poupança 2011 - 8.ª série' do Banif ou ao ‘Depósito Crescente 4 Anos' do Montepio.

- Se optar por um depósito a dois anos, a DECO aponta o ‘DP Crescente 24 Meses' do BPN e o ‘Depósito a Prazo Special One' do BCP como os mais rentáveis.

- No caso dos depósitos a taxa fixa, a quatro anos, o ‘Depósito a Longo Prazo' do PrivatBank é o que oferece uma rentabilidade superior.

- Já no prazo a dois anos, com taxa fixa, opte entre o ‘Depósito a Prazo' do PrivatBank ou o ‘DP Não Mobilizável' do Banif, que a DECO aponta como sendo os mais rentáveis.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 08:31 | comentar | favorito