30
Ago 11
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Ago 11

OS MELHORES DEPÓSITOS A PRAZO DE SETEMBRO 2011

Os bancos continuam a melhorar ligeiramente as taxas oferecidas nos depósitos a prazo. Uma vez que a poupança dos particulares aumenta a um ritmo muito mais lento que o necessário para satisfazer as necessidades de financiamento dos bancos, a única forma de os bancos aumentarem os depósitos captados é através da conquista de quota de mercado uns aos outros. E isso só é possível oferecendo taxas cada vez mais elevadas.

Uma vez que o mercado interbancário internacional continua vedado aos bancos e o mercado obrigacionista, mesmo com garantia do Estado, continua com valores proibitivo a única fonte actual de financiamento acessível aos bancos são os depósitos a prazo. Adicionalmente uma das recomendações da Troika para os bancos é a de estes melhorarem o seu rácio de transformação, aumentando a proporção de depósitos face ao crédito. 
 

QUAL O PRAZO IDEAL?

Neste momento o prazo ideal é de apenas 3 meses, de modo a aproveitar ainda as ofertas ainda mais agressivas que os bancos deverão fazer mais no final do ano para que o prazo dos depósitos passe o ano e melhore a imagem dos seus balanços e dos seus rácios de transformação.

Outra alternativa são os depósitos a vários anos, com pagamento periódico de juros, em que se pode sair após o pagamento de juros, sem qualquer penalização. Estes permitem beneficiar de taxas muito interessantes, com juros pagos periodicamente e a possibilidade de sair sem penalização, nas datas de pagamento de juros, caso encontre um depósito melhor ou necessite do dinheiro. São exemplos o depósito 4,00% do Banco Finantia, a Conta Rendimento do BES e os DPs Crescentes do Banif.

 

Os melhores depósitos a prazo de Setembro de 2011

 

 

Montante          

3 meses             6 meses           12 meses            
Até
10.000 €
 BIG Super DP1 (4,50%)
ActivoBank DP Net Activo (2,75%)
Banif Super DP Banif@st (2,75%)
 BEST DP Já12 (6,00%)
BIG Super DP1 (5,50%)
Banco Popular DP Ouro2 (4,50%)
 ActivoBank DP Poupança Start1 (4,50%)
Banco Popular DP Ouro (4,50%)
BIG Deposito a Prazo (3,75%)
 
 Até
50.000 
 BIG Super DP1 (4,50%)
Banif Super DP Banif@st (3,15%)
BIG DP Top (3,00%)
 BEST DP Já 12 (6,00%)
BIG Super DP1 (5,50%)

Banco Popular DP Ouro2 (4,50%)
 ActivoBank DP Poupança Start1 (4,50%)
Banco Popular DP Ouro (4,50%)

Banif DP não mobilizável4 (4,50%)
 
Até
100.000 €
 Banco Finantia DP 3 Meses 2 (4,50%)
BIG Super DP1 (4,50%)
BPN DP mais poupança (3,50%)
 BIG Super DP1 (5,50%)
Banco Finantia DP novos recursos2 (4,75%)
Banif DP não mobilizável4 (4,60%)
 Banco Finantia DP 12 Meses2 (5,00%)
Banif DP não mobilizável (4,80%)

BIG DP Top II (4,75%)
 
Mais de
100.000€
 Banco Finantia DP 3 Meses2 (4,50%)
BPN DP Mais poupança (3,50%)

Banif Super DP Banif@st (3,40%)
 Banif DP não mobilizável4 (5,00%)
Banco Finantia DP novos recursos2 (4,75%)
Banco Popular DP Ouro2 (4,50%)
 Banif DP não mobilizável4  (5,30%)
Banco Finantia DP 12 Meses2 (5,00%)
BIG DP Top II (4,75%)
TANB - Taxa anual nominal Bruta
Fonte: Sites dos bancos em 26/08/2011
1Exclusivo para novos clientes.
2Exclusivo para novos recursos.
3O prazo mínimo destes depósitos é superior ao prazo desejado, mas de acordo com as condições dos produtos é possível desmobilizá-os antes do prazo com penalização de 100% sobre os juros não pagos. Assim, poderá desmobilizar-se o capital após o pagamento de juros do período desejado.
4 Não é permitida a mobilização antecipada.
Fonte:http://www.moneygps.pt/
publicado por adm às 14:54 | comentar | favorito
26
Ago 11
26
Ago 11

Troque certificados por obrigações do tesouro

Se tiver vários milhares de euros empatados em certificados de aforro ou do tesouro, saiba que os juros que consegue através das obrigações do tesouro são mais elevados sem que isso represente um aumento do risco da sua poupança.

 

O Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público, a entidade responsável pelo dinheiro do Estado português, voltou a fixar a taxa de juro máxima dos certificados do tesouro nos 7,10% em Agosto para quem permanecer com as aplicações durante uma década. Apesar de os juros que Portugal tem de pagar se pedir dinheiro no mercado serem muito superiores, a rendibilidade oferecida aos pequenos aforradores detentores de certificados do tesouro não é revista desde Março. 

A situação é semelhante nos certificados de aforro: as subscrições efectuadas em Agosto capitalizam a uma taxa anual de 1,617% durante um trimestre, quando, no início do mês, o Estado vendeu 750 milhões de euros de bilhetes do tesouro a três meses a uma taxa média muito perto de 5%.

Em teoria, o risco das Obrigações do Tesouro é exactamente o mesmo dos certificados de aforro e do tesouro, porque se o Estado português não tiver capacidade de pagar os juros e o capital de uns títulos também não terá para os outros. Há, no entanto, algumas vozes que dizem que, se houver um espírito paternalista dos governantes, dificilmente os certificados serão afectados, porque representam as poupanças das famílias portuguesas. Além disso, os 14,3 mil milhões de euros aplicados nesses títulos representam menos de 9% da dívida directa do Estado, segundo as últimas estatísticas. 

Se as obrigações do tesouro são mais rentáveis do que os certificados de aforro e do tesouro, por que não investem as famílias nesses títulos? Porque são menos acessíveis e acarretam custos. 

Um mercado de especialistas 
Embora haja mercados regulamentados nos quais se transaccionam obrigações, como a Euronext Lisbon e a MTS Portugal, o grosso dos negócios efectuados neste segmento não é registado nessas praças. Ao contrário do mercado accionista, a maioria das operações sobre obrigações é realizada directamente entre dois intermediários financeiros não passando por uma bolsa, o que torna difícil o acesso dos pequenos investidores. 

Muitos bancos disponibilizam a compra e a venda de títulos de dívida pública através da Euronext Lisbon. Contudo, além de normalmente não oferecerem todas as emissões de obrigações do Estado português, a liquidez é reduzida: no início de Agosto, o último negócio efectuado sobre as obrigações do tesouro que se vencem em 2019 tinha sido realizado mais de quatro meses antes. Antes de fazer qualquer oferta, os interessados devem confirmar que há outros investidores disponíveis do lado oposto. Os títulos de dívida pública portuguesa mais populares na Euronext Lisbon têm sido os que se vencem em Junho de 2012 e Setembro de 2013.

Apesar das limitações dos mercados regulamentados, os custos podem ser muito baixos. É possível negociar obrigações pagando comissões inferiores a 0,1% do valor transaccionado. Nos serviços de banca electrónica, os custos podem ser inferiores a oito euros por ordem de bolsa. 

Alguns bancos já sabem que há aforradores que querem comprar obrigações com as vantagens das operações fora de mercado. O Banco Best estreou uma plataforma que permite aceder a um vasto leque obrigacionista. Através do seu sítio na Internet, é possível consultar cotações indicativas de mais de oito dezenas de obrigações, incluindo dívida pública portuguesa, e dar ordens de compra e de venda sobre essas emissões. A partir dessas instruções, os operadores do Banco Best procuram executar as ordens no mercado. 

Para os pequenos investidores não é barato investir em obrigações fora do mercado. O Banco Best cobra um mínimo de 100 euros por operação de compra ou de venda. O Banco BIG que também permite a negociação de várias obrigações através da Internet, é mais barato: a comissão mínima de negociação é de 30 euros. Ambos cobram 2% sobre os juros de obrigações. O Banco Big isenta a comissão de guarda de títulos na carteira de obrigações adquiridas pela Internet.









Fundos de obrigações soberanas arrastados pela crise

Os gestores de fundos não conseguem manter os títulos até à maturidade. Logo, as rendibilidades potenciais elevadas oferecidas pelas obrigações não são concretizadas.

Olhando apenas para a rendibilidade potencial das obrigações soberanas da Zona Euro, os fundos que investem nesses títulos poderiam ser considerados boas alternativas a entrar directamente num mercado mais complexo do que o das acções. Porém, nem sempre os fundos são uma alternativa ao investimento directo. 

As rendibilidades implícitas nas cotações actuais dos títulos de dívida soberana apenas são concretizadas se o aforrador os mantiver até ao seu vencimento. Ao adquirir uma participação num fundo não há a garantia de que o gestor permanecerá com esses títulos no portefólio até à sua maturidade, garantindo, assim, a elevada taxa de rendibilidade. O que acontece é que os gestores precisam de gerir os fluxos de dinheiro (que acontecem essencialmente devido às subscrições e aos resgates), o que os leva a alienar obrigações antes de chegarem ao vencimento ou a trocá-las por outras que estão mais interessantes. Ao longo de 2010, o Montepio Taxa Fixa, por exemplo, um fundo de obrigações que tem investido maioritariamente em dívida pública, negociou o equivalente a mais do dobro da sua carteira. 

Melhores evitam Zona Euro 
Apenas três fundos cotados em euros que investem em obrigações soberanas conseguiram um ganho no último ano, segundo a Morningstar. Os dois melhores não investiram na Zona Euro: o Eurizon EasyFund Bond GBP e o Eurizon EasyFund Bond USD apostam em dívida pública do Reino Unido e dos Estados Unidos da América, mas realizam a cobertura cambial. Assim, os investidores portugueses conseguem ganhar (ou perder) sem se preocuparem com o movimento do euro-libra ou do euro-dólar. 

O terceiro fundo que não perdeu no último ano foi o Dexia Bonds Euro Government Top Rated. Os gestores da Dexia Asset Management apenas investem em obrigações com uma classificação de AAA, o "rating" máximo atribuído pelas agências de avaliação de dívida. 

Face ao risco crescente nos mercados de dívida, vários gestores de fundos de obrigações voltaram-se quase exclusivamente para os títulos soberanos, embora as políticas de investimento não os obriguem. Além do Montepio Taxa Fixa, é o caso do BPI Euro Taxa Fixa: há mais de cinco anos que só investe em dívida pública da Zona Euro.






Conheça os Fundos soberanos
Estes são os fundos cotados em euros que investem em obrigações soberanas que mais renderam (ou menos perderam) ao longo do último ano. Os gestores destes produtos apenas compram e vendem emissões de Estados para as suas carteiras.






Há mais obrigações além da dívida pública

As rendibilidades potenciais de muitas emissões de dívida privada são superiores às das obrigações do tesouro.

Embora as emissões de dívida pública representem 43,20% do valor mundial do mercado de obrigações, que está avaliado em 67 biliões de euros, segundo o Banco de Pagamentos Internacionais, os investidores têm outros segmentos para explorar. 

No universo privado, a fatia mais importante do mercado pertence às instituições financeiras, responsáveis por 44,94% das obrigações emitidas a nível global. Se está disposto a correr algum risco, as obrigações dos bancos portugueses oferecem retornos superiores aos da República Portuguesa. 

A rendibilidade anual até à maturidade de uma obrigação do Banco Comercial Português que se vence em Abril de 2014 rondava os 18% em meados de Agosto, segundo a plataforma de negociação do Banco Best. Uma emissão do Banco Espírito Santo com maturidade em Junho de 2014 estava perto dos 15%, segundo o sítio do Banco Big. A dívida da Caixa Geral de Depósitos podia render cerca de 12% até Maio de 2013. 

Alguns intermediários financeiros reduzem as comissões sobre os títulos emitidos por si. A Caixa, por exemplo, cobra 10 euros na negociação de obrigações emitidas pelo seu grupo, desde que a operação não envolva outros intermediários. O Banco BPI não cobra comissões pelo pagamento de juros e pelo reembolso de títulos do seu grupo.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt
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23
Ago 11
23
Ago 11

Famílias portuguesas fogem da dívida pública nacional

Os certificados de aforro e do Tesouro estão, todos os meses, a perder investidores.

Já não são apenas os grandes investidores a reduzirem a exposição dos seus portefólios à dívida pública portuguesa. Também as famílias estão a fugir da dívida do Estado: há 28 meses consecutivos que o saldo de novas subscrições de certificados de aforro é negativo, e só este ano o total de resgates destes instrumentos de dívida do Estado contabiliza já 2.936 milhões de euros. Trata-se de um valor 13 vezes superior ao volume acumulado das novas subscrições no mesmo período. Julho não fugiu a esta tendência.

De acordo com o último boletim mensal do IGCP, publicado na sexta-feira, o saldo líquido de subscrições de certificados de aforro voltou a ser negativo em 382 milhões de euros, como consequência da contabilização de 415 milhões de euros de resgates e de apenas 33 milhões de euros de novas subscrições.

No universo dos certificados do Tesouro a realidade não é tão negra. Porém, os dados do último mês revelam que também estes instrumentos de dívida do Estado, que têm como referência a evolução da ‘yield' das obrigações do Tesouro a 5 e 10 anos, estão a perder o interesse das famílias: não só o volume de resgates registou o valor mais elevado desde Janeiro - mês em que pela primeira vez os investidores puderam dar ordens de resgate -, como o saldo líquido de novas subscrições alcançou o valor mais baixo deste ano. 

fonte:http://economico.sapo.pt

publicado por adm às 23:33 | comentar | favorito
22
Ago 11
22
Ago 11

Os 10 melhores depósitos a prazo

O boletim estatístico mensal divulgado hoje pelo Banco de Portugal (BdP) concluiu que o número total de depósitos aplicados pelas famílias portuguesas cresceu mais 2,265 mil milhões de euros, face ao mês anterior. Assim, o Dinheiro Vivo apresenta-lhe os 10 melhores depósitos a prazo que mais rendem actualmente, segundo os dados disponibilizados pela DECO Proteste.

 

1. O "Depósito 6% Já" do banco Best apresenta o depósito mais rentável, com uma taxa anual nominal bruta (TANB) de 6%, retirando os impostos, a taxa líquida do depósito é de 4,71%. Os clientes que queiram ter acesso a este depósito terão de ter pelo menos 2500 euros para investir. A subscrição é feita online e o prazo do produto é de 6 meses.

 

2. A subscrição do "Super Depósito" do banco BIG também é feita através da plataforma online e tem o prazo de 6 meses. Para investir neste depósito o cliente tem que ser detentor de um montante mínimo de 500 euros. A taxa anual nominal bruta (TANB) é de 5.50 % e taxa líquida do depósito (TANL) é de 4.32 %.

 

3. Já o "DP 5" do Santander Totta a 3 meses rende uma taxa bruta de 5%, o que corresponde a uma taxa líquida de 3.93%. Para subscrever este produto terá que ter 250 euros para investir.

 

4. O depósito "DP TOP II" do BIG é aquele que exige - até agora - um montante mínimo mais elevado de 60 mil euros e o investimento é feito a 1 ano. Com uma TANB de 4.75% e uma TANL de 3.73% e pode ser subscrito pela internet.

 

5. O Banco Popular ocupa o quinto lugar com o depósito a prazo mais rentável, "Depósito Ouro Plus 12 Meses", que como o próprio nome indica é rentável a 1 ano. Apresenta uma taxa bruta de 4.50% e uma taxa livre de impostos de 3.53%. O montante mínimo para investir é de 300euros.

 

6. Em sexto surge o "DP Não Mobilizável", a 1 ano, do Banco Internacional do Funchal. Neste caso, o cliente deverá ter um valor mínimo para investir de 10 mil euros. Aqui, a taxa anual nominal bruta é de 4.50%, ao passo que a taxa líquida do depósito é de 3.53%.

 

7. O "DP Ouro Crescente" tem um prazo de 6 meses e pertence ao Banco Popular. Neste depósito poderá contar com uma TANB e uma TANL igual à anterior, 4.50% e 3.53 % respectivamente e um montante mínimo exigido de 300 euros.

8. Pela terceira vez neste top, o banco BIG apresenta-lhe o "DP TOP"rentável a 1 ano. Se quiser ter acesso a este depósito deverá ter pelo menos 20 mil euros para investir. Quanto à TANB e à TANL, aqui não há grandes mudanças, uma vez que as percentagens mantêm-se as mesmas que o depósito anterior.

 

9. A "Poupança Extra" do ActivoBank a 1 ano pode ser subcrita pela plataforma online e exige um capital mínimo de 3 mil euros. A taxa anual nominal bruta e taxa líquida do depósito correspondem a 4.50% e 3.53% respectivamente. Para aceder a este site poderá fazê-lo via online.

10. Por último e uma vez mais o banco BIG apresenta o seu quarto melhor depósito a prazo. Ou seja, o "Super Depósito" a 3 meses, com um montante mínimo para investir de 500 euros. A taxa anual nominal bruta (TANB) é também de 4.50%, enquanto que a taxa líquida do depósito (TANL) é de 3.53%. Através da plataforma online poderá subscrever este depósito a prazo.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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19
Ago 11

Poupança: portugueses fogem da dívida pública

Certificados de aforro perdem mais de 380 milhões e certificados do Tesouro ficam quase na mesma

 

Os portugueses estão a retirar o dinheiro que tinham investido em dívida do Estado. Se até aqui resgatavam dinheiro dos certificados de aforro, por causa da baixa rentabilidade, mas ainda aplicavam uma parte nos certificados do Tesouro, que pagam bastante mais, no mês passado nem isso. No conjunto, os dois produtos perderam 379 milhões de euros.

De acordo com o boletim mensal do Instituto de Gestão de Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), os portugueses aplicaram 33 milhões de euros em certificados de aforro em Julho. Mas, no mesmo mês, resgataram 415 milhões, o que resulta numa saída líquida de 382 milhões de euros.

Em termos acumulados, desde o início do ano, os certificados de aforro perderam mais de 2.700 milhões de euros.

Já nos certificados do Tesouro, foram investidos 54 milhões e sacados 51. O saldo positivo fica-se pelos 3 milhões de euros.

No final do mês passado, os portugueses ficaram com apenas 12.762 milhões aplicados nos certificados de aforro. Um produto que tem sido sangrado mês após mês, devido à fraca taxa de rentabilidade, associada à Euribor a 3 meses, que tem estado em baixa.

Já nos certificados do Tesouro, um produto bem mais recente, o saldo ficou nos 1.242 milhões de euros, apesar da rentabilidade mais elevada. Os juros pagos por este produto é suposto estar indexado às yields das obrigações do Tesouro a 5 e a 10 anos, que têm estado em forte alta, mas o IGCP optou pelo congelamento dos mesmos, por considerar que o mercado de dívida pública não tem estado a funcionar normalmente.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

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19
Ago 11

Depósitos: produtos para emigrantes

Estima-se que existam cerca de cinco milhões de portugueses distribuídos pelo mundo. E são cada vez mais aqueles que optam por fazer as malas e mudar a morada, que é como quem diz, mudar de vida. Fala-se outra língua, trabalha-se noutro país e até se pode utilizar outra moeda, mas não há quem não sinta a falta da terra que o viu nascer. É, sobretudo, no mês de Agosto que a saudade aperta para voltar a casa. 

São várias as campanhas bancárias de Verão destinadas a quem vive lá fora. Mas valerão a pena? O Negócios pesquisou nos sítios de dez dos maiores bancos a operar em Portugal, que soluções específicas disponibilizam para quem reside no estrangeiro. 

Nas contas à ordem, foi possível encontrar seis propostas. Algumas exigem 500 euros para a sua constituição, mas, regra geral, consegue fazê-lo por menos. O SantanderTotta não exige qualquer montante de abertura, mas deve ter atenção às comissões por gestão e manutenção de conta. A única que não cobra é a Conta Caixa Caderneta Emigrante com Caixa Ordenado. As outras podem ir até 80 euros anuais, no Barclays, 78 euros noBES, 58 euros na Caixa, 40 euros no Crédito Agrícola, 72 euros no Millennium BCP e 62,80 euros no Santander Totta. 

Se optar por domiciliar o seu ordenado, olhe para a Taxa Anual Efectiva Global (TAEG). Na Conta B Portugal, do Barclays, pode pagar uma TAEG de 32,4% para um crédito ordenado de 1500 euros, por exemplo. Mesmo que não opte por ter facilidades a descoberto, tenha cuidado com a entrada em saldo negativo. 

Regra geral, os bancos cobram taxas elevadas por deixar a sua conta abaixo do zero. No BES e no Millennium bcp, chega mesmo a pagar 27% sobre o montante em dívida. As contas do Santander Totta, Crédito Agrícola e Barclays (Conta B Portugal em Moeda Estrangeira) não possibilitam que domicilie o seu ordenado na instituição, mas se entrar em saldo negativo paga 26,75% em juros no Santander, 23% no Crédito Agrícola, 22,5% na Conta Caixa Caderneta Emigrante sem Caixa Ordenado e 4% no Barclays. 

Fazer render o seu dinheiro 
No que toca à poupança, as soluções são bem mais alargadas, o que não quer dizer que sejam todas competitivas. Regra geral, precisa de grandes quantias de dinheiro para que valha a pena investir. No BPI, tem vários Depósitos Especiais, quase todos constituíveis com 250 euros. O que apresenta a melhor TANL (taxa anual nominal líquida) é o DP Especial 8 Anos, que remunera a 3,13%. Os depósitos em dólares norte-americanos são os que oferecem remunerações mais baixas. 

No Banif, há duas soluções para quem reside no estrangeiro. O Depósito a Prazo 90x4 só é constituível a partir de dez mil euros, dólares norte-americanos, canadianos ou libras esterlinas.

É taxado consoante o saldo: de dez mil a 100 mil unidades monetárias, até 250 mil ou mais. Neste caso, a moeda que oferece a melhor taxa é a europeia, que, para saldos superiores a 250 mil euros, tem uma Taxa Anual Nominal Líquida (TANL) de 3,43%. Em alternativa, a divisa inglesa oferece taxas que podem chegar aos 3,16%. O Depósito a Prazo XL apresenta melhores taxas, a dois anos e a divisa que melhor remunera continua a ser o euro. Neste depósito, o saldo é taxado entre 10 mil a 25 mil unidades monetárias, até 100 mil e mais. 

O Barclays brinda os residentes no estrangeiro com dois depósitos. O Especial ME pode ser constituído com mil dólares norte-americanos, canadianos ou libras. O prazo divide-se entre 1 e 366 dias e em seis tipos de saldos: até cinco mil unidades, 50 mil, 100 mil, 250 mil, 500 mil ou mais de 500 mil. Para mais de 500 mil libras, o banco apresenta-lhe uma taxa de 1,14%. No Depósito Mais por Mais, exclusivo para novos montantes de clientes actuais ou novos, as taxas são melhores. A aplicação é constituível com mil euros, por seis meses, renovável automaticamente. Nos primeiros quatro semestres, pode render entre 1,76% e 2,40% consoante o montante investido.

No BES, as soluções que apresentam as melhores TANL são a Nova Conta Rendimento CR, em euros, e Rendimento CR USD. A primeira, é taxada a 3,36%, a três anos e precisa apenas de mil euros para investir. Na segunda, precisa de 25 mil dólares norte-americanos e obtém uma TANL de 2,75%. 

A Caixa tem vários produtos para emigrantes e três apresentam TANL superiores a 3% o Depósito Mias 3A (3,33%), Depósito Super Mais 3A (3,25%) e o Depósito Crescente 3A (3,27%). O Crédito Agrícola também várias aplicações. O Depósito Emigrante M/L a Prazo Taxa Fixa, a um ano tem a TANL mais elevada, de 1,39%. 

Apesar do Millennium bcp também disponibilizar três propostas para os seus emigrantes, o Depósito "Special One" é o único que apresenta taxas mais elevadas. Remunera a 2,75%, 2,94% e a 3,14%, consoante o saldo. Contudo, precisa de mil euros para investir e aguardar 720 dias pelo retorno. 

O Montepio emigrante é constituível com 250 euros e pode ter um prazo entre 30 dias e um ano e um dia. As taxas variam entre 0,23% e 0,49%. Não chegam a 1%. No Santander Totta há depósitos exclusivos para novos recursos de clientes particulares que rendem mais do que os já existentes. O Novo Depósito em dólares canadianos rende, a três anos, 2,23% enquanto que o depósito actual rende 2,04%. O Novo Depósito em dólares norte-americanos, a três anos, rende 1,76%, enquanto que o actual rende 1,57%. Mas onde obtém mais lucro é no Rendimento Premium Taxa +, a 5 anos e um dia, com uma TANL de 3,81%. Contudo, precisa de 5 mil euros para constituí-lo.






Seis ordens para o dinheiro que vem de fora

Negócios procurou junto de dez bancos, que depósitos à ordem comercializam exclusivamente para não residentes. Apenas seis apresentaram soluções específicas para quem representa Portugal no Mundo. Escolha a sua.










Muita oferta, pouca remuneração

Com excepção de alguns depósitos promocionais do Santander Totta, Millennium bcp, CGD, BES e Banif, a maioria das ofertas, no curto prazo, não chega a remunerar 1% líquido. Entre tanta parra, escolha a sua uva. 


 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 22:25 | comentar | favorito
17
Ago 11
17
Ago 11

Fundos de Tesouraria sofrem com sucesso dos depósitos

Foram 1.400 milhões de euros que abandonaram as carteiras dos fundos de curto prazo. Os fracos ganhos, inferiores aos juros dos depósitos, são a razão para a fuga.

 

Há dois anos, o Espírito Santo Monetário era um colosso: este fundo de tesouraria, que investe essencialmente em dívida pública e obrigações de entidades financeiras que se vencem durante o próximo ano, tinha mais de mil milhões de euros. Era, de longe, o maior fundo português: chegou a contar com mais de 28 mil investidores. 

Hoje, o Espírito Santo Monetário vale menos de 150 milhões de euros. O fundo, que é comercializado pelo Banco Espírito Santo e pelo Banco Best, é o reflexo de como a crise financeira afectou os fundos de tesouraria e do mercado monetário, usados tradicionalmente para gerir poupanças no curto prazo. 

Apesar de estes produtos terem rendido, em média, 1,06% por cada um dos últimos dois anos, quase 1.400 milhões de euros desapareceram das suas carteiras no biénio, o equivalente a 55,17% dos activos, de acordo com os portefólios publicados pelas gestoras junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. 

Os depósitos a prazo são os principais responsáveis pela fuga. "Recentemente, e fruto da situação da economia portuguesa, os bancos tiveram de se tornar agressivos na captação de recursos e passaram a remunerar os depósitos a taxas de juro elevadas e a favorecer esta forma de financiamento na sua actuação comercial", explica João Zorro, gestor da Espírito Santo Activos Financeiros, responsável pelo Espírito Santo Monetário. É difícil convencer os aforradores a manterem-se nos fundos de tesouraria e do mercado monetário quando há, pelo menos, dez instituições financeiras nacionais que pagam juros iguais ou superiores a 4% em aplicações até um ano.

João Zorro diz que, além das taxas dos depósitos, há outra razão para os investidores se afastarem dos fundos de tesouraria e do mercado monetário: a volatilidade aumentou. "O potencial de remuneração é bastante interessante mas, em contrapartida, o horizonte temporal de investimento alargou-se e, hoje em dia, um mínimo de 30 dias é essencial", quando antes uma semana era suficiente, conclui João Zorro.

Um caso isolado no Crédito Agrícola 
Embora o cenário seja de fuga maciça dos investidores, há uma realidade exactamente oposta no Crédito Agrícola. Os activos do CA Monetário quase triplicaram nos dois últimos anos. Fernando Nascimento, o gestor do fundo, explica que o interesse dos investidores se deve "às boas rendibilidades" e "à estabilidade do fundo, que apresenta uma tendência sempre de subida". 

Além de ter alcançado o maior ganho no último ano entre os seus pares, 2,20% contra uma média de 0,97%, as taxas de juro dos depósitos do Crédito Agrícola ficam aquém dessa marca. Segundo o preçário da instituição financeira, o Depósito a Prazo Normal a 365 dias remunera a uma taxa bruta de 0,675%. 

Tal como os particulares, Fernando Nascimento prefere depósitos a investir em títulos de dívida: no início de Julho, o CA Monetário tinha tanto dinheiro em obrigações como num único depósito de duas semanas no Banco Comercial Português a uma taxa anual de 4,5%. "O poder de escala e as boas relações com variadas instituições garantem taxas de juro de depósitos substancialmente superiores aos que os particulares conseguem", conta o responsável da Crédito Agrícola Gest. 

O gestor do CA Monetário não se concentra apenas nas taxas de juro. "Há uma grande preocupação do risco de contraparte", diz. "A diversificação tem uma importância acrescida", por isso, Francisco Nascimento procura separar o património do fundo aplicado em depósitos por vários bancos. No início de Julho contavam--se oito bancos responsáveis pelos depósitos a prazo contratados pelo fundo: desde uma aplicação a um mês no Banco BPI a receber uma taxa anual de 1,8% até a um depósito a 5,5% no Montepio durante seis meses.






Depósitos versus fundos

Embora os depósitos paguem agora o equivalente a mais de três vezes a rendibilidade do último ano dos fundos de tesouraria e do mercado monetário, as vantagens não estão apenas do lado das contas a prazo. No limite, os gestores dos fundos podem juntar o dinheiro dos aforradores e negociar vários depósitos a prazo generosos. No início de Julho, o fundo BPI Liquidez era o que tinha o mais rentável: entre as suas aplicações estava um depósito a seis meses com uma taxa anual de 6% no Banco Comercial Português.








Tesouraria também desvaloriza

Dois fundos portugueses de tesouraria ofereceram perdas aos investidores durante o último ano.

Os ganhos oferecidos pela maioria dos fundos de tesouraria e do mercado monetário ficaram abaixo dos juros que muitos depósitos a prazo estão a pagar aos aforradores. Há, inclusivamente, dois fundos que registaram perdas no último ano. O BPN Tesouraria teve um prejuízo de 0,16%, enquanto a perda do Popular Tesouraria foi de 0,51%. Mesmo assim, os gestores da Popular Gestão de Activos estão optimistas: "Aguarda-se um crescimento do montante sob gestão durante a segunda metade do ano, tendo em conta a boa relação de risco/rendibilidade que este fundo apresenta actualmente", lê-se no relatório anual de gestão do Popular Tesouraria publicado em meados de Março, apesar do fundo ter desvalorizado 1,22% em 2010. No primeiro trimestre ganhou 1,03%. 

Depois da fuga de activos do Espírito Santo Monetário, que chegou a ser o maior fundo português, o BPI Liquidez assumiu a liderança dos maiores fundos de tesouraria e do mercado monetário, apesar de também ter perdido cerca de 50% do património no último ano. Este produto ocupa a segunda posição dos mais rentáveis no último ano, atrás do CA Monetário. Desde que foi lançado, em Março de 1996, o BPI Liquidez ganhou 2,29% por ano.




Fundos para todos

Todos os principais grupos bancários têm, pelo menos, um fundo de tesouraria ou do mercado monetário para os seus clientes. Não foram incluídos nesta lista os fundos Banco BIC Tesouraria, Santander Gestão Premium Liquidez e Santander Gestão Private Liquidez por ainda não terem celebrado o primeiro aniversário.





Nacionais melhores do que estrangeiros

Apenas dois fundos geridos fora de Portugal se destacam no segmento de aplicações de curto prazo.

Apesar de haver três vezes mais fundos estrangeiros disponíveis aos investidores portugueses do que veículos nacionais, os resultados portugueses dos fundos de tesouraria e do mercado monetário têm supremacia sobre os alcançados pelas entidades externas. Enquanto os fundos portugueses ganharam cerca de 1% no último ano, os produtos de sociedades gestoras estrangeiras avançaram 0,5%, segundo os desempenho publicados pelos especialistas de avaliação de fundos da Morningstar. Há, no entanto, dois fundos que pode valer a pena conhecer. O Pimco GIS Euribor Plus e o Vontobel Euro Money conseguiram render mais de 1% no último ano. 


Pimco GIS EuriborPlus E
Rendibilidade 1 ano: 1,99% 
Rendibilidade 3 anos: 2,26%/ano 
Rendibilidade 5 anos: 2,24%/ano 
Classificação Morningstar: **** 
Comercialização: ActivoBank, Banco Best


Andrew Bosomworth, o gestor da norte-americana Pimco que conduz este fundo de invstimento, usa a estratégia proprietária EuriborPlus para conseguir ultrapassar os rendimentos de referência da taxa Euribor a um mês. Esta estratégia, que procura maximizar a rendibilidade enquanto mantém o capital preservado e fornece liquidez diária, investe numa vasta gama de títulos do mercado monetário e em obrigações de curto prazo, embora também possa apostar pontualmente em obrigações mais longas ou de "ratings" mais baixos. A Morningstar atribui-lhe quatro estrelas, num sistema cuja nota máxima são cinco estrelas. 


Vontobel Euro Money C
Rendibilidade 1 ano: 1,01% 
Rendibilidade 3 anos: 1,58%/ano 
Classificação Morningstar: *** 
Comercialização: Banco Best 


A administração liderada por Tolga Hakan Yildirim é mais criteriosa: na carteira do Vontobel Euro Money não entram emissões com "rating" inferior a A- atribuído pela Standard & Poor's. Pouco mais de metade da carteira está aplicada em títulos com o "rating" máximo dessa agência. O património do fundo está diversificado por várias obrigações em euros de emitentes estatais e privados. Entre as principais estão títulos da Toyota Motor, do Royal Bank of Scotland e de França.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

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16
Ago 11
16
Ago 11

Onde os portugueses investem as poupanças

Taxas mais altas têm atraído mais aforro. Receios sobre crise da dívida têm afastado investidores dos mercados.

Depósitos mantêm tendência crescente nos últimos meses
Os depósitos têm sido o principal destino das poupanças dos portugueses e o montante aplicado neste produto tem vindo a crescer sustentadamente desde há mais de um ano. Esta tendência resulta, não só, da actual conjuntura económica recessiva do país, como também de um aumento das remunerações dos depósitos para taxas mais atractivas. De acordo com o último Boletim Estatístico do Banco de Portugal, o montante de novas operações de depósitos de particulares foi de quase 10,4 mil milhões de euros em
Maio deste ano, o que compara com um valor de novos depósitos de 5,94 mil milhões de euros verificado em maio de 2010.

Certificados do Tesouro com subscrições em queda mas saldo positivo
Os Certificados do Tesouro foram um produto de sucesso nos primeiros meses após o seu lançamento, devido nomeadamente às taxas atractivas. No entanto, a decisão do IGCP de colocar um tecto nas taxas "a partir do mês de Maio de 2011 e enquanto se mantiverem as condições de mercado", a crise da dívida soberana e a possibilidade de vir a ser aplicado um ‘haircut' no valor da dívida portuguesa, terão afastado investidores. Segundo o último relatório mensal do IGCP, as subscrições líquidas foram de 24 milhões de euros em Junho, mínimo de que há registo, influenciadas pela queda das subscrições para o valor mais baixo desde Novembro de 2010.

Fundos de obrigações euro lideram subscrições líquidas positivas
Apesar de, enquanto segmento, os fundos de investimento mobiliário continuarem a ser bastante penalizados, com elevados montantes resgatados, há categorias onde o dinheiro aplicado é superior ao retirado. Segundo o último relatório mensal da APFIPP, desde início do ano, as duas categorias com subscrições líquidas mais elevadas são das de fundos de obrigações taxa indexada euro (83,6 milhões de euros) e de fundos de obrigações taxa fixa euro (47,5 milhões). Olhando apenas para Junho são os fundos de mercado monetário euro, os mistos predominantemente acções, os predominantemente Obrigações, os únicos com saldo positivo.

Incerteza afasta investidores dos mercados accionistas
A instabilidade no mercados, resultado da crise da dívida soberana na zona euro e das dificuldades de crescimento das maiores economias têm afastado investidores. Em Portugal, o número de ordens dadas sobre acções caiu 33%nos primeiros seis meses deste ano face ao período homólogo, enquanto o valor recuou 48%no mesmo período. No mesmo sentido, o montante de transacções de acções na Euronext Lisbon foi de
18,2 mil milhões de euros, nos acumulado dos primeiros sete meses deste ano, o que representa uma quebra de 29,4%face ao período de Janeiro a Julho de 2010, influenciado também pela diminuição da cotação das acções.

Certificados de Aforro continuam a perder investidores
Os Certificados de Aforro têm vindo a perder subscritores ao longo dos anos. As duas principais razão serão a queda significativa da rendibilidade que oferecem ao longo dos anos - resultado de um ambiente de baixa da Euribor - e o aparecimento de um outro produto do Estado mais atractivo, dada a maior remuneração oferecida, os Certificados do Tesouro, lançados há um ano. De acordo com o último boletim mensal do ICGP, as subscrições dos certificados de aforro foram de 28 milhões de euros em Junho, valor
mais baixo de sempre, enquanto os resgates ficaram acima de 300 milhões de euros, o que dá um saldo negativo de 322 milhões.

Fundos Poupança Reforma penalizam por perda de benefícios
Os Fundos Poupança Reforma (PPR) perderam parte do seu atractivo com a redução do benefício fiscal em sede de IRS. Uma outra razão, mencionada recentemente pelo
presidente da APS, Seixas Vale, é o "maior investimento por parte dos bancos, os grandes distribuidores de PPR, na captação de liquidez através da aposta em depósitos". Os PPR sob a forma de seguro (que representam cerca de 85,5%do total de PPR) tinham no final do ano passado 15 mil milhões de euros acumulados, valor que até Maio tinha recuado 7%. Em 2010, as contribuições foram de 3,2 mil milhões de euros, um valor que o presidente da APS considera difícil de manter este ano.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

 

publicado por adm às 20:05 | comentar | favorito
08
Ago 11

876 milhões saem dos PPR para depósitos

Na hora de pôr poupanças a render, fim dos benefícios fiscais e remuneração mais atractiva na banca pesam na decisão dos portugueses

 

O desvio tem uma explicação. Em apenas um ano, 876 milhões de euros «voaram» dos Planos Poupança Reforma (PPR). Com o fim dos benefícios fiscais normalmente associados a estes instrumentos financeiros, os portugueses passaram a estar de olho nas remunerações mais chorudas pagas pela banca nos depósitos. 

As famílias estão assim a redireccionar as suas poupanças. O relatório da actividade seguradora sobre os primeiros seis meses deste ano, divulgado pelo Intituto de Seguros de Portugal ¿ e que vem citado na edição do «Correio da Manhã» desta segunda-feira - revela que, em Junho do ano passado, o montante aplicado em PPR chegava aos 14.887 mil milhões de euros.

No espaço de um ano, esse valor caiu para 14.011 mil milhões. 

Na prática, os aforradores retiraram dos PPR 73 milhões de euros por mês, em média. 

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

publicado por adm às 23:43 | comentar | favorito
08
Ago 11

Medo da crise provoca subida recorde nos depósitos

Crise nas bolsas e maior remuneração dada pelos bancos nacionais explicam o fenómeno.

O lema dos últimos meses na banca nacional tem sido angariar depósitos. E quanto mais, melhor. Nem que para o conseguir se tenha de aumentar de forma significativa os juros oferecidos nessas aplicações. E o objectivo aparenta estar a ser atingido, diferenciando a banca nacional da irlandesa e da grega. E se, do lado dos bancos, se percebe a estratégia, do lado dos clientes tudo se conjuga com uma aversão aos activos de risco, como as acções, que não param de dar perdas.

Segundo os dados mais recentes do BCE, referentes a final de Junho, o valor dos depósitos feitos em entidades do sistema bancário nacional subiu 26,6 mil milhões em 12 meses. É um aumento de 8,42% para 342,5 mil milhões de euros, a maior subida em termos percentuais de toda a zona euro. A média dos países da união monetária aponta para uma descida de 2,41% no valor dos depósitos, sendo que a Irlanda viu estes recursos caírem mais de 14% e os bancos gregos deixaram fugir mais de 7% de depósitos.

"Os níveis de confiança relativamente à banca desceram muito na Irlanda e na Grécia. Em Portugal há a consciência dos problemas do sector financeiro, mas ainda se considera o depósito como uma das aplicações mais seguras, senão mesmo a mais segura", observa o economista da Informação de Mercados Financeiros (IMF), Filipe Garcia.

Numa altura em que os mercados continuam fechados para os bancos nacionais e em que a ordem do Banco de Portugal é para diminuir a dependência dos fundos do BCE, os depósitos são das poucas escapatórias dos bancos para se manterem à tona. "O aumento de depósitos é um elemento crucial para manter a estabilidade do sistema financeiro e reduzir a dependência de fontes terceiras, como o BCE ou a venda forçada de créditos a um desconto elevado", explica o administrador da Dif Broker, Pedro Lino. 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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