27
Jul 11
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Jul 11

Depósitos. Bancos portugueses abrem guerra de taxas em Espanha

A guerra na captação de depósitos está agitar o mercado financeiro em Espanha. De um lado, os portugueses oferecem taxas mais atractivas, do outro os espanhóis procuram manter as taxas dentro dos níveis limitados pelo Banco Central e criticam a forma de actuação da banca nacional.

A Caixa Geral e o Banco Finantia estão a oferecer taxas nos depósitos que chegam aos 5%, em Espanha, o que não está a agradar à banca espanhola, devido à limitação imposta pelo Banco de Espanha a que estão sujeitos, ou seja, 3,3%. 

Recentemente, o Banco Central de Espanha passou das palavras aos actos e limitou as taxas oferecidas nos depósitos, impondo penalizações a quem oferecer elevadas rentabilidades. Esta foi a maneira que o banco central encontrou para desencorajar e evitar o início de uma guerra nos depósitos, devido ao facto da banca necessitar de captar poupança para melhorar os seus rácios.  

Assim sendo, são penalizados os bancos que oferecem uma taxa superior à média da Euribor a seis meses mais 150 pontos bases. Contas feitas e à cotação actual significa que quem oferecer uma taxa superior a 3,3% é penalizado.  

Segundo o jornal espanhol Cinco Dias, o banco Finantia Sofinloc tem a taxa mais elevada. A insituição financeira espanhola de origem portuguesa e que está sujeita à taxa que agrava os "superdepósitos" tem uma nova oferta que paga um juro de 5%. O "Depósito Fidelidade BFS" tem uma maturidade de 12 meses, um montante mínimo de subscrição 50 mil euros e requer uma forte vinculação com o banco.   

 

Os requisitos são manter um saldo médio noutros depósitos da instituição pagos com uma taxa de 3,10%. Ou pagos a uma taxa superior desde que o montante investido seja o dobro. Ou seja, é preciso ter pelo menos mais 50 mil euros noutros produtos de poupança. Assim, o investimento mínimo total ascende a 100 mil euros. 

O pagamento de juros é feito na maturidade, ou seja, ao fim de um ano, e no caso de quebra da vinculação ou resgate antecipado, o retorno, ou seja, a taxa paga desce para 3,10%. 

O banco Finantia oferece, até ao final do mês de Julho, um depósito crescente a 36 meses com um retorno de 4,50% e a 24 meses remunerado em 4,25%. 

Enquanto isso, o Banco Caixa Geral, o banco espanhol pertencente à Caixa Geral de Depósitos, lançou recentemente o "Depósito Platinum" que paga um juro de 4,20%, e tem um prazo de 36 meses. Para períodos inferiores a remuneração cai abaixo de 4%. Isto é, até 3,80% em 24 meses e 3,30% em 12 meses. O investimento mínimo é de mil euros, a liquidação é anual e não são exigidas vinculações. 

A dificuldade em obter financiamento tem levado a banca a oferecer melhores condições aos depósitos para captar poupança, e melhorar os seus rácios. 

Se por um lado em Espanha, o banco central limitou as taxas praticadas para evitar que as taxas pagar atinjam níveis excessivos, por cá, o Banco de Portugal procurou desencorajar a guerra pelos depósitos de outra forma. 

A entidade liderada por Carlos Costa enviou uma circular aos bancos onde estabelece a obrigatoriedade de comunicarem a existência de depósitos a prazo com taxas de juro superiores à Euribor mais 300 pontos base. 

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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22
Jul 11
22
Jul 11

Certificados do Tesouro. 1700 investidores têm mais de 100 mil euros

Os certificados do Tesouro acabam de celebrar o primeiro aniversário. Em 12 meses de comercialização conseguiram roubar o estatuto de instrumento de poupança privilegiado dos portugueses aos certificados de aforro. Mas não conseguiram travar a fuga dos aforradores nacionais do financiamento do Estado que se agudizou com a crise da dívida. 

De acordo com os dados obtidos pelo junto do Instituto de Gestão do Crédito Público (IGCP), foram realizadas, desde Julho do ano passado até ao final deste ano, 84 827 operações de subscrição de certificados do Tesouro. O número de investidores poderá, no entanto, ser menor, já que cada subscritor pode realizar mais de uma aplicação.

Este produto conseguiu captar a poupança dos portugueses com rendimentos mais elevados. Mais de 2% das famílias com certificados em carteira investiram um montante superior a 100 mil euros. Considerando o número de operações equivalente à quantidade de investidores, são cerca de 1700 os aforradores com investimentos acima de 100 mi euros. Por sua vez, cerca de 2500 famílias (cerca de 3%) aplicaram entre 50 mil e 100 mil euros. No entanto, à semelhança do que já acontecia com os certificados de aforro, os pequenos investidores são os maiores adeptos dos certificados do Tesouro. Cerca de 70%, quase 60 mil portugueses, investiram entre mil e 10 mil euros e 21 mil (25%) têm a render entre 10 mil e 50 mil euros. O valor médio de investimento até ao final de Maio fixa--se em 16 mil euros.

A análise mensal mostra que as novas operações estão a recuar significativamente desde Abril, mês em que Portugal recorreu ao pedido de ajuda externa. Os receios sobre a capacidade financeira do país, a maior necessidade de liquidez das famílias e o congelamento das taxas de remuneração justificam a evolução. Os investidores estão ainda a ser atraídos pelas supercontas dos bancos. Em Março foram registadas 9796 subscrições. O número recuou para 7016 em Abril, 5743 em Maio e 3556 em Junho.

A quantidade de operações de resgate também é elucidativa do receio das famílias. De Janeiro a Junho, 6451 investidores resgataram os certificados do Tesouro, uma fuga que atingiu o pico mensal no mês do pedido de financiamento externo. Contudo, parte dos investidores poderá ter resgatado o produto para voltar a investir, uma vez que o juro (7,1% a dez anos desde Março) é superior à remuneração oferecida pelo Estado nos primeiros meses de vida do produto.

segundo pior ano O segundo semestre só agora arrancou e a fuga registada nos produtos de poupança do Estado já ultrapassou os números de 2010. A saída de investidores nos certificados de aforro está a caminho do segundo pior ano de sempre, ao mesmo tempo que o saldo negativo entre emissões e resgates é quatro vezes superior ao estimado no Orçamento do Estado para este ano. 

No final de Junho, 575 231 famílias tinham as suas poupanças em certificados de aforro e do Tesouro, o que representa uma fuga de quase 35 mil investidores de Janeiro a Junho. A perda é superior aos cerca de 31 mil registados em todo o ano de 2010; poderia ser ainda mais acentuada não fosse a adesão de novos investidores aos certificados do Tesouro. A fuga em 2011, 193 por dia, só encontra precedentes em 2008, quando o governo cortou na remuneração do produto. 

O saldo líquido dos certificados de aforro (diferença entre emissões e resgates) já é negativo 1994 milhões de euros, quando o OE de 2011 previa um valor líquido negativo de 500 milhões. A perda de atractividade do produto superou, e muito, as projecções do anterior executivo, de tal forma que nem o saldo positivo dos certificados do Tesouro chega para garantir um contributo positivo dos particulares para o financiamento do Estado.

fonte:http://www.ionline.pt/

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21
Jul 11

Saiba se as suas poupanças estão seguras

A tarefa parece dificultada com a onda de cortes de rating que colocou a dívida do Estado, de várias empresas, bancos e autarquias na categoria de "lixo financeiro", o que acaba por assustar os consumidores. Também a ameaça de que Portugal poderá ter de sair do euro mais cedo ou mais tarde não dá a confiança necessária. Por isso uma inquietação que impera: o meu dinheiro estará seguro? 

Veja aqui as soluções de investimentos mais usadas pelos portugueses – depósitos a prazo, certificados de aforro e do Tesouro, acções e ouro – e conheça os riscos envolvidos em cada caso. 

Se tem dinheiro para investir, analise muito bem as ofertas e opte pela modalidade que mais se adequa ao seu caso. Não se esqueça: não há soluções milagrosas e o medo é geralmente mau conselheiro. 

Depósitos 

Fundo de garantia
 
A grande inquietação dos consumidores diz respeito à possibilidade de os bancos falirem – uma preocupação que pode pôr de lado, já que os bancos portugueses passaram nos testes de stresse, o que mostra a solidez das instituições financeiras. Além disso, mesmo que um banco falisse não significava automaticamente que os depositantes perderiam o seu dinheiro. Neste caso poderiam recorrer ao fundo de garantia dos depósitos (FGD), que assegura montantes de até 100 mil euros por depositante e em cada instituição de crédito. Se tem uma quantia superior, pode sempre dividi-la por vários bancos. Este fundo abrange todos os tipos de depósitos; só não se encontram abrangidos por este mecanismo os constituídos em instituições de crédito com sede em países não pertencentes à União Europeia ou em sucursais situadas nestes países. Não se esqueça que esta altura é sempre boa para apostar neste produto de poupança. As taxas de juro oferecidas estão a crescer e a tendência deve manter-se. A média da taxa praticada em Maio ultrapassou os 3,5%.

Aforro
Estamos em vésperas de receber o subsídio de férias e, como o tempo é de crise, para a maioria dos portugueses a poupança é a solução que se impõe. A tarefa parece dificultada com a onda de cortes de rating que colocou a dívida do Estado, de várias empresas, bancos e autarquias na categoria de "lixo financeiro", o que acaba por assustar os consumidores. Também a ameaça de que Portugal poderá ter de sair do euro mais cedo ou mais tarde não dá a confiança necessária. Por isso uma inquietação que impera: o meu dinheiro estará seguro?
Veja aqui as soluções de investimentos mais usadas pelos portugueses – depósitos a prazo, certificados de aforro e do Tesouro, acções e ouro – e conheça os riscos envolvidos em cada caso. Se tem dinheiro para investir, analise muito bem as ofertas e opte pela modalidade que mais se adequa ao seu caso. Não se esqueça: não há soluções milagrosas e o medo é geralmente mau conselheiro.

Aumento da remuneração - Os portugueses que tenham apostado em títulos de dívida pública, como é o caso dos certificados de aforro, têm o seu dinheiro garantido. O risco põe-se apenas se o Estado for confrontado com um cenário de bancarrota. A  hipótese é remota, já que fomos alvo de ajuda financeira e, na pior das hipóteses, poderíamos cair numa situação idêntica à da Grécia e precisar de um segundo pacote de ajuda externa. Um outro problema seria, quando chegados a essa situação, Portugal ser obrigado a reestruturar a sua dívida. Nesse caso, o Estado poderia não pagar tudo o que deve e os investidores privados poderiam ser afectados. A verdade é que esta hipótese é remota, por isso, se tem algum dinheiro extra para investir, poderá sempre recorrer aos certificados de aforro. Este produto de poupança já não rendia tanto como agora há dois anos. As subscrições que sejam realizadas em Julho vão render 1,537%, ou seja, o valor mais elevado desde Abril de 2009. A subida  contínua das taxas Euribor poderá justificar o aumento da remuneração, tornando esta aplicação mais atractiva.

Tesouro
Título de dívida pública -
 Este produto tem as mesmas garantias que os certificados de aforro, já que também é um título de dívida pública. Mais uma vez, só um cenário de bancarrota poria em causa os investimentos realizados pelos portugueses neste produto de poupança. A verdade é que uma reestruturação da dívida significaria que o Estado não iria pagar a totalidade da dívida emitida, com perdas para os credores. No fundo, quem investe em títulos de dívida pública – certificados do Tesouro ou de aforro – é, na prática, credor do Estado português.  As  opiniões nesta matéria são divergentes: há quem defenda que, se Portugal for confrontado com um cenário destes, devia tratar todos credores da mesma forma. Ou seja, todos seriam igualmente afectados, inclusive os particulares. Contudo, o Ministério das Finanças garante que a poupança dos portugueses em dívida pública está integralmente protegida, tanto em matéria de capital como de juros. Quem pretende investir neste produto terá de ter em conta o congelamento das taxas de remuneração pelo Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP).

Acções
Investir em empresas pouco endividadas -
 As acções estão a ser muito pressionadas por esta conjuntura e têm vindo  a desvalorizar, não só devido à situação económica do país mas também aos sucessivos cortes de rating, que tornam o financiamento no mercado cada vez mais caro. As sessões têm vindo a registar mínimos históricos, acabando por desanimar os investidores. Quem continua a pensar em apostar neste mercado tem de contar com risco elevado e deve respeitar alguns critérios. Os analistas recomendam investir em empresas com características muito específicas: por um lado, pouco endividadas e com financiamento garantido para os próximos anos; por outro, que não dependam só do mercado nacional, mas tenham boa parte do seu negócio noutros países, com economias mais saudáveis. Mesmo assim, devido à forte desvalorização das acções nos últimos meses, os analistas dizem que existem boas oportunidades de compra. Deve diversificar a sua carteira com várias empresas, pois consegue absorver o risco de desvalorização numas com a valorização noutras. 
 
Ouro 
Valorização recorde - O ouro é o activo-refúgio, quer em períodos de maior incerteza nos mercados – como se verifica actualmente –, quer em momentos de pressão inflacionista. Ou seja, acaba por funcionar como uma espécie de alternativa a outros activos. A matéria-prima tem vindo a valorizar neste último ano e por isso mesmo tem vindo a registar valores recorde. A tendência será para manter, uma vez que os especialistas acreditam que ainda há espaço para valorização. Aliás, o ouro tende a valorizar sempre que há quedas acentuadas nas bolsas ou quando imperam os receios em torno do valor do dinheiro. No entanto, devido a esta valorização, investir agora em ouro acarreta uma certa dose de risco. Apostar em barras e moedas de ouro é a forma mais comum de investimento junto da maioria dos consumidores. Neste caso, os investidores guardam o metal até o mercado dar sinais de que é boa altura para vender. Mas as alternativas não ficam por aqui. Os consumidores podem também apostar em fundos de investimento que tenham na sua carteira empresas exploradoras de ouro. É uma hipótese menos vulgar, mas possível.

fonte:http://isabe.ionline.pt/c

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Depósitos das famílias disparam em Maio

A estratégia agressiva de captação de depósitos pela banca, está a dar frutos.

Segundo os dados do boletim estatístico do Banco de Portugal, em Maio o total de depósitos aplicados por particulares atingiu os 122.249 milhões de euros. Um valor que representa uma subida de 1.386 milhões de euros face aos valores de Abril. É preciso recuar até Outubro do ano passado, para verificarmos uma subida mensal de aplicações em depósitos tão elevada como esta.

O facto dos bancos portugueses estarem a praticar remunerações atractivas nestas aplicações ajuda a explicar a subida destes montantes. Recorde-se que a crise de liquidez que a banca enfrenta está a levar as instituições a concentrarem os seus esforços nas duas fontes de financiamento que estão disponíveis: os empréstimos concedidos pelo BCE e os recursos captados junto dos clientes dos bancos.

A comprovar esta realidade, as taxas de juros aplicadas aos novos depósitos voltaram também a subir no mês de Maio para os 3,54%. Trata-se do valor mais elevado desde Dezembro de 2008.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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Depósitos das famílias crescem 1,4 mil MEuro entre abril e maio

O total de depósitos aplicados por particulares atingiu os 122.249 milhões de euros em maio, mais 1,386 mil milhões de euros face a abril, de acordo com os dados do boletim estatístico do Banco de Portugal, hoje divulgados.

A estratégia dos bancos que operam no mercado português de oferecer remunerações relevantes nos depósitos a prazo tem dado frutos e tem permitido aumentar a captação de recursos de clientes pela banca, que tem enfrentando grandes dificuldades de se financiar no mercado interbancário e que tem recorrido à liquidez fornecida pelo Banco Central Europeu (BCE).

As taxas de juro aplicadas nos novos depósitos voltaram a subir em maio para 3,54 por cento, o valor mais alto desde o final de 2008.

fonte:http://www.dn.pt/I

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21
Jul 11

Fuga aos certificados de aforro retira 300 milhões ao Estado em Junho

No primeiro semestre, portugueses subscreveram somente 196 milhões de euros em certificados de aforro e resgataram 2.522 milhões.

 

De acordo com o boletim mensal do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), o saldo líquido deste instrumento de poupança era, em Junho, de 13.145 milhões de euros, menos 331 milhões do que em Maio.

No total, foram resgatados 360 milhões de euros, enquanto as novas subscrições foram apenas de 28 milhões. Ainda assim, a fuga aos certificados de aforro tinha sido maior nos meses anteriores.

Desde o início do ano, as subscrições deste produto de poupança foram de apenas 196 milhões, enquanto as amortizações chegaram aos 2.522 milhões, o que empurra o saldo negativo para 2,3 mil milhões de euros. 

A "fuga" a este instrumento de poupança tem sido influenciada pelos receios de que alguns países periféricos do euro, como a Grécia e Portugal, tenham de enveredar por uma reestruturação da dívida pública, algo que poderia vir a penalizar os detentores de certificados de aforro.

Quanto aos certificados do Tesouro, a situação é diferente, visto que, em Junho, o Estado conseguiu mais 24 milhões de euros com este instrumento de poupança, em termos líquidos.

Nos primeiros seis meses do ano, as subscrições de certificados do Tesouro chegaram aos 722 milhões de euros e foram resgatados apenas 169 milhões. Ou seja, o Estado obteve um saldo líquido de 553 milhões de euros com este instrumento de poupança.

fonte:http://economia.publico.pt/N

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17
Jul 11
17
Jul 11

Estado, o produto financeiro que rende mais

Os títulos de dívida pública rendem mais e têm segurança superior aos depósitos a prazo.

Com as taxas de juro a subir e a pressão para obter dinheiro, os bancos apostam na publicidade de depósitos a médio e longo prazo, com rentabilidade que parece aliciante. Contudo, a maioria dos depósitos de taxa fixa para estes prazos não permite o levantamento antecipado. Os de rendimento crescente, em geral, não prendem o consumidor ao investimento. Mas, no primeiro ano, nenhum oferece uma remuneração líquida superior à taxa de inflação prevista pelo Banco de Portugal para 2011 (3,6%), nem ao melhor depósito a 12 meses. Este é disponibilizado pelo banco BiG, que rende 3,5% ao ano e exige um investimento mínimo de 50 mil euros.

As melhores aplicações com taxa crescente apresentam uma rentabilidade líquida global muito próxima desta última. É o caso do depósito a cinco anos do Santander, com 3,8% para valores a partir de cinco mil euros. O segundo lugar pertence ao Banco Invest, que oferece 3,7%, no mesmo prazo, a montantes mínimos de dois mil euros. A três anos, o Depósito Crescente Platinum do Banif leva a melhor, com 3,8% ao ano, mas exige um mínimo de 50 mil euros.

Além de não se distanciarem muito dos melhores depósitos a prazo clássicos, estas taxas são válidas apenas no caso de não movimentar o dinheiro até ao final do período proposto. Porém, se estiver disposto a cumprir esta exigência, há produtos mais rentáveis, como os títulos da dívida pública. A rentabilidade destacada pelos bancos na publicidade aos produtos de taxa crescente, em geral, funciona como engodo e só é válida para o último (e curto) período. Avalie bem as propostas bancárias, com base nos critérios da caixa ao lado. A ficha de informação normalizada (FIN), obrigatória nestes produtos, fornece os elementos necessários. Ao contrário de há um ano, não encontrámos publicidade enganosa a estes depósitos: embora destaquem a taxa mais elevada, os bancos fornecem a restante informação. Um triunfo dos consumidores, fruto das denúncias que fizemos no passado.

Neste estudo, os especialistas da Deco incluíram depósitos, mas também existem obrigações e fundos especiais de investimento com taxa progressiva. Diferenciam-se sobretudo pelas garantias, caso o banco ou a entidade gestora não consigam honrar os seus compromissos. Nos primeiros, os investidores têm assegurado o re-embolso até 100 mil euros por titular até final deste ano, ao abrigo do fundo de garantia dos depósitos. Nos dois últimos, o sistema de indemnização garante apenas 25 mil euros.

Taxa fixa imobiliza investimento

Investir em produtos com rentabilidade fixa num período como o actual, em que se espera a subida dos juros é, à partida, má opção. A análise da Deco confirma a teoria: as melhores taxas anuais líquidas (TAEL) pertencem a depósitos a 10 anos do Banif. Consoante o montante, a instituição paga entre 4,6% e 4,8% ao ano, mas cativa o montante aplicado e inviabiliza a mudança para um concorrente mais rentável. Nos prazos mais curtos (entre dois e cinco anos anos), a rentabilidade é idêntica à dos depósitos de curto prazo, ou seja, até 1 ano. Não autorizar a mobilização antecipada é uma característica destes depósitos. Nos 24 analisados, apenas 10 permitem mexer no dinheiro, os mesmos que oferecem as taxas mais baixas: entre 0,8%, no depósito a dois anos do Crédito Agrícola, e 2,9% do Depósito Especial a três e oito anos do banco BPI.

No encalço do Tesouro

Para quem pode investir a longo prazo e pretende aplicações com risco reduzido, as Obrigações e os Certificados do Tesouro são as opções mais rentáveis. Os gráficos confrontam a rentabilidade global dos melhores depósitos com taxa crescente e fixa com a das Obrigações do Tesouro e, quando aplicável, dos Certificados do Tesouro. As obrigações vencem em todos os prazos, com taxas de 8% ou mais. Os certificados rendem 5,6% líquidos ao ano, se os mantiver durante 10 anos, e 5,3%, no caso de os resgatar ao fim de cinco a 10 anos. Caso opte pelas obrigações, não está sujeito a mínimos de investimento, mas terá de pagar uma comissão de transacção em bolsa, variável consoante a instituição.

Na altura da emissão, cada título custa um cêntimo. Para os títulos transacionados entre investidores em bolsa, ao valor nominal de cada título, terá de acrescentar os juros devidos ao vendedor. Os Certificados do Tesouro exigem a aplicação de, pelo menos, mil euros, podem ser adquiridos nos Correios e não têm custos de subscrição. São interessantes para quem pode manter o dinheiro aplicado durante, pelo menos, cinco anos e pretende aliar a liquidez à segurança de um rendimento garantido. Acompanhe a rentabilidade, locais e modo de subscrição destas e de outras aplicações financeiras no portal da associação (www.deco.proteste.pt/investe) e dê o destino mais adequado às suas poupanças.

Dívida pública com risco limitado

Na situação económica conturbada em que vivemos, o investimento na dívida pública será mesmo seguro? Esta preocupação dos consumidores é legítima e não tem uma resposta categórica. Todos os investimentos implicam risco. Os títulos de dívida pública e os depósitos estão entre os mais seguros. Porém, o Estado pode ser obrigado a reestruturar a dívida pública e a alterar o pagamento de juros e o reembolso de capital, penalizando os investidores. Esta situação é, contudo, improvável e, a suceder, arrastará toda a economia, com reflexos noutros tipos de investimento. Assim, os títulos do Tesouro continuam uma boa aposta.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

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14
Jul 11
14
Jul 11

Juros de depósitos e mais-valias deverão escapar a IRS extra

Alguns rendimentos de capitais como os juros de depósitos, ou até as mais-valias da bolsa, deverão escapar ao imposto extraordinário, cujos contornos técnicos são apresentados esta quinta-feira pelo ministro das Finanças, avança a imprensa.

Segundo o Diário Económico, em causa estão 2,3 mil milhões de euros em juros dos depósitos a prazo que, no final de Maio, totalizavam 90 mil milhões de euros e que arriscam a ficar de fora da contribuição extraordinária já anunciada pelo Governo (equivalente a 50% do subsídio de Natal, acima do salário mínimo nacional).

A excepção ao agravamento de imposto irá ao arrepio das garantias do Executivo, há duas semanas, de que a contribuição extraordinária incidiria sobre todos os rendimentos que estão sujeitos a IRS como salários, pensões e rendimentos prediais e de capital. O objectivo da medida é assegurar um encaixe adicional de 800 milhões de euros e o cumprimento da meta de redução do défice de 5,9% em 2011.

Uma das hipóteses que estava ontem em aberto era a não tributação dos rendimentos de capitais, nomeadamente 2,3 mi milhões de euros de juros de depósitos, um valor calculado pelo Diário Económico com base nos dados de depósitos a prazo do Banco de Portugal, no final de Maio, e uma taxa de juro média de 2,6%.

Proteger mercado de capitais

O Diário de Notícias também acode ao tema afirmando - no destaque de primeira página - que o imposto extraordinário «não vai, afinal, taxar rendimentos de capital». Na prática, isto significa que serão afectados apenas os rendimentos de trabalho e pensões (e rendimentos prediais). E que os dividendos, juros de aplicações financeiras e até as mais-valias, «que o ministro Vítor Gaspar chegou a admitir que poderiam ser incluídos, ficarão de fora» da medida a esclarecer hoje pelo titular das Finanças. 

Segundo afirma o rotativo, Passos Coelho tentou que todos estes rendimentos fossem abrangidos pela nova medida de austeridade - tendo sido travado pelas Finanças.

A justificação, explica o jornal, «é de ordem técnica (uma possível inconstitucionalidade), mas também de ordem financeira - nomeadamente a hipótese de fuga de capitais e fragilização adicional do sistema financeiro português, num momento já por si muito delicado». 

fonte:http://diariodigital.sapo.pt/

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12
Jul 11

Famílias depositaram 45 milhões por dia em Maio

Particulares estão a resgatar outros produtos de poupança e a reinvestir em depósitos que atingiram um nível recorde acima dos 122 mil milhões

 

Os depósitos dos particulares voltaram a fixar um novo máximo histórico em Maio, reflexo da aposta dos bancos na subida da remuneração destes produtos. Mas também não restam dúvidas que grande parte dos montantes resgatados pelos aforradores de outros instrumentos de poupança, como fundos de investimento, certificados de aforro e até Planos Poupança Reforma, estão a ser canalizados para os "superdepósitos" que a banca está empenhada em promover.

De acordo com as estatísticas do Banco de Portugal, o valor depositado pelas famílias atingiu um valor mais elevado desde que há registos. O saldo dos depósitos disparou de 120.863 milhões em Abril para 122.249 milhões em Maio, ou seja, a poupança dos particulares subiu, num só mês, a um ritmo de 44,7 milhões de euros por dia. Face às necessidades de liquidez que a banca atravessa, numa altura em que o acesso aos mercados continua congelado, a estratégia de financiamento das instituições recai no aumento da remuneração dos depósitos dos clientes. Ao mesmo tempo, a banca reduz a dependência dos empréstimos do Banco Central Europeu cujo valor desceu 7% para 43,88 mil milhões de euros em Junho.

A taxa de juro média dos depósitos subiu de 3,33% em Abril para 3,54% em Maio, reflectindo também o aumento das taxas Euribor. A guerra pelos depósitos é visível neste 12º aumento consecutivo da taxa de juro média que, no mês em análise, atingiu para o valor mais elevado desde Dezembro de 2008.

Os "superdepósitos", com taxas crescentes de remuneração, estão a "roubar" a poupança dos portugueses de outros instrumentos, sobretudo do Estado. O pedido de ajuda externa e o receio de incumprimento ditaram uma fuga de quase dois mil milhões de euros dos certificados de aforro este ano. Também os fundos de investimento registam um saldo acumulado (subscrições menos resgates) negativo de 1.381 milhões de euros. 

O Conselho Nacional de Supervisores Financeiros explicou, em comunicado divulgado ontem, que a estratégia dos bancos incide também na "recomposição da carteira de aplicações de particulares, em resultado de um aumento da aversão ao risco, num quadro de agravamento das tensões nos mercados financeiros". Isto significa que o aumento da captação de depósitos está a ser acompanhado pela redução na concessão de crédito. 

Em Maio, o financiamento à economia (particulares e empresas) recuou para 4,86 mil milhões, menos 61 milhões face a Abril. Ainda assim, a compra de casa e o financiamento às pequenas e médias empresas escaparam ao corte de crédito. As taxas de juro subiram em todos os destinos e segmentos, o que traduz o aumento dos spreads e das taxas Euribor, traduzindo também uma tentativa para travar a procura de crédito. 

Banca compra dívida pública Em Maio, os empréstimos ao Estado diminuíram 4%, graças ao recuo de 24% no valor total empréstimos concedidos à administração central. Mas a banca reforçou em 7% o montante de dívida pública detida. O sector investiu 1570 milhões de euros, tendo provavelmente participado nos leilões de bilhetes do tesouro realizados em Maio.

fonte:http://www.ionline.pt

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12
Jul 11

Banca mais que duplica juros dos depósitos em apenas um ano

Dados do Banco de Portugal hoje divulgados mostram que a estratégia da banca para captar de recursos dos clientes está ao rubro.

No mês de Maio, os bancos portugueses voltaram a subir a remuneração dos depósitos a prazo, sendo que a taxa de juro média para estas aplicações se situava nos 3,54%. Trata-se de um valor superior aos 3,33% oferecidos no mês anterior e representa mais do dobro da remuneração oferecida há um ano atrás. Recorde-se que em Maio de 2010, os juros médios praticados nos novos depósitos se situavam nos 1,26%.

A estratégia da banca parece estar a dar frutos porque no mês de Maio a subscrição de depósitos por parte das famílias disparou para o nível mensal mais alto desde Abril de 2009. Em Maio, os portugueses aplicaram 10.139 milhões de euros nestas tradicionais aplicações financeiras. Um valor que representa uma subida mensal de 11% face aos depósitos captados em Abril. É preciso recuar até Abril de 2009, para encontrar um volume mensal de investimento em depósitos tão elevado.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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