22
Jun 11
22
Jun 11

Retirados mais 566 milhões de euros dos Certificados de Aforro

A fuga de Certificados de Aforro (CA) continuou em Maio, atingindo 566 milhões de euros, ainda assim um abrandamento face ao recorde de 737 milhões de euros retirados em Abril.

 

Desde o início do ano, o total de resgates eleva-se a quase dois mil milhões, superando, em apenas cinco meses, o total retirado em 2010.

As novas subscrições de CA ficaram-se pelos 33 milhões de euros, perto do mínimo histórico de 30 milhões registado em Fevereiro. O saldo líquido mensal nos CA foi negativo em 536 milhões de euros, revelam os dados do Boletim Mensal do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP).

Nos Certificados do Tesouro (CT), outro dos produtos de poupança geridos pelo Estado, foram investidos 101 milhões de euros, em Maio, o valor mais baixo desde Novembro de 2010. Neste produto, também se está a verificar um aumento dos resgates, que atingiram 24 milhões, o que reduz o saldo líquido do mês a 77 milhões de euros. 

Estes resgates de CT estão a ser feitos antes de se completar um ano da criação do produto, o que implica a perda do juros, pagos anualmente. A mobilização da aplicação só pode ser feita seis meses após a subscrição.

Os resgates e o forte abrandamento em novas subscrições dos produtos públicos explica-se pela reduzida taxa de rentabilidade dos velhos Certificados de Aforro, que oferecem actualmente uma taxa de juro de 1,467 por cento (ilíquida) para as subscrições a realizar em Junho, quando há depósitos bancários que oferecem rentabilidades superiores. Nos CT, e apesar da decisão de congelamento das taxas de juro, a rentabilidade é bem mais elevada, essencialmente para as aplicações a cinco anos (6,8 por cento ilíquidos) e a 10 anos (7,1 por cento). 

A influenciar os resgates estão preocupações relativas à situação financeira do Estado português, actualmente a beneficiar de ajuda externa, o que não tem impedido uma escalada dos juros da dívida pública para máximos históricos. É de referir que o pico de resgates, em Abril, coincidiu com o pedido de ajuda externa à troika.

fonte:http://economia.publico.pt/N

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21
Jun 11
21
Jun 11

O Banco de Portugal e as taxas dos depósitos

Os bancos portugueses têm tido dificuldade em obter financiamento nos mercados e optaram por oferecer melhores condições aos depósitos a prazo para captar a poupança, o que fez com que as taxas de juro médias subissem 145% no espaço de um ano.

O Banco de Portugal quer evitar uma guerra de depósitos como a que aconteceu em Espanha. Os bancos espanhóis começaram em 2010 a competir entre eles pelos depósitos e as taxas de juro subiram para níveis considerados excessivos. O Banco de Espanha resolveu limitar à taxa de juro máxima. Em Portugal, a entidade liderada por Carlos Costa enviou uma circular aos bancos onde estabelece a obrigatoriedade de comunicarem a existência de depósitos a prazo com taxas de juro superiores à Euribor mais 300 pontos base. Assim, a valores de ontem, os limites serão de 4,5% nos depósitos indexados à Euribor a três meses, 4,7% a seis meses e 5,1% a doze meses. O objectivo do banco central é evitar que as instituições, sobretudo as mais frágeis e de menor dimensão, levadas pela competição com outras entidades, façam ofertas demasiado agressivas e possam pôr em causa a sua solidez. Este controlo é fundamental numa altura em que os bancos portugueses pretendem baixar o rácio de transformação de depósitos em crédito de uma média de 150% para os 120%. A obrigatoriedade de os bancos informarem o supervisor sempre que ultrapassem o limite agora imposto é uma excelente medida que faz com que o Banco de Portugal passe a dispor de um sistema de alarme eficaz contra eventuais excessos nas taxas de juro dos depósitos bancários.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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20
Jun 11
20
Jun 11

Saiba se ainda vale a pena investir em PPR

Apesar do corte dos benefícios fiscais associados aos PPR, os especialistas ainda encontram vantagens neste produto de poupança.

Os planos poupança reforma (PPR) foram durante muitos anos um produto "estrela" para os aforradores portugueses. Uma tendência justificada não tanto por permitirem constituir um complemento da reforma mas sobretudo pelo efeito "benefício fiscal" propagandeado muitas vezes pelos bancos, sobretudo no final de cada ano. Contudo, a realidade actual é muito diferente. Com o forte corte dos benefícios fiscais que o Orçamento do Estado para 2011 veio impor (ver texto ao lado), grande parte da atractividade dos PPR parece ter-se desvanecido para os aforradores. A prová-lo estão os números das subscrições desde o início do ano, que sofreram uma grande redução.

Os dados da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), revelam que entre Janeiro e Abril de 2011 os portugueses subscreveram 327,7 milhões de euros em PPR sob a forma de seguro. Este valor representa uma quebra de quase 74% face aos montantes subscritos no mesmo período de 2010. Um número que ganha ainda maior relevância se considerarmos que cerca de 90% dos PPR existentes no mercado português são precisamente sob a forma de seguro. Mas os PPR sob a forma de fundo de investimento seguem a mesma tendência. Até ao final de Maio foram subscritos 46,2 milhões de euros em fundos PPR, o que fica abaixo dos 48,9 milhões de euros verificados no mesmo período do ano passado. Para a APS, para além do corte no benefício fiscal, a conjugação negativa de outros factores tem ajudado a ditar a quebra significativa de contribuições.

"À cabeça estão as profundas necessidades de financiamento dos bancos, que os têm levado a privilegiar a comercialização de produtos que captem poupanças para os seus balanços (sobretudo depósitos a prazo), em detrimento de outros que geram essencialmente receitas de comissões, como é o caso dos PPR", justifica a APS. "Adicionalmente, a queda do rendimento disponível dos particulares estará já a condicionar negativamente a capacidade de aforro das famílias, contraindo a taxa de poupança, que frequentemente tende até a aumentar em períodos de menor prosperidade económica", acrescenta a associação liderada por Pedro Seixas Vale.

Contudo, apesar destas condicionantes, os especialistas ainda encontram vantagens no investimento em PPR. "Embora se assista, no orçamento de Estado para 2011, a uma diminuição significativa dos benefícios fiscais em IRS proporcionados pela subscrição de PPR's, estes produtos mantêm um regime fiscal de tributação das mais-valias dentro dos próprios instrumentos, que lhes continuam a conferir vantagens competitivas face a outros instrumentos financeiros", lembra Diogo Serras Lopes, director de investimentos do Banco Best. Recorde-se que o regime fiscal aplicável aos PPR prevê para aplicações com mais de cinco anos o pagamento de 17,2% de taxa de tributação à saída e de 8,6% no caso da permanência ultrapassar os oito anos. Nos restantes produtos financeiros aplica-se uma tributação de 21,5%. Diogo Teixeira, administrador da Optimize, frisa que esta diferença continua a ser uma importante vantagem tendo em conta que o objectivo do PPR é ser uma poupança de longo prazo. Mas, segundo este responsável, os benefícios não se ficam por aí. Diogo Teixeira lembra que, contrariamente a produtos com o mesmo fim, como os fundos de pensões e os certificados de reforma, os PPR podem ser resgatados a qualquer momento. O Orçamento do Estado para 2011 reduziu, aliás, a penalização aplicável nestes casos.

Mas os PPR não reúnem apenas vantagens fiscais. Se analisarmos a sua rentabilidade, constata-se que os resultados recentes não são muito animadores, sobretudo considerando a inflação que faz com que nos últimos tempos muitos PPR vejam os seus retornos anulados. Como explica Gonçalo Gomes, da direcção de marketing do ActivoBank, "enquanto os activos com menor risco permitem pouco mais do que repor o poder de compra perdido com a inflação, activos como as acções permitem alcançar retornos reais médios em torno dos 6%, a longo prazo". Esse menor retorno resulta das próprias características do produto. No caso dos seguros PPR, a menor remuneração é compensada por uma maior segurança resultante da garantia de capital. Mas, como explica Gonçalo Gomes, "considerando que os prazos de investimento nestes planos são normalmente muito alargados, somos de opinião que, com excepção dos investidores com maior aversão ao risco, ou um horizonte de investimento muito curto, a garantia de capital poderá ser mais contraproducente do que um verdadeiro benefício". Isto aplica-se sobretudo aos investidores mais jovens, cuja tolerância ao risco é superior. "Não faz sentido a uma pessoa de 30 anos escolher um produto para a poupança para a reforma de taxa garantida", aconselha Diogo Teixeira. Neste campo, os fundos PPR oferecem maior flexibilidade apesar de acompanhada por um maior nível de risco consoante o fundo escolhido. Isto porque estes produtos são classificados por patamares de acordo com o nível de exposição a acções: entre 0% e 15%, 15% e 35%, e mais de 35% de acções.

Mas, delinear uma estratégia de investimento para a reforma também é possível com um conjunto de outros instrumentos financeiros. É o caso de fundos de investimento. "São uma das melhores opções para quem não tem muito tempo para acompanhar o mercado, uma vez que têm um objectivo de investimento definido para um período de tempo alargado, existindo uma grande diversidade de soluções no mercado", explica Gonçalo Gomes, dando o exemplo dos fundos ciclo de vida. Estes fundos destinam-se a investidores que pretendam usufruir dos investimentos numa determinada data, que poderá ser a data prevista para a reforma, alocando uma parte substancial da carteira à componente accionista, caso o horizonte temporal seja suficientemente alargado e à medida que a data prevista para o reembolso se aproxima a exposição a activos de menor risco aumenta. Outra alternativa serão os planos de investimento em certificados, que segundo o responsável do ActivoBank permitem entregas mensais a partir de 50 euros em instrumentos que replicam a performance de diversos índices accionistas.


Diogo Serras Lopes
Para o director de investimentos do Best, "embora se assista [...] a uma diminuição significativa dos benefícios fiscais em IRS proporcionados pela subscrição de PPR's, estes produtos mantêm um regime fiscal de tributação das mais-valias dentro dos próprios instrumentos, que lhes continuam a conferir vantagens competitivas face a outros instrumentos financeiros".

fonte:http://economico.sapo.pt/

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17
Jun 11
17
Jun 11

Apenas 17% dos PPR batem a inflação

A rentabilidade média de 84 PPR, sob a forma de seguro ou fundo, foi de 2,38%. Apenas 14 superaram a inflação prevista para 2011.

Construir um pé-de-meia que permita gozar uma reforma tranquila mais do que um desejo é uma necessidade. Contudo, satisfazer essa necessidade pode transformar-se numa missão difícil se considerarmos o impacto corrosivo que a inflação poderá ter na rentabilidade dos PPR. Se olharmos para os retornos oferecidos pelos PPR em 2010, seja sobre a forma de seguro ou de fundo de investimento, constata-se que apenas cerca de 17% desses produtos conseguiu oferecer um retorno superior à inflação prevista para 2011: de 3,6%, segundo estimativas do Banco de Portugal.

Apesar de rentabilidades passadas não serem garantia de retornos futuros e dos PPR serem vocacionados para o longo prazo, não deixa de ser um sinal preocupante, sobretudo tendo em conta o cenário inflacionista que o país enfrenta. Até porque, para além da perda de uma parcela considerável dos benefícios fiscais é possível encontrar produtos financeiros mesmo conservadores a oferecer retornos mais elevados como é o caso de alguns depósitos a prazo que garantem taxas líquidas acima de 4%. Mesmo comparando com a inflação média registada em Portugal no ano passado, que foi consideravelmente mais baixa (1,4%, segundo o INE), a média dos retornos dos produtos PPR em 2010 é ligeiramente superior: 1,76%. Em alguns casos as rentabilidades chegam mesmo a ser negativas. É o que se passa com 16 dos 34 PPR sobre a forma de fundo de investimento reunidos pela APFIPP.

Contudo, existem alguns produtos que se destacam pela positiva. É o caso de nove PPR sob a forma de seguro e de cinco sob a forma de fundos que em 2010 ofereceram retornos acima da inflação prevista para este ano. Os retornos mais elevados foram em fundos PPR. Foi o que se passou com dois produtos do Barclays- o Barclays PPR Acções Life Path 2025 e o Barclays PPR Acções Life Path 2025 - com rentabilidades anualizadas a 12 meses de 8,26% e 6,76% no final de 2010. Sob a forma de seguro, o Generali PPR +Seguro foi o mais rentável em 2010.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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16
Jun 11
16
Jun 11

Juros dos depósitos a prazo estão a disparar

Os bancos estão a pagar taxas de juro mais atractivas nos depósitos a prazo e a remuneração média já ultrapassa os 3%.
É o resultado de uma maior concorrência entre os bancos, que tentam assim captar o dinheiro dos clientes. Os portugueses é que saem a ganhar e estão a aderir a este modo de poupança.

Feita uma média, os depósitos estão a render juros de 3,24%. A banca oferece várias alternativas: nos depósitos a um ano a taxa de juro pode chegar a 3,75%, mas a 2 anos já rende mais.

Ou seja, se o prazo aumenta, os juros acompanham. E desde Março, os portugueses estão a dar preferência aos depósitos a mais de dois anos. Se entregar o dinheiro ao banco por 5 anos, há produtos de poupança em que a taxa de juro se aproxima dos 5%.

Em contrapartida, os portugueses fogem dos Certificados de Aforro. Em Junho a taxa de juro neste tipo de poupança foi fixada nos 1,467%.

Há mais de um ano que os bancos portugueses deixaram de ter acesso aos mercados internacionais e, desde então, têm-se financiado junto do Banco Central Europeu e apostam forte na tentativa de captar mais depósitos junto dos clientes. Em Março os depósitos ascendiam a mais de 120 mil milhões de euros, mais 3,3% do que um ano antes.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

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15
Jun 11
15
Jun 11

Quantos anos tem de esperar para que o seu dinheiro duplique?

Basta recorrer a uma fórmula simples para verificar o ritmo de valorização das suas poupanças.

Na mitologia, o Rei Midas tinha o poder de transformar em ouro todos os objectos em que tocava. No mundo real são poucos aqueles que se podem congratular em ter um poder semelhante ao do rei da Frígia e conseguirem multiplicar a sua riqueza. Warren Buffett é um dos poucos que conseguiu atingir tal feito e multiplicar o seu património. Mas não precisa de ser um mega-investidor para conseguir multiplicar dinheiro. Mesmo com um pé-de-meia modesto é possível colocar o seu dinheiro a crescer. Ele crescerá mais ou menos consoante a sua estratégia de investimento.

O Diário Económico fez algumas simulações para perceber quantos anos um pequeno investidor com 25 mil euros terá de aguardar para ver a sua poupança duplicar de valor. As simulações mostram que dobrar o valor do investimento poderá demorar entre nove a 40 anos consoante os produtos financeiros escolhidos. Por exemplo, se for um investidor muito conservador e privilegiar a aplicação dos 25 mil euros em produtos de capital garantido (como os depósitos ou certificados de aforro) e estiver sujeito uma taxa de juro anual de 2,5%, então terá de aguardar 28,8 anos para ver o seu pé-de-meia duplicar de valor, ou seja, superar a barreira dos 50 mil euros.

Contas feitas, só em 2040 é que se atingiria esta meta. No entanto, nem todos os investidores teriam de aguardar tanto tempo. Por exemplo, um investidor que estivesse disposto a correr uma dose de risco mais elevada, tivesse uma carteira equilibrada entre acções, obrigações e produtos conservadores e obtivesse uma rendibilidade média anual de 5,7%, então teria de esperar 12,6 anos para ver os 25 mil euros duplicarem de valor (ver tabelas ao lado). O tempo encurtaria ainda mais caso o investidor não tivesse medo e apostasse numa estratégia agressiva investindo maioritariamente em acções- a classe de activos que historicamente apresenta uma remuneração média anual mais elevada. Assim, este investidor demoraria apenas nove anos para duplicar o seu pé-de-meia.


Os cálculos para apurar o número de anos necessários para fazer dobrar o valor das poupanças são fáceis de fazer. Basta utilizar a "regra do 72", descoberta por Albert Einstein. O cientista chegou mesmo a apelidar esta regra como a oitava maravilha do mundo. Segundo este principio matemático bastará dividir o número 72 pela rendibilidade anual esperada (em valor absoluto) da sua carteira de investimentos. O resultado dessa operação dar-lhe-á o número de anos que o seu pé-de-meia demorará, aproximadamente, a duplicar de valor, tendo como pressuposto que há lugar para a capitalização de juros.

Obviamente que quanto menor for a rendibilidade esperada mais tempo terá de esperar para ver o seu dinheiro crescer. Por isso mesmo os especialistas em gestão de activos recomendam alguma exposição a activos mais arriscados aos investidores que tenham uma perspectiva de longo prazo. Porque o conceito de risco está ligado à ideia de retorno. Quanto maior for o risco de uma aplicação maior será o potencial de retorno desse investimento. No entanto, é preciso ressalvar que nem todos os investidores estarão preparados para aceitarem aplicar as suas poupanças em produtos financeiros que não tenham garantia de capital. Para esses aforradores, fazer crescer dinheiro é pois uma tarefa mais difícil. Por exemplo, se um aforrador com 40 anos colocasse 10 mil euros num depósito a prazo que ofereça um juro bruto anual de 1,8% (a média praticada pelos depósitos a um ano, segundo dados da Proteste Poupança) demoraria mais 40 anos até conseguir duplicar a sua poupança. Ou seja, apenas quando chegasse até aos 80 anos teria visto o pé-de-meia atingir os 20 mil euros.

Os números mostram que quanto mais cedo uma pessoa começar a investir, maior será a probabilidade de duplicar por várias vezes o valor das suas poupanças. Mas para conseguir atingir este objectivo terá de encontrar as aplicações financeiras mais atractivas. Porque aplicar num produto financeiro que lhe oferece em média 2% ao ano ou num produto que lhe dá 4% ao ano pode resultar numa diferença de alguns milhares de euros ao fim de um longo período.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

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14
Jun 11
14
Jun 11

CGD foi o que mais subiu juro na «guerra pelos depósitos»

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi, no último ano, o banco que mais aumentou a remuneração dos seus clientes nos depósitos a prazo, afirma o Jornal de Negócios esta terça-feira.

O banco do Estado «deu um forte contributo» para a subida generalizada nos juros. Há já várias instituições a oferecerem aplicações com taxas acima dos 4% numa clara "guerra pelos depósitos", nota o periódico. 

fonte:http://diariodigital.sapo.pt/

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12
Jun 11
12
Jun 11

Onde aplicar as poupanças dos mais pequenos

Encontre as melhores taxas de juro nos produtos direccionados para os mais novos nos depósitos a prazo.

Quase 80% dos produtos vocacionados para as poupanças dos mais jovens remunera abaixo da taxa média dos depósitos a um ano, todos pagam menos do que a inflação e alguns - não tão poucos quanto isso - oferecem taxas de juro que mais parecem uma brincadeira de crianças. Se pretende oferecer um pé de meia ao seu filho por ocasião do Dia Mundial da Criança conheça quais as melhores opções.

Além dos depósitos a prazo dirigidos para os mais jovens, com prazos que variam entre os três meses - um prazo manifestamente curto para uma aplicação que se quer capitalizável por um longo-prazo - e os quatro anos, pode ainda optar por contas poupança ou seguros de capitalização. A mais valia das contas poupança é o facto de, regra geral, serem automaticamente renovadas findo o prazo inicial e permitirem entregas periódicas de baixo valor. Em contrapartida, a maioria destas aplicações oferece taxas manifestamente insuficientes. Por exemplo, a Conta Poupança Jovem do Millennium bcp paga uma taxa anual nominal bruta (TANB) de 0,125%, 0,25% e 0,375% consoante o prazo da aplicação, 91, 181 e 366 dias, respectivamente. Tome-se como exemplo a aplicação a seis meses: tendo em conta que a taxa é anual, os 0,25% renderiam em seis meses 0,125%. E tendo em conta que a taxa é bruta, uma vez aplicada a taxa de IRS de 21,5%, o juro líquido passa para 0,098%. Ou seja, se aplicar 1.000 euros nesta conta ganha, ao final de seis meses, 98 cêntimos.

Mas este está longe de ser o único exemplo do género: a conta poupança Caixa Projecto, da CGD, oferece uma TANB de 0,6% até um máximo de 0,85% com prémios de permanência, para aplicações abaixo de 5.000 euros. Para montantes superiores, a taxa máxima chega aos 0,95%; a Conta Poupança Júnior do BES paga uma TANB de 0,35%; a ABConta do BPI tem uma TANB de 0,95%, mas com prémios de permanência pode chegar aos 1,6%. No entanto terá de manter a aplicação durante quatro anos; a Conta Poupança Jovem do Santander paga 0,5% para montantes inferiores a 25.000 euros, mas para montantes superiores a 100.000 euros a TANB sobe aos 0,875%; no Crédito Agrícola a Conta Poupança Geração Jovem tem uma TANB que varia entre os 0,4% a seis meses e para montantes inferiores a 1.000 euros, e os 0,9% para um ano e um valor superior a 5.000 euros.

Uma oferta que está longe de estar à altura das poupanças dos mais pequeninos. Já os depósitos a prazo oferecem taxas mais atractivas: o Caixa PopPrazo, um depósito a quatro anos da CGD, tem uma TANB de 3,75% desde que opte pela opção de depósito não mobilizável. Caso contrário o depósito terá taxas crescentes, com uma TANB média de 3,013%. Já para prazos menores, de dois anos, pode optar Montepio Super Poupança Bué ou pelo Depósito Crescente Nova Geração, do Banif, com juros de 3% e 3,313% (taxa de juro média), respectivamente. As taxas são interessantes e em linha com as melhores ofertas do mercado. No entanto, tanto a quatro anos como a dois anos é possível encontrar, entre os depósitos dirigidos para adultos, juros mais altos, no caso, no Banif.

Pode ainda optar por um produto que acompanhe o seu filho até à maioridade. Pode manter um seguro de capitalização até aos 18 anos do beneficiário, no entanto, nestes produtos tem de pagar comissões - de gestão, resgate e por vezes também de subscrição - além de desconhecer as taxas de juro que lhe serão garantidas no futuro. Por exemplo, o Poupança a Crescer do Santander oferece uma TANB de 4%. No entanto, esta taxa é apenas garantida para este ano, já que resulta do rendimento expectável do Fundo Autónomo para este ano. A taxa é comunicada todos os anos a 31 de Dezembro, e vigorará durante todo o ano civil seguinte.


Onde aplicar as poupanças dos mais pequenos

1 - Depósitos
Existe uma vasta oferta de depósitos a prazo dirigidos para os clientes juniores. O Caixa PopPrazo a quatro anos, não mobilizável, tem a taxa de juro anual bruta mais atractiva, com 3,75%. Já se preferir um depósito a dois anos, o Depósito Crescente Nova Geração, 
do Banif oferece-lhe uma taxa média de 3,313%.

2 - Contas Poupança
São renovadas automaticamente e por igual período de tempo ao contratado inicialmente e permitem entregas periódicas de baixo valor. No entanto as taxas de juro são muito baixas: Apenas a Conta Poupança BES Jovem oferece juros superiores a 1% desde o primeiro ano, já que paga a Euribor a um mês que cota actualmente nos 1,245%.

3 - Seguros de Capitalização
Pode encontrá-los no BES, BPI e Santander. Permitem manter a aplicação até à maioridade do jovem, no entanto cobram comissões e a remuneração depende da performance do fundo ao qual estão associados. Assim, embora garantam geralmente uma taxa, esta só é conhecida no final de cada ano. Para este ano a taxa mais atractiva pertence ao Santander, com 4%.

4 - Outras opções
Pode sempre optar por recorrer à oferta geral de depósitos a prazo, onde encontra melhores taxas do que as oferecidas neste segmento júnior. Para depósitos a mais de um ano, o Banif tem os juros mais atractivos em todos os prazos. Pode ainda aplicar as poupanças dos seus filhos em Certificados do Tesouro, podendo no entanto não estar isento de eventuais riscos relacionados com a dívida pública.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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08
Jun 11
08
Jun 11

Depósitos com juros mais elevados

O Banco de Portugal (BdP) antecipa que os depósitos bancários venham a ser remunerados com taxas cada vez mais altas, como parte da estratégia de desalavancagem iniciada pela banca o ano passado. A estimativa, incluída no Relatório de Estabilidade Financeira divulgado pelo BdP, é acompanhada de uma previsão de maior dificuldade em pagar as prestações bancárias.

 

Segundo o documento ontem tornado público, em 2011 o "aumento da restritividade" do crédito será acompanhado pelo "aumento das taxas de juro dos depósitos bancários", um movimento relacionado com a necessidade de as instituições financeiras aumentarem a captação de depósitos.

O aumento dos depósitos dos clientes, bem como o reforço do capital, a venda de activos e o abrandamento da concessão de crédito fazem parte do processo "gradual e ordenado" de desalavancagem dos bancos iniciado no segundo semestre de 2010.

O Banco de Portugal espera, nesse sentido, que aquele processo seja reforçado durante este ano, já que é fundamental para "assegurar a recuperação do acesso a financiamento nos mercados financeiros internacionais".

Ainda nos próximos anos, devido às repercussões do "profundo processo de ajustamento a implementar na economia portuguesa", o BdP espera "a materialização do risco de crédito num contexto de subida das taxas de juro".

fonte:http://www.oje.pt

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07
Jun 11
07
Jun 11

Deco alerta para fraco rendimento das contas poupança para mais novos

A Deco analisou as contas de poupança para os mais novos oferecidos por 13 bancos e concluiu que as remunerações são "muito fracas", entre 0,3% e 3%.

As conclusões desta análise são publicadas na próxima edição da Proteste Poupança, uma das publicações da Associação para a Defesa dos Direitos dos Consumidores (Deco).

Para os mais jovens, as ofertas das instituições bancárias vão desde contas à ordem, contas de poupança, seguros de capitalização e planos mutualistas, mas os técnicos da associação limitaram-se às contas de poupança.

O Banco Espírito Santo, o Banco Popular e o Montepio são alguns dos bancos que oferecem brindes como forma de sensibilizar e educar as gerações mais novas para a necessidade de poupa, mas a Deco alerta para o facto de que "não basta ensinar. É necessário que os incentivos à poupança superem a subida dos preços".

A associação lembra que a inflação prevista pela OCDE para este ano é de 3,3%, mais 0,3% do que a taxa do melhor depósito para jovens e mais 1,9% do que a média dos produtos analisados para este segmento.

Segundo a Proteste Poupança, a remuneração proposta é "muito fraca" e o prazo das aplicações "desadequado", sobretudo tendo em conta que o horizonte de investimento é bastante alargado na maioria dos casos: "Com estes rendimentos de pouco serve amealhar ao longo dos anos, pois a inflação devora o valor do dinheiro", alerta a Deco.

A associação lembra que a poupança para os mais novos deve ser feita numa perspectiva de longo prazo: "Se juntou algum dinheiro, por exemplo, dos aniversários e das épocas festivas, que queira ver rentabilizado, esqueça as contas 'especiais' para jovens. De 'especial' têm muito pouco", lê-se na publicação.

Em alternativa, a associação recomenda o investimento em certificados do tesouro para quem pretende capital garantido, lembrando que rendem 5,6% ao ano se o dinheiro for aplicado por um período de 10 anos, e 5,3% entre os cinco e os nove anos.

"Caso não tenha ainda os mil euros necessários para investir, prefira um depósito a prazo normal. Com a necessidade crescente de financiamento por parte dos bancos, vários garantem 3,5% líquidos ao ano", recomenda.

Para montantes superiores, a Deco recomenda, a quem estiver disposto a arriscar, a compra de fundos de investimento de acções e obrigações, desde que o investimento seja mantido por um mínimo de cinco anos, uma vez que o potencial de rendimento é bastante superior ao das aplicações sem risco.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

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