09
Abr 11
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Abr 11

Vem aí o FMI. O meu dinheiro está seguro?

Depósitos bancários, certificados de aforro e do Tesouro apresentam diferentes níveis de risco. E o reembolso do IRS, está garantido?

 

Em alturas de crise como esta, em que o país até teve de pedir ajuda externa, começam a circular muitos rumores e daí até se instalar o pânico vai um passo muito curto. A pergunta que, nesta fase, passa pela cabeça de muitos portugueses é: «Será que o meu dinheiro está seguro?». A Agência Financeira vai dar resposta às suas dúvidas e ajudá-lo a separar o que é mito do que é realidade.

Depósitos bancários: uma das crenças que circula entre os portugueses é que, se o Fundo Monetário Internacional (FMI) entrar em Portugal, como está prestes a acontecer, o dinheiro que têm depositado no banco pode estar em perigo. Não é bem assim. Para que os depósitos estivessem ameaçados era preciso que os bancos entrassem em bancarrota, o que não se perspectiva em Portugal.

Pelo contrário: a nossa banca, ao contrário de muitas na Europa, mostrou-se muito resistente à crise financeira que abalou o mundo desde 2008. Os bancos nacionais tinham pouca exposição ao chamado subprime (activos sem valor, considerados tóxicos) e por isso quase não foram beliscados na altura. O problema da banca nacional foi a situação das contas públicas, que acabou por contagiá-los, retirando-lhes acesso ao financiamento nos mercados, uma situação que tem sido contornada com os empréstimos que chegam do Banco Central Europeu (BCE).

Para garantir que a banca está sólida e assim continua, o capital das instituições está a ser reforçado e ainda ontem o Banco de Portugal deu ordens para que os bancos reforcem os seus capitais até ao final do ano.

Mesmo que algum dos bancos portugueses estivesse em apuros a este nível (veremos o que mostram os novos testes de stress), existe em Portugal em mecanismo chamado Fundo de Garantia dos Depósitos (FGD), que assegura o pagamento de até cem mil euros a cada cliente do banco, se este entrar em bancarrota e não conseguir devolver o dinheiro. 

Certificados de Aforro e do Tesouro: estes são produtos de investimento que, no fundo, são títulos de dívida pública. Ou seja, ao comprá-los, os portugueses estão a emprestar dinheiro ao Estado, em troca de juros.

É aqui que reside algum risco, mas nada que deva motivar alarme. O que acontece é que, se o país entrar em incumprimento, estes produtos podem ser afectados. 

O que é que isto quer dizer? Que aqui o Estado pode mudar as regras a meio do jogo, como já tinha feito com algumas linhas de Certificados de Aforro, cortando a taxa de juro. Se Portugal precisar de reestruturar a sua dívida, como já se fala para a Irlanda e Grécia, o Estado pode alterar o prazo de pagamento de juros ou mesmo a taxa de rendimento. 

Consequências? Pode acontecer que as pessoas não recebam tanto quanto estavam à espera e não recebam na altura em que estavam a contar.

Reembosos de IRS: aqui continua a ser business as usual, ou seja, tudo como dantes. Há quem se questione se, à falta de dinheiro, o Fisco não devolverá o dinheiro dos impostos este ano, mas o Governo já garantiu que isso não está em cima da mesa.

O Ministério das Finanças assegurou ao «Diário Económico» que os reembolsos vão acontecer como no ano passado, ou seja, os contribuintes serão reembolsados, quando a isso tiverem direito.

E mais: para quem entregar a declaração pela Internet, o reembolso será feito num prazo de 20 dias. 

Ora, desde o início do mês que a entrega pode ser feita por essa via para os contribuintes da 1ª fase, portanto, quem entregou nos primeiros dias pode contar com o dinheiro a partir de dia 20 de Abril.

fonte:http://www.tvi24.iol.pt/

 

publicado por adm às 23:59 | comentar | favorito
07
Abr 11
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Abr 11

Banca pode baixar juros dos depósitos para cumprir com regras de Basileia III

Para conseguirem cumprir com os requisitos de capital exigidos pelo Comité de Basileia, os bancos europeu poderão começar a diminuir a remuneração nas aplicações a prazo e a cobrar juros mais altos no crédito.

 

“O aumento dos requisitos de capital vai tornar os bancos mais resilientes, mas deverá ter o custo de taxas de juros mais elevadas no crédito se a regulação levar a uma aumento dos custos de financiamento dos bancos”, diz a Comissão Europeia (CE).

No relatório trimestral do braço executivo da União Europeia, a CE sublinha que as regras podem também levar o sector a reduzir os juros que oferece nos depósitos a prazo, diminuído o custo de capital. No entanto, ao fazê-lo, captará menos recursos.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 23:10 | comentar | favorito
01
Abr 11
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Abr 11

Santander lança depósito de 4,5% para tentar atrair clientes de peso

O espanhol Banco Santander, que iniciou a batalha de depósitos há cerca de um ano ao oferecer um produto a 12 meses remunerado a uma taxa de 4%, volta agora a ter um papel de destaque ao anunciar o seu novo produto estruturado.

 

Depois de ter iniciado a guerra de depósitos há um ano, o Santander volta a revolucionar o mercado com uma nova e mais alta taxa de juro para os depósitos. De acordo com o "Cinco Días", a instituição financeira está a oferecer um produto estruturado, em que o capital mínimo de investimento são 50 mil euros, que após 12 meses rende 4,5% sobre 90% do capital. Os restantes 10% permanecem num fundo por 3 anos e são remunerados conforme a rendibilidade obtida pelas acções daInditex, Telefónica e BBVA.

A campanha dirige-se a clientes com um património superior a 100 mil euros.

Com este produto o banco tenciona captar os clientes com maior capacidade financeira em pleno período de reorganização das “cajas” de poupanças.

A falta de liquidez que ameaça o sector desde o início da crise provocou uma forte concorrência entre os bancos espanhóis, que já dura há um ano. Para captarem as poupanças dos clientes, os bancos iniciaram uma guerra de ofertas de rendibilidade cada vez mais altas.

A acção levada a cabo pelo banco presidido por Emílio Botín coincide com o lançamento do Depósito Polé Position do banco "Sabadell". Este produto consiste no pagamento de uma taxa de 4% a 12 meses e pode ser aplicado a montantes superiores a 600 euros. Beneficia também de um rendimento adicional dependente da quotização da Telefónica, ou de Alonso ou Hamilton ganharem a Fórmula 1.

O BBVA, concorrência directa do Santander, tem também o seu produto para competir. É um depósito a 12 meses, desde 3 mil euros, que chega a ultrapassar os 3,5%, dependendo da vinculação que se tenha com a entidade.

A "Caja Imaculada" não perdeu a corrida e iniciou a oferta de um produto estruturado que paga 4,75% sobre 70% do capital, no mínimo de 6 mil euros, a 12 meses. Os restantes 30%, a 36 meses, podem somar até 16% mas em função dos títulos da Telefónica, do BBVA e da Repsol.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt

publicado por adm às 23:43 | comentar | favorito