29
Abr 11

Banca sobe as taxasdos depósitos a prazo

A subida das taxas nos depósitos continua, num movimento que ilustra bem as dificuldades de liquidez que os bancos nacionais estão a viver.

No mês de Abril foram vários os bancos que reviram em alta as suas ofertas nos depósitos a prazo, num esforço para minimizar as dificuldades de liquidez que sentem actualmente.

Para além das ofertas que apresentamos na tabela no final do artigo, e que são públicas, vários bancos estão a oferecer taxas ainda mais elevadas para montante razoavelmente grandes e para prazos que passem o ano, sendo 5% uma taxa cada vez mais comum.

Neste momento, os bancos nacionais possuem muito poucas alternativas de se financiarem que não sejam os depósitos a prazo. Nenhum banco internacional está disposto a financiar um banco português, quer através do mercado interbancário quer através da compra de obrigações e até o próprio banco central europeu já deixou de ser uma opção.

Provavelmente, a maior parte dos bancos nacionais já utilizou todos os colaterais elegíveis pelo BCE que possuía. Muitos poderão estar até arrependidos de terem investido em obrigações de dívida pública portuguesa para entregarem como colateral, porque apesar de ganharem no diferencial de taxas, sofrem agora com a desvalorização dos seus investimentos e ainda deverão ser fortemente penalizados nos stress tests, a realizar nos próximos meses, que irão simular uma desvalorização ainda maior do que a actual na dívida pública portuguesa.

Devido à insegurança crescente com que as pessoas passaram a encarar os produtos financeiros que anteriormente eram considerados sem risco, como as obrigações do Tesouro, os certificados de aforro e do Tesouro, os próprios depósitos a prazo e a existência de uma garantia do Estado começam a ser questionados, existindo cada vez mais pessoas a abrirem contas fora de Portugal ou em bancos estrangeiros.

De um ponto de vista meramente hipotético tudo é possível, mas dificilmente o Estado português poderia dar-se ao luxo de deixar cair um banco nacional, pois a corrida aos restantes bancos seria imediata e uma eventual saída do euro demorará muito tempo a ser preparada, pelo que se pode considerar que os depósitos a prazo continuam ainda a ser a aplicação mais segura.

Neste momento, o prazo ideal deverá ser de seis meses, pois é provável que mais perto do fim do ano os bancos ainda façam um esforço suplementar, ou então optar-se por depósitos a vários anos.

Apesar de existir depósitos com taxas superiores, os depósitos a vários anos possuem uma importante vantagem, pois com pagamento periódico de juros, em que os clientes podem sair sem qualquer penalização após o pagamento dos juros, os clientes ficam com a opção de saírem, se encontrarem um depósito melhor. São exemplos o depósito 3,75% do Banco Finantia, o DP Rendimento CR do BES e os DP Crescentes do Banif.

E é sempre importante não esquecer que o máximo coberto pelo fundo de garantia de depósitos é de 100 mil euros por titular até 31 de Dezembro de 2011 e de 25 mil euros após esta data. Apesar de aquele valor só estar coberto até ao final do ano, seria muito surpreendente se o próximo Governo não prolongar este período.

Aviso importante: Não dispensa a consulta das condições completas dos produtos junto das respectivas instituições financeiras.

fonte:http://www.dn.pt/

publicado por adm às 23:29 | comentar | ver comentários (1) | favorito
29
Abr 11

Os riscos que correm as suas poupanças com a austeridade

As medidas de austeridade que Portugal terá de cumprir irão afectar a maioria dos produtos financeiros.

Os países não vão à bancarrota da mesma forma que as empresas abrem falência. Em primeiro lugar, porque os países não deixam de transaccionar no mercado. E em segundo lugar, a falência de um país é muitas vezes o resultado de um complexo cálculo de custo/benefício envolvendo considerações políticas e sociais e não apenas situações económicas e financeiras.

Em Portugal, o descontrolo orçamental dos vários governos ao longo dos últimos anos fez soar o alarme em Bruxelas, justamente numa altura em que a crise soberana da zona euro obrigou os investidores a fazerem uma clara distinção entre o trigo e o joio. E hoje os investidores estão a exigir a Portugal sete vezes mais do que à Alemanha para comprarem dívida nacional em vez de dívida germânica; e a deixar os aforradores nacionais à beira de um ataque de nervos com receios sobre o destino das suas poupanças.

Os diferentes sentidos da segurança financeira

Para os investidores mais conservadores, que têm a quase totalidade das suas poupanças colocadas no banco, o medo não tem justificação. Isto porque a solvabilidade dos bancos e a sobrevivência do sistema financeiro português não estão em causa. Sobretudo agora, com a entrada em cena da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, que deverão obrigar os bancos a recapitalizarem-se e a melhorarem os seus rácios de capital. Além disso, os aforradores têm como segurança o Fundo de Garantia de Depósitos (FDG) que, pelo menos até ao final do ano, garante o reembolso de até 100 mil euros por depositante.

No mercado segurador, responsável pela gestão da maioria dos PPR, por exemplo, não existe uma rede de segurança do tipo do FDG, pois as empresas de seguros são apenas obrigadas a garantir provisões técnicas suficientes para permitir o cumprimento, "na medida do razoavelmente previsível", os compromissos decorrentes dos contratos de seguro. Porém, estes produtos estão estão abrangidos pelo Sistema de Indemnização aos Investidores, que permite o pagamento de indemnização/reembolso até 25 mil euros por investidor, em situações específicas.

No segmento dos produtos de dívida pública desenhados para as famílias - Certificados de Aforro e do Tesouro - não será de estranhar a ocorrência de alterações ao nível do cálculo da taxa de remuneração ou mesmo ao condicionamento de novas subscrições. Para os actuais subscritores destes produtos, o efeito das medidas impostas pelo FMI e pela União Europeia ou até uma eventual reestruturação da dívida pode também afectar as poupanças investidas. Nomeadamente sobre os certificados do Tesouro, por via de um reescalonamento do prazo do investimento, passando de 10 para 15 anos, por exemplo.

Efeito de uma reestruturação

Apesar de o cenário de reestruturação da dívida nacional ser afastado por muitos especialistas, algumas vozes começam a admiti-lo. Para Cristina Casalinho, economista-chefe do BPI, tal cenário "equivaleria a uma perda de rendimento para os credores privados de Portugal (aforrradores, fundos de pensões, bancos)", pois "um crédito deixaria de valer na proporção do perdão". Recorde-se que, actualmente, o mercado está a descontar uma reestruturação de 36% dos títulos a 10 anos e de 19% nas obrigações a 5 anos. Contudo, a especialista considera que no caso de rescalonamento ou queda de taxa de juro, as perdas seriam muito limitadas. "Aliás, para quem faça valorização a preços de mercado, se o perdão da dívida fosse considerado credível e inferior ao que está a ser descontado pelo mercado, aos preços actuais, poderia ter uma valorização", conclui Casalinho. Veja em baixo o efeito de vários tipos de reestruturação de dívida sobre a obrigação com maturidade em 2020.


Efeito da "bomba atómica" da dívida

Caso ocorra um cenário de reestruturação de toda a dívida nacional, ou só de apenas alguns títulos, os investidores que tenham em carteira obrigações do Tesouro sofrerão um duro golpe: no caso de haver uma extensão de prazo de 10 anos e um corte da taxa de juro em 100 pontos base na OT 4,8% 2020, por exemplo, actualmente a cotar com uma ‘yield' de 9,82%, o efeito dessa reestruturação significaria que a obrigação perderia cerca de um terço do seu valor actual e passaria a cotar ao preço de 52,14% do seu valor nominal (100).


Efeito da crise em seis produtos de poupança dos portugueses:

1 - Depósitos
Os depósitos das famílias não correm riscos de desaparecerem. Além da solvabilidade da banca nacional não estar sequer em causa, os aforradores têm os seus depósitos segurados pelo Fundo de Garantia de Depósitos até um montante de 100 mil euros por depositante, até ao final do ano. Se nada for feito nessa altura, essa garantia passará para os 50 mil euros.

2 - Certificados de Aforro e do Tesouro
Da última vez que o FMI esteve em Portugal, em 1983, o 13º mês dos funcionários públicos foi pago através de certificados de Aforro e o seu resgate congelado por alguns meses. O risco de isso voltar a suceder é real. Além disso, não será uma surpresa total caso ocorra o congelamento de novas emissões e haja uma alteração da fórmula da remuneração destes produtos.

3 - Fundos de investimento
Tomando como referência o que sucedeu na Irlanda e na Grécia, será de esperar que ‘yield' das obrigações nacionais continue a subir, colocando em causa a rendibilidade temporária dos fundos de obrigações e de tesouraria com maior exposição a títulos de dívida nacional. Desta forma, será de esperar que os fundos portugueses destas categorias sejam penalizados.

4 - Planos Poupança-Reforma
Tal como os fundos anteriores, os planos poupança-reforma (PPR) vão continuar a sofrer com a subida da ‘yield' das obrigações de Portugal, pois são grandes investidores de dívida nacional. Sobretudo os mais conservadores, que apenas podem investir até 5% em acções. O mesmo sucede com os Certificados de Reforma que têm de ter "um mínimo de 50% da carteira alocada em dívida pública."

5 - Produtos ligados a seguros
Além das provisões técnicas que as empresas seguradoras são obrigadas a deter, a rede de segurança que é conferida aos titulares destes produtos é a mesma que é dada aos investidores por via do fundo de garantia Sistema de Indemnização aos Investidores, que permite o pagamento de indemnização/reembolso até 25 mil euros por investidor.

6 - Acções
Os especialistas acreditam que as empresas que mais dependem da actividade nacional serão as mais penalizadas com o efeito das medidas de austeridade. E a razão disso vir a suceder prende-se com o impacto que tais medidas terão sobre o consumo interno e a poupança das famílias. Com perspectivas igualmente pouco animadoras estão as empresas que operam em sectores subsidiados pelo Estado, que terão a torneira de apoios estatais fechada.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 08:27 | comentar | favorito
28
Abr 11
28
Abr 11

Torne o seu dinheiro imune às medidas da ‘troika’

Saiba como proteger as suas poupanças das garras do FMI e da União Europeia e como colocar os seus investimentos na rota do sucesso.

Restam poucas dúvidas de que os próximos anos vão ser muito exigentes para as famílias. Os dados estão lançados: às dificuldades já conhecidas vão juntar-se as medidas de austeridade que serão impostas pela União Europeia (UE) e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) a Portugal, que vão condicionar o crescimento da poupança dos portugueses, como referimos nas últimas duas edições do Económico. Hoje vamos terminar este especial de "Poupanças em Crise" com soluções para o seu dinheiro, para que as suas poupanças não sejam apanhadas nas "armadilhas" da ‘troika'.

 

A estratégia certeira

Investir não é um "bicho-de-sete-cabeças" nem está apenas ao alcance dos especialistas. Apenas é preciso alguma astúcia e seguir com cuidado duas regras basilares do investimento: não colocar todos os ovos no mesmo cesto e investir sempre com um horizonte de investimento de longo prazo. Acima de tudo, não coloque toda a sua fé numa garantia de capital que pode ser apenas aparente.

A primeira regra centra-se no princípio da diversificação. Esta ideia valeu a Harry Markowitz o Prémio Nobel da Economia em 1990 ao ter conseguido provar que através da diversificação é possível reduzir o risco de uma carteira de investimentos. Na prática, significa que os investidores devem construir uma carteira exposta a diferentes activos financeiros, com distintos perfis de risco e não alocar toda a poupança num só activo, por mais "seguro" que possa parecer. É nesse sentido que Nuno Serafim, director-geral da IG Markets Iberia, recomenda os investidores a tirarem partido da vasta oferta de produtos financeiros disponíveis no mercado e a apostarem em activos de risco, como as acções. "Dado que vivemos num mercado verdadeiramente globalizado, onde felizmente os aforradores portugueses têm várias opções em cima da mesa, somos favoráveis a uma sobreexposição aos segmentos de maior risco, como acções de empresas diversificadas e expostas globalmente, seja directa ou via fundos", revela o especialista.

Porém, é importante não esquecer que qualquer aposta em activos de risco deve ser abordada numa perspectiva de longo prazo, tal como nos remete a segunda regra do investimento.

 

Valor da paciência

Pode até parecer um cliché mas a verdade é que o tempo é o maior aliado dos investidores porque tem a capacidade de diluir o risco à medida que os anos vão passando. Nesse sentido, a melhor forma de ultrapassar a crise do presente e a austeridade do futuro, deve passar sempre por um plano de investimento de longo prazo. Só desta maneira os investidores conseguirão amenizar o impacto das perdas momentâneas e capitalizar os ganhos gerados ao longo dos anos. E neste ponto as acções ganham lugar de destaque dado que, segundo um estudo realizado por Elroy Dimson, Paul Marsh e Mike Staunton, da London Business School, ao desempenho de 17 bolsas mundiais durante 109 anos, as acções tendem a apresentar uma rendibilidade média anual de 5,2% acima da inflação.

Com o mesmo sentido de orientação de longo prazo estão os certificados do Tesouro (CT). De acordo com os dados do IGCP, os (CT) subscritos em Maio vão oferecer uma rendibilidade média anual líquida de 4,53% na próxima década. Contudo, os investidores devem ter algum cuidado com este produto dado que poderão sofrer alterações por parte do FMI e da EU, ou mesmo num eventual cenário de reestruturação de dívida, com implicações directas sobre a sua remuneração.

Uma das coisas que a crise revelou foi que nada está verdadeiramente garantido no que toca aos investimentos. Todo o cuidado é pouco e o seu dinheiro é demasiado importante para não ser levado a sério.

 

Três dicas para gerir as suas poupanças

 

- Diversificar os investimentos: O poder da diversificação na gestão de um portefólio é de tal forma significativo que pode diferenciar o sucesso do perfeito fracasso. Mas isto não significa que tenha que ter em carteira o máximo de activos possível. 

O ideal é encontrar um equilíbrio entre os vários ovos de forma a não se sobreporem uns aos outros. 

Caso contrário, a diversificação do risco não tem qualquer efeito. 

 


- Investir no longo prazo: Se o cão é o melhor amigo do Homem, o tempo é o mais fiel companheiro das carteiras de investimento porque tem a capacidade de diluir o risco à medida que os anos vão passando. Isto não quer dizer que deva desligar-se completamente do dia-a-dia dos mercados porque há notícias que podem deitar tudo a perder ou a ganhar da noite para o dia. Não vale a pena é ter insónias à conta de opções de investimento.

 

- Ser disciplinado: No mundo dos investimentos, estar um passo à frente dos acontecimentos faz toda a diferença. Mas a verdade é que não há bolas de cristal capazes de prever o futuro e, por isso, a melhor solução passa por seguir uma gestão saudável e disciplinada dos investimentos. Este objectivo poderá ser conseguido por via de um plano de investimento programado com base em reforços mensais ou trimestrais das posições abertas.

 

Activos que prometem ganhos contra a austeridade

 

1 - Acções de grandes em presas globais
As acções são os activos que mais rendem no longo prazo. Vários estudos académicos apontam nesse sentido. E atendendo que a última década foi particularmente distinta, com as acções a renderem menos que os activos sem risco, os especialistas acreditam hoje que os próximos 10 anos vão ser bastante positivos para as acções. Para os investidores portugueses, a aposta em acções nacionais pode ser altamente arriscada dado o momento conturbado que atravessa a economia e o país. E, nesse sentido, a aposta deve recair em companhias diversificadas, com uma forte exposição aos mercados emergentes, como é o caso das grandes multinacionais. Contudo existem boas excepções no PSI 20, como é o caso da Portucel, que faz depender mais de 90% das suas receitas do estrangeiro, a Galp e a Jerónimo Martins.

 

2 - Fundos de investimento e ETF
Os fundos de investimento e os fundos cotados, conhecidos como ‘exchange-traded funds' (ETF), têm a capacidade de expor as principais vantagens do princípio da diversificação defendido por Harry Markowitz: através de um investimento relativamente diminuto os investidores conseguem facilmente ganhar exposição a um leque de acções e activos extenso. São por isso uma arma poderosa para orientar uma carteira de investimento ao sucesso.

Uma estratégia vencedora pode começar por centrar o portefólio num fundo de acções globais com provas dadas, como por exemplo o BPI Reestruturações, que desde Dezembro de 2000 regista ganhos anuais de 4,67%. E depois complementar a carteira com fundos de investimento ou ETF com exposição a outros activos ou sigam uma estratégia mais "exótica".

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

 

 

 

publicado por adm às 23:39 | comentar | favorito
27
Abr 11
27
Abr 11

Melhores depósitos rendem o triplo dos Certificados de Aforro

Em Maio os juros dos certificados vão voltar a subir. Mas os melhores depósitos oferecem mais.

Quem subscrever Certificados de Aforro em Maio vai beneficiar da taxa mais elevada em dois anos: 1,386%. Mas este facto poderá não ser suficiente para atrair o interesse dos investidores. Isto porque no mercado existem depósitos a prazo a oferecer o triplo da remuneração-os melhores depósitos estão a praticar uma taxa anual bruta acima dos 4%. Os dados compilados pela Deco mostram que para um depósito a 12 meses, por exemplo, o BiG tem um produto com uma TANB de 4,25%, o Banif tem uma aplicação que oferece 4,15% e o ActivoBank tem um juro bruto de 4% para um depósito a 12 meses.

Além disso, a subida da inflação torna menos atractivas as taxas oferecidas pelos Certificados de Aforro. As previsões do Banco de Portugal apontam para que a taxa de inflação se situe este ano nos 3,6%. Ou seja, ao aplicar o seu dinheiro em Certificados de Aforro, a estas taxas, não estará a fazer crescer as suas poupanças. 

fonte:http://economico.sapo.pt

publicado por adm às 22:39 | comentar | favorito
23
Abr 11
23
Abr 11

Poupança dos portugueses está a fugir do Estado para os bancos

As famílias portuguesas retiraram 3,4 mil milhões de euros dos "velhos" Certificados de Aforro (CA) entre Janeiro de 2008 (quando se atingiu o máximo de subscrições) e Março do corrente ano.

O ritmo de resgates destes títulos acelerou-se significativamente nos últimos três meses, atingindo os 754 milhões de euros, o que representa metade do valor retirado durante o ano passado.

O montante retirado no primeiro trimestre é superior à poupança confiada ao Estado nos novos Certificados do Tesouro (CT), que no mesmo período se ficou por 597 milhões de euros. Desde que foram criados, em Julho do ano passado, os CT atraíram 1040 milhões.

Já os depósitos bancários estão a subir desde 2008 e atingiram, em Fevereiro, o valor mais alto desde Outubro de 1989 (últimos dados do Banco de Portugal), ao totalizar 119.864 milhões de euros.

Apesar do crescimento dos depósitos, o boletim estatístico revela que a banca nunca emprestou tão pouco dinheiro às famílias e às empresas. Em Abril, o montante de empréstimos atingiu 3,93 mil milhões de euros, o mais baixo desde 2003, ano a partir do qual é disponibilizada informação. Nas famílias, o crédito para a compra de habitação caiu 27 por cento, para 549 milhões. Para as empresas, a concessão de crédito caiu 740 milhões de euros homólogos.

fonte:http://economia.publico.pt/

publicado por adm às 00:16 | comentar | favorito
21
Abr 11

Três quartos dos depósitos rendem menos que a inflação

Só um quarto dos depósitos tem taxas brutas acima dos 3,6%. Depois de impostos, nenhum consegue bater a inflação prevista para este ano.

 

Os bancos têm vindo a aumentar a remuneração dos depósitos de forma a captarem junto dos clientes os recursos que não conseguem ir buscar aos mercados internacionais de crédito. Mas o ganho real das aplicações, deduzido da inflação, acaba por ser negativo na maior parte dos casos. Só num quarto das ofertas o juro supera a subida do índice de preços prevista para este ano.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 23:21 | comentar | favorito
21
Abr 11

3 alternativas aos produtos do Estado

Durante anos, os portugueses confiaram as suas poupanças ao Estado. Primeiro, através dos certificados de Aforro e, mais recentemente, através dos do Tesouro. Mas o contexto actual exige cautela redobrada. Portugal não é sinónimo de segurança. Conheça as melhores alternativas para ter o seu dinheiro "fechado a cadeado", mas a render.

 

Portugal é, cada vez mais, considerado um risco pelos investidores, principalmente para aqueles que "apostam" na dívida. A mesma que o Estado tem vendido aos portugueses, sob a forma de produtos de poupança, como os certificados de Aforro e os do Tesouro. A alternativa é recorrer aos produtos privados. 

A escolha entre o Estado e as soluções da banca e seguradoras é difícil de fazer. Mesmo depois de o País ter solicitado ajuda externa, há dúvidas de que consiga pagar aos credores tudo o que deve. Ou seja, admite-se a possibilidade de Portugal ter de reestruturar a sua dívida. O que é que isto quer dizer? O País pode ver-se obrigado a negociar com os credores um prolongamento do prazo de reembolso da dívida. Ou mesmo um corte do montante que irá pagar. Risco a que estão expostos quer os grandes credores, como os pequenos, ou seja, os investidores particulares que investiram em certificados de Aforro e do Tesouro. 

Optar pelas soluções dos privados também tem riscos. O "rating" dos bancos está próximo do nível pouco recomendável. Mas foi a classificação do Estado que arrastou a da banca. Mesmo na Irlanda, onde o problema central está no sector financeiro, as poupanças dos clientes foram salvaguardadas. 

Os depósitos são a alternativa mais imediata - e também mais rentável - aos produtos de aforro do Estado. Uma das vantagens é que estão protegidos pelo Fundo de Garantia de Depósitos, até 100 mil euros por depositante. 

A oferta é variada. E a concorrência tem vindo a aumentar, fruto da necessidade de liquidez do sector, num contexto em que os mercados de dívida estão fechados para os bancos nacionais. A solução? Além do Banco Central Europeu, as instituições têm procurado financiar-se junto dos clientes, elevando a remuneração dos depósitos para captarem mais recursos. 

A taxa média praticada em Portugal está em máximos de 2009, nos 2,82%. Mas há bancos que estão a oferecer depósitos promocionais com juros brutos acima de 4%, ao ano. Um retorno elevado, embora não tão atractivo como o apresentado, por exemplo, pelos certificados do Tesouro. A taxa máxima destes está em 7,1%. 

Já os certificados de Aforro, da nova série "C" ficam muito abaixo da remuneração dos depósitos. Com a rendibilidade indexada a Euribor a 3 meses, as novas subscrições rendem agora pouco mais de 1%. Já quem esteja a beneficiar dos prémios de permanência deve ponderar o "custo" de sair do produto do Estado. 

Fundos e seguros 
Para os investidores que tenham receio de entregar o dinheiro ao banco, os fundos podem ser uma opção. O facto de o património ser autónomo, significa que as poupanças estão sempre à disposição do aforrador, mesmo numa situação de insolvência da instituição. 

Se o objectivo é fazer uma aplicação de baixo risco, os fundos de tesouraria são a opção mais indicada. No entanto, as rendibilidades são baixas, mesmo nos melhores produtos (ver gráfico em baixo). E convém ter presente que existe a possibilidade, embora reduzida, de perda de capital. 

Ao escolher o fundo, verifique se investe em dívida pública de países em risco, dado que muitas soluções disponíveis nos bancos estão expostas aos títulos de Portugal. 

Os seguros de capitalização, com capital garantido, também exigem uma selecção cuidada. As elevadas comissões cobradas podem anular o retorno obtido. A principal vantagem está na taxa liberatória de 8,6%, para investimentos com um prazo de oito anos e um dia.





Depósitos a prazo

"Stress" da banca rende mais juros nos depósitos para os clientes

As remunerações dos depósitos a prazo estão a subir. A taxa média, a um ano, está já nos 2,82%, mas há vários bancos com ofertas bem mais atractivas. É possível conseguir juros brutos anuais de mais de 4%, ainda assim, um retorno bastante inferior ao dos certificados do Tesouro do Estado.

Se não quer estar exposto à dívida do Estado, mesmo que através de produtos como os certificados de Aforro ou do Tesouro, os depósitos a prazo são a melhor opção para as suas poupanças. São seguros, e oferecem-lhe retornos interessantes. 

As taxas de juro dos depósitos têm vindo a aumentar mês após mês. Uma subida explicada, essencialmente, pelo facto do sector ter centrado a aposta na captação de recursos dos seus clientes, num contexto de incapacidade de obtenção de financiamento nos mercados de dívida. 

No final de Fevereiro, o juro médio praticado pelas instituições financeiras em Portugal subiu para 2,82%. Está mesmo em máximos de 2009. Esta é a taxa média, mas há bancos com ofertas bem mais atractivas. As melhores aplicações comercializadas actualmente chegam a pagar um juro bruto anual de mais de 4%. O Banco Popular, por exemplo, oferece um retorno médio de 4,5% ao ano, no "DP Popular". 

Entre os bancos portugueses, o BPN é o melhor, com um juro de 4% no "DP Performance". Um retorno elevado, mas que ainda assim não se aproxima, sequer, da taxa auferida nos certificados do Tesouro. Quem os mantiver durante os 10 anos recebe um juro bruto de 7,1%.











Fundos de tesouraria

Colocar o dinheiro fora do balanço dos bancos

Os fundos de tesouraria são uma alternativa se quiser ter as poupanças fora dos bancos ou da dívida pública, embora as remunerações sejam inferiores às dos depósitos. As aplicações em fundos de investimento são património autónomo. Ou seja, apesar de aplicar o dinheiro no produto de um banco, ele pertence sempre ao cliente, não entrando no balanço da instituição. 

Mas deve ter em conta que a maioria dos fundos de tesouraria geridos pelos bancos portugueses investem em obrigações nacionais. Uma das poucas excepções é o fundo Millennium Extra Tesouraria. Outra opção são os fundos de sociedades gestoras estrangeiras, que podem ter a vantagem de não investirem em depósitos em Portugal, que pode subscrever nos bancos "on-line". Embora sejam produtos de baixo risco, existe a possibilidade de perda de capital. Tenha em atenção que rendibilidades passadas não são garantia de ganhos futuros e verifique as comissões cobradas.











Seguros de capitalização

Uma opção com vantagem fiscal

Os seguros de capitalização são uma alternativa para poupanças de muito longo prazo. A sua vantagem reside sobretudo no facto de terem uma taxa liberatória reduzida para aplicações a oito anos e um dia. Em vez de 21,5%, na altura do resgate só paga 8,6%. 

De resto, a rentabilidade esperada é muito inferior à que prometem os certificados do Tesouro. Os melhores fundos conseguiram retornos em torno de 3,5% nos últimos 5 anos.

Se procura uma alternativa aos produtos do Estado, deve optar por seguros de capitalização com garantia de capital. Mesmo nestes está exposto ao risco da seguradora entrar em insolvência. Antes de subscrever procure informar-se sobre o "rating" da companhia. 

Os seguros de capitalização de capital garantido investem sobretudo em obrigações, mas ao contrário dos fundos, não é possível consultar a carteira de investimentos. As comissões elevadas "comem" uma boa parte da rendibilidade.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt
publicado por adm às 23:13 | comentar | favorito
14
Abr 11
14
Abr 11

Bancos espanhóis lançam novos depósitos com taxas de juro elevadas

Três bancos espanhóis lançaram novos depósitos no mercado, com taxas de retorno elevadas que desafiam a norma proposta pelo Banco de Espanha de sancionar os bancos que ofereçam taxas de rendibilidade acima dos 3,1%. A norma ainda não está implementada.

 

As instituições espanholas continuam a lançar no mercado novos depósitos com altas rendibilidades, o que representa um desafio ao Banco de Espanha. O Oficina Directa, o Banca Cívica e o Mediolanum são os três bancos que estão a desafiar o mercado com taxas de retorno de depósitos superiores às permitidas pelo sistema espanhol, de acordo com o "Cinco Días".

Apesar do Banco de Espanha ter declarado a sua vontade de impor uma coima aos bancos que apresentem depósitos com taxas de rendibilidade acima dos 3,1%, as instituições financeiras espanholas continuam a lutar pelas poupanças dos clientes. A medida do Banco de Espanha também ainda não entrou em vigor.

A Oficina Directa, banco online do Banco Pastor, acabou de lançar um depósito que oferece a maior rendibilidade fixa do mercado. O “Depósito Juros Crescentes” oferece uma rendibilidade crescente de 4,58% a três anos, de forma que dá 4% no primeiro ano, 4,5% no segundo ano e 5% no terceiro ano.

Além disso, o produto oferece outras vantagens como a liquidação de juros mensal e está livre de comissões.

Também a Caja Burgos, integrada na Banca Cívica, lançou o “Depósito Captação Vinculação Plus”, um depósito a 12 meses com uma rendibilidade que aumenta consoante o investimento e a vinculação à instituição. A sua rentabilidade oscila entre uma TAE de 3,259% e 5,510%.

“As ofertas extraordinariamente agressivas podem pôr em perigo as próprias instituições se se fizerem de forma abusiva”, explicou Abraham Nájera, sócio responsável da área de direito bancário e financeiro da empresa de advogados CMS Albiñana & Suárez de Lezo.

Estas ofertas dirigem-se a um público bastante específico, pois salvo raras excepções, os depósitos a partir de 4% da TAE não são divulgados na televisão nem na imprensa, e, na sua maioria, nem sequer são mencionados no site da instituição.

O secretismo da prática deve-se essencialmente a dois factores. “Primeiro, porque a prática não conta com a aprovação do Banco Central Europeu nem do Banco de Espanha, especialmente quando os depósitos são oferecidos por instituições que necessitaram de injecções de capital do Estado.”

“E segundo porque fazer promoção a um bom depósito é como publicar aos quatro ventos que a instituição está com problemas de liquidez”, explica a empresa Help Mycash.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 23:58 | comentar | favorito
12
Abr 11
12
Abr 11

Depósitos da banca espanhola crescem 8,9% em Fevereiro

A guerra de depósitos alcançou o seu propósito em Espanha, dado que a banca espanhola registou um crescimento homólogo de 8,9% dos seus depósitos.

 

Segundo dados da Associação Espanhola da Banca, os depósitos em Fevereiro registaram uma subida de 8,9% face ao mesmo mês do ano passado para 695,684 milhões de euros. 

Estes dados revelam uma recuperação significativa da liquidez dos bancos, uma vez que em Fevereiro de 2010 o montante acumulado desceu 2,5% em relação a Fevereiro de 2009, de acordo com o "CincoDías"

Por outro lado, os créditos concedidos aos clientes no final do mês de Fevereiro registaram um total de 829,532 milhões de euros, o que representou um valor 0,82% acima do registado em Fevereiro de 2010. Um ano antes, em 2009, os créditos desciam 1,6%.

Se se compararem os valores de Fevereiro com os de Janeiro deste ano, o crédito caiu 1,57%. Pelo contrário, os depósitos registaram em Fevereiro uma ligeira subida de 0,15% relativamente a Janeiro de 2011, ao passar de 694,156 milhões de euros para 695,187 milhões de euros.

A maioria do saldo dos depósitos estava concentrada até Fevereiro nos seis principais bancos espanhóis, oSantander, BBVA, Popular, Banesto, Sabadell e Bankinter, que detinham 85% do volume total.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 23:00 | comentar | favorito
11
Abr 11
11
Abr 11

Depósitos dos portugueses diminuem em Fevereiro

Famílias e empresas reduziram os seus depósitos no mês de Fevereiro, quando comparado com o mês anterior.

 

Os dados preliminares do Banco de Portugalrevelam que no total, empresas e famílias depositaram 18 mil milhões de euros, em Fevereiro, o que corresponde a uma quebra de quase 13% face ao mês de Janeiro. Já quando comparado com igual período do ano passado, a evolução é positiva (40,5%).

Entre as famílias as poupanças colocadas nos bancos diminuíram 20%, em termos mensais, para 8,9 mil milhões de euros. Já as empresas reduziram em 4,67% os seus depósitos, no mês em análise.

Em período de crise a tendência é para que as famílias aumentem as suas poupanças, contudo, numa altura em que a taxa de desemprego se mantém acima dos 11%, em que os impostos aumentaram e muitos portugueses perderam parte dos seus rendimentos (nomeadamente por via de cortes salariais na função pública ) a capacidade de poupança diminui.

Os últimos dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam para uma quebra da taxa de poupança das famílias para 9,8%, no final do ano passado. Um nível que compara com os 10,3% registados no terceiro trimestre de 2010.

Esta evolução “resultou do abrandamento mais significativo do rendimento disponível das famílias”, um factor que foi influenciado pelo “maior aumento dos impostos sobre rendimento e património" e pela "redução das prestações sociais recebidas pelas famílias”, explicou o INE no final de Março, altura em que divulgou os dados.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 23:25 | comentar | favorito