25
Mar 11
25
Mar 11

Depósitos procuram-se

A guerra pelos depósitos a prazo está a intensificar-se com vários bancos a subirem significativamente as taxas no último mês.

Ao longo do último mês foram vários os bancos que subiram as suas taxas com o objectivo de não perderem terreno na guerra pela captação de depósitos a prazo.

Bancos como o BBVA, o Banif, o Banco Popular e o Banco Finantia subiram significativamente as taxas, apresentando actualmente algumas das melhores propostas para vários prazos (ver quadro abaixo).

As razões para a intensificação da guerra pelos depósitos estão directamente ligadas à crise gerada pelo excesso de endividamento contraído pelo Estado nos últimos anos e agravada com a actual crise política. Os credores externos, naturalmente, exigem um aumento das taxas a que estão dispostos a emprestarem dinheiro ao Estado português e, consequentemente, isto repercute-se no custo a que as entidades bancárias conseguem financiar-se.

É óbvio que sendo o Estado uma entidade com poder para lançar impostos sobre o cidadão e as empresas, como aliás este último Governo o demonstrou, nenhuma entidade nacional deverá, em termos teóricos, ter um risco inferior ao Estado pelo que, a começar pelos bancos, todos pagarão um acréscimo face à dívida pública.

Se o Estado emitiu dívida a 12 meses, na quarta-feira, à qual irá ter de pagar uma taxa de 4,33%, é inevitável que nenhuma entidade bancária nacional consiga financiar-se a 1 ano por menos de 5,0% ou 6,0%. Isto se conseguissem que algum banco internacional estivesse disposto a fazê-lo, mas, dadas as actuais circunstâncias, o mercado interbancário encontra-se totalmente fechado à banca nacional. Assim, e surpreendentemente, a única coisa boa desta grave crise financeira é o facto de as taxas de juros oferecidas nos depósitos a prazo estarem a níveis anormalmente altos, pelo que esta situação deve ser aproveitada pelas pessoas com poupanças.

Neste momento, o prazo ideal deverá ser de 6 meses, pois é provável que mais perto do fim do ano os bancos ainda façam um esforço suplementar, ou então optar-se por depósitos a vários anos.

Os melhores depósitos são os depósitos a vários anos, com pagamento periódico de juros, em que os clientes podem sair sem qualquer penalização após o pagamento dos juros, pois os clientes ficam com a opção de sair, se encontrarem um depósito melhor. São exemplos o depósito 3,75% do Banco Finantia, o Depósito Rendimento Crescente do BES e os Depósitos Crescentes do Banif.

No quadro abaixo, bem como no site www.moneygps.pt, pode consultar as melhores ofertas de depósitos a prazo, em função do prazo e do montante.

É sempre importante não esquecer que o máximo coberto pelo fundo de garantia de depósitos é de 100 mil euros por titular até 31 de Dezembro de 2011. Apesar de este valor só estar coberto até ao final do ano, seria de todo desejável, dadas as circunstâncias actuais, que o próximo Governo prolongasse este período.

Aviso importante: Não dispensa a consulta das condições completas dos produtos junto das respectivas instituições financeiras

fonte:http://www.dn.pt/

 

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23
Mar 11
23
Mar 11

Depósitos disparam para valor mais alto em 2 anos

Em Janeiro, os portugueses aplicaram 9,5 mil milhões em novos depósitos. A subida dos juros pela banca resultou nesta 'corrida', mais 33% que em igual mês de 2010.

Os portugueses estão a regressar em força aos depósitos bancários. Apesar da queda dos níveis de poupança, estas aplicações apresentam fortes níveis de crescimento, à semelhança dos certificados do Tesouro. Juros mais atractivos e opção por produtos mais seguros parecem ser as principais razões que levam à maior apetência pelos tradicionais depósitos.

Em Janeiro, os novos depósitos que entraram nos bancos totalizaram 9,5 mil milhões de euros, mais um terço que o mesmo valor depositado em mês homólogo de 2010 e 17,4% mais que em Dezembro último.

Será necessário recuar a Dezembro de 2008 para encontrar um maior volume de depósitos feitos num só mês (na altura, dez mil milhões de euros), de acordo com o boletim estatístico de Março, ontem divulgado pelo Banco de Portugal.

fonte:http://www.dn.pt

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22
Mar 11

Juros médios nos novos depósitos nos 2,78%

As taxas de juro médias nas novas operações de depósito por parte dos particulares subiram em Janeiro para 2,78 por cento, depois de em Dezembro de 2010 ter atingido os 2,68 por cento. Os dados do Boletim Estatístico de Março do Banco de Portugal mostram que a taxa média está ao nível mais elevado desde Janeiro de 2009.
A par da subida dos juros, as novas operações de depósito chegaram aos 9572 milhões de euros, valor que supera em 17 por cento o montante dos depósitos realizados em Dezembro de 2010.

fonte:http://www.saldopositivo.cgd.pt/

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22
Mar 11

Volume total de depósitos atinge o valor mais elevado de sempre

Os dados do Boletim Estatístico mostram que o volume total dos depósitos de particulares atingiu no mês de Janeiro o valor mais elevado de sempre.

No total, as famílias têm 119.409 milhões de euros depositados em instituições financeiras. Um valor que compara com os 118.989 registados no mês anterior. A grande fatia deste valor refere-se a depósitos com prazo até a um ano.

Desde o início da crise, em Julho de 2007, que o volume de depósitos angariados pela banca cresceu 25%. Os dados podem reflectir uma maior procura das famílias por estes instrumentos de poupança tradicionais, mas são também um reflexo de uma maior aposta da banca na captação de depósitos. Recorde-se que as dificuldades de acesso a financiamento do sector bancário estão a levar as instituições a aumentar a remuneração dos depósitos a prazo, para assim conseguirem atrair recursos dos clientes.

Segundos os dados do Banco de Portugal, os bancos estão a subir os juros destas aplicações desde Maio do ano passado. Em Janeiro, a banca oferecia uma taxa média de 2,78% para os novos depósitos.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

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13
Mar 11
13
Mar 11

Portugueses retiram 3,5 mil milhões dos fundos em menos de um ano

Fevereiro mantém tendência dos últimos dez meses, com a saída de mais de 200 milhões de euros.

Os portugueses continuam a fugir dos fundos de investimento. A fuga já dura há onze meses consecutivos e resulta num saldo líquido negativo significativo. Contas feitas, os investidores retiraram 3,5 mil milhões de euros destes instrumentos desde Abril do ano passado. A turbulência registada nos mercados financeiros, consequente da crise de dívida, levou os investidores a apostar em produtos com menor risco, como os depósitos, em detrimento dos fundos. Por outro lado, o rendimento cada vez menos disponível no bolso dos portugueses pode estar a levá-los a resgatar investimentos. A tendência de saída dos fundos tem-se mantido este ano e voltou a repetir-se no mês passado.

De acordo com o relatório mensal divulgado ontem pela APFIPP, em Fevereiro foram retirados mais de 200 milhões de euros dos fundos de investimento geridos por sociedades portuguesas. Apesar das subscrições terem atingido os 664,5 milhões de euros, os resgates ascenderam a 865,7 milhões, resultando num saldo líquido negativo mensal de 201,3 milhões de euros. Com a fuga de Fevereiro, o saldo das subscrições líquidas (subscrições menos regastes) desde o arranque do ano é negativo em 383 milhões de euros.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 
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11
Mar 11
11
Mar 11

Portugueses trocam PPR por depósitos bancários

Investimento em Planos Poupança Reforma desceu 65% num ano, terminado em Janeiro. A culpa é dos bancos, diz a APS

 

Os portugueses estão a investir menos em Planos Poupança Reforma. Prova disso, é que o investimento em PPR desceu 65 por cento em Janeiro, face ao mesmo mês de 2010. 

Os dados são da Associação Portuguesa de Seguradores (APS) que indicam que, no primeiro mês do ano, os portugueses investiram 91 milhões de euros em PPR, um valor que contrasta com os 256 milhões de euros, registados em Janeiro de 2010.

A justificar este desinvestimento está a reorientação dos bancos para a captação de depósitos, acredita o presidente da APS, Seixas Vale. 

«Os principais distribuidores [deste produto], que são os bancos, passaram a orientar as suas captações de poupança para depósitos nos próprios bancos», salientou Seixas Vale, citado pela Lusa, acrescentando que a prioridade dos bancos, que estão com dificuldades em financiarem-se, é a liquidez.

Esta «reorientação do sector» agravou o impacto que a retirada dos benefícios fiscais já tinha tido e que se fez sentir, sobretudo, a partir do segundo semestre de 2010. Seixas Vale observou, no entanto, que o mês de Janeiro é atípico e que não há ainda uma tendência clara.

Opinião idêntica têm os analistas contactados pela Agência Financeira que defendem que esta descida tem menos a ver com a perda de atractividade dos PPR, do que com a necessidade dos bancos em captar depósitos. 

Os bancos nacionais têm estado a implementar estratégias para esse efeito, com o objectivo de não pôr em risco os seus rácios de solvabilidade.

Ora, um dos nichos onde existe liquidez é o dos aforradores para a reforma - normalmente conservadores e propensos a produtos sem risco - que, habitualmente, investe em PPR. 

Actualmente, os portugueses têm 15 mil milhões de euros em poupanças em PPR.

Exposição à dívida soberana atinge os 6 mil milhões

O presidente da APS adiantou que «continua a haver um aumento da poupança», sublinhando que as companhias continuam a subir no ramo Vida, sobretudo nos produtos de risco (48%) e de capitalização (29%).

A actividade seguradora aumentou 1,6% em Janeiro, face ao mês homólogo, (0,8% no ramo Não Vida e 2,1% no ramo Vida), uma taxa menor do que a de anos anteriores, segundo Seixas Vale.

Já sobre o investimento das seguradoras em dívida pública portuguesa, este ascende a 6 mil milhões de euros, cerca de 4% do total, segundo dados revelados por Seixas Vale que classificou estes investimentos como uma «estratégia prudente de aplicação dos activos».

A dívida pública constitui cerca de 10% da carteira de investimentos das seguradoras que, no total, gerem 62 mil milhões de activos, dos quais 58 correspondem a activos de investimento. 

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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10
Mar 11
10
Mar 11

Estratégias para conseguir os depósitos mais rentáveis

Se fosse possível comparar um produto financeiro a uma guloseima, provavelmente, o depósito a prazo seria como um bolo de arroz: aborrecido, sem grande criatividade mas, apesar de tudo, uma escolha segura. Os depósitos a prazo são um pouco assim: simples, tradicionais, muitas vezes pouco interessantes do ponto de vista do rendimento, mas com uma grande qualidade - a segurança. No entanto, a juntar a esta vantagem, os depósitos a prazo estão a ganhar um novo atributo: uma remuneração mais atractiva.

Os números do Banco de Portugal mostram que a remuneração média dos novos depósitos a prazo está a subir há sete meses, tendo-se fixado em Dezembro nos 2,68%. Trata-se do valor mais elevado desde Fevereiro de 2009. A contribuir para a melhoria dos juros dos depósitos está a crise financeira. Com o mercado interbancário praticamente fechado, os bancos portugueses viram-se obrigados a pagar mais para atrair os recursos dos clientes, como forma de ter acesso a liquidez. A aposta deu frutos. No ano passado, os quatro maiores bancos privados a operar em Portugal captaram mais cerca de 7,4 mil milhões de euros de depósitos de clientes, o que corresponde a uma subida de 7% face a 2009. Nesta disputa pelo dinheiro dos portugueses por parte dos bancos quem ficou a ganhar foram os investidores/aforradores. A boa notícia é que o ritmo de subidas é para continuar.

António Ribeiro, economista da Deco, é um dos que acredita nessa possibilidade: "Já se verificou no início do ano que a banca está a aumentar a remuneração dos depósitos e é natural que os juros destas aplicações continuem a subir". Para esta convicção contribuem sobretudo dois factores: as dificuldades que a banca portuguesa continua a enfrentar para ter acesso a financiamento e a subida que as taxas Euribor têm vindo a protagonizar - em antecipação a um possível aumento por parte do BCE da taxa de juros de referência da Zona Euro. Perante estes factores Paulo João, director adjunto do departamento de produtos de ‘banking' do banco Best, refere: "O enquadramento vigente sugere alguma subida das taxas de mercado nos próximos meses (Euribor). O reflexo dessa situação no preçário geral dos bancos poderá não ser tão evidente, sendo mais determinado pelas necessidades de liquidez decorrentes do próprio funcionamento do mercado e da evolução da situação política e orçamental do país, que determina as condições de ‘funding' de recursos do país".

Apesar de a banca estar a remunerar melhor os depósitos, tal não significa que todos os depósitos a prazo do mercado sejam atractivos. Pelo contrário: existem grandes discrepâncias na oferta actual. Por exemplo, para um aforrador que queira fazer um depósito a 12 meses, há instituições que oferecem um juro anual líquido de 3,14% (Activobank) e outras que para o mesmo produto dão um juro líquido de 0,08%, segundo o ‘ranking' dos melhores depósitos dos mercado, da Deco. Uma diferença que lhe poderá custar muitos euros. Por exemplo, se aplicasse 5.000 euros no primeiro depósito, ao final de um ano, teria uma mais-valia líquida de 157 euros. Já se investisse o mesmo montante no segundo produto o seu rendimento resumiria-se a uns singelos...40 cêntimos. Os números mostram que comparar e escolher a estratégia correcta podem fazê-lo ganhar muitos euros com a aplicação em depósitos. O Diário Económico encontrou seis estratégias diferentes que poderão ajudá-lo na missão de encontrar os depósitos a prazo mais atractivos do mercado. Ou seja, aqueles que oferecem uma taxa anual líquida (TANL) acima dos 3%. Uma das estratégias mais populares neste momento passa por aproveitar as taxas de juro promocionais que os bancos estão a oferecer para novos clientes do banco ou novos recursos . Uma outra técnica a usar poderá passar pela aposta em depósitos subscritos pela internet, uma vez que geralmente rendem mais do que os tradicionais depósitos feitos ao balcão. Por outro lado, se fizer um depósito a prazo investindo um elevado montante terá maiores probabilidades de conseguir junto do seu banco um juro mais elevado.

Da mesma forma, fique a saber que os bancos mais pequenos tendem, de uma forma geral, a remunerar melhor o dinheiro dos clientes. Por outro lado- e para os que partilham a ideia de que os juros vão continuar a subir nos próximos meses- ao optar por aplicar o seu dinheiro em depósitos de curto prazo ( três meses) não só poderá beneficiar de uma TANL mais elevada face aos juros dos melhores depósitos a 12 meses, como pode também aproveitar as futuras subidas de remunerações que os depósitos possam vir a registar nos próximos meses. Mas Paulo João, do Best, prefere salientar uma outra vantagem desta estratégia: ela "potencia liquidez, um requisito chave no enquadramento económico vigente. E é, claramente, a aposta que tem sido seguida pelos clientes", assegura o responsável. Por último, há ainda uma estratégia que não pode ser menosprezada: o poder negocial dos clientes junto dos seus bancos. "Os bancos não estão interessados em que os clientes retirem dinheiro da instituição e, como tal, estão hoje mais disponíveis para negociar com os clientes do que no passado", garante António Ribeiro, da Deco. Mas olhar para a remuneração oferecida pelos bancos pode não ser suficiente para ganhar dinheiro. É necessário estar atento a um outro indicador: a inflação. As previsões do Banco de Portugal para este ano apontam para que a inflação se situe em 2011 nos 2,7%. Ou seja, para não ver o seu dinheiro perder valor terá de encontrar uma aplicação financeira que lhe dê uma remuneração líquida acima deste indicador.

Seis estratégias para conseguir juros mais elevados nos depósitos

1 - Aproveitar os depósitos promocionais
A época de saldos já terminou, mas no campo do dinheiro as promoções continuam a existir nos bancos. Muitas instituições têm campanhas promocionais onde oferecem taxas elevadas para os novos clientes ou para novas entregas. A maior parte destes depósitos são de curto prazo (três meses) e não são renováveis, mas as taxas são bastante atractivas. E nesse aspecto um dos mais produtos mais interessantes é o Super Depósito 5% do BiG. Trata-se de um depósito de boas vindas com um prazo de dois meses para os novos clientes ou para clientes do banco que tragam dinheiro proveniente de outras instituições. Mas não é caso único. Também a CGD tem um produto, o Depósito Mais (disponível para vários prazos) mas que serve exclusivamente para "montantes provenientes de outras instituições de crédito". Por exemplo, quem aplicar no Depósito Mais um Ano, irá beneficiar de uma TANB de 2,9%. Já se optar pelo mesmo produto mas com um prazo de três anos terá acesso a uma TANB de 3,75%. Também o Best tem um depósito destinado aos novos clientes que oferece uma TANB de 4% para um período três meses. A guerra entre as várias instituições para conseguir atrair clientes de bancos concorrentes está de tal de forma ao rubro que, segundo uma notícia recente do Diário de Notícias (DN), há clientes que estão a usar alguns truques para conseguirem obter estas taxas por mais do que uma vez. Segundo o DN, "alguns clientes mudam de agência dentro do mesmo banco para simular uma nova entrada de dinheiro" e assim beneficiar das taxas promocionais.

2 - Depósitos online rendem mais do que no balcão
Uma análise recente feita pelo Diário Económico no início do ano mostrava que os depósitos cuja subscrição é feita exclusivamente pela internet ofereciam o dobro da remuneração oferecida pelos tradicionais depósitos feitos ao balcão. Os últimos números mostram que as diferenças estão a começar a esbater-se mas ainda são uma realidade a ter em conta. Analisando 53 depósitos a 12 meses (recolhidos pela Deco) é possível ver que os depósitos online dão uma remuneração líquida média de 1,81%. Já a remuneração dos depósitos tradicionais não vai além dos 1,08% para o mesmo prazo. A este respeito, Paulo João, do banco Best refere: "É comum encontrar um preçário mais competitivo para constituição on-line face à oferta disponível aos balcões. Sendo que aqui, contudo, deverá ser tido em conta que existem por vezes oportunidades por explorar numa reunião ‘face-to-face', sobretudo quando se trata de novos recursos e de montantes mais elevados".

3 - Negociar compensa
Hoje, talvez mais do que nunca, saber negociar com o banco pode trazer-lhe frutos. Segundo António Ribeiro, economista da Deco, os bancos estão mais receptivos do que no passado para negociar as remunerações dos depósitos com os clientes. "Os bancos não querem que os seus clientes retirem dinheiro das instituições", afirma o especialista. Por isso mesmo, conversar com o seu gestor de conta e confrontá-lo com o facto de instituições financeiras concorrentes estarem a apresentar taxas mais atractivas para estas aplicações tradicionais pode funcionar como um argumento a seu favor.

4 - Bancos pequenos oferecem mais pelo seu dinheiro
Olhando para o ‘ranking' dos melhores depósitos do mercado há um dado que salta à vista: são as instituições de menor dimensão ou os bancos estrangeiros que oferecem os juros mais elevados, independentemente do prazo analisado. Segundo o ‘ranking' da Deco, elaborado com base em dados recolhidos a 18 de Fevereiro, o ActivoBank, o Best, o BiG, o Banco Popular e o BPN ocupam quase sempre os lugares de destaque no top 5 dos melhores produtos. Estes bancos oferecem o dobro da remuneração face à média praticada pelo mercado. Por exemplo: nos depósitos a seis meses, tanto o Popular, como o Big, o Banif ,o BPN e o Best oferecem TANB iguais ou superiores a 3%, quando a média das TANB para o mesmo prazo se situa nos 1,51%. Este fenómeno pode ser explicado por uma aposta comercial mais agressiva por parte destas instituições para ganharem quota de mercado.

5 - Montantes mais elevados são melhor remunerados
No campo do dinheiro, o tamanho importa. Quanto maior for o "bolo" do seu investimento, maiores as probabilidades dos bancos remunerarem melhor o seu dinheiro. Analisando os preçários dos maiores bancos a operar em Portuga é possível verificar que todos eles fazem uma discriminação do juro oferecido em função dos montantes aplicados em alguns dos depósitos oferecidos. No BCP, por exemplo, no depósito Poupa Mais a um ano, se aplicar 5.000 euros usufruirá de uma TANB de 2,75%, mas se tiver 500 mil euros para aplicar a taxa sobe para os 3,75%. Mas os exemplos continuam. No BPI, um depósito simples a um ano é remunerado a uma TANB de 0,75% para os montantes inferiores a 50 mil euros. A taxa sobe para os 1,050% para os montantes que variem entre os 50 mil e os 250 mil euros. Já para as aplicações superiores a este valor, o banco oferecer uma TANB de 1,2%. Também o Santander Totta apresenta remunerações mais elevadas para quem tem montantes mais elevados para investir.

6 - Depósitos de curto prazo
Embora a remuneração dos depósitos a 12 meses tenha vindo a subir nos últimos meses, é nos prazos mais curtos (três meses) que se encontram as TAN mais elevadas. Segundo a listagem da Deco existem neste momento três depósitos que oferecem uma TANB igual ou superior a 4%. Quando a 12 meses, apenas existe um produto com remuneração semelhante. Mas não é apenas por este factor que os aforradores devem apostar nos depósitos de mais curto prazo. Tendo em conta as expectativas do mercado de que os bancos vão continuar a subir as remunerações dos depósitos a prazo, investir em aplicações de curto prazo será a melhor forma de aproveitar a previsível subida das remunerações. Por exemplo, imagine que o seu banco lhe apresenta dois depósitos com uma TANL semelhante (2%) mas um deles é um produto a 12 meses e o outro é uma aplicação a três meses. Ao apostar no depósito a 12 meses saberá que por cada mil euros investidos ao final de um ano obterá uma mais-valia de 20 euros. Já se aplicar no depósito a três meses, sabe que ao fim do primeiro trimestre receberá cinco euros. Mas se entretanto, a TANL praticada pelo banco para os depósitos a três meses subir 20 pontos base em cada um dos três trimestres seguintes, ao final de um ano, o investidor ficará com uma mais-valia de 23 euros por cada mil euros investidos. Se optar por seguir esta estratégia, saiba que os melhores depósitos actualmente praticados para este prazo pertencem ao Santander Totta- com o DP 5 com uma TANB de 5% e uma TANL de 3,93%- e ao Best que com dois depósitos (Depósito Novos Clientes e Depósito a Prazo Blue) oferece uma remuneração bruta de 4% e líquida de 3,14%.

fonte:http://economico.sapo.pt

 
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