29
Nov 10

Sete sugestões para poupar para a sua reforma

Além dos PPR, existem outros produtos financeiros que podem ser utilizados pelos investidores para garantirem uma velhice tranquila.

Durante todo o Verão a cigarra cantava feliz enquanto a sua vizinha formiga andava atarefada a transportar comida para o formigueiro. Quando o Inverno chegou, a cigarra não tinha nada para comer enquanto as formigas comiam do que abundantemente tinham arrecadado no Verão. Aí, a cigarra compreendeu que tinha procedido mal... Moral da história: cante menos, trabalhe mais e pense no futuro. A conhecida fábula de La Fontaine "A cigarra e a formiga" é um bom exemplo para ilustrar como devem as pessoas comportar-se no que respeita à preparação da reforma. As "estações mais quentes" devem ser escolhidas para arrecadar para melhor conseguir passar as "estações mais frias" da vida.

Até agora, a forma mais popularmente conhecida de poupar para a reforma têm sido os Planos Poupança Reforma (PPR). No entanto, as alterações impostas pelo Orçamento do Estado para 2011 no regime de deduções no IRS, nomeadamente com o estabelecimento de um tecto máximo de 100 euros nos benefícios fiscais totais, poderá levar a um menor interesse dos portugueses por este tipo de aplicações. Este ano é a última oportunidade para conseguir tirar partido do benefício fiscal máximo de 400 euros, permitido pelo investimento em PPR. Contudo, há no mercado variadíssimas ofertas de produtos de investimento vocacionados para a reforma. O Diário Económico foi à procura e dá-lhe a conhecer seis exemplos. Para além dos PPR, existem ainda certificados de reforma, fundos de ciclo de vida, seguros ‘unit-linked', fundos de pensões abertos, certificados do Tesouro ou fundos de investimento (imobiliários, de obrigações ou mesmo de acções).

A questão da poupança para a reforma é cada vez mais importante porque é um hábito que ainda não está enraizado na mentalidade de muitas pessoas. Os estudos continuam a mostrar que, apesar dos portugueses estarem preocupados com a velhice, poucos são os que estão de facto a fazer algo para preparar uma reforma segura. Segundo o último barómetro da reforma realizado pela seguradora AXA, apenas um terço dos adultos começaram a planear a reforma. E, apesar de cada vez pensarem mais cedo na reforma, a maioria adia esse planeamento para a meia-idade ou mesmo para mais tarde. Mas qual é a melhor altura para começar? Como refere a direcção de investimentos do banco Best, deve-se "começar o quanto antes. Quanto mais cedo começar a constituir o seu plano de poupanças maior será o efeito de capitalização de rendimentos que conseguirá". Uma questão que adquire maior importância tendo em conta as alterações no método de cálculo das pensões que vai levar a grandes cortes nos rendimentos de quem se reformar. Ainda esta semana, a gestora de fundos Optimize - especializada em produtos de poupança para a reforma - divulgou o estudo "Reforma & Pensões em Portugal", onde conclui que no futuro o valor das pensões dos portugueses vai passar de 75% para 50% do último ordenado. Ou seja, um jovem que tenha hoje 25 anos e que se pretenda reformar aos 65 anos, vai ter apenas direito a cerca de metade do seu salário. Por isso, quanto mais cedo começar, mais conseguirá arrecadar para manter o nível de vida na velhice. Existem, aliás, alguns simuladores que permitem fazer esses cálculos. O site do banco Best, em www.bancobest.pt, é um exemplo. Também no site do BPI (www.bancobpi.pt) e no da gestora Optimize (www.optimize.pt) encontra ferramentas semelhantes.

Quando chega a altura de escolher os investimentos devem ser tidos em conta sobretudo três factores: para além da necessidade de diversificar os investimentos, o perfil de risco do investidor e o espaço de tempo a que dista a idade de reforma são os principais pontos a considerar. Aí, a regra deverá ser quanto maior o horizonte temporal de investimento e menores as necessidades previsíveis de liquidez no curto/médio prazo, maior o risco a incorrer. Segundo o Activobank, "o investidor não deve esquecer que os investimentos em activos com maior risco (como as acções) têm um potencial de valorização superior a longo prazo do que os investimentos realizados em activos sem risco". Uma opinião partilhada pela direcção de investimentos do Best. "Fará sentido em horizontes de investimento muito longos ter inicialmente uma forte componente accionista na carteira de investimento. No entanto, deverá ter em atenção que há medida que se aproximar da idade de reforma é aconselhável reduzir progressivamente o nível de risco". Como referiu Diogo Teixeira, administrador da Optimize, em anteriores colaborações para o Diário Económico, a exposição a acções de um investidor de 30 anos deve variar entre 30% e 50% do investimento total. À medida que a idade de reforma se aproxima essa exposição deverá ser de, entre 20% e 40% no caso de um indivíduo com 50 anos, e de 10% e 20% para quem já tem 60 anos. Este tipo de questões deve preocupar sobretudo quem gere autonomamente a sua carteira de poupança através da escolha de acções ou fundos de investimento. Mas, existem alguns "pacotes" de produtos que servem esse tipo de objectivos. É o caso dos fundos de ciclo de vida ou dos fundos PPR e fundos de pensões abertos. O Diário Económico dá-lhe a conhecer as características destes e de outros produtos que se podem adaptar ao seu objectivo de reforma.


Sete produtos para poupar para a reforma

Planos Poupança Reforma
Sobre a forma de seguro ou fundo de investimento, parte da sua atractividade resulta dos benefícios fiscais associados. Os PPR sob a forma de fundo podem ter diversos níveis de risco (no máximo a exposição a acções é de 55% da carteira). Já sob a forma de seguro, salvo algumas excepções, como a maioria tem capital garantido o seu perfil de risco é normalmente conservador. Os PPR sob a forma de seguro renderam, em média, 2,5% em 2009. Já os fundos PPR ganharam, em média, 2,3% nos últimos 12 meses, segundo dados da APFIPP.

Certificados de Reforma
Também conhecidos como PPR do Estado, os Certificados de Reforma foram lançados em Março de 2008 com o objectivo de ser mais uma alternativa para complemento de reforma dos portugueses. Partilham os mesmos benefícios fiscais dos PPR privados e permitem aos subscritores descontar mensalmente 2%, 4% ou 6% do ordenado (consoante a idade) para uma espécie de fundo que é gerido pelo Estado. Nos últimos 12 meses, o retorno dos Certificados de Reforma foi de 1,17%.

Fundos de ciclo de vida ('target funds')
Também conhecidos como fundos de ciclo de vida, investem com base numa data de resgate pré-definida, sendo que a política de investimento acompanha o ciclo de vida do fundo. A alocação de activos é mais agressiva no início e, à medida que se aproxima a data de maturidade, torna-se mais conservadora de forma a preservar o capital e rendimentos dos primeiros tempos. No caso dos fundos de ciclo de vida com objectivo para além de 2015, a rentabilidade média dos últimos 12 meses é de 13,3%.

Seguros ‘Unit-Linked'
São produtos de poupança de médio/longo prazo, sob a forma de seguros de vida, cujos prémios são aplicados em fundos de investimento. Estes produtos têm garantia de capital mas usufruem de vantagens fiscais. Beneficiam de uma redução da taxa de retenção de imposto sobre os rendimentos obtidos nos investimentos a mais de cinco e oito anos. Se estiver investido entre cinco e oito anos beneficia de uma taxa de IRS de 17,2% e a mais de oito anos a taxa de IRS é de 8,6%.

Fundos de Pensões abertos
Estes fundos são geridos por sociedades gestoras e destinam-se a financiar planos de pensões a vários associados, entre os quais não tem que existir qualquer vínculo comum, estando as novas adesões dependentes apenas da aceitação por parte da entidade gestora. À semelhança dos fundos PPR, os fundos de pensões abertos também têm diferentes níveis de exposição a acções. Segundo os dados da APFIPP, estes produtos geraram uma rentabilidade média de 0,5% nos últimos 12 meses.

Certificados do Tesouro
Trata-se do mais recente produto de dívida pública do Estado, lançado em Julho. É vocacionado para o médio /longo prazo, com um horizonte máximo de investimento de 10 anos. O capital é garantido e permite o resgate antecipado, total ou parcial, após os primeiros seis meses da data de subscrição. Contudo, quanto mais alargado for o horizonte de investimento mais rentável se torna. Para subscrições feitas em Novembro, a TANB ao fim de 10 anos é de 5,65%. Por um período de cinco anos a taxa é de 4,30%, enquanto entre o primeiro até ao quinto ano a remuneração bruta é de 1,5%.

Fundos de investimento
Os fundos imobiliários são uma alternativa para perfis de risco moderados, oferecendo um rendimento acima dos juros de curto prazo (Euribor). Os fundos de obrigações são outra opção para investir a médio/longo prazo, apesar do risco de perdas, caso as taxas de juro de longo prazo subam. Para os menos avessos ao risco ou mais novos, os fundos de acções são também uma opção de médio/longo prazo. Os fundos têm a vantagem de terem carteiras com alguma diversificação e ser possível investir com pequenos montantes.

fonte:economico

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29
Nov 10

Portugueses investem em produtos financeiros

Os portugueses deverão poupar até ao final do ano cerca de mil milhões de euros em produtos financeiros colocados nos Correios, um aumento de 30 por cento face a 2009, segundo os CTT. De acordo com os Correios, as famílias portuguesas adquiriram até Setembro 755.287.649 de euros de produtos financeiros nos balcões dos CTT, mais cerca de 217 milhões que em igual período do ano passado. O aumento da procura pelas famílias sentido nos balcões dos Correios em todo o país, leva os CTT a prever um crescimento de 30 por cento da poupança até ao fim de 2010. Com o exemplo, os CTT contam que no passado dia 02 de Novembro (para assinalar o Dia Mundial da Poupança a 31 de Outubro) foram vendidos 11,1 milhões de euros em novos títulos. 
”O valor atingido representa um novo recorde na colocação deste tipo de produtos, que se escoaram em menos de 15 minutos das lojas dos CTT”, destacam. Segundo os CTT, actualmente, cerca de 700 mil portugueses são titulares de produtos financeiros vendidos nos CTT, entre títulos da dívida pública – certificados do tesouro e certificados de aforro, seguros de capitalização e Planos Poupança Reforma.

fonte:mundoportugues

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28
Nov 10
28
Nov 10

Os juros da poupança

A pressão de financiamento sobre Portugal levou a uma subida para níveis recorde dos Certificados de Tesouro, as aplicações que, depois do ataque aos Certificados de Aforro, Teixeira dos Santos lançou para captar poupança das famílias portuguesas.

 

E, no próximo mês, as taxas oferecidas são mesmo um incentivo à poupança para quem consegue chegar ao fim do mês com algum excedente financeiro. A dez anos, os certificados oferecem uma taxa de juro bruta de 6,5%, enquanto a cinco anos, a rendibilidade anual prometida é de 5,4%. Estas taxas a médio prazo vão obrigar os bancos, que também estão com dificuldade em captar financiamento, a oferecer mais pelos depósitos. Já começa a haver taxas interessantes, mas, nos próximos meses, os juros nos depósitos ainda deverão subir mais.

Isto significa que, para quem precisar de usar o dinheiro da poupança no prazo de um ou dois anos, o investimento nos depósitos bancários é preferível à aplicação nos certificados do Estado.

Os bancos espanhóis, que também estão a ser alvo da pressão da crise do euro, já oferecem taxas mais atractivas do que os portugueses.

Esta nova tendência dos juros reforça o aconselhamento sobre os PPR. A única vantagem que oferecem é o benefício fiscal. Subscrever mais do que o que pode ser deduzido em impostos não é a melhor opção.

fonte:cmjornal

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26
Nov 10

Novos depósitos: remuneração sobe quase 50% num ano

Os juros médios dos novos depósitos a prazo feitos por portugueses em Setembro registaram um valor próximo dos 2%, mais precisamente de 1,94%, o que se traduz num aumento de 48% face à taxa de juro média do mesmo mês do ano passado, de acordo com os dados do último boletim estatístico do Banco de Portugal.

Os juros das aplicações têm vindo a subir ao longo deste ano, movimento justificado pela necessidade que a banca regista de captar cada vez mais poupança, perante a redução das outras fontes de financiamento.

No entanto, e apesar deste aumento das taxas, os portugueses não parecem estar com grande capacidade de poupar, pelo menos no que respeita a estes produtos. Em Setembro, o montante de novos depósitos a prazo efectuados foi de 7,3 mil milhões de euros, contra 7,9 mil milhões no mês anterior ou os 8,2 mil milhões registados em Julho .

Também no que respeita ao saldo total dos depósitos a prazo existentes, o mês de Setembro registou uma forte descida. Naquele mês, verificou-se uma redução de 1,45 mil milhões de euros nas aplicações. No total, existiam 116,8 mil milhões de euros de depósitos a prazo nos bancos a operar em Portugal. Em Julho, tinha sido atingido o máximo histórico desde que há registo, ou seja, 119,2 mil milhões de euros.

A taxa de juro média deste saldo total de depósitos a prazo era, em Setembro, de 1,5%, um valor que tem vindo a crescer paulatinamente nos últimos meses.

fonte:dn.sapo

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Juros altos dos depósitos 'amarram' clientes ao banco

As taxas de juro dos depósitos a prazo estão a subir para valores brutos em torno dos 4 a 5% nas aplicações a longo prazo. A banca aposta forte nesta captação de poupança no final do ano, especialmente numa altura em que os planos poupança reforma (PPR), as tradicionais aplicações de poupança desta época, perdem atractividade, nomeadamente em termos fiscais.

Mas alguns bancos estão a fazer depender a oferta de juros mais altos de um maior grau de relação comercial por parte do cliente, ou seja, o chamado cross selling. Para obter taxas mais elevadas é necessário que o aforrador possua uma carteira com vários produtos do banco, que resultam numa 'amarração' a longo prazo à instituição. Desde a domiciliação de ordenado, pagamento de despesas ou mesmo a subscrição de um PPR, tudo isto é exigido para se conseguir juros mais elevados. Trata-se de um conceito que é normalmente aplicado a produtos de crédito, para se conseguir reduzir o spread .

É o caso, por exemplo, do novo produto comercializado pelo Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA), o Depósito Uno BBVA, que oferece 4% brutos a um ano (3,14% líquidos), mediante determinadas condições, denominadas por "incremento de posições" e "transaccionalidade". Ou seja, os juros variam de acordo com o saldo médio de um conjunto de produtos elegíveis, como seguros, PPR ou fundos de investimento e domiciliação do ordenado, mais o débito de pagamentos domésticos ou cartão de crédito.

O mesmo se passa com o DP 3 Anos Crescente, do Finibanco, que oferece 4,05% brutos apenas no sexto semestre, mas a quem possuir seis produtos do banco.

Apesar de esta nova prática estar a desenvolver-se mais entre os pequenos bancos, a Caixa Geral de Depósitos (CGD) também está a aplicar o mesmo conceito, com o Depósito Mais - 1 Ano, que oferece 2,5% brutos apenas a clientes com domiciliação de rendimentos ou cartão de crédito.

No entanto, perante a actual oferta, é possível conseguir as mesmas taxas de juro sem o preenchimento destas exigências de cross selling. O Banco Best, instituição online pertencente ao Banco Espírito Santo (BES), está a oferecer uma taxa de juro bruta de 4% a 90 dias a novos clientes. A quem estiver disposto a esperar três anos, o BES oferece 4,5% no sexto semestre, com a Conta Rendimento CR, que apresenta uma taxa média de 3,5% nos três anos.

No caso do Banif, que anuncia actualmente os juros mais elevados do mercado com o Depósito Crescente 3 Anos, o cliente terá de esperar pelo terceiro ano para conseguir tal taxa. No Montepio, a mesma taxa é aplicada apenas no quarto ano do depósito.

A maioria destes produtos está disponível até final do ano, aproveitando alguma disponibilidade para a poupança por parte de algumas famílias portuguesas, com a chegada do subsídio de Natal.

Se esperar três anos, em certos bancos um depósito pode render esta taxa bruta. Líquida, é de 3,92%.

fonte:dn.sapo

publicado por adm às 23:46 | comentar | favorito

Certificados do Tesouro pagam juro recorde

Quem subscrever o novo produto de dívida pública em Dezembro vai receber um juro anual de 6,5% nos próximos 10 anos.

O IGCP acaba de publicar as taxas de juro para quem subscrever os novos Certificados do Tesouro no próximo mês. A remuneração não só subiu, como atingiu o valor mais elevado desde que estes produtos começaram a ser comercializados, em Julho deste ano. Assim, quem investir nos certificados do Tesouro e os conservar em carteira durante 10 anos terá direito a um juro bruto anual de 6,5%. Trata-se de um valor acima da remuneração oferecida para as subscrições feitas em Novembro (5,65%).

Também a taxa de remuneração prevista para quem manter os Certificados do Tesouro em carteira durante cinco anos subiu para os 5,4%, dos anteriores 4,3%. Só a taxa de juro oferecida para o investimento até ao quinto ano se manteve inalterada nos 1,5%.

Recorde-se que a remuneração destas aplicações segue a evolução das obrigações do tesouro a 10 anos. E como as yields destes títulos estiveram muito elevadas no último mês, devido à crise económica e da dívida pública que o país atravessa, essa subida reflectiu-se no aumento da remuneração dos certificados do tesouro.

fonte:economico

publicado por adm às 23:40 | comentar | favorito

Subsídio de Natal - Como o fazer crescer

Com os preços mais altos e os salários mais baixos, 2011 será um ano difícil para a maioria dos portugueses. O subsídio de Natal pode servir para criar uma almofada contra eventuais adversidades. Conheças as melhores formas de fazer render este segundo ordenado

 

 

Na semana em que muitos portugueses recebem o subsídio de Natal, nada mais oportuno do que começar a pensar na melhor solução para colocar este dinheiro "extra" a render. O próximo ano trará consigo extremas dificuldades, por isso, afigura-se como uma estratégia prudente resistir à tentação de gastar a totalidade do subsídio em prendas ou despesas natalícias. Há várias formas para aplicar este ordenado "extra". Como tal, avalie aquela que melhor se adequa às suas necessidades e objectivos de poupança. 

No próximo ano, os portugueses verão o seu poder de compra diminuir. Os preços de muitos bens e serviços aumentarão devido à subida do IVA e o salário líquido vai encolher. Partindo destas dificuldades, esta será uma boa altura para direccionar parte do seu subsídio de Natal para activos que lhe permitam obter algum rendimento. 

"O importante é poupar e investir estas poupanças, de forma a salvaguardar o nível de vida futuro, fazer face à inflação, corresponder a necessidades de consumo futuros e poder aumentar a rendibilidade esperada face à continuação esperada de um cenário de taxas de juro baixas", explica Diogo Serras Lopes, director de investimentos do Banco Best. 

Como sempre, deverá ter em conta as suas disponibilidades financeiras. Diogo Serras Lopes lembra que a aplicação do subsídio estará depende do montante em questão. "De facto, existem produtos que implicam um investimento inicial que é superior à maioria dos subsídios de Natal", explica o especialista. Nesse caso, o aforrador poderá reforçar alguma aplicação já existente. Caso opte pela subscrição de um novo instrumento, antes de escolhê-lo, deverá avaliar o seu perfil de investimento, nomeadamente, a tolerância ao ao risco, necessidades de liquidez e horizonte temporal, entre outros factores. 

Para constituir uma poupança a curto prazo e com baixo risco, os depósitos a prazo assumem-se como opção. Esta aposta ganha mais relevância numa altura em que a sua remuneração tem vindo a aumentar, depois dos mínimos fixados ainda este ano. Segundo os últimos dados publicados pelo Banco de Portugal, a taxa de juro dos depósitos de particulares aumentou, em Setembro, pelo quarto mês consecutivo e aproximou-se dos 2%. O juro médio subiu dos 1,46% de Agosto para 1,91% , o valor mais alto desde Maio de 2009. 

Negócios recolheu as taxas de juro praticadas por 15 bancos para poder simular uma remuneração líquida decorrente de uma aplicação num depósito a um ano. Partindo de um subsídio de Natal de 1.500 euros, relativo a um agregado familiar, um investidor pode conseguir um retorno líquido que pode variar entre os 50 euros do depósito oferecido pelo Privat Bank e os 4,1 euros do produto da CGD. 

Para um horizonte temporal mais alargado, até cinco anos, existem outras ofertas. No caso dos depósitos tem à sua disposição alguns produtos cuja remuneração é feita com base em taxas crescentes, que aumentam ao longo da sua duração. 

O único depósito com um prazo de cinco anos, e cujo montante mínimo de investimento é igual ou inferior a 1.500 euros, é o do Santander, que poderá render 150 euros no final deste período. Outra opção são os certificados de Aforro que, de acordo com a simulação, proporcionariam um retorno de 177,9 euros, ao final de cinco anos. A opção mais rentável são os certificados do Tesouro, cujo "lucro" pode ascender a 253,2 euros, no final do mesmo prazo. 

Caso pretenda aplicações superiores a cinco anos, pode optar pelo investimento em acções, através de fundos de investimento globais. Os melhores produtos deste tipo renderam mais de 18% no último ano.


fonte:jornaldenegocios

 

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26
Nov 10

Invista num PPR e poupe no IRS

A partir do próximo ano, os benefícios fiscais dos PPR ficam reduzidos a um máximo de 100 euros, quatro vezes menos do que é possível deduzir actualmente

 

O ano de 2011 promete ser de austeridade. Ainda assim, a reforma é um assunto sério e urge começar a poupar o mais cedo possível. Os planos poupança reforma (PPR) são os produtos mais populares entre os portugueses. Com o Executivo a preparar-se para cortar para praticamente zero os benefícios fiscais no próximo ano, resta-lhe pouco mais de um mês para tirar partido das vantagens fiscais dos PPR.

As medidas de combate ao défice vão afectar os benefícios fiscais. No caso dos PPR, estes produtos ficarão despejados da sua atractividade fiscal a partir de 2011. Enquanto, actualmente, pode deduzir 20% dos valores investidos nestes produtos, com um tecto máximo de 400 euros, no próximo ano este benefício não vai além dos 100 euros. 

Por isso, os investidores que quiserem aproveitar estes benefícios terão que se despachar e subscrever um PPR até ao final de Dezembro. Caso tenha menos de 35 anos, para obter o benefício máximo com estes produtos, terá que aplicar pelo menos 2.000 euros. Se investir um valor inferior poderá reduzir 20% do investimento na factura do IRS. 

Embora os portugueses tenham vindo a aumentar o seu esforço de poupança nos últimos anos, nem sempre o investimento é pensado num espaço temporal alargado. Ou seja, tal como explicou a direcção de Marketing do ActivoBank ao Negócios, apenas 20% dos portugueses que poupam, o fazem numa perspectiva de médio e longo prazo. A grande maioria dos aforradores nacionais aplica as suas economias em depósitos a prazo ou certificados de aforro, devido ao baixo risco associado a estes produtos. Uma estratégia que poderá revelar-se menos atractiva.

"Quanto mais longe estivermos do momento da reforma maior risco podemos assumir e com o aproximar dessa data poderemos começar a trocar activos de maior risco por activos de menor risco, reduzindo o eventual impacto que grandes alterações de curto prazo no mercado possam ter na carteira de investimentos", explica o ActivoBank. Ou seja, o investimento deverá ser adequado face ao período que falta para atingir a idade da reforma. 

As alternativas de investimento aos PPR
Sempre que se fala em poupar para a reforma, a primeira coisa que vem à cabeça são os PPR. Contudo, há outras alternativas para fazer o seu "pé de meia" para quando se aposentar. Fundos de investimento, seguros "unit-linked" ou o investimento directo no mercado de acções e obrigações são algumas das opções. 

"Os fundos de investimento são uma das melhores opções para quem não tem muito tempo para acompanhar o mercado", destaca o ActivoBank. Os fundos de ciclo de vida podem ser a solução mais adequada, uma vez que "ajustam a sua alocação financeira em função de uma data pré-definida para o reembolso do investimento: 2015, 2020, 2025, 2030, 2035 e 2040". À medida que se aproxima a data prevista de reembolso, o gestor vai diminuindo o risco da carteira. 

Também os seguros "unit-linked" são dados como alternativas aos PPR, na medida em que "compreendem um conjunto de vantagens fiscais que favorecem a optimização da gestão desse património", realça o banco BiG. Os investidores mais arrojados podem ainda investir directamente no mercado, em acções ou obrigações.


E se quiser resgatar?

Legislação veio eliminar comissões de transferência dos PPR, para facilitar a concorrência


A transferência de PPR ficou mais fácil desde Março do ano passado. Com vista a aumentar a concorrência, o Governo alterou o regime jurídico destes produtos. A nova legislação veio acabar com as transferências e limitar o custo a 0,5% nos produtos com garantia de capital. Deste modo, torna-se mais fácil transferir o seu actual PPR para outro produto semelhante que considere mais atractivo. Em relação aos resgates, estes são possíveis em qualquer momento, desde que se pague a respectiva comissão de resgate do PPR. Ainda assim, há que ter em conta que, caso tenha tirado partido dos benefícios fiscais dos PPR e decida resgatar o investimento nestes produtos antes da idade da reforma, terá que devolver o valor dos benefícios.

fonte:jornaldenegocios

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25
Nov 10

Portugueses aplicam mil milhões em poupança nos CTT

Muitos vêem aqui uma alternativa aos produtos de maior risco e aos balcões dos bancos

 

Os portugueses aplicaram 755,3 milhões de euros em produtos de poupança disponíveis nos balcões dos CTT até Setembro, mais 217 milhões que no mesmo período do ano passado. Até ao final de 2011, os Correios esperam colocar mais e atingir os mil milhões de euros, o que representará uma subida de 30% face a 2009.

«A estimativa de crescimento é sustentada pelo aumento da procura pelas famílias, sentido nos balcões dos Correios em todo o País», explicam os CTT em comunicado, acrescentando que «actualmente, cerca de 700 mil portugueses são titulares de produtos financeiros vendidos nos CTT, entre Títulos da Dívida Pública ¿ Certificados do Tesouro e Certificados de Aforro; Seguros de Capitalização e PPR (Planos Poupança Reforma)».

Quem investe em quê?

Os serviços financeiros dos CTT, «dirigidos aos cidadãos de rendimento médio com capacidade de poupar, são um dos estímulos à poupança pelas famílias mais antigos do País», desde a criação da Caixa Postal, em Maio de 1911. As soluções financeiras disponíveis nos Correios «respondem às diferentes necessidades dos clientes que procuram rentabilizar as suas poupanças». 

A oferta compreende «prazos de investimento e aplicações seguras, com taxas de rendibilidade muito atractivas, que comparam favoravelmente com a demais oferta disponível no mercado financeiro e bancário», alegam os CTT.

Mais de 11 milhões aplicados no Dia da Poupança

A reflectir a tendência para o aumento do investimento em produtos de poupança dos CTT, no passado dia 2 de Novembro (que assinalou o Dia Mundial da Poupança ¿ 31 de Outubro) foram vendidos nos Correios 11,1 milhões de euros em novos títulos.

O valor atingido representa um novo recorde na colocação deste tipo de produtos, que se escoaram em menos de 15 minutos das lojas dos CTT. Ao longo do dia foram subscritas 852 apólices de seguro e adquiridos 11,12 milhões de euros nos produtos Especial Dia da Poupança, entre 360 apólices no valor de 6,45 milhões de euros do Postal Dia da Poupança e 492 apólices no valor de 4,6 milhões de euros do Postal Platina IV.

fonte:agenciafinanceira

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25
Nov 10

Depósitos têm impostos mais elevados do que os ganhos em bolsa

A taxa sobre as mais-valias bolsistas fica nos 20%, enquanto os depósitos a prazo têm uma tributação de 21,5%

 

O Governo não vai actualizar as taxas para quem tenha ganhos em bolsa, mas pretende agravar o IRS sobre os depósitos bancários. 

A taxa sobre as mais-valias ficou assim nos 20%, ao passo que os depósitos a prazo serão actualizados para uma taxa de 21,5% no IRS.

A situação foi denunciada pelo deputado do PCP Honório Novo, que ontem criticou o Governo por, juntamente com PSD e CDS-PP, ter votado pela não actualização das taxas sobre os ganhos bolsistas, no Parlamento, durante o debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2011. 

Honório Novo exigia que a taxação das mais-valias fosse igual à aplicada sobre juros e dividendos, que foram agravadas na sequência do aumento em 1,5 ponto das taxas de IRS a partir do 4º escalão.

A proposta acabou por se rejeitada no Parlamento. Esta quinta-feira, PS responsabilizou o PSD por esta decisão. Enquanto que, à esquerda, as críticas foram em coro, como o deputado comunista Honório Novo a acusar o PS de andar «à trela» dos sociais-democratas.

fonte:agenciafinanceira

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