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Out 10
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Out 10

Vem aí ano de poupança. Por onde começar?

Sabemos que o próximo ano vai roubar mais dinheiro aos bolsos dos portugueses. Precisamos todos de fazer contas à vida, mas sem descurar o futuro. E é a pensar nisso que poupar ainda é o melhor remédio. 

A propósito do Dia Mundial da Poupança, que se assinala já este domingo, 31 de Outubro, lembramos alguns dados estatísticos e damos-lhe algumas sugestões para fazer engordar o mealheiro, com a ajuda da Deco Proteste. 

Em primeiro lugar, saiba que os portugueses preferem canalizar as suas poupanças sobretudo para depósitos e para os chamados PPR (Planos Poupança Reforma) - cujo montante total de investimentos já ultrapassou os 15 mil milhões de euros e, só no ano passado, as aplicações superaram os 3 mil milhões. Só que os primeiros rendem cada vez menos e os segundos estão em risco de perder adeptos, se os limites aos benefícios fiscais propostos pelo Governo na apresentação do Orçamento do Estado para 2011 forem avante. 

taxa de poupança em Portugal passou de 6,4% em 2008 para 8,8% no ano passado e este ano está já perto dos 11%, mesmo apesar de, há dois anos a esta parte e com o espoletar da crise, os incentivos à poupança terem emagrecido. 

A crise trouxe consigo um aperto no crédito e mais desemprego, com a consequente falta de confiança das famílias e menor consumo. As taxas de juro a curto prazo dispararam e os bancos centrais viram-se obrigados a intervir, mas continuam mesmo assim as restrições na concessão de crédito. 

Portugal conhece de perto este cenário. Se primeiro os Governos optaram por apostar em obras públicas, em mais apoios sociais e na nacionalização de várias entidades para evitar o descalabro, a verdade é que, com isso, acabaram por não travar o aumento dos défices e das dívidas públicas. 

É neste contexto de um aperto do cinto sem precedentes que os portugueses têm de encontrar, mesmo assim, formar de poupar algum dinheiro. Em pleno período de crise e incerteza, a Deco Proteste ajuda-nos a fazer um pé-de-meia mais seguro e vantajoso.

fonte:agenciafinanceira

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30
Out 10
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Out 10

Poupar a pensar na reforma: que caminho escolher?

Se a sua ideia é poupar já para o período da reforma, a Deco diz que «há duas aplicações que, este ano, ainda proporcionam benefício fiscal». São elas os Planos Poupança Reforma e osCertificados de Reforma. Este ano, porque para o próximo a coisa pode complicar-se com os limites aos benefícios fiscais propostos pelo Governo. Se vierem mesmo a constar no Orçamento do Estado para o próximo ano, rapidamente perderão o interesse. 

Para já, os PPR deixam deduzir 20% das entregas anuais até ao limite de 300 a 400 euros, tendo em conta a idade do subscritor. E no caso dos Certificados de Reforma, pode ser deduzido 20% do dinheiro aplicado com o limite de 350 euros, mas sem limites de idade. 

Porém, as entregas são a uma percentagem fixa do salário (de2%, 4% ou 6%), pelo que só poderá atingir o limite máximo do benefício fiscal se ganhar mais do que «3.645 euros (de descontar 4%) ou mais do que 7.292 euros (caso desconte 2%) e descontar durante os 12 meses». 

A Deco Proteste explica ainda que os CR podem ser complementares aos PPR, já que os benefícios fiscais são acumulados: as deduções anuais à colecta de IRS vão até aos 750 euros - se juntarmos o máximo de 400 euros permitido nos PPR e de 350 nos CR. O grande senão é a impossibilidade de levantar o dinheiro antecipadamente.

fonte:agenciafinanceira

publicado por adm às 00:04 | comentar | favorito
20
Out 10
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Out 10

Novos fundos garantem juros superiores em depósitos

Os investidores estão a juntar-se em fundos de investimento para aplicar o dinheiro em depósitos a prazo mais generosos. A força desta união alcança taxas que chegam aos 2,65 por cento. Porém, uma grande parte do rendimento fica pelo caminho.

 

A popularidade dos tradicionais fundos de tesouraria e do mercado monetário está em queda. A baixa rendibilidade imposta pelo cenário nas obrigações de curto prazo e pelas taxas de juro de mercado está a afastar os investidores para soluções mais seguras e proveitosas. Nos primeiros 9 meses de 2010, o volume sob gestão desses fundos caiu 41,20 por cento, ficando em 1,9 mil milhões de euros, mostram as estatísticas da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios. Há 5 anos, os fundos de tesouraria e do mercado monetário, usados normalmente em aforros de curto prazo, valiam 8,6 mil milhões de euros. O BPI Liquidez, o maior fundo de tesouraria nacional, é um exemplo da fuga dos investidores: depois de ter ultrapassado 950 milhões de euros em Novembro de 2009, tem agora pouco mais de 380 milhões de euros.

Uma das principais alternativas aos fundos de tesouraria e do mercado monetário são os depósitos a prazo. Contudo, a generosidade das taxas oferecidas pelos bancos aos aforradores individuais é limitada. Quem for à Caixa Geral de Depósitos não consegue uma taxa anual superior a 0,8 por cento num depósito tradicional, mesmo que tenha mais de 50 mil euros, indica o Folheto de Taxas de Juro do banco estatal. Todavia, se fizer o "depósito" através do fundo Caixa Fundo Monetário, as taxas de juro anuais chegam aos 2,65 por cento.

O Caixa Fundo Monetário é um dos recentes fundos especiais de investimento que apostam exclusiva ou quase exclusivamente em depósitos da instituição que comercializa o produto de poupança. Muito do dinheiro que está a abandonar os fundos tradicionais de tesouraria e do mercado monetário está a ser canalizados para estes organismos de investimento colectivo. No início de Outubro, os sete fundos especiais de investimento de depósitos valiam 464 milhões de euros. Cinco sextos desse valor estão estacionados no Caixa Fundo Monetário, um veículo que tinha 14 337 participantes no início do segundo semestre. 

Especiais porquê?
Os responsáveis pelo Montepio Monetário Plus, o segundo maior fundo deste género, explicam a razão porque estes produtos necessitam de assumir a estrutura de fundo especial de investimento: "No caso especifico do Montepio Monetário Plus, pretendeu-se diversificar o leque da oferta de fundos do Grupo Montepio, permitindo oferecer um fundo com perfil de baixo risco, investido maioritariamente em instrumentos líquidos e de curto prazo, sem incorrer necessariamente na exposição a instituições financeiras fora do Grupo Montepio; dito de outra forma o Montepio Monetário Plus não está, por exemplo, sujeito à limitação de exposição a uma só entidade."

O Regime Jurídico dos Organismos de Investimento Colectivo não permite que os fundos tradicionais invistam mais de 20 por cento da carteira em "valores mobiliários, instrumentos do mercado monetário, depósitos e exposição a instrumentos financeiros derivados fora de mercado regulamentado junto da mesma entidade". Assumindo a forma de fundo especial de investimento, os gestores podem concentrar a carteira em apenas alguns depósitos do mesmo banco. Aliás, no caso do Montepio Monetário Plus, o dinheiro dos participantes estava, no início deste mês de Outubro, num único depósito à ordem a capitalizar à taxa de 1,62 por cento.

Embora os depósitos constituídos pelos fundos especiais de investimento sejam lucrativos face às taxas actuais de mercado, esse ganho não é todo transferido para os aforradores. Além da tributação dos rendimentos, que é efectuada exactamente como se o fundo fosse um particular, é preciso descontar aos juros recebidos pelos fundos as comissões de gestão e de depósito. Assim, é natural que a rendibilidade destes produtos seja bastante mais baixa. No último ano, o ganho líquido destes fundos balanceou entre os 0,57 por cento do Montepio Monetário Plus e os 1,28 por cento do Millennium Extra Tesouraria, o primeiro organismo do género a ser lançado, em Abril de 2007.

Cuidado com as comissões
Os produtos do Millennium bcp são claramente os mais lucrativos do grupo. Porém, os mais antigos já não são atraentes, porque, passado um período inicial, surge uma comissão de subscrição de 2 por cento. Assim, o ganho de 1,28 por cento do Millennium Extra Tesouraria ao longo do último ano teria sido na verdade uma perda de 0,75 por cento. "Por um lado não queremos fechar, em definitivo, a porta aos participantes que no início não tiveram a oportunidade de subscrever; por outro, pretendemos que as novas subscrições não condicionem a nossa proposta e possam, eventualmente, influenciar de forma negativa o objectivo de rendibilidade para os primeiros meses", explicam os responsáveis do banco.

Apenas durante o período inicial é que pode ser vantajoso investir nos fundos especiais de investimento em depósitos do Millennium bcp. Actualmente, isso acontece com o Millennium Extra Tesouraria III: o fundo pretende ganhar uma taxa anual líquida de 1,75 por cento nos primeiros 6 meses e só a partir de 2011 é que se inicia a cobrança de uma comissão de subscrição de 2 por cento. Os anteriores 3 fundos do género do Millennium bcp sempre conseguiram alcançar os objectivos propostos para os primeiros meses.






Pense duas vezes antes de subscrever

A comissão de subscrição de dois por cento dos fundos do Millennium bcp eliminam completamente as rendibilidades. Além disso, são alvo de comissões de resgate se o prazo do aforro for inferior a 365 dias (120 dias no caso do Millennium Monetário Semestral). O Caixa Fundo Monetário pode ter uma comissão de resgate se o prazo for inferior a sete dias.








Tesouraria continua volátil

O desempenho dos fundos de tesouraria e do mercado monetário é muito díspar:as rendibilidades anuais vão de 0,11 por cento negativos a 3,64 por cento.

Os fundos especiais de investimento de depósitos, que procuram transferir elevadas taxas de juro de depósitos para os aforradores através de economias de escala, podem não ser interessantes face à oferta de fundos tradicionais de tesouraria e do mercado monetário. Enquanto, em média, os fundos especiais de investimento renderam 0,88 por cento nos últimos 12 meses, os fundos de tesouraria e do mercado monetário lucraram 1,03 por cento. No entanto são mais voláteis.

A rendibilidade dos produtos das classes de tesouraria e do mercado monetário, que investem maioritariamente em valores mobiliários, instrumentos do mercado monetário e depósitos bancários que se vencem num prazo máximo de 1 ano, ficou entre -0,11 por cento e 3,64 por cento nos últimos 12 meses. A melhor marca foi do Millennium Disponível, comercializado em ActivoBank e pelo Millennium bcp. Os gestores do Popular Tesouraria, o pior do grupo, não justificaram a perda de 1 por cento no segundo trimestre de 2010 no relatório semestral do fundo. No entanto, os gestores do Barclays Premier Tesouraria, o segundo pior fundo, explicam que "o baixo nível das taxas de juro, o alargamento dos prémios de risco generalizado durante a primeira metade do ano e a exposição a dívida de empresas portuguesas, fortemente penalizadas pelo contágio da crise grega aos restantes países do sul da Europa, foram os principais responsáveis pela performance negativa nos primeiros seis meses do ano". No primeiro semestre de 2010, o Barclays Premier Tesouraria desvalorizou 0,71 por cento.





Ganhos médios de 1%

Dois fundos de tesouraria, do Barclays e do Banco Popular, perderam dinheiro no último ano.


fonte:jornaldenegocios

publicado por adm às 23:37 | comentar | favorito
13
Out 10
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Out 10

Os melhores destinos para o seu dinheiro

Movimentar uma conta corrente pela Internet pode custar mais 30% que no último ano.

Em terra de navegadores, não há tempestade que não dê em bonança. Se movimentar uma conta à ordem pela Internet é hoje bastante mais caro do que no passado, solte as amarras. A nossa investigação junto de 18 bancos indica os melhores destinos para o seu dinheiro.

 

Navegar por menos 180 euros
As contas à ordem podem ser simples (correntes) ou ter associado um crédito automático, caso esteja disposto a domiciliar o salário ou a pensão no banco (contas-ordenado). À semelhança dos últimos anos, a Deco calculou os custos de manutenção de ambas para três canais e três perfis de utilizador. A conclusão surpreende pela negativa: no perfil básico (conta corrente), os custos do serviço de ‘netbanking' aumentaram 18 euros em média, ou seja, quase 30% face a 2009. Se é verdade que o aparecimento da banca on-line foi útil para os consumidores, convém não esquecer que poupam muito tempo, recursos e dinheiro aos principais beneficiados: os bancos.

Apesar deste aumento, a Internet continua a ser o meio de movimentação mais económico e o mais cómodo, se comparado com o telefone e o balcão: pode pedir cheques, fazer transferências e dar ordens de bolsa a partir do computador de casa ou do trabalho por cerca de metade do que pagaria ao balcão, ou até menos. Nas "escolhas acertadas", economiza ainda mais. Veja-se o caso do ActivoBank, um dos bancos mais baratos para o perfil ordens de bolsa: se movimentar a conta pela net, gasta cerca de 178 euros a menos por ano do que na média dos bancos ao balcão. Se receia pela segurança dos seus dados ou o serviço de ‘netbanking' não tem as operações que lhe interessam, opte pelo multibanco. É prático e tão ou mais barato do que os outros canais. Não paga pelas transferências interbancárias nacionais com número de identificação (NIB) e, nalguns casos, os cheques também são gratuitos.

 

Zarpar para uma conta-ordenado
Caso ainda não tenha domiciliado o salário no banco, está na altura de passar à acção. Ao contrário das correntes, as contas-ordenado têm agora menos custos do que em 2009. Pela net, as despesas caíram em média cerca de 5%, e quase 1% pelo telefone. O balcão foi o único canal com tendência inversa (mais 6%). Por isso, evite as deslocações. Além disso, são globalmente mais baratas. Primeiro, nenhuma tem encargos de manutenção. Nas correntes, apenas quatro bancos isentam os clientes deste encargo. Outros não o fazem ou só isentam se tiver um saldo médio elevado, for titular de uma conta jovem, de produtos de crédito ou de poupança. Depois, algumas contas-ordenado isentam os titulares de uma ou mais anuidades do cartão de débito ou crédito (o ActivoBank, Banco Best, Finibanco e Montepio isentam sempre, em ambas as contas). Outras oferecem a caderneta de cheques independentemente do canal de requisição (BBVA) ou reduzem o preço se fizer o pedido num caixa automático.

Por fim, algumas também não cobram as transferências interbancárias (entre bancos diferentes) com NIB, se realizadas pela Net ou por telefone. Tudo somado, as contas-ordenado permitem poupar, em média, 55 a 60 euros por ano face às correntes (entre 44% e 77%), em função do canal que usar com mais frequência: balcão ou net. A maioria daqueles depósitos compensa mesmo que use o crédito automático. É no Barclays que acusa a maior diferença de custos entre uma conta corrente e ordenado: 250 euros por ano.

Se ainda está ancorado à conta corrente, pergunte no balcão do banco como mudar. Regra geral, basta pedir a requalificação, preencher um impresso e apresentar os últimos recibos de vencimento e/ou uma declaração da entidade patronal com o vencimento mensal. Os bancos não cobram pela alteração. Em princípio, só lhe exigirão um ordenado igual ou superior a 500 euros, mas pode encontrar quem fixe valores mais baixos. O BBVA, por exemplo, não impõe um montante mínimo. A remuneração das contas não entrou no cálculo dos custos, já que o objectivo é gerir os gastos correntes e não organizar uma poupança.

 

Pacote nem sempre compensa
Em algumas situações, pode ser mais vantajoso optar por uma conta em forma de pacote do que por uma conta-ordenado. As primeiras permitem aceder a um conjunto de produtos e serviços, como transferências interbancárias e pagamentos com cartão, mediante o pagamento de uma comissão mensal única. Ou seja, o consumidor paga um valor fixo por mês, em vez do custo unitário dos cheques, transferências, movimentos com cartões, etc. Em função do pacote, as contas podem conceder descontos nos seguros ou nas comissões dos créditos, bonificações na taxa de juro, etc.

Ainda que estes produtos sejam publicitados como vantajosos, só compensam se o consumidor utilizar todos os serviços que os compõem. Por exemplo, se vai contratar um crédito à habitação, é provável que tenha interesse na redução das despesas de dossiê para metade. Mas será que também lhe interessa contratar e pagar um seguro de responsabilidade civil familiar? A Deco calculou os custos para os três cenários usados no artigo. No caso das contas Extra Ordenado (Banco Popular) e Ordenado Serviço Total (Santander Totta), que exigem a domiciliação do salário, apenas foram avaliados os preços para o perfil da conta-ordenado.

Resultado: dentro de cada banco, pode haver situações em que compense optar pela conta pacote em vez das contas correntes ou ordenado. É o caso da Conta BES 100%, mais barata do que qualquer depósito do Banco Espírito Santo. Permite poupar cerca de 45 euros por ano no perfil básico por telefone, ou mesmo 80 euros no perfil das ordens de bolsa, também por telefone. Mas comparados com o panorama geral das contas à ordem, os pacotes têm preços mais elevados do que as "escolhas acertadas". No entanto, para quem não pretende usar um banco on-line, a conta BPN Mais pode ser uma alternativa interessante ao ActivoBank, no cenário das ordens de bolsa por telefone: custa 107,70 anuais.

 

Crédito só para SOS
As taxas de juro do crédito-ordenado são menos elevadas do que noutras soluções de crédito (em média, paga 16,9%), mas convém evitar o recurso sistemático ao saldo-descoberto: ao fazê-lo estará quase sempre a pagar juros e, logo que o salário seja depositado, é subtraída a dívida. Se prevê adiar com frequência o pagamento das despesas mensais, prefira o cartão de crédito. Tem um período gratuito de 20 a 50 dias, que lhe permite devolver o dinheiro na totalidade, sem pagar juros.

 

Escolha acertada
A Deco calculou o custo de utilização das contas correntes, ordenado e pacote para três perfis e três canais: Net, telefone e balcão. Quando a instituição não permite realizar uma operação pela net, regra geral, o canal que exige menos custos, foi considerado o preço do serviço no canal alternativo mais barato: telefone ou balcão. Como pode verificar no quadro ao lado, o ActivoBank é escolha acertada para a maioria dos perfis e dos canais. Se tiver dificuldade em contactá-lo, por operar só on-line, o Banco Português de Negócios também é uma alternativa para o perfil básico, nos três canais. Cobra 27,80 euros (telefone e net) e 50,16 euros (balcão). O BBVA é uma opção para o perfil da conta-ordenado sem crédito, pela Net ( sete euros anuais).


Como usar o quadro

Condições: Foram considerados os produtos mais baratos em cada banco (cartões de débito, por exemplo). Quando o canal escolhido é o telefone, seleccionámos o atendimento automático, quando possível.

Cartões : Alguns cartões de crédito estão isentos para transacções acima de 1.200 euros (Best Classic, Millennium bcp, e Santander Totta Light), 1. 500 (Barclays Classic), 3.000 (Best Gold e Caixa Classic) ou 9.000 euros (Caixa Gold). O banco BPI oferece a anuidade se a média mensal da dívida superar 150 euros (Classic) ou 450 euros (Gold). Este último é gratuito se o património financeiro for igual ou superior a 100 mil euros. A Caixa Geral de Depósitos devolve a primeira anuidade se usar o Classic nos primeiros 45 dias. Deutsche Bank: cartões isentos se usar anualmente o limite de crédito.

Cheques: Custo unitário para caderneta de 20 cheques cruzados e não à ordem. Inclui 0,05 euros de imposto de selo. Caixa Galicia só tem cheques não cruzados.

Transferências: Preço pela net da Caixa Geral de Depósitos não incluído no cálculo dos custos. Apesar de constar do preçário, este banco não tem cobrado.

Manutenção: Despesas variam com o saldo médio da conta ou com os produtos contratados.

TAEG: Taxa que reflecte o custo real do crédito automático associado às contas-ordenado. Cálculos para 1.500 euros a três meses.

fonte:economico

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11
Out 10
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Out 10

PPR cobram até 53 vezes mais em comissões

Os planos de poupança-reforma (PPR) praticam comissões de subscrição, em média, 13 vezes superiores às de aplicações idênticas, como os fundos mistos defensivos, denuncia a Proteste Poupança, que analisou 76 produtos.

O estudo revela «diferenças de preços significativas». Com uma polí¬tica de investimentos semelhante, os fundos de investimento mistos cobram uma média de 0,1% por entrega. Já os seguros PPR com capital garantido atingem 1,3%, ou seja, 13 vezes mais. 

«O Prévoir PPR, que não aceitou participar no estudo, exige uma comissão máxima de 5,26%: cerca de 53 vezes mais», aponta o estudo.

«As comissões de gestão também são elevadas», sendo que os fundos PPR com maior componente de acções revelam-se mais caros: os neutros prati¬cam uma média de 1,7% e os agressivos de 2%, números mais dilatados do que os 1,2% dos fundos mistos defensivos.

Outro ponto criticado é a falta de segurança. «Há cada vez mais seguros PPR que não garantem o capital. E, em caso de fraude ou falência da se¬guradora, o sistema de protecção pode ser insuficiente para indemnizar o consumidor», denuncia.

«Além de reservas técnicas, deveria existir um mecanismo compensatório independente da seguradora». Já em Novembro de 2009, a proteste Poupança comunicou estas reivindicações ao Ministério das Finanças, ao Instituto de Seguros de Portugal e à Comissão do Mer¬cado de Valores Mobiliários.

«Bancos e seguradoras têm alimen¬tado os cofres à conta dos benefícios fiscais», pode ler-se no artigo. 

Em 2009, os portugueses depositaram 3,3 mil milhões de euros em PPR. «Num só ano, as segu¬radoras encaixaram 37 milhões de euros mais do que as sociedades gestoras de fundos mistos», revelam as contas da revista.

fonte:agenciafinanceira

publicado por adm às 21:39 | comentar | favorito
04
Out 10
04
Out 10

PPR e certificados de reforma: menos benefícios no IRS

Em comum, as duas aplicações têm só o benefício fiscal “à entrada”. Mas este pode acabar para alguns titulares.

 

Em 2006, o Governo reintroduziu os benefícios fiscais nas entregas para planos de poupança-reforma (PPR). Dois anos depois, criou os certificados de reforma, mais conhecidos como PPR públicos.

 

Rendimento limitado
O Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) vai limitar as deduções à colecta segundo o escalão de IRS dos contribuintes. Se esta medida entrar em vigor já na declaração a entregar em 2011, ou seja, sobre os rendimentos auferidos em 2010, o benefício fiscal que obteria com os PPR e certificados de reforma pode não ser aproveitado.

Corre este risco quem tenha rendimentos elevados ou outras despesas dedutíveis: por exemplo, de saúde, habitação, imóveis e educação. Como os tectos ainda não foram divulgados pelo Governo, é impossível saber se compensa fazer entregas para este tipo de aplicações.

Mesmo sem benefício, mantenha a aplicação até ao fim. Se resgatar o dinheiro investido fora das condições previstas na lei, tem de devolver os benefícios fiscais usufruídos acrescidos de uma penalização de 10% por cada ano decorrido.

 

Opte pelo reembolso total
Se já completou 5 anos de aplicação e 60 de idade, pode recuperar o capital investido nos PPR. No entanto, como a taxa de tributação aplicada a este produto também aumentou de 8% para 8,6%, quando pedir o reembolso, o rendimento relativo às entregas após 1 de Janeiro de 2006 vai ser menor. Mesmo assim, é mais vantajoso optar pelo reembolso total do que pela renda vitalícia.

Supondo que durante 5 anos investia 25 mil euros no seu PPR, no final do período, o rendimento seria de 35 mil euros. Ao optar pelo reembolso total, a retenção incide apenas sobre o ganho, ou seja, 10 mil euros (€ 35 000 – € 25 000). Como a retenção é de € 860 (€ 10 000 × 8,6%), recebe 34 140 euros.

Se optar pela renda vitalícia, engloba as rendas aos restantes rendimentos e paga imposto sobre o total do rendimento colectável, o que é menos vantajoso, tanto em termos financeiros como fiscais.

fonte:deco.proteste

publicado por adm às 22:25 | comentar | favorito
03
Out 10
03
Out 10

Vale a pena investir num PPR?

Abre hoje a "época de caça" ao PPR em que os bancos tentam convencer os seus clientes das vantagens de investir num plano de poupança reforma. Mas para o cliente valerá a pena?

 

Odia 1 de Outubro marca o início do período em que os bancos desenvolvem campanhas comerciais, mais ou menos agressivas, para persuadir os seus clientes a subscreverem planos de poupança reforma, naquilo que humoristicamente poderá designar-se como "época de caça" ao PPR.

Neste período, os bancos utilizam como principal argumento comercial os benefícios fiscais, que garantem que 20% do investimento (ver quadro) será recuperado, através da poupança de impostos. Este é um argumento quase irresistível, pois para além do factor racional, existe também o factor emocional de conseguir pagar menos impostos de uma forma legal.

No entanto, as pessoas não se consciencializam de que, para ter direito a estes benefícios fiscais, não poderão dispor livremente do dinheiro até aos 60 anos e, num investimento de 20 anos, o benefício fiscal representa apenas um ganho anual de 1%.

Para os bancos e seguradoras este é o produto ideal, pois paga tipicamente uma comissão de gestão anual de 2% ao longo da vida do produto, e em muitos casos ainda existem comissões de subscrição e resgate que podem representar 2% ou 3%.

Ou seja, para ganhar o benefício fiscal é necessário suportar comissões extremamente elevadas que mais do que anulam o benefício fiscal.

Isto é visível através dos dados da APFIPP de 24 de Setembro que revela que a rendibilidade média anualizada dos Fundos PPR nos últimos 5 anos é de 1,1%. A rendibilidade média dos fundos PPR nem cobriu a inflação, que nesse mesmo período foi de 1,7% em termos anualizados.

Outro dos argumentos comerciais utilizado para persuadir os clientes a investirem em PPR é o de que quando chegarem à idade de reforma o valor que irão receber será insuficiente para manter o nível de vida.

De facto, devido ao aumento da esperança de vida, ao elevado endividamento do Estado e à carga fiscal insustentável, é bastante provável que alguém que se reforme daqui a 10 ou 20 anos sofra um corte brutal no seu rendimento. Será mesmo prudente esperar que o valor da pensão possa ser entre 50% e 70% do último ordenado.

Assim, pode dizer-se que os PPR apenas são interessantes pela disciplina de poupança a que obrigam. Neste caso deve optar-se por um bom PPR e não pelo PPR que é proposto pelo gestor do banco onde se tem conta. Deve optar-se claramente por um PPR que invista fortemente em acções, pois num horizonte de investimento tão longo as acções são claramente o melhor investimento e escolher um PPR que tenha tido um bom desempenho no passado.

Os únicos PPR que se destacam no panorama nacional são o PPR Capital Reforma Acções da Optimize com uma rendibilidade anualizada nos últimos 2 anos de 9,2%, o BPI Reforma Acções PPR com uma rendibilidade anualizada nos últimos 5 anos de 6,25% e o ESAF PPR Vintage com uma rendibilidade anualizada nos últimos 5 anos de 4,31%.

Assim, só vale a pena investir num PPR se ele for bom, caso contrário mais vale investir em certificados do Tesouro, que pagam 6,10% por ano, desde que mantidos durante 10 anos.

fonte:dn.sapo

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