Depósitos arrasam os certificados de aforro

As taxas de juros nos depósitos a prazo têm vindo a subir, embora lentamente. As melhores ofertas acabam por ser oferecidas nos serviços bancários online e para novos depósitos, o que obriga aos detentores de poupança a estarem atentos às ofertas do mercado.

 

Esta postura contrasta com o forte imobilismo de muitos clientes, que trabalham apenas com uma instituição bancária e raramente comparam a oferta de outros bancos ou outros canais.

Para depósitos a 12 meses, e de acordo com um levantamento recente da Deco Proteste, é possível encontrar taxas líquidas entre 2,7 por cento no Banco Popular e 2,2 por cento no Banif, no primeiro caso para montantes mínimos de 330 euros e no segundo de 500 euros. A taxa média líquida dos depósitos a 12 meses atinge 1,2 por cento, uma rentabilidade negativa face aos 1,8 por cento de inflação esperada para o próximo ano. 

Nos canais bancários online, as taxas são um pouco mais atractivas, com destaque para os 3,1 por cento, para investimento mínimo de três mil euros, no ActivoBank (do grupo Millennium bcp). Um investimento de cinco mil euros, rende, a um ano, 155 euros líquidos.

Depois de anos de concorrência feroz, os certificados de aforro (CA) deixaram de ter qualquer atractividade. Segundo o economista António Ribeiro, da Deco Proteste, nem servem para a função de mealheiro, dado que há uma vasta oferta de depósitos bancários no mercado, com subscrições e reforços de montantes muito reduzidos e com taxas de juro mais altas. Neste momento, os CA da série C, a única que está activa, paga uma taxa de juro líquida de 0,9 por cento. Por isso, o valor das subscrições líquidas deste produto é negativo. Ou seja, o montante dos resgates é superior ao das novas subscrições. Dada a falta de rentabilidade, a Deco defende o levantamento dos CA da série C, criada pelo Governo em Janeiro de 2008, e a aplicação dos respectivos montantes nos novos certificados do tesouro, desde que a perspectiva da aplicação seja feita pelo prazo mínimo de cinco anos.

fonte:economia.publico

publicado por adm às 23:41 | comentar | favorito