Subsídio de Natal - Como o fazer crescer

Com os preços mais altos e os salários mais baixos, 2011 será um ano difícil para a maioria dos portugueses. O subsídio de Natal pode servir para criar uma almofada contra eventuais adversidades. Conheças as melhores formas de fazer render este segundo ordenado

 

 

Na semana em que muitos portugueses recebem o subsídio de Natal, nada mais oportuno do que começar a pensar na melhor solução para colocar este dinheiro "extra" a render. O próximo ano trará consigo extremas dificuldades, por isso, afigura-se como uma estratégia prudente resistir à tentação de gastar a totalidade do subsídio em prendas ou despesas natalícias. Há várias formas para aplicar este ordenado "extra". Como tal, avalie aquela que melhor se adequa às suas necessidades e objectivos de poupança. 

No próximo ano, os portugueses verão o seu poder de compra diminuir. Os preços de muitos bens e serviços aumentarão devido à subida do IVA e o salário líquido vai encolher. Partindo destas dificuldades, esta será uma boa altura para direccionar parte do seu subsídio de Natal para activos que lhe permitam obter algum rendimento. 

"O importante é poupar e investir estas poupanças, de forma a salvaguardar o nível de vida futuro, fazer face à inflação, corresponder a necessidades de consumo futuros e poder aumentar a rendibilidade esperada face à continuação esperada de um cenário de taxas de juro baixas", explica Diogo Serras Lopes, director de investimentos do Banco Best. 

Como sempre, deverá ter em conta as suas disponibilidades financeiras. Diogo Serras Lopes lembra que a aplicação do subsídio estará depende do montante em questão. "De facto, existem produtos que implicam um investimento inicial que é superior à maioria dos subsídios de Natal", explica o especialista. Nesse caso, o aforrador poderá reforçar alguma aplicação já existente. Caso opte pela subscrição de um novo instrumento, antes de escolhê-lo, deverá avaliar o seu perfil de investimento, nomeadamente, a tolerância ao ao risco, necessidades de liquidez e horizonte temporal, entre outros factores. 

Para constituir uma poupança a curto prazo e com baixo risco, os depósitos a prazo assumem-se como opção. Esta aposta ganha mais relevância numa altura em que a sua remuneração tem vindo a aumentar, depois dos mínimos fixados ainda este ano. Segundo os últimos dados publicados pelo Banco de Portugal, a taxa de juro dos depósitos de particulares aumentou, em Setembro, pelo quarto mês consecutivo e aproximou-se dos 2%. O juro médio subiu dos 1,46% de Agosto para 1,91% , o valor mais alto desde Maio de 2009. 

Negócios recolheu as taxas de juro praticadas por 15 bancos para poder simular uma remuneração líquida decorrente de uma aplicação num depósito a um ano. Partindo de um subsídio de Natal de 1.500 euros, relativo a um agregado familiar, um investidor pode conseguir um retorno líquido que pode variar entre os 50 euros do depósito oferecido pelo Privat Bank e os 4,1 euros do produto da CGD. 

Para um horizonte temporal mais alargado, até cinco anos, existem outras ofertas. No caso dos depósitos tem à sua disposição alguns produtos cuja remuneração é feita com base em taxas crescentes, que aumentam ao longo da sua duração. 

O único depósito com um prazo de cinco anos, e cujo montante mínimo de investimento é igual ou inferior a 1.500 euros, é o do Santander, que poderá render 150 euros no final deste período. Outra opção são os certificados de Aforro que, de acordo com a simulação, proporcionariam um retorno de 177,9 euros, ao final de cinco anos. A opção mais rentável são os certificados do Tesouro, cujo "lucro" pode ascender a 253,2 euros, no final do mesmo prazo. 

Caso pretenda aplicações superiores a cinco anos, pode optar pelo investimento em acções, através de fundos de investimento globais. Os melhores produtos deste tipo renderam mais de 18% no último ano.


fonte:jornaldenegocios

 

publicado por adm às 23:38 | comentar | favorito