Invista num PPR e poupe no IRS

A partir do próximo ano, os benefícios fiscais dos PPR ficam reduzidos a um máximo de 100 euros, quatro vezes menos do que é possível deduzir actualmente

 

O ano de 2011 promete ser de austeridade. Ainda assim, a reforma é um assunto sério e urge começar a poupar o mais cedo possível. Os planos poupança reforma (PPR) são os produtos mais populares entre os portugueses. Com o Executivo a preparar-se para cortar para praticamente zero os benefícios fiscais no próximo ano, resta-lhe pouco mais de um mês para tirar partido das vantagens fiscais dos PPR.

As medidas de combate ao défice vão afectar os benefícios fiscais. No caso dos PPR, estes produtos ficarão despejados da sua atractividade fiscal a partir de 2011. Enquanto, actualmente, pode deduzir 20% dos valores investidos nestes produtos, com um tecto máximo de 400 euros, no próximo ano este benefício não vai além dos 100 euros. 

Por isso, os investidores que quiserem aproveitar estes benefícios terão que se despachar e subscrever um PPR até ao final de Dezembro. Caso tenha menos de 35 anos, para obter o benefício máximo com estes produtos, terá que aplicar pelo menos 2.000 euros. Se investir um valor inferior poderá reduzir 20% do investimento na factura do IRS. 

Embora os portugueses tenham vindo a aumentar o seu esforço de poupança nos últimos anos, nem sempre o investimento é pensado num espaço temporal alargado. Ou seja, tal como explicou a direcção de Marketing do ActivoBank ao Negócios, apenas 20% dos portugueses que poupam, o fazem numa perspectiva de médio e longo prazo. A grande maioria dos aforradores nacionais aplica as suas economias em depósitos a prazo ou certificados de aforro, devido ao baixo risco associado a estes produtos. Uma estratégia que poderá revelar-se menos atractiva.

"Quanto mais longe estivermos do momento da reforma maior risco podemos assumir e com o aproximar dessa data poderemos começar a trocar activos de maior risco por activos de menor risco, reduzindo o eventual impacto que grandes alterações de curto prazo no mercado possam ter na carteira de investimentos", explica o ActivoBank. Ou seja, o investimento deverá ser adequado face ao período que falta para atingir a idade da reforma. 

As alternativas de investimento aos PPR
Sempre que se fala em poupar para a reforma, a primeira coisa que vem à cabeça são os PPR. Contudo, há outras alternativas para fazer o seu "pé de meia" para quando se aposentar. Fundos de investimento, seguros "unit-linked" ou o investimento directo no mercado de acções e obrigações são algumas das opções. 

"Os fundos de investimento são uma das melhores opções para quem não tem muito tempo para acompanhar o mercado", destaca o ActivoBank. Os fundos de ciclo de vida podem ser a solução mais adequada, uma vez que "ajustam a sua alocação financeira em função de uma data pré-definida para o reembolso do investimento: 2015, 2020, 2025, 2030, 2035 e 2040". À medida que se aproxima a data prevista de reembolso, o gestor vai diminuindo o risco da carteira. 

Também os seguros "unit-linked" são dados como alternativas aos PPR, na medida em que "compreendem um conjunto de vantagens fiscais que favorecem a optimização da gestão desse património", realça o banco BiG. Os investidores mais arrojados podem ainda investir directamente no mercado, em acções ou obrigações.


E se quiser resgatar?

Legislação veio eliminar comissões de transferência dos PPR, para facilitar a concorrência


A transferência de PPR ficou mais fácil desde Março do ano passado. Com vista a aumentar a concorrência, o Governo alterou o regime jurídico destes produtos. A nova legislação veio acabar com as transferências e limitar o custo a 0,5% nos produtos com garantia de capital. Deste modo, torna-se mais fácil transferir o seu actual PPR para outro produto semelhante que considere mais atractivo. Em relação aos resgates, estes são possíveis em qualquer momento, desde que se pague a respectiva comissão de resgate do PPR. Ainda assim, há que ter em conta que, caso tenha tirado partido dos benefícios fiscais dos PPR e decida resgatar o investimento nestes produtos antes da idade da reforma, terá que devolver o valor dos benefícios.

fonte:jornaldenegocios

publicado por adm às 23:36 | comentar | favorito