21
Jul 11

Fuga aos certificados de aforro retira 300 milhões ao Estado em Junho

No primeiro semestre, portugueses subscreveram somente 196 milhões de euros em certificados de aforro e resgataram 2.522 milhões.

 

De acordo com o boletim mensal do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), o saldo líquido deste instrumento de poupança era, em Junho, de 13.145 milhões de euros, menos 331 milhões do que em Maio.

No total, foram resgatados 360 milhões de euros, enquanto as novas subscrições foram apenas de 28 milhões. Ainda assim, a fuga aos certificados de aforro tinha sido maior nos meses anteriores.

Desde o início do ano, as subscrições deste produto de poupança foram de apenas 196 milhões, enquanto as amortizações chegaram aos 2.522 milhões, o que empurra o saldo negativo para 2,3 mil milhões de euros. 

A "fuga" a este instrumento de poupança tem sido influenciada pelos receios de que alguns países periféricos do euro, como a Grécia e Portugal, tenham de enveredar por uma reestruturação da dívida pública, algo que poderia vir a penalizar os detentores de certificados de aforro.

Quanto aos certificados do Tesouro, a situação é diferente, visto que, em Junho, o Estado conseguiu mais 24 milhões de euros com este instrumento de poupança, em termos líquidos.

Nos primeiros seis meses do ano, as subscrições de certificados do Tesouro chegaram aos 722 milhões de euros e foram resgatados apenas 169 milhões. Ou seja, o Estado obteve um saldo líquido de 553 milhões de euros com este instrumento de poupança.

fonte:http://economia.publico.pt/N

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17
Jul 11

Estado, o produto financeiro que rende mais

Os títulos de dívida pública rendem mais e têm segurança superior aos depósitos a prazo.

Com as taxas de juro a subir e a pressão para obter dinheiro, os bancos apostam na publicidade de depósitos a médio e longo prazo, com rentabilidade que parece aliciante. Contudo, a maioria dos depósitos de taxa fixa para estes prazos não permite o levantamento antecipado. Os de rendimento crescente, em geral, não prendem o consumidor ao investimento. Mas, no primeiro ano, nenhum oferece uma remuneração líquida superior à taxa de inflação prevista pelo Banco de Portugal para 2011 (3,6%), nem ao melhor depósito a 12 meses. Este é disponibilizado pelo banco BiG, que rende 3,5% ao ano e exige um investimento mínimo de 50 mil euros.

As melhores aplicações com taxa crescente apresentam uma rentabilidade líquida global muito próxima desta última. É o caso do depósito a cinco anos do Santander, com 3,8% para valores a partir de cinco mil euros. O segundo lugar pertence ao Banco Invest, que oferece 3,7%, no mesmo prazo, a montantes mínimos de dois mil euros. A três anos, o Depósito Crescente Platinum do Banif leva a melhor, com 3,8% ao ano, mas exige um mínimo de 50 mil euros.

Além de não se distanciarem muito dos melhores depósitos a prazo clássicos, estas taxas são válidas apenas no caso de não movimentar o dinheiro até ao final do período proposto. Porém, se estiver disposto a cumprir esta exigência, há produtos mais rentáveis, como os títulos da dívida pública. A rentabilidade destacada pelos bancos na publicidade aos produtos de taxa crescente, em geral, funciona como engodo e só é válida para o último (e curto) período. Avalie bem as propostas bancárias, com base nos critérios da caixa ao lado. A ficha de informação normalizada (FIN), obrigatória nestes produtos, fornece os elementos necessários. Ao contrário de há um ano, não encontrámos publicidade enganosa a estes depósitos: embora destaquem a taxa mais elevada, os bancos fornecem a restante informação. Um triunfo dos consumidores, fruto das denúncias que fizemos no passado.

Neste estudo, os especialistas da Deco incluíram depósitos, mas também existem obrigações e fundos especiais de investimento com taxa progressiva. Diferenciam-se sobretudo pelas garantias, caso o banco ou a entidade gestora não consigam honrar os seus compromissos. Nos primeiros, os investidores têm assegurado o re-embolso até 100 mil euros por titular até final deste ano, ao abrigo do fundo de garantia dos depósitos. Nos dois últimos, o sistema de indemnização garante apenas 25 mil euros.

Taxa fixa imobiliza investimento

Investir em produtos com rentabilidade fixa num período como o actual, em que se espera a subida dos juros é, à partida, má opção. A análise da Deco confirma a teoria: as melhores taxas anuais líquidas (TAEL) pertencem a depósitos a 10 anos do Banif. Consoante o montante, a instituição paga entre 4,6% e 4,8% ao ano, mas cativa o montante aplicado e inviabiliza a mudança para um concorrente mais rentável. Nos prazos mais curtos (entre dois e cinco anos anos), a rentabilidade é idêntica à dos depósitos de curto prazo, ou seja, até 1 ano. Não autorizar a mobilização antecipada é uma característica destes depósitos. Nos 24 analisados, apenas 10 permitem mexer no dinheiro, os mesmos que oferecem as taxas mais baixas: entre 0,8%, no depósito a dois anos do Crédito Agrícola, e 2,9% do Depósito Especial a três e oito anos do banco BPI.

No encalço do Tesouro

Para quem pode investir a longo prazo e pretende aplicações com risco reduzido, as Obrigações e os Certificados do Tesouro são as opções mais rentáveis. Os gráficos confrontam a rentabilidade global dos melhores depósitos com taxa crescente e fixa com a das Obrigações do Tesouro e, quando aplicável, dos Certificados do Tesouro. As obrigações vencem em todos os prazos, com taxas de 8% ou mais. Os certificados rendem 5,6% líquidos ao ano, se os mantiver durante 10 anos, e 5,3%, no caso de os resgatar ao fim de cinco a 10 anos. Caso opte pelas obrigações, não está sujeito a mínimos de investimento, mas terá de pagar uma comissão de transacção em bolsa, variável consoante a instituição.

Na altura da emissão, cada título custa um cêntimo. Para os títulos transacionados entre investidores em bolsa, ao valor nominal de cada título, terá de acrescentar os juros devidos ao vendedor. Os Certificados do Tesouro exigem a aplicação de, pelo menos, mil euros, podem ser adquiridos nos Correios e não têm custos de subscrição. São interessantes para quem pode manter o dinheiro aplicado durante, pelo menos, cinco anos e pretende aliar a liquidez à segurança de um rendimento garantido. Acompanhe a rentabilidade, locais e modo de subscrição destas e de outras aplicações financeiras no portal da associação (www.deco.proteste.pt/investe) e dê o destino mais adequado às suas poupanças.

Dívida pública com risco limitado

Na situação económica conturbada em que vivemos, o investimento na dívida pública será mesmo seguro? Esta preocupação dos consumidores é legítima e não tem uma resposta categórica. Todos os investimentos implicam risco. Os títulos de dívida pública e os depósitos estão entre os mais seguros. Porém, o Estado pode ser obrigado a reestruturar a dívida pública e a alterar o pagamento de juros e o reembolso de capital, penalizando os investidores. Esta situação é, contudo, improvável e, a suceder, arrastará toda a economia, com reflexos noutros tipos de investimento. Assim, os títulos do Tesouro continuam uma boa aposta.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

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14
Jul 11

Juros de depósitos e mais-valias deverão escapar a IRS extra

Alguns rendimentos de capitais como os juros de depósitos, ou até as mais-valias da bolsa, deverão escapar ao imposto extraordinário, cujos contornos técnicos são apresentados esta quinta-feira pelo ministro das Finanças, avança a imprensa.

Segundo o Diário Económico, em causa estão 2,3 mil milhões de euros em juros dos depósitos a prazo que, no final de Maio, totalizavam 90 mil milhões de euros e que arriscam a ficar de fora da contribuição extraordinária já anunciada pelo Governo (equivalente a 50% do subsídio de Natal, acima do salário mínimo nacional).

A excepção ao agravamento de imposto irá ao arrepio das garantias do Executivo, há duas semanas, de que a contribuição extraordinária incidiria sobre todos os rendimentos que estão sujeitos a IRS como salários, pensões e rendimentos prediais e de capital. O objectivo da medida é assegurar um encaixe adicional de 800 milhões de euros e o cumprimento da meta de redução do défice de 5,9% em 2011.

Uma das hipóteses que estava ontem em aberto era a não tributação dos rendimentos de capitais, nomeadamente 2,3 mi milhões de euros de juros de depósitos, um valor calculado pelo Diário Económico com base nos dados de depósitos a prazo do Banco de Portugal, no final de Maio, e uma taxa de juro média de 2,6%.

Proteger mercado de capitais

O Diário de Notícias também acode ao tema afirmando - no destaque de primeira página - que o imposto extraordinário «não vai, afinal, taxar rendimentos de capital». Na prática, isto significa que serão afectados apenas os rendimentos de trabalho e pensões (e rendimentos prediais). E que os dividendos, juros de aplicações financeiras e até as mais-valias, «que o ministro Vítor Gaspar chegou a admitir que poderiam ser incluídos, ficarão de fora» da medida a esclarecer hoje pelo titular das Finanças. 

Segundo afirma o rotativo, Passos Coelho tentou que todos estes rendimentos fossem abrangidos pela nova medida de austeridade - tendo sido travado pelas Finanças.

A justificação, explica o jornal, «é de ordem técnica (uma possível inconstitucionalidade), mas também de ordem financeira - nomeadamente a hipótese de fuga de capitais e fragilização adicional do sistema financeiro português, num momento já por si muito delicado». 

fonte:http://diariodigital.sapo.pt/

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12
Jul 11

Como proteger as poupanças do corte do ‘rating’

A nova condição de “lixo” da dívida portuguesa afecta a moral nacional mas não necessariamente as suas poupanças.

A palavra "lixo" entrou no léxico mediático nacional nos últimos três dias. Da conversa de café à elite dos comentários, com maior ou menor propriedade, todos dizem que o país é agora "lixo". Perante uma imagem de cheiro pouco agradável teme-se como nunca o pior. Os meus depósitos estão seguros? Os bancos vão falir? Devo retirar o meu dinheiro do país? Portugal vai entrar em bancarrota? Ser "lixo" não é sinónimo de um fado argentino.

Devo investir em fundos de obrigações?
Quase todos os fundos de obrigações têm limites à exposição a títulos classificados como ‘junk bonds', como é agora o caso da dívida soberana nacional e por acréscimo, de algumas empresas. De forma a cumprir os limites estabelecidos na política de investimento dos fundos, muitos gestores terão de fechar posições em dívida portuguesa, assumindo as perdas. Este não é o melhor momento para estar investido em fundos de obrigações, principalmente portugueses.

Posso perder o dinheiro investido em Certificados do Tesouro ou de Aforro?
Esta é uma questão que se coloca no caso de Portugal ter de vir a reestruturar a sua dívida tal como, tudo indica, acontecerá com a Grécia. Uma reestruturação da dívida significa que o Estado não paga a totalidade da dívida emitida, com perdas para os credores. Ora, quem investe em Certificados do Tesouro ou de Aforro é, na prática, credor do Estado português. Mas entre os especialistas as opiniões dividem-se: há quem considere que em caso de ‘default' todos os credores seriam de igual forma afectados, inclusive os particulares, e há quem discorde. Por diversas vezes questionado sobre esta matéria, o Ministério das Finanças é contundente: "A poupança dos portugueses em dívida pública está integralmente protegida quer no que respeita ao capital quer aos juros".

Devo retirar o meu dinheiro dos bancos portugueses?
Se o valor dos seus depósitos não ultrapassa os 100.000 euros não precisa de se preocupar. O Fundo de Garantia de Depósitos garante o seu capital. Caso tenha aplicados mais de 100.000 euros em depósitos a prazo pode sempre diluí-los por vários bancos, até ao montante máximo de 100.000 em cada um, já que o Fundo garante aplicações até este montante por titular e por conta. Da mesma forma, se tiver 200.000 euros numa conta basta que esta tenha dois titulares para que o total da aplicação esteja protegido. Estas são explicações preventivas e não significam que seja expectável a falência de um banco nacional. De lembrar que as instituições financeiras portuguesas têm uma almofada de capitalização de 12 mil milhões de euros promovida pela ‘troika'.

Devo investir em acções portuguesas?
A praça lisboeta tem sido fortemente afectada não só devido aos efeitos que os sucessivos cortes de ‘rating' têm também nas empresas, uma vez que encarece o seu financiamento no mercado, mas também devido à conjuntura económica do país.

Assim, para investir no mercado nacional há que ser selectivo: empresas pouco endividadas ou com necessidades de financiamento garantidas para os próximos anos; e com elevada diversificação geográfica, de preferência com mais de 50% das receitas a virem do exterior. Numa perspectiva de curto-prazo os analistas têm vindo a recomendar a exposição a mercados europeus não periféricos. Dada a forte desvalorização que sofreram nos últimos dois meses, os analistas consideram que existem boas oportunidades de compra na Europa. Numa perspectiva de longo-prazo a preferência continua a recair por mercados emergentes ou empresas norte-americanas não financeiras.

Os juros dos depósitos a prazo vão subir?
Tudo indica que sim. Nos últimos 12 meses a taxa média dos depósitos subiu de 1,36% para 3,33% devido à necessidade dos bancos em captar recursos de clientes de forma a diversificar as fontes de financiamento. O novo corte de ‘rating' vem reforçar a necessidade dos bancos em captar depósitos de clientes, subindo a taxa de juro.

A minha casa vai desvalorizar? 
Portugal não sofreu os efeitos de uma bolha imobiliária, mas o valor das casas tem vindo a cair devido à escassez de crédito bancário. Ou seja, a lei da oferta e da procura no seu estado mais puro. Tendo em conta que os bancos deverão manter os cordões do crédito fechados, a procura continuará a ser menor do que a oferta, logo o preço das casas deverá continuar a cair. Uma boa oportunidade para comprar, uma má altura para vender.

Os meus créditos vão ficar mais caros?
Os novos créditos vão continuar a ficar mais caros. Objectivamente, o principal efeito directo do corte de ‘rating' é tornar o financiamento dos bancos portugueses mais difícil e mais caro, já que o Estado não necessita de ir ao mercado nos próximos três anos. Tal como tem acontecido até aqui, os bancos irão repercutir os maiores custos de financiamento nos ‘spreads' cobrados aos clientes, além de continuarem a restringir o acesso ao crédito também por outras vias.

O ouro é um bom refúgio?
O ouro é o activo refúgio por excelência, quer em períodos de maior incerteza nos mercados, como o actual, quer em momentos de pressão inflaccionista. No entanto investir actualmente em ouro acarreta uma certa dose de risco devido à subida recorde do seu preço. O ouro valoriza há dez anos consecutivos, nos últimos 12 meses e bateu máximos históricos.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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10
Jul 11

Bancos nacionais captaram 7,4 mil milhões em novos depósitos

Novos depósitos duplicaram em 2010, com aposta dos bancos.

Numa altura em que os mercados financeiros lhes continuam de portas cerradas, os bancos portugueses estão a apostar em força na captação de depósitos dos clientes. Este esforço teve início no último trimestre do ano passado, tal como comprova o relatório da Associação Portuguesa de Bancos (APB), que mostra que os novos depósitos duplicaram em 2010.

De acordo com o documento, em 2010 registou-se um aumento de 4% no valor dos depósitos dos clientes dos bancos nacionais para 190.510 milhões de euros. "Este crescimento traduziu-se numa captação líquida de fundos da ordem dos 7.400 milhões de euros, o que é tão mais importante quanto representa, como já referido anteriormente, cerca do dobro dos fundos captados em 2009", aponta a APB.

"Para esta evolução foi determinante o aumento das taxas de remuneração sobre depósitos que a generalidade das instituições financeiras associadas começou a praticar a partir do quarto trimestre de 2010, e que se traduziu num importante atractivo de captação deste tipo de aplicação", acrescenta o documento da associação presidida por António de Sousa.

A APB considera, de resto, que, no actual contexto, a prossecução desta estratégia de desalavancagem - com aumento dos depósitos e uma travagem no crédito - é vital para a banca nacional. Até porque a dependência do Banco Central Europeu - a única porta que tem estado aberta para os bancos portugueses - para obtenção de financiamento não poderá eternizar-se.

"Sendo os recursos de clientes um factor fundamental de estabilidade estrutural da actividade bancária, a prossecução de estímulos à captação destes recursos é hoje de uma importância vital para a sobrevivência do sector bancário, e uma condição indispensável, em conjunto com medidas de outra natureza, para a recuperação da confiança dos investidores e para o regresso ao financiamento, em condições normais, aos mercados financeiros internacionais de dívida e de capital por parte das instituições financeiras associadas", refere a APB.

"A continuidade da dependência do Banco Central Europeu, como forma alternativa de superar as dificuldades de obtenção de financiamento nos mercados internacionais por grosso, é insustentável", adverte a associação.

Recorde-se que, no âmbito dos planos entregues na semana passada ao Banco de Portugal, os bancos nacionais se comprometeram a reduzir o rácio de transformação - crédito sobre depósitos - para um valor máximo de 120% até ao final de 2013, de forma a recuperar a confiança dos mercados de capitais. A descida deste rácio implica um modelo de negócio mais saudável e tradicional, assente na concessão de crédito com recurso às poupanças dos clientes. Quanto mais baixo for, menos o banco depende de dívida para financiar a sua actividade.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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08
Jul 11

Portugueses assustados: o seu dinheiro está seguro?

Depósitos, certificados, acções e obrigações: onde deve ter o seu dinheiro aplicado nesta fase crítica?

 

A onda de cortes de rating que colocou a dívida do Estado, de várias empresas, bancos, autarquias e até das regiões autónomas, na categoria de «lixo financeiro», está a assustar os portugueses. Há quem queira levantar o dinheiro todo do banco, livrar-se dos certificados de aforro e do Tesouro e até quem queira levar o dinheiro para fora do país. Mas cuidado: nestas coisas, o pânico costuma ser mau conselheiro.

A começar pelos depósitos. Aquilo que assusta os portugueses é a possibilidade de os bancos falirem. Para começar, não existe nenhum sinal para já que aponte nesse sentido (aliás, existe muita confiança de que os nossos bancos vão passar nos testes de stress europeus, cujos resultados são conhecidos na próxima sexta-feira). E depois, mesmo que um banco falisse, isso não significava, automaticamente, que os depositantes perdiam o seu dinheiro, porque há em Portugal uma coisa chamada Fundo de Garantia dos Depósitos (FGD), que garante os depósitos até 100 mil euros. Ou seja, se tem depositada uma quantia inferior, pode ficar absolutamente tranquilo. Quem tiver mais, pode dividir por vários bancos, porque este fundo cobre 100 mil euros por titular por conta.

E mais: mesmo em termos de rendimento, esta não é uma má altura para ter depósitos nos bancos: as taxas de juro estão a crescer e a tendência é para continuarem a subir, precisamente porque os bancos precisam desesperadamente de captar o dinheiro dos clientes, já que têm muitas dificuldades em financiar-se de outras formas.

Mas pensemos, por exemplo, em quem tem dinheiro aplicado em títulos de dívida pública, como os certificados de aforro ou do Tesouro. O Governo garante que este investimento está seguro e, na verdade, o risco só se coloca em dois cenários, ambos pouco prováveis no curto prazo.

Um deles é se o Estado for à bancarrota. Ora, o acordo com a troika serve para impedir isso mesmo. E mesmo que o acordo, que nos financia durante os próximos dois anos, acabasse mal e Portugal não conseguisse corrigir a situação até 2013, pelo que se vê no caso da Grécia, as entidades internacionais dificilmente nos deixariam falir. Provavelmente optavam por um segundo resgate, como fizeram com Atenas.

Chegados a essa situação, poderia dar-se o outro cenário: Portugal ter de reestruturar a sua dívida, como a Grécia está à beira de fazer. Nesse caso, o Estado podia não pagar tudo o que deve e os investidores privados podiam ser afectados. Mas é uma hipótese distante, por isso, não é preciso ir a correr vender os certificados.

E os investimentos em obrigações e acções portuguesas, são bons, ou agora são de evitar? Aqui sim, recomenda-se cautela. Os fundos de investimento que aplicam dinheiro em obrigações têm normalmente um limite de exposição a activos considerados «lixo». Quando a dívida das empresas é cortada para este nível, os fundos têm de desfazer-se dessas obrigações ¿ aquilo a que se chama fechar posições ¿ e isso normalmente implica perdas. Portanto, esta pode não ser uma boa altura para deter dívida de empresas portuguesas.

As acções também estão a ser muito pressionadas por esta conjuntura, portanto, para se apostar na bolsa de Lisboa, neste momento, os analistas só recomendam empresas com características muito específicas: por um lado, pouco endividadas e com financiamento garantido para os próximos anos; por outro, empresas que não dependam só do mercado nacional, mas que tenham boa parte do seu negócio noutros países, com economias mais saudáveis.

Se procura uma alternativa relativamente segura, o ouro tem sido considerado um investimento refúgio ao longo dos anos, bom para ultrapassar alturas de crise. Com uma valorização relativamente constante e a registar sucessivos máximos nos últimos meses, o ouro não tem deixado ficar mal quem nele tem aplicado o seu dinheiro.

fonte_:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

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05
Jul 11

5 dicas para encontrar bons depósitos

Os depósitos a prazo não são todos iguais. Seja nos juros que pagam, no prazo da aplicação ou no tipo de pagamento da remuneração, a verdade é que é fundamental comparar estes produtos financeiros. Para saber como escolher o melhor depósito para o seu perfil, conheça os aspectos mais importantes para acertar no “mealheiro” certo no seu banco.

 

O regime de juros é determinante na sua poupança.

1. TANB

A taxa anual nominal bruta é, no fundo, a remuneração de juros, mas sem tomar em linha de conta os impostos. Os juros dos depósitos são sujeitos a uma taxa liberatória de 21,5 por cento, pelo que dos 3 ou 4 por cento que são anunciados em muitos depósitos a prazo só 78,5 por cento desse valor contará como ganho. Assim, é esta TANL (taxa anual nominal líquida) que interessa na hora de saber quando vai ganhar efectivamente.

Exemplo: Um depósito a prazo com uma TANB de 3,5 por cento terá uma TANL de (1-0,215)*3,5% = 2,7475%.

Num depósito a prazo de 1000 euros a 1 ano, os juros ganhos serão:

1000€*2,7475%=27,475 €

Ponto de partida na sua busca: Encontrar depósitos a prazo com TANL acima da taxa de inflação.

2. Prazo

Quanto tempo pode ter o seu dinheiro imobilizado? 3 meses, 1 ano, 5 anos? Os depósitos com prazo acordado penalizam muitas vezes os clientes que retiram o dinheiro antes da data final do produto, por isso é fundamental escolher um depósito que se ajuste ao tempo que pretende ter o dinheiro imobilizado para não perder juros.

Os prazos podem ainda ser determinantes para saber quanto vai receber de juros. Por quê? Porque o prazo está muitas vezes ligado à remuneração que o banco propõe ao cliente. O mais importante é conseguir comparar depósitos e para isso vai precisar de perceber quanto paga cada conta.

Exemplo: Dois depósitos oferecem os seguintes juros para um montante de 1000 euros: 3,5% de TANB a 6 meses e 4% de TANB a 3 meses. Quais são as contas para saber quanto ganho em cada opção?

Depósito 1 – 1000€*3,5%*0,785/2 = 13,7375€

Depósito 2 – 1000€*4%*0,785/4 = 7,85€

Ponto de partida na sua busca: Ajustar o prazo ao seu horizonte de investimento.

3. Reforços

Se a sua ideia é ir amealhando mensalmente ou enchendo a conta com alguma periodicidade, convém estar atento à possibilidade reforços. Na ficha de informação normalizada encontrará a informação referente à possibilidade ou impossibilidade de reforçar a conta a prazo. Se a sua ideia é aforrar uma determinada quantia apenas de uma vez então não tem de se preocupar com esta hipótese.

Ponto de partida na sua busca: Seleccionar os depósitos que permitem reforços (se poupar periodicamente) ou os que não permitem (se quiser aplicar uma quantia de uma vez).

4. Pagamento dos juros

Esta é a principal variável na sua equação de retorno e que pode levá-lo a conseguir fazer parte da “força mais poderosa do universo”, como Albert Einstein descrevia os juros compostos. Há depósitos que pagam os juros na sua conta à ordem (não capitalizáveis) e outros que reinvestem os juros que vai ganhando outra vez no mesmo depósito (capitalizáveis). Por exemplo, se aplicar 5000 euros num depósito a cinco anos com juros simples pagos anualmente (sem capitalização) terá no final do prazo 5687 euros. Se os juros anuais forem capitalizados o montante no final do prazo será de 5727 euros.

Ponto de partida na sua busca: Escolher depósitos com capitalização dos juros.

5. Euribor

Se hoje os bancos oferecem em média 3,33 por cento de juros nos depósitos com prazo acordado, segundo o Banco de Portugal, há um ano a taxa de juro média não ia além dos 1,36 por cento, uma relação que tem muitas vezes a ver com a evolução das taxas Euribor, a taxa de juro que serve de referência no mercado interbancário.

Para quem vai constituir um depósito é importante centrar a sua análise na perspectiva de evolução da Euribor. Se a tendência da taxa Euribor nos vários prazos é de subida, então constituir um depósito de prazo mais curto pode ser uma boa abordagem porque acabando o prazo do depósito pode conseguir encontrar uma remuneração mais atractiva. Da mesma forma, se a Euribor estiver em queda, um depósito com prazo mais longo pode ser a opção já que poderia ser difícil encontrar uma conta com melhor remuneração depois das quedas dos juros.

Ponto de partida na sua busca: Escolher o prazo do depósito em função da tendência de evolução das taxas Euribor.

fonte:http://www.saldopositivo.cgd.pt/

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22
Jun 11

Retirados mais 566 milhões de euros dos Certificados de Aforro

A fuga de Certificados de Aforro (CA) continuou em Maio, atingindo 566 milhões de euros, ainda assim um abrandamento face ao recorde de 737 milhões de euros retirados em Abril.

 

Desde o início do ano, o total de resgates eleva-se a quase dois mil milhões, superando, em apenas cinco meses, o total retirado em 2010.

As novas subscrições de CA ficaram-se pelos 33 milhões de euros, perto do mínimo histórico de 30 milhões registado em Fevereiro. O saldo líquido mensal nos CA foi negativo em 536 milhões de euros, revelam os dados do Boletim Mensal do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP).

Nos Certificados do Tesouro (CT), outro dos produtos de poupança geridos pelo Estado, foram investidos 101 milhões de euros, em Maio, o valor mais baixo desde Novembro de 2010. Neste produto, também se está a verificar um aumento dos resgates, que atingiram 24 milhões, o que reduz o saldo líquido do mês a 77 milhões de euros. 

Estes resgates de CT estão a ser feitos antes de se completar um ano da criação do produto, o que implica a perda do juros, pagos anualmente. A mobilização da aplicação só pode ser feita seis meses após a subscrição.

Os resgates e o forte abrandamento em novas subscrições dos produtos públicos explica-se pela reduzida taxa de rentabilidade dos velhos Certificados de Aforro, que oferecem actualmente uma taxa de juro de 1,467 por cento (ilíquida) para as subscrições a realizar em Junho, quando há depósitos bancários que oferecem rentabilidades superiores. Nos CT, e apesar da decisão de congelamento das taxas de juro, a rentabilidade é bem mais elevada, essencialmente para as aplicações a cinco anos (6,8 por cento ilíquidos) e a 10 anos (7,1 por cento). 

A influenciar os resgates estão preocupações relativas à situação financeira do Estado português, actualmente a beneficiar de ajuda externa, o que não tem impedido uma escalada dos juros da dívida pública para máximos históricos. É de referir que o pico de resgates, em Abril, coincidiu com o pedido de ajuda externa à troika.

fonte:http://economia.publico.pt/N

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21
Jun 11

O Banco de Portugal e as taxas dos depósitos

Os bancos portugueses têm tido dificuldade em obter financiamento nos mercados e optaram por oferecer melhores condições aos depósitos a prazo para captar a poupança, o que fez com que as taxas de juro médias subissem 145% no espaço de um ano.

O Banco de Portugal quer evitar uma guerra de depósitos como a que aconteceu em Espanha. Os bancos espanhóis começaram em 2010 a competir entre eles pelos depósitos e as taxas de juro subiram para níveis considerados excessivos. O Banco de Espanha resolveu limitar à taxa de juro máxima. Em Portugal, a entidade liderada por Carlos Costa enviou uma circular aos bancos onde estabelece a obrigatoriedade de comunicarem a existência de depósitos a prazo com taxas de juro superiores à Euribor mais 300 pontos base. Assim, a valores de ontem, os limites serão de 4,5% nos depósitos indexados à Euribor a três meses, 4,7% a seis meses e 5,1% a doze meses. O objectivo do banco central é evitar que as instituições, sobretudo as mais frágeis e de menor dimensão, levadas pela competição com outras entidades, façam ofertas demasiado agressivas e possam pôr em causa a sua solidez. Este controlo é fundamental numa altura em que os bancos portugueses pretendem baixar o rácio de transformação de depósitos em crédito de uma média de 150% para os 120%. A obrigatoriedade de os bancos informarem o supervisor sempre que ultrapassem o limite agora imposto é uma excelente medida que faz com que o Banco de Portugal passe a dispor de um sistema de alarme eficaz contra eventuais excessos nas taxas de juro dos depósitos bancários.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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20
Jun 11

Saiba se ainda vale a pena investir em PPR

Apesar do corte dos benefícios fiscais associados aos PPR, os especialistas ainda encontram vantagens neste produto de poupança.

Os planos poupança reforma (PPR) foram durante muitos anos um produto "estrela" para os aforradores portugueses. Uma tendência justificada não tanto por permitirem constituir um complemento da reforma mas sobretudo pelo efeito "benefício fiscal" propagandeado muitas vezes pelos bancos, sobretudo no final de cada ano. Contudo, a realidade actual é muito diferente. Com o forte corte dos benefícios fiscais que o Orçamento do Estado para 2011 veio impor (ver texto ao lado), grande parte da atractividade dos PPR parece ter-se desvanecido para os aforradores. A prová-lo estão os números das subscrições desde o início do ano, que sofreram uma grande redução.

Os dados da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), revelam que entre Janeiro e Abril de 2011 os portugueses subscreveram 327,7 milhões de euros em PPR sob a forma de seguro. Este valor representa uma quebra de quase 74% face aos montantes subscritos no mesmo período de 2010. Um número que ganha ainda maior relevância se considerarmos que cerca de 90% dos PPR existentes no mercado português são precisamente sob a forma de seguro. Mas os PPR sob a forma de fundo de investimento seguem a mesma tendência. Até ao final de Maio foram subscritos 46,2 milhões de euros em fundos PPR, o que fica abaixo dos 48,9 milhões de euros verificados no mesmo período do ano passado. Para a APS, para além do corte no benefício fiscal, a conjugação negativa de outros factores tem ajudado a ditar a quebra significativa de contribuições.

"À cabeça estão as profundas necessidades de financiamento dos bancos, que os têm levado a privilegiar a comercialização de produtos que captem poupanças para os seus balanços (sobretudo depósitos a prazo), em detrimento de outros que geram essencialmente receitas de comissões, como é o caso dos PPR", justifica a APS. "Adicionalmente, a queda do rendimento disponível dos particulares estará já a condicionar negativamente a capacidade de aforro das famílias, contraindo a taxa de poupança, que frequentemente tende até a aumentar em períodos de menor prosperidade económica", acrescenta a associação liderada por Pedro Seixas Vale.

Contudo, apesar destas condicionantes, os especialistas ainda encontram vantagens no investimento em PPR. "Embora se assista, no orçamento de Estado para 2011, a uma diminuição significativa dos benefícios fiscais em IRS proporcionados pela subscrição de PPR's, estes produtos mantêm um regime fiscal de tributação das mais-valias dentro dos próprios instrumentos, que lhes continuam a conferir vantagens competitivas face a outros instrumentos financeiros", lembra Diogo Serras Lopes, director de investimentos do Banco Best. Recorde-se que o regime fiscal aplicável aos PPR prevê para aplicações com mais de cinco anos o pagamento de 17,2% de taxa de tributação à saída e de 8,6% no caso da permanência ultrapassar os oito anos. Nos restantes produtos financeiros aplica-se uma tributação de 21,5%. Diogo Teixeira, administrador da Optimize, frisa que esta diferença continua a ser uma importante vantagem tendo em conta que o objectivo do PPR é ser uma poupança de longo prazo. Mas, segundo este responsável, os benefícios não se ficam por aí. Diogo Teixeira lembra que, contrariamente a produtos com o mesmo fim, como os fundos de pensões e os certificados de reforma, os PPR podem ser resgatados a qualquer momento. O Orçamento do Estado para 2011 reduziu, aliás, a penalização aplicável nestes casos.

Mas os PPR não reúnem apenas vantagens fiscais. Se analisarmos a sua rentabilidade, constata-se que os resultados recentes não são muito animadores, sobretudo considerando a inflação que faz com que nos últimos tempos muitos PPR vejam os seus retornos anulados. Como explica Gonçalo Gomes, da direcção de marketing do ActivoBank, "enquanto os activos com menor risco permitem pouco mais do que repor o poder de compra perdido com a inflação, activos como as acções permitem alcançar retornos reais médios em torno dos 6%, a longo prazo". Esse menor retorno resulta das próprias características do produto. No caso dos seguros PPR, a menor remuneração é compensada por uma maior segurança resultante da garantia de capital. Mas, como explica Gonçalo Gomes, "considerando que os prazos de investimento nestes planos são normalmente muito alargados, somos de opinião que, com excepção dos investidores com maior aversão ao risco, ou um horizonte de investimento muito curto, a garantia de capital poderá ser mais contraproducente do que um verdadeiro benefício". Isto aplica-se sobretudo aos investidores mais jovens, cuja tolerância ao risco é superior. "Não faz sentido a uma pessoa de 30 anos escolher um produto para a poupança para a reforma de taxa garantida", aconselha Diogo Teixeira. Neste campo, os fundos PPR oferecem maior flexibilidade apesar de acompanhada por um maior nível de risco consoante o fundo escolhido. Isto porque estes produtos são classificados por patamares de acordo com o nível de exposição a acções: entre 0% e 15%, 15% e 35%, e mais de 35% de acções.

Mas, delinear uma estratégia de investimento para a reforma também é possível com um conjunto de outros instrumentos financeiros. É o caso de fundos de investimento. "São uma das melhores opções para quem não tem muito tempo para acompanhar o mercado, uma vez que têm um objectivo de investimento definido para um período de tempo alargado, existindo uma grande diversidade de soluções no mercado", explica Gonçalo Gomes, dando o exemplo dos fundos ciclo de vida. Estes fundos destinam-se a investidores que pretendam usufruir dos investimentos numa determinada data, que poderá ser a data prevista para a reforma, alocando uma parte substancial da carteira à componente accionista, caso o horizonte temporal seja suficientemente alargado e à medida que a data prevista para o reembolso se aproxima a exposição a activos de menor risco aumenta. Outra alternativa serão os planos de investimento em certificados, que segundo o responsável do ActivoBank permitem entregas mensais a partir de 50 euros em instrumentos que replicam a performance de diversos índices accionistas.


Diogo Serras Lopes
Para o director de investimentos do Best, "embora se assista [...] a uma diminuição significativa dos benefícios fiscais em IRS proporcionados pela subscrição de PPR's, estes produtos mantêm um regime fiscal de tributação das mais-valias dentro dos próprios instrumentos, que lhes continuam a conferir vantagens competitivas face a outros instrumentos financeiros".

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 23:40 | comentar | favorito