Santander lança depósito de 4,5% para tentar atrair clientes de peso

O espanhol Banco Santander, que iniciou a batalha de depósitos há cerca de um ano ao oferecer um produto a 12 meses remunerado a uma taxa de 4%, volta agora a ter um papel de destaque ao anunciar o seu novo produto estruturado.

 

Depois de ter iniciado a guerra de depósitos há um ano, o Santander volta a revolucionar o mercado com uma nova e mais alta taxa de juro para os depósitos. De acordo com o "Cinco Días", a instituição financeira está a oferecer um produto estruturado, em que o capital mínimo de investimento são 50 mil euros, que após 12 meses rende 4,5% sobre 90% do capital. Os restantes 10% permanecem num fundo por 3 anos e são remunerados conforme a rendibilidade obtida pelas acções daInditex, Telefónica e BBVA.

A campanha dirige-se a clientes com um património superior a 100 mil euros.

Com este produto o banco tenciona captar os clientes com maior capacidade financeira em pleno período de reorganização das “cajas” de poupanças.

A falta de liquidez que ameaça o sector desde o início da crise provocou uma forte concorrência entre os bancos espanhóis, que já dura há um ano. Para captarem as poupanças dos clientes, os bancos iniciaram uma guerra de ofertas de rendibilidade cada vez mais altas.

A acção levada a cabo pelo banco presidido por Emílio Botín coincide com o lançamento do Depósito Polé Position do banco "Sabadell". Este produto consiste no pagamento de uma taxa de 4% a 12 meses e pode ser aplicado a montantes superiores a 600 euros. Beneficia também de um rendimento adicional dependente da quotização da Telefónica, ou de Alonso ou Hamilton ganharem a Fórmula 1.

O BBVA, concorrência directa do Santander, tem também o seu produto para competir. É um depósito a 12 meses, desde 3 mil euros, que chega a ultrapassar os 3,5%, dependendo da vinculação que se tenha com a entidade.

A "Caja Imaculada" não perdeu a corrida e iniciou a oferta de um produto estruturado que paga 4,75% sobre 70% do capital, no mínimo de 6 mil euros, a 12 meses. Os restantes 30%, a 36 meses, podem somar até 16% mas em função dos títulos da Telefónica, do BBVA e da Repsol.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt

publicado por adm às 23:43 | comentar | favorito