24
Mai 12

Investimento dos portugueses em PPR cai 6% no primeiro trimestre

Depois da fuga massiva verificada em 2011, as entregas dos portugueses em PPR começam a dar sinais de estabilização.

Não se pode dizer que depois da tempestade veio a bonança. Mas, ainda assim, os últimos números da Associação Portuguesa de Seguradores (APS) mostram que as elevadas quebras de entregas de dinheiro que o sector dos PPR estava a registar desde o início de 2011 estão a abrandar de ritmo.

Os dados da instituição, que representa as seguradoras, relativos ao primeiro trimestre deste ano mostram que os portugueses aplicaram 230 milhões de euros em 2012. Trata-se de uma quebra de apenas 5,8% face aos investimentos efectuados pelos portugueses no período homólogo.

Esta é uma descida bem menos acentuada face ao verificado no ano passado. Recorde-se que, só nos primeiros três meses de 2011, os investidores portugueses colocaram menos 750 milhões de euros nestes produtos de poupança para a reforma do que no primeiro trimestre de 2010. Ou seja, nessa altura registou-se uma quebra de 75% dos investimentos, justificada pela redução abrupta dos benefícios fiscais, pela menor disponibilidade de poupança das famílias portuguesas e pela transferência de poupanças para os depósitos a prazo.

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09
Mai 12

Conheça os melhores PPR do mercado

No ano passado, segundo dados do ISP, os melhores PPR do mercado conseguiram dar ganhos de 5% aos investidores.

Em 2011, os PPR sob a forma de seguro - que representam mais de 85% do total de planos de poupança reforma do mercado português - melhoraram ligeiramente a remuneração atribuída aos investidores portugueses. Segundo o Instituto de Seguros de Portugal (ISP) - que divulga estes dados apenas uma vez por ano - os seguros PPR renderam em média 2,54% em 2011. Um valor que compara com os 2,28% registados em 2010.

A rentabilidade positiva alcançada pelos seguros PPR num ano extremamente negativo para os mercados tem, no entanto, uma explicação. É que mais de 90% destas aplicações, além de garantirem o capital investido, oferecem uma taxa de remuneração mínima garantida. E tendo em conta a evolução dos mercados em 2011, quase nenhum seguro PPR incorporou na remuneração oferecida aos investidores os resultados dos fundos subjacentes.

Analisando os dados do ISP, há números que saltam à vista: os melhores seguros PPR conseguiram igualar a remuneração oferecida pelos depósitos a prazo, ao terem atribuído ganhos aos investidores acima dos 4%. Um valor que mostra que alguns PPR conseguiram competir com as elevadas remunerações que estão a ser atribuídas pela banca aos depósitos a prazo.

No top ten dos melhores seguros PPR do mercado, a seguradora Generali voltou, pelo segundo ano consecutivo, a liderar os ganhos. Já em 2010, o Generali PPR + Seguro tinha sido o melhor seguro PPR do mercado português e voltou a repetir a proeza, em igualdade com o PPR BES Super Investimento. Ambos deram ganhos de 5% aos seus subscritores. Aliás, os PPR da seguradora do BES foram uma das surpresas do ano passado. O grupo liderado por Ricardo Salgado lançou em 2011 vários PPR com taxas mínimas garantidas atractivas e que catapultaram três dos seus produtos para o pódio. Ainda assim, e apesar do bom desempenho dos seguros PPR, apenas 11 produtos, no total de 67, conseguiram bateram a inflação registada no ano passado, que se situou nos 3,6%.

Apesar de a generalidade dos seguros PPR não ter conseguido bater a inflação, a verdade é que estes PPR foram aqueles que obtiveram o melhor rendimento dentro das várias categorias de planos de poupança reforma que existem no mercado. Segundo os dados da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP), os PPR sob a forma de fundo de investimento registaram perdas em 2011. Dos 35 fundos PPR registados na APFIPP apenas sete conseguiram fintar as quedas e terminar o ano com ganhos- que mesmo assim foram bastante tímidos, já que a melhor aplicação dentro desta categoria (o Solidez PPR, gerido pela BBVA Fundos) rendeu apenas 2,2%. A fraca performance desta categoria de PPR explica-se pelo facto deste tipo de aplicações (ao contrário dos seguros PPR) não terem capital garantido, nem preverem uma taxa de rendibilidade mínima. Como tal, o seu desempenho reflecte o comportamento dos mercados. Isto significa que, em anos positivos para as bolsas, os PPR sob a forma de fundo de investimento tendem a apresentar ganhos superiores aos registados pelos PPR sob a forma de seguro. Mas em anos maus, como foi o caso de 2011, os fundos PPR são mais penalizados.

O mesmo aconteceu com os Certificados de Reforma, também conhecidos como o PPR do Estado. Este produto de complemento para a reforma que é gerido pelo Estado obteve no ano passado uma rendibilidade negativa de 1,46%. O desempenho desta aplicação esteve pressionado pelo comportamento da dívida pública portuguesa. 

PPR perdem a popularidade
Independentemente da forma, a verdade é que todos os PPR estão a perder investidores. A menor disponibilidade de poupança dos portugueses, o corte abrupto dos benefícios fiscais associados a estas aplicações e a forte concorrência dos depósitos tem levado os investidores a optarem por outras soluções de investimento, ou mesmo, até a resgatarem o valor investido nestas aplicações. Na verdade, no ano passado, os portugueses aplicaram menos 60% em PPR. Segundo dados do ISP, os PPR registaram no final do ano passado um investimento de 1,3 mil milhões de euros, um valor que compara com os 3,4 mil milhões captados em 2010.

Conheça em baixo os PPR que no ano passado bateram a inflação.

Os PPR que bateram a inflação no ano passado

Os números do ISP mostram que em média os seguros PPR obtiveram ganhos de 2,5%, mas houve 11 produtos que obtiveram ganhos acima da inflação (3,6%). Veja em baixo quais foram os melhores no ano passado.

Generali PPR + Seguro
O PPR + Seguro da Generali volta a encabeçar a lista dos PPR sob a forma de seguro mais rentáveis do mercado. No ano passado, este produto ofereceu uma rendibilidade de 5%. Sendo que, deste valor, 3% refere-se à taxa de rentabilidade garantida por ano pela Generali. O restante refere-se a participação nos resultados. Este PPR está disponível sob duas formas: uma para entregas periódicas e outra para entregas únicas.

PPR BES Super Investimento
Este PPR do BES é um produto recente: foi lançado em Novembro do ano passado e comprometeu-se a garantir uma rentabilidade mínima em 2011 e em 2012 de 4%. A acrescentar a isto, a seguradora do BES compromete-se a fazer a participação dos resultados. Por essa razão, este PPR conseguiu remunerar no ano passado os seus subscritores com uma taxa de 5%.

PPR BES Super Investimento 2014
À semelhança do anterior produto, este PPR do BES também foi lançado no final do ano passado. Difere do produto anterior pelo facto de prever uma taxa de rendibilidade mínima garantida um pouco inferior: 3,5%. Apesar disso, o banco compromete-se a garantir esta taxa por mais tempo (2011 ,2012, 2013 e 2014). Também aqui, a instituição prevê a participação dos subscritores nos resultados do fundo.

Super Mealheiro PPR BES
Lançado em Março do ano passado, este PPR do BES também conseguiu um lugar de destaque. Rendeu no ano passado 4,5%: a taxa mínima garantida pela instituição para esse ano. No entanto, na ficha de informação do produto é possível verificar esta taxa varia todos os anos e, no limite, ela pode ser fixada em 0%.

Poupança Dinâmica Global - PPR
O PPR da Global Vida (seguradora que entretanto foi fundida com a Açoreana do grupo Banif) figura entre os mais rentáveis no ano passado ao acumular um ganho de 4,21%. É também um dos produtos mais atractivos a três anos, segundo os dados do ISP.

Universall PPR Activo
Este seguro PPR da Allianz foi lançado em Setembro de 2008 e tem rendibilidade garantida. Esta será sempre superior ou igual à Euribor a 12 meses em vigor, deduzida de dois pontos percentuais e não pode ser negativa. No último ano, a sua rentabilidade atingiu os 3,97%. Já nos últimos três anos, o retorno atingiu os 4,24%.

Prévoir PPR 3%
O Prévoir PPR, para além do capital investido também garante uma rentabilidade mínima de 3%. Em 2011, o seu retorno foi de 3,8%. Já nos últimos três anos, a rentabilidade chegou aos 4,03%. Disponível desde Dezembro de 2008, também prevê a participação nos resultados. O investidor tem ainda de considerar o pagamento de uma comissão de gestão anual de 0,5%.

PPR Plano A
Disponibilizado pela seguradora MAPFRE desde Novembro de 2011, o PPR Plano A garantiu no primeiro ano de vigência uma rentabilidade de 3,8%. Nos anos seguintes, a taxa de rentabilidade garantida baixa para os 2,50%. Além desta taxa mínima está também prevista a participação em resultados. No que diz respeito a comissões de gestão, está prevista uma comissão de 1%.

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31
Mar 12

Aforradores perdem 25% com resgate de PPR

Resgatar Planos de Poupança Reforma (PPR) para tapar o buraco do orçamento familiar arrisca ser uma solução pouco vantajosa para quem andou anos a poupar. As penalizações levam os aforradores a perder um quarto do valor investido. Além disso, as seguradoras e os bancos estão a atrasar os pagamentos e a dificultar o acesso àquele aforro. A Deco já recebeu mais de 100 queixas.

Um contribuinte com 50 anos que desde 2006 tenha feito entregas anuais de 1500 euros num PPR de forma a obter o benefício fiscal máximo - 300 euros até 2010 e 100 em 2011 - vê desaparecerem 2110 euros se quiser resgatar a totalidade do montante aplicado para fazer face às despesas familiares. Os PPR podem ser resgatados desde que passados cinco anos após a primeira entrega. Mas só podem ser retirados de forma antecipada e sem penalizações nos casos de reforma por velhice ou invalidez, desemprego de longa duração, doença grave ou incapacidade permanente para o trabalho. Fora dessas excepções, quem mexer no dinheiro é obrigado a devolver os benefícios fiscais, acrescidos de uma penalização de 10% por cada ano de subscrição do produto.

Para quem ainda tiver Planos Poupança Reforma e Educação (PPR-E) - cujos benefícios fiscais terminaram em 2006 e obrigaram à reconversão para os típicos PPR -, o resgate do dinheiro para suprir aquele tipo de encargos só pode ser feito relativamente às verbas entregues até 2005, mas as regras são apertadas e, de certa forma, burocráticas. É necessário entregar no banco ou seguradora cópia do NIF e atestados de residência do segurado e do educando, passados pela junta de freguesia. Além destes, é necessário, para o 1º ano do curso, apresentar recibo de inscrição no estabelecimento de ensino. E para os anos subsequentes a lei exige a entrega do certificado de frequência com aproveitamento no ano transacto.

A exigência chega a ser uma odisseia. Segundo André Gouveia, economista da Deco Proteste, "no regime actual de Bolonha, muitas faculdades deixaram de considerar o aluno aprovado ou não aprovado, pelo que o estudante não tem declaração nos termos que as seguradoras exigem". No ano passado, a Deco registou 107 queixas por causa dos resgate de PPR e PPR-E. Desde Janeiro, outras duas deram entrada. Os principais motivos estão relacionados com a demora no pagamento do capital e com a interpretação das condições de resgate sem penalização fiscal. André Gouveia explica que, "como a lei não impõe prazo de pagamento, as seguradoras ultrapassam a recomendação do Instituto de Seguros [de dez dias úteis]".

 

DISCURSO DIRECTO

"ENTREGAS CAÍRAM 60 POR CENTO", Pedro Seixas Vale, Pres. Ass. Port. de Seguradores

CM - Como evoluíram os PPR em 2011?

Pedro Seixas Vale - As novas entregas desceram 60%, para 1300 milhões, e o volume total caiu 14%, para 13 mil milhões.

- A crise levou ao resgate?

- Não temos dados que permitam concluir que os resgates são resultado das dificuldades financeiras. 0s principais distribuidores de PPR são os bancos, que procuraram encaminhar as poupanças não para os PPR, mas para os depósitos.

- O fim dos benefícios fiscais penalizou os PPR?

- Não. Quem estava nos PPR pelos benefícios já saiu. Estes produtos continuam a ser a melhor forma de poupar a longo prazo.

INFLAÇÃO CASTIGA OS DEPÓSITOS

Para obter maiores rendimentos e continuar a aforrar para a reforma, a maioria dos especialistas está a sugerir a aplicação das poupanças em fundos de investimento mistos.

António Ribeiro, analista financeiro da Deco, admite que, "como os certificados do tesouro perderam o interesse e os PPR perderam os benefícios, os maiores beneficiados têm sido os depósitos". "Está--se a canalizar dinheiro para os bancos, mas a maior parte deles está a oferecer juros inferiores à inflação", garante. E acrescenta: "Há bancos que a 12 meses estão a dar quase zero aos seus clientes". Segundo o analista da Deco, "o Deutsche Bank e o Barclays têm taxas quase nulas".

Por isso, no entender de António Ribeiro, os fundos mistos - cujas verbas são aplicadas em obrigações e acções - são uma das formas de continuar a aforrar mantendo taxas atraentes. Além destas, também a compra de obrigações do tesouro - que tem de ser feita através de corretoras ou num banco e cujo montante mínimo de investimento é de 2500 euros - é uma solução, já que os juros podem ultrapassar os 15%. Ainda assim, alerta, só compensam se mantidos até à maturidade de 5 ou 10 anos.

"O QUE MAIS PENALIZA É O FIM DOS BENEFÍCIOS"

António Ribeiro, analista financeiro da Deco Proteste, reconhece que o valor das penalizações aplicadas "é um encargo pesado num momento em que as pessoas têm maiores necessidades de liquidez". Mas, no seu entender, o que mais prejudica esta forma de poupança "é o fim dos benefícios fiscais". "As pessoas podem acabar por descurar um pouco a reforma."

SEGURADORAS ESPERAM CAPTAR MIL MILHÕES

O presidente da Associação Portuguesa de Seguradores, Pedro Seixas Vales, disse ao CM que as estimativas das seguradoras apontam para que as novas entregas, em 2012, cheguem aos mil milhões de euros. Segundo o responsável, o primeiro trimestre é disso exemplo: as novas subscrições cresceram três por cento face ao período homólogo de 2011.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/


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28
Nov 11

Quatro soluções para poupar para a reforma

Entre PPR, obrigações do tesouro, fundos de investimento e depósitos escolha aquela que mais se adequa ao seu perfil.

1. Planos de Poupança Reforma:
Investir num PPR neste momento não é uma solução muito atractiva. Não só porque estas aplicações financeiras já não beneficiam dos mesmos benefícios fiscais que gozavam no passado, como estes produtos têm oferecido fracas rentabilidades, num reflexo da crise que afecta os mercados financeiros. Os PPR sob a forma de fundo de investimento, por exemplo, estão a sofrer perdas médias no último ano de 4,82%, segundo dados da APFIPP. Dos cerca de 35 fundos PPR seguidos por aquela associação apenas cinco conseguem fintar as quedas. O melhor nos últimos 12 meses é o ESAF PPR Vintage que acumula uma rendibilidade de 3,21%. Já em relação ao PPR sob a forma de seguro não é possível saber qual é o seu desempenho em 2011, visto que as suas rendibilidades só são divulgadas no site do ISP no início de 2012. No ano passado, o melhor PPR desta categoria foi o Generalli PPR + Seguro, que rendeu 5%.

2. Depósitos
A opinião dos especialistas é praticamente unânime: os depósitos não são a solução mais adequada para constituir uma poupança para a reforma.Mas, na verdade, é quase impossível ficar indiferente às taxas atractivas que estão a ser praticadas neste momento pela banca. Para um depósito a 12 meses, é possível encontrar bancos que oferecem TANB até 6%. Analisando o ‘ranking' dos melhores depósitos, compilado pela, Deco é possível verificar que existem pelo menos 12 depósitos a um ano a oferecer taxas anuais brutas acima dos 4,5%. Banco Invest, PrivatBank, Banif, BiG, Popular e ActivoBank são algumas das instituições que praticam estas taxas. É difícil encontrar no mercado outras aplicações que ofereçam juros tão atractivos como os dos depósitos. Por isso mesmo, poderá utilizar os super-depósitos para construir o seu pé-de-meia para a reforma, sendo que quando o mercado normalizar e os juros dos depósitos caírem, deverá procurar soluções alternativas. Diogo Teixeira, da Optimize, aconselha ainda os investidores a privilegiarem os depósitos que permitem a mobilização do capital. Afinal, em tempos de turbulência nunca se sabe quando poderá precisar de dinheiro para socorrer a uma emergência.

3. Obrigações do Tesouro:
Para Diogo Teixeira, o investimento em obrigações do tesouro portuguesas a três anos são a alternativa mais atractiva para os investidores aplicarem o seu pé-de-meia para a reforma. O especialista em gestão de activos lembra que as obrigações do tesouro portuguesas a três anos oferecem neste momento uma rentabilidade de 14%. Além disso gozam da garantia estatal. Têm um inconveniente: não estão acessíveis a todos investidores. Ainda assim, nos últimos tempos os bancos têm criado plataformas de negociação de dívida soberana direccionadas para os investidores de retalho, que tornaram mais fácil e barato o investimento directo em dívida soberana.

4. Fundos de investimento
Para quem não está optimista em relação à economia portuguesa e quer ter as suas poupanças expostas a outras regiões que não estão a ser tão fustigadas pela crise da dívida soberana, uma alternativa a ter em conta para a construção de um complemento de reforma é a aposta numa carteira de fundos de investimento. Desta forma, os investidores podem diversificar o risco por diversas regiões, várias classes de activos e diferentes sectores de actividade.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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27
Nov 11

Bancos desistem dos Planos de Poupança Reforma

As tradicionais campanhas de fim-de-ano a apelar ao investimento em PPR desapareceram dos bancos.

A tradição já não é o que era. Tal como é certo que o Pai Natal chega sempre em Dezembro, que a neve cai no Inverno e que o Menino Jesus nasceu no dia 25 de Dezembro, também é verdade que é no final do ano que os bancos lançam grandes campanhas de marketing focadas na publicidade aos planos de poupança reforma. Até este ano, esta era uma certeza. Mas analisando os sites das 10 maiores instituições financeiras a operar em Portugal - CGD, BCP, BES, BPI, Santander Totta, Montepio, Crédito Agrícola, Banif, Barclays e Popular - é possível verificar que os bancos estão, pela primeira vez em muitos anos, a ignorar a captação de recursos de clientes para os PPR. A única excepção é o Crédito Agrícola, que tem como destaque da sua ‘homepage' uma campanha ao seu produto para a reforma: o CA PPR.

O desinteresse dos bancos pelos PPR não é surpreendente. Numa altura em que a banca enfrenta dificuldades de acesso a liquidez e tem de cumprir com as metas duras da troika - no que diz respeito à redução do rácio de transformação - as instituições financeiras apostam todas as suas "fichas" na captação de depósitos. Tudo o resto parece ser acessório. Analisando as ‘homepages' dos 10 bancos, todas as instituições colocam em destaque publicidade a depósitos ou contas poupança.

Mas isto não explica tudo. Numa altura em que a banca remunera com taxas elevadas os seus depósitos (ex: para um depósito a um ano é possível encontrar TANB até 6%), os próprios investidores estão mais inclinados a colocarem as suas poupanças num depósito atractivo do que num PPR sob a forma de seguro (com uma rendibilidade mais baixa), ou num PPR sob a forma de fundo de investimento- em que a maioria dos produtos apresenta rentabilidades negativas a 12 meses. Uma tendência que se reflectiu nos resultados do último estudo da Fidelidade Mundial elaborado em parceria com o ISCTE. O inquérito- cujas conclusões foram conhecidas esta semana- revela que 56% dos portugueses escolhe os depósitos para aplicar as suas poupanças com vista à construção de um pé-de-meia para a velhice. Apenas 21% escolhe um PPR para fazê-lo.

A acrescentar a todos estes factores há ainda um ponto crucial que ajuda a explicar a "desistência" da banca e a diminuição do interesse dos investidores em relação a estes produtos: a limitação abrupta dos benefícios fiscais associados a estas aplicações. Recorde-se que até ao ano passado, os investidores poderiam deduzir no IRS até 400 euros das entregas feitas num PPR. Este facto era utilizado como argumento pelos bancos para fazerem campanhas de fim-de-ano focadas nos PPR. "Prepare a sua reforma e aproveite a última oportunidade para poupar até 400 euros no seu IRS". Esta era uma frase que frequentemente aparecia nas campanhas da banca. No entanto, este ano, o caso mudou de figura. O Orçamento do Estado para 2011 criou tectos máximos para os benefícios fiscais dos contribuintes. Assim, no máximo, os portugueses poderão ter acesso a um benefício fiscal com as entregas feitas com um PPR no valor de 100 euros.

A estratégia de comunicar, de forma intensiva, os planos de poupança reforma no final do ano costumava dar frutos. Em 2009, e segundo dados da Associação Portuguesa de Seguradores, os portugueses aplicaram quase 900 milhões de euros em PPR durante os meses de Novembro e Dezembro. Um valor que representou perto de 30% de todas as entregas feitas durante o ano inteiro.

Números que dificilmente este ano se vão repetir: "O quadro é, de facto, um pouco negro para os PPR e para os produtos de poupança de longo prazo, em geral. Não há incentivo à poupança de longo prazo, nem da parte da oferta, nem da parte da procura. E o facto de os mercados estarem a viver um período conturbado faz com que as aplicações tenham rendibilidades mínimas ou mesmo negativas", afirma Diogo Teixeira, administrador da Optimize.

Apesar disso, o responsável da casa gestora de activos acredita que "quando os mercados normalizarem os PPR vão continuar a estar em cima da mesa e a ser uma opção para a poupança de longo prazo". Para Diogo Teixeira, apesar das taxas de juro dos depósitos estarem neste momento muito atractivas, estas aplicações não são as ideais para construir um pé-de-meia com vista à velhice. "Numa lógica de poupança de longo prazo é importante escolher aplicações com maturidades mais longas. Porque se eu colocar as minhas poupanças em produtos de curto prazo, vou acabar por obter uma rentabilidade líquida nula, devido ao efeito da inflação", refere Diogo Teixeira, para quem o investimento directo em obrigações do tesouro portuguesas é, neste momento, uma solução de poupança atractiva.

Campanhas de marketing dos bancos reflectem a crise do sector financeiro

Analisando as campanhas actualmente publicitadas nos sites dos bancos não é apenas a desistência da aposta na captação de PPR e o investimento nos depósitos que salta à vista. Os sites das 10 instituições analisadas são um espelho da crise que o sector financeiro vive. Por exemplo, nenhuma das instituições coloca em destaque qualquer campanha que seja sobre a concessão de crédito a particulares. Um reflexo do "fecho" da torneira do crédito que a banca executou desde o agudizar da crise da dívida soberana. Além disso, há ainda outros denominadores comuns nas ‘homepages' das instituições financeiras. Por exemplo, a CGD, o BCP e o Popular colocam em destaque campanhas fortíssimas para a aquisição de imóveis penhorados pela própria instituição e que podem ser comprados com condições mais vantajosas.

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24
Out 11

Prepare uma reforma tranquila com fundos de investimento

O Económico mostra-lhe nove carteiras de fundos de investimento para quem esteja a cinco, a 10 e a 20 anos de atingir a reforma.

Longos, longos anos a trabalhar com um objectivo central: gozar uma reforma tranquila. Se para os portugueses esta era, até há alguns anos, uma missão relativamente pacífica, a realidade hoje é muito diferente. A razão para tal é fácil de explicar. Deve-se ao facto de o valor das reformas estar a encolher. Um fenómeno que se sente desde a entrada em vigor das novas regras da Segurança Social para o cálculo das pensões dos portugueses. Projecções efectuadas por economistas apontam para que, tendo em conta essa realidade, ocorra uma redução média ao nível das pensões de cerca de 40% nos próximos 20 anos. Por isso, encontrar alternativas que permitam maximizar o rendimento a usufruir após a vida activa é uma necessidade cada vez mais premente.

Esta preocupação ganha ainda maior relevância se tivermos em conta que os portugueses estão pouco sensibilizados para pensar a sua reforma. Segundo o último barómetro da reforma realizado pela seguradora AXA, apenas um terço dos adultos começou de facto a planeá-la. E, apesar de cada vez pensar mais cedo na reforma, a maioria adia esse planeamento para a meia-idade ou mesmo para mais tarde.

Ao longo dos anos, uma das formas mais populares junto dos portugueses para cumprir esse objectivo foram os Planos Poupança Reforma (PPR). No entanto, as alterações impostas pelo Orçamento do Estado para 2011 no regime de deduções no IRS, nomeadamente com o estabelecimento de um tecto máximo de 100 euros nos benefícios fiscais totais, veio trazer um menor interesse por este tipo de aplicações. Contudo, no mercado existem muitas outras opções de preparar a reforma. Para além dos PPR e dos Certificados de Reforma, existem ainda fundos de ciclo de vida, seguros ‘unit-linked', fundos de pensões abertos, os Certificados do Tesouro ou fundos de investimento.

E foi precisamente nesta última categoria de produtos financeiros que o Diário Económico se centrou. Além dos fundos de investimento estarem disponíveis a partir de quantias bastante baixas, eles permitem investir num vasto leque de activos. Como explica Rui Broega, da direcção de gestão de activos do Banco BiG, "ao diversificar está a reduzir a volatilidade dos seus investimentos e a melhorar o retorno obtido". Acrescentando que "a alocação do seu investimento deverá ser alterada ao longo do tempo dependendo de uma série de factores como sejam a idade ou os objectivos de investimento".

Por isso, o Diário Económico pediu a três bancos ‘online' especializados na comercialização de fundos de investimento que compusessem um total de nove carteiras de investimento de acordo com alguns critérios. As instituições escolhidas foram o ActivoBank, o Banco Best e o Banco BiG. A cada banco foi pedido que, com base num determinado período de tempo de distância até à idade de reforma, construíssem três carteiras de investimento assumindo perfis de investidor distintos: conservador, equilibrado e agressivo. Nas carteiras solicitadas ao Banco Best, distavam apenas cinco anos até que o investidor atingisse a idade da reforma, enquanto que no caso do ActivoBank, faltavam 10 anos para essa data. Ao BiG coube compor a carteira de investimento com a distância mais alargada até à idade da reforma: 20 anos.

Ao analisar as carteiras resultantes desses cenários, as diferenças saltam à vista. Como explicou a direcção de investimentos do Banco Best, em relação ao cenário que lhes foi apresentado, "60 anos é uma idade, na nossa opinião, tardia para se iniciar uma poupança para a reforma, pois o prazo de acumulação e reinvestimento de retorno é mais reduzido, bem como a possibilidade de investir em activos com maior risco e retornos esperados, o que condiciona a alocação de activos". Em resultado, independentemente do perfil de risco considerado, as carteiras apresentadas pelo Best acabaram por centrar-se sobretudo em fundos de obrigações, cabendo um espaço muito reduzido para a exposição a fundos de acções. Aliás, esta categoria de activos apenas surge numa proporção muito reduzida da carteira e os alvos preferenciais de investimento em fundos puros de acções centram-se sobretudo em títulos de empresas globais de grande capitalização.

Mas, se alargarmos para 20 anos o horizonte de investimento, o cenário muda drasticamente. No caso da carteira agressiva, os fundos de acções representam 75% do total de activos na carteira construída pelo Banco BiG, havendo espaço quer para fundos de acções considerados mais conservadores (grandes capitalizações globais) como um pouco mais agressivos, como é o caso da aposta em fundos de acções do sector financeiro. No caso da carteira conservadora também a exposição a fundos de obrigações é bastante mais baixa face às propostas apresentadas pelos outros bancos.

Mesmo nas carteiras construídas pelo ActivoBank, apesar do prazo de investimento ser metade do cenário do Banco BiG, o período de 10 anos até à idade da reforma permite apresentar carteiras mais arrojadas do que no cenário proposto ao Banco Best. Os fundos de acções têm uma maior presença nas suas carteiras. Aliás, na carteira agressiva do ActivoBank os fundos de acções representam 90% dos activos. Contudo, Rui Olo, da direcção de marketing do ActivoBank, lembra que para um investimento a 10 anos, apesar de não existir nenhum activo que deva ser evitado, dois ou três anos antes da maturidade deve ser feito um ajuste da carteira no sentido de diminuir progressivamente o seu risco. Isto porque, como explica, "com o aproximar da data da reforma, o investidor deverá ter como principal prioridade a preservação do valor acumulado até essa data, por forma a evitar que um momento de correcção dos mercados perto da maturidade do investimento possa colocar em causa a valorização acumulada ao longo dos anos".


Dicas de poupança

- Começar cedo: Quanto mais cedo implementar uma estratégia de poupança mais alto será o "bolo" amealhado. Também o esforço financeiro mensal será menor já que, por exemplo, quem estiver na casa dos 20 e poucos anos tende a ter preocupações financeiras menores.

- Disciplina: Defina um plano de investimento regular, dando uma ordem de transferência mensal para uma conta específica. Procure poupar pelo menos 10% do ordenado e, gradualmente, tente aumentar essa percentagem. Aproveite ainda períodos de maior disponibilidade financeira para aumentar a proporção de poupança.

- Apostar na rentabilidade: Quanto maior o risco que assumir, maior o retorno potencial dos seus investimentos. Tenha ainda presente que quanto maior o horizonte de investimento mais se dilui o risco.

 

  • Carteiras de fundos de Investimento para quem está a cinco anos de alcançar a idade da reforma

Banco Best
O Best usou apenas cinco fundos para compor as três carteiras. Na carteira conservadora, 80% dos activos estão em fundos de obrigações. Mesmo na agressiva, a aposta em obrigações é notória: 70% dos activos. Já o investimento em acções incide sempre num fundo de acções globais de grandes capitalizações. O peso das acções é de apenas 5% na carteira conservadora e vai no máximo até 15% na agressiva. Ou seja, em qualquer dos casos são privilegiados investimentos conservadores, o que se deve ao facto de apenas distarem cinco anos para a idade da reforma.

  • Carteiras de fundos de Investimento para quem está a 10 anos de alcançar a idade da reforma

ActivoBank
O ActivoBank lembra que para o perfil conservador o mais importante é preservar o valor real do capital investido. Por isso, percebe-se que na carteira conservadora não existam fundos puros de acções: 90% dos activos estão em fundos de obrigações. Já na carteira agressiva, a aposta em acções é clara: os fundos de acções representam 90% dos activos. Para além de fundos de acções globais de grandes capitalizações, o banco aposta em empresas do sector tecnológico bem como em empresas mineiras. Como a distância até à reforma é maior do que no cenário que apresentamos ao Banco Best, as carteiras do ActivoBank apresentam uma exposição ao risco um pouco maior.

  • Carteiras de fundos de Investimento para quem está a 20 anos de alcançar a idade da reforma

Banco BiG
As carteiras do BiG são as que apresentam em termos globais uma maior exposição ao risco, independentemente do perfil do investidor. Isto acontece porque o seu horizonte de investimento também é o mais elevado (20 anos) pelo que existe uma maior margem para que as eventuais perdas se diluam no tempo. No caso da carteira agressiva, este horizonte de investimento permite que a exposição a fundos de acções chegue a 75% dos activos. Neste segmento, a aposta do BiG incide sobretudo em fundos de acções globais de grande capitalização, mas também em fundos de acções de pequenas e médias empresas e de títulos do sector financeiro.

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23
Out 11

PPR do Estado acumula oito meses de perdas

O investimento em dívida continua a penalizar a performance dos Certificados de Reforma.

Os Certificados de Reforma foram criados com o objectivo de permitir aos portugueses a constituição de um complemento às suas pensões. Contudo, nos últimos meses, esta aplicação não tem surpreendido pela positiva. Segundo o folheto informativo de Setembro, divulgado pelo Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social (IGFCSS), nos últimos 12 meses (até 10 de Outubro), o PPR do Estado registou uma rentabilidade negativa de 3,50%.

Trata-se do oitavo mês consecutivo em que este produto de poupança vocacionado para a reforma apresenta rentabilidades a 12 meses negativas, não conseguindo escapar ao turbilhão que a afecta os mercados da dívida e accionista. Ainda assim, no último mês, as perdas foram aligeiradas face ao mês anterior graças à performance positiva das acções. Este foi, aliás, o único tipo de investimento a contribuir com um desempenho a 12 meses positivo. A aposta do fundo no mercado accionista valorizou 1,36%, interrompendo assim dois meses consecutivos de perdas para esse activo. Em Setembro, o investimento em acções tinha apresentado um retorno a 12 meses negativo em 3,84%.

No que respeita à aposta em dívida, continua a somar perdas. Nos últimos 12 meses, o investimento em dívida pública portuguesa desvalorizou 11,1%, enquanto que a dívida de outros países da OCDE apresenta uma rentabilidade negativa de 1,51%. Para este último caso, trata-se do pior desempenho desde a criação dos Certificados de Reforma.

Alterações na carteira

O PPR do Estado gere actualmente, pouco mais de 19,1 milhões de euros em activos. Em termos de distribuição por tipo de activos, a posição em dívida pública portuguesa e dívida de outros países da OCDE sofreu um ligeiro reforço para 26,07% e 51,75%, respectivamente. O mesmo aconteceu em relação ao investimento em acções que subiu para 16,26%. Já a liquidez baixou para 5,92% da carteira.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

 

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18
Out 11

Governo agrava resgates dos PPR

Os benefícios fiscais dos planos poupança reforma mantêm-se inalterados mas o reembolso vai ficar mais caro.

Os benefícios fiscais dos planos poupança-reforma (PPR) não sofreram alterações, mantendo-se o benefício máximo de 100 euros, consoante os escalões de rendimento. Porém, o reembolso do capital vai ficar mais caro já a partir do próximo ano.

De acordo com o Orçamento do Estado de 2012, o resgate dos PPR fora das condições previstas na lei (reforma por velhice ou invalidez, desemprego de longa duração, incapacidade permanente para o trabalho) ficará sujeito à devolução dos benefícios fiscais obtidos no passado acrescido de uma majoração de 10% das importâncias deduzidas por cada ano decorrido.

Na prática, significa que um investidor que, por exemplo, em 2009 e 2010 tenha investido 2.000 euros anualmente e obtido o benefício fiscal máximo (400 euros), se resgatar o PPR em 2012, fora das condições previstas na lei, terá que devolver ao Estado 920 euros. Hoje, essa penalização resume-se a um montante equivalente a 1% das subscrições realizadas ao longo do período do investimento. Mas o agravamento fiscal não fica por aqui. O governo decidiu aumentar a tributação autónoma das mais-valias dos PPR de 20% para 21,5%, apesar de manter intacta a escala de tributação reduzida das mais-valias para investimentos a mais de cinco anos: 16% no caso de aplicações entre cinco e oito anos; e 8% caso o PPR tenha mais de oito anos ou mais de cinco anos e o investidor tenha mais de 60 anos de idade.

Os investidores que resgatem o PPR dentro das condições previstas na lei também vão ter que contar com um agravamento fiscal, mas de apenas 0,6%: se até agora o reembolso do PPR (para contribuições após 2005) previa que apenas dois quintos do rendimento seriam tributados autonomamente à taxa de 20%, ou seja, a uma tributação de 8%, a partir de agora, com a taxa tributária de 21,5%, a tributação do investimento será de 8,6%, desde que pelo menos 35% das entregas tenham sido efectuadas na primeira metade de vigência do contrato e que o reembolso ocorra sob a forma de capital.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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16
Ago 11

Onde os portugueses investem as poupanças

Taxas mais altas têm atraído mais aforro. Receios sobre crise da dívida têm afastado investidores dos mercados.

Depósitos mantêm tendência crescente nos últimos meses
Os depósitos têm sido o principal destino das poupanças dos portugueses e o montante aplicado neste produto tem vindo a crescer sustentadamente desde há mais de um ano. Esta tendência resulta, não só, da actual conjuntura económica recessiva do país, como também de um aumento das remunerações dos depósitos para taxas mais atractivas. De acordo com o último Boletim Estatístico do Banco de Portugal, o montante de novas operações de depósitos de particulares foi de quase 10,4 mil milhões de euros em
Maio deste ano, o que compara com um valor de novos depósitos de 5,94 mil milhões de euros verificado em maio de 2010.

Certificados do Tesouro com subscrições em queda mas saldo positivo
Os Certificados do Tesouro foram um produto de sucesso nos primeiros meses após o seu lançamento, devido nomeadamente às taxas atractivas. No entanto, a decisão do IGCP de colocar um tecto nas taxas "a partir do mês de Maio de 2011 e enquanto se mantiverem as condições de mercado", a crise da dívida soberana e a possibilidade de vir a ser aplicado um ‘haircut' no valor da dívida portuguesa, terão afastado investidores. Segundo o último relatório mensal do IGCP, as subscrições líquidas foram de 24 milhões de euros em Junho, mínimo de que há registo, influenciadas pela queda das subscrições para o valor mais baixo desde Novembro de 2010.

Fundos de obrigações euro lideram subscrições líquidas positivas
Apesar de, enquanto segmento, os fundos de investimento mobiliário continuarem a ser bastante penalizados, com elevados montantes resgatados, há categorias onde o dinheiro aplicado é superior ao retirado. Segundo o último relatório mensal da APFIPP, desde início do ano, as duas categorias com subscrições líquidas mais elevadas são das de fundos de obrigações taxa indexada euro (83,6 milhões de euros) e de fundos de obrigações taxa fixa euro (47,5 milhões). Olhando apenas para Junho são os fundos de mercado monetário euro, os mistos predominantemente acções, os predominantemente Obrigações, os únicos com saldo positivo.

Incerteza afasta investidores dos mercados accionistas
A instabilidade no mercados, resultado da crise da dívida soberana na zona euro e das dificuldades de crescimento das maiores economias têm afastado investidores. Em Portugal, o número de ordens dadas sobre acções caiu 33%nos primeiros seis meses deste ano face ao período homólogo, enquanto o valor recuou 48%no mesmo período. No mesmo sentido, o montante de transacções de acções na Euronext Lisbon foi de
18,2 mil milhões de euros, nos acumulado dos primeiros sete meses deste ano, o que representa uma quebra de 29,4%face ao período de Janeiro a Julho de 2010, influenciado também pela diminuição da cotação das acções.

Certificados de Aforro continuam a perder investidores
Os Certificados de Aforro têm vindo a perder subscritores ao longo dos anos. As duas principais razão serão a queda significativa da rendibilidade que oferecem ao longo dos anos - resultado de um ambiente de baixa da Euribor - e o aparecimento de um outro produto do Estado mais atractivo, dada a maior remuneração oferecida, os Certificados do Tesouro, lançados há um ano. De acordo com o último boletim mensal do ICGP, as subscrições dos certificados de aforro foram de 28 milhões de euros em Junho, valor
mais baixo de sempre, enquanto os resgates ficaram acima de 300 milhões de euros, o que dá um saldo negativo de 322 milhões.

Fundos Poupança Reforma penalizam por perda de benefícios
Os Fundos Poupança Reforma (PPR) perderam parte do seu atractivo com a redução do benefício fiscal em sede de IRS. Uma outra razão, mencionada recentemente pelo
presidente da APS, Seixas Vale, é o "maior investimento por parte dos bancos, os grandes distribuidores de PPR, na captação de liquidez através da aposta em depósitos". Os PPR sob a forma de seguro (que representam cerca de 85,5%do total de PPR) tinham no final do ano passado 15 mil milhões de euros acumulados, valor que até Maio tinha recuado 7%. Em 2010, as contribuições foram de 3,2 mil milhões de euros, um valor que o presidente da APS considera difícil de manter este ano.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

 

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08
Ago 11

876 milhões saem dos PPR para depósitos

Na hora de pôr poupanças a render, fim dos benefícios fiscais e remuneração mais atractiva na banca pesam na decisão dos portugueses

 

O desvio tem uma explicação. Em apenas um ano, 876 milhões de euros «voaram» dos Planos Poupança Reforma (PPR). Com o fim dos benefícios fiscais normalmente associados a estes instrumentos financeiros, os portugueses passaram a estar de olho nas remunerações mais chorudas pagas pela banca nos depósitos. 

As famílias estão assim a redireccionar as suas poupanças. O relatório da actividade seguradora sobre os primeiros seis meses deste ano, divulgado pelo Intituto de Seguros de Portugal ¿ e que vem citado na edição do «Correio da Manhã» desta segunda-feira - revela que, em Junho do ano passado, o montante aplicado em PPR chegava aos 14.887 mil milhões de euros.

No espaço de um ano, esse valor caiu para 14.011 mil milhões. 

Na prática, os aforradores retiraram dos PPR 73 milhões de euros por mês, em média. 

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

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