15
Nov 11

Qual é a melhor forma de fazer crescer uma poupança de 10 mil euros?

O Económico foi ver quanto renderiam 10 mil euros se fossem hoje aplicados de seis formas diferentes.

Fazer crescer dinheiro no momento actual, não é tarefa fácil. Numa altura em que o medo e a turbulência dos mercados afecta a performance de várias classes de activos, é difícil encontrar "um fermento" que permita multiplicar as poupanças. A tarefa torna-se ainda mais complicada para os investidores passivos que- por comodismo, falta de informação ou de tempo- não procuram activamente no mercado as melhores soluções financeiras. Os dados do Banco de Portugal relativos ao estudo sobre literacia financeira, mostram que 56% dos inquiridos não faz uma comparação dos produtos disponíveis nas várias instituições antes de fazer um investimento. Mas fazer esse trabalho de casa e comparar a oferta entre os vários bancos pode-lhe dar muito frutos. Por exemplo, para um depósito a um ano há bancos que oferecem taxas que variam entre os 0,1% e os 6%. Isto significa que para uma aplicação no valor de 10 mil euros, a mais-valia que um investidor pode obter ao fim de um ano oscila entre os 8 e os 471 euros líquidos. Os números mostram, assim, o impacto que a diferença que alguns pontos percentuais na rentabilidade de um produto financeiro pode exercer no seu património. Curiosamente, no inquérito sobre Literacia Financeira do Banco de Portugal, a rentabilidade aparece como o factor mais determinante para a escolha de um produto financeiro, segundo os portugueses inquiridos

Para dar uma ideia mais próxima de quanto é que os investidores podem ver as suas poupanças crescer consoante optem por uma aplicação que lhes ofereça um juro de 1% ou por outra que remunere a uma taxa de 7%, o Diário Económico foi ver quanto renderia um montante de 10.000 euros, caso um investidor aplicasse o seu dinheiro em alguns dos mais populares produtos financeiros, às actuais taxas de mercado. Os números mostram que há diferenças substanciais na oferta disponível no mercado e que fazer a comparação de produtos compensa.

Os resultados mostram ainda que a solução menos vantajosa de todas é deixar o dinheiro "debaixo do colchão", ou numa simples conta bancária à ordem. É que neste cenário não só o seu dinheiro não está a render como ainda está a perder valor, devido ao efeito destruidor da inflação.

 

Ao final de um ano 10 mil euros valem....

 

10.392€ - Super depósitos
Apesar de o Banco de Portugal ter imposto novas regras para penalizar os bancos que pratiquem taxas de juro demasiado elevadas para os depósitos, ainda é possível encontrar depósitos com taxas atractivas. É o caso do Depósito Special One + do BCP (quatro anos); do Montepio Super Poupança (quatro anos), do Depósito a cinco anos do BIG, ou do Depósito Crescente a quatro anos do Banif. Todos eles apresentam uma TANB média de 5%. Isto significa que, por cada 10 mil euros aplicados, o investidor receberia 392 euros por ano, líquidos de impostos.

 

10.125€ - Certificados de aforro
Os certificados de aforro foram até há pouco tempo uma das aplicações financeiras preferidas dos portugueses. Mas as alterações introduzidas na fórmula de cálculo da remuneração destes produtos conduziu a uma quebra dos juros oferecidos aos investidores. Assiste-se agora a uma verdadeira fuga para os depósitos- que neste momento oferecem taxas que em alguns casos chegam a ser três vezes superiores. As subscrições de CA feitas em Novembro iriam beneficiar de uma taxa de juro bruta de 1,595%. Se os juros se mantiverem durante os trimestres seguintes, significa que ao fim de um ano, os seus 10.000 euros renderiam 125 euros.

 

12.400€ - O melhor fundo de investimento
Aplicar o seu dinheiro num fundo de investimento também é uma hipótese a ter em conta: com baixos montantes um investidor consegue ter exposição a várias classes de activos . Com uma vantagem adicional: os fundos beneficiam de uma gestão profissional. O problema é que nem mesmo os profissionais têm conseguido fintar as quedas dos mercados. Nos últimos 12 meses e segundo a APFIPP, 78% dos fundos estão negativos. Ainda assim, há quem consiga fintar a turbulência das bolsas. O fundo especial de investimento Caixagest Private Equity (o melhor nos últimos 12 meses) acumula ganhos de 24% . Quem tivesse investido 10 mil euros há 12 meses neste fundo hoje teria um ganho de 2.400 euros. Mas rentabilidades passadas não significam ganhos futuros.

 

10.008€ - Depósitos mais "forretas"
Os depósitos são como os chapéus: há muitos no mercado. E as diferenças de remuneração são assinaláveis. Para um depósito a um ano, segundo a análise da Deco, há bancos que oferecem remunerações que variam entre os 0,1% de TANB (no caso do Deutsche Bank) e os 6% (no caso do Finantia). Ou seja, se optar pelo depósito mais forreta, os 10 mil euros ao fim de um ano crescerão apenas 8 euros.

 

10.557€ - Certificados do Tesouro
Criados em 2010, os certificados do tesouro são um produto de dívida pública alternativo aos tradicionais certificados de aforro e cuja remuneração tenta seguir a evolução das ‘yields' das obrigações do tesouro a cinco e a 10 anos. No entanto, o facto da crise da dívida pública ter feito disparar as yields portuguesas para valores anormais, levou o IGCP a congelar os juros destas aplicações. Quem mantiver os 10 mil euros investidos por um período de 10 anos ficará sujeito a uma TANB de 7,10%. Ou seja, em média, por cada ano, o investidor receberá 557 euros, líquidos. No entanto, esta remuneração só é válida para quem mantiver o dinheiro investido por 10 anos.

 

9.650€ - Colchão
Colocar os 10 mil euros debaixo do colchão, ou numa conta bancária à ordem, sem obter qualquer remuneração, tem consequências negativas no seu património. Porque se ao fim de um ano, os seus 10 mil euros não forem beneficiados com uma remuneração, isso significa que findo esse período, os seus 10 mil euros terão encolhido na realidade, pelo efeito da inflação. As estimativas do Banco de Portugal e do Governo, apontam para que a taxa de inflação em 2011 se situe nos 3,5%. Isto significa que em termos reais, o seu pé-de-meia no final do ano valerá apenas 9.650 euros.

fonte:http://economico.sapo.pt

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17
Ago 11

Fundos de Tesouraria sofrem com sucesso dos depósitos

Foram 1.400 milhões de euros que abandonaram as carteiras dos fundos de curto prazo. Os fracos ganhos, inferiores aos juros dos depósitos, são a razão para a fuga.

 

Há dois anos, o Espírito Santo Monetário era um colosso: este fundo de tesouraria, que investe essencialmente em dívida pública e obrigações de entidades financeiras que se vencem durante o próximo ano, tinha mais de mil milhões de euros. Era, de longe, o maior fundo português: chegou a contar com mais de 28 mil investidores. 

Hoje, o Espírito Santo Monetário vale menos de 150 milhões de euros. O fundo, que é comercializado pelo Banco Espírito Santo e pelo Banco Best, é o reflexo de como a crise financeira afectou os fundos de tesouraria e do mercado monetário, usados tradicionalmente para gerir poupanças no curto prazo. 

Apesar de estes produtos terem rendido, em média, 1,06% por cada um dos últimos dois anos, quase 1.400 milhões de euros desapareceram das suas carteiras no biénio, o equivalente a 55,17% dos activos, de acordo com os portefólios publicados pelas gestoras junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. 

Os depósitos a prazo são os principais responsáveis pela fuga. "Recentemente, e fruto da situação da economia portuguesa, os bancos tiveram de se tornar agressivos na captação de recursos e passaram a remunerar os depósitos a taxas de juro elevadas e a favorecer esta forma de financiamento na sua actuação comercial", explica João Zorro, gestor da Espírito Santo Activos Financeiros, responsável pelo Espírito Santo Monetário. É difícil convencer os aforradores a manterem-se nos fundos de tesouraria e do mercado monetário quando há, pelo menos, dez instituições financeiras nacionais que pagam juros iguais ou superiores a 4% em aplicações até um ano.

João Zorro diz que, além das taxas dos depósitos, há outra razão para os investidores se afastarem dos fundos de tesouraria e do mercado monetário: a volatilidade aumentou. "O potencial de remuneração é bastante interessante mas, em contrapartida, o horizonte temporal de investimento alargou-se e, hoje em dia, um mínimo de 30 dias é essencial", quando antes uma semana era suficiente, conclui João Zorro.

Um caso isolado no Crédito Agrícola 
Embora o cenário seja de fuga maciça dos investidores, há uma realidade exactamente oposta no Crédito Agrícola. Os activos do CA Monetário quase triplicaram nos dois últimos anos. Fernando Nascimento, o gestor do fundo, explica que o interesse dos investidores se deve "às boas rendibilidades" e "à estabilidade do fundo, que apresenta uma tendência sempre de subida". 

Além de ter alcançado o maior ganho no último ano entre os seus pares, 2,20% contra uma média de 0,97%, as taxas de juro dos depósitos do Crédito Agrícola ficam aquém dessa marca. Segundo o preçário da instituição financeira, o Depósito a Prazo Normal a 365 dias remunera a uma taxa bruta de 0,675%. 

Tal como os particulares, Fernando Nascimento prefere depósitos a investir em títulos de dívida: no início de Julho, o CA Monetário tinha tanto dinheiro em obrigações como num único depósito de duas semanas no Banco Comercial Português a uma taxa anual de 4,5%. "O poder de escala e as boas relações com variadas instituições garantem taxas de juro de depósitos substancialmente superiores aos que os particulares conseguem", conta o responsável da Crédito Agrícola Gest. 

O gestor do CA Monetário não se concentra apenas nas taxas de juro. "Há uma grande preocupação do risco de contraparte", diz. "A diversificação tem uma importância acrescida", por isso, Francisco Nascimento procura separar o património do fundo aplicado em depósitos por vários bancos. No início de Julho contavam--se oito bancos responsáveis pelos depósitos a prazo contratados pelo fundo: desde uma aplicação a um mês no Banco BPI a receber uma taxa anual de 1,8% até a um depósito a 5,5% no Montepio durante seis meses.






Depósitos versus fundos

Embora os depósitos paguem agora o equivalente a mais de três vezes a rendibilidade do último ano dos fundos de tesouraria e do mercado monetário, as vantagens não estão apenas do lado das contas a prazo. No limite, os gestores dos fundos podem juntar o dinheiro dos aforradores e negociar vários depósitos a prazo generosos. No início de Julho, o fundo BPI Liquidez era o que tinha o mais rentável: entre as suas aplicações estava um depósito a seis meses com uma taxa anual de 6% no Banco Comercial Português.








Tesouraria também desvaloriza

Dois fundos portugueses de tesouraria ofereceram perdas aos investidores durante o último ano.

Os ganhos oferecidos pela maioria dos fundos de tesouraria e do mercado monetário ficaram abaixo dos juros que muitos depósitos a prazo estão a pagar aos aforradores. Há, inclusivamente, dois fundos que registaram perdas no último ano. O BPN Tesouraria teve um prejuízo de 0,16%, enquanto a perda do Popular Tesouraria foi de 0,51%. Mesmo assim, os gestores da Popular Gestão de Activos estão optimistas: "Aguarda-se um crescimento do montante sob gestão durante a segunda metade do ano, tendo em conta a boa relação de risco/rendibilidade que este fundo apresenta actualmente", lê-se no relatório anual de gestão do Popular Tesouraria publicado em meados de Março, apesar do fundo ter desvalorizado 1,22% em 2010. No primeiro trimestre ganhou 1,03%. 

Depois da fuga de activos do Espírito Santo Monetário, que chegou a ser o maior fundo português, o BPI Liquidez assumiu a liderança dos maiores fundos de tesouraria e do mercado monetário, apesar de também ter perdido cerca de 50% do património no último ano. Este produto ocupa a segunda posição dos mais rentáveis no último ano, atrás do CA Monetário. Desde que foi lançado, em Março de 1996, o BPI Liquidez ganhou 2,29% por ano.




Fundos para todos

Todos os principais grupos bancários têm, pelo menos, um fundo de tesouraria ou do mercado monetário para os seus clientes. Não foram incluídos nesta lista os fundos Banco BIC Tesouraria, Santander Gestão Premium Liquidez e Santander Gestão Private Liquidez por ainda não terem celebrado o primeiro aniversário.





Nacionais melhores do que estrangeiros

Apenas dois fundos geridos fora de Portugal se destacam no segmento de aplicações de curto prazo.

Apesar de haver três vezes mais fundos estrangeiros disponíveis aos investidores portugueses do que veículos nacionais, os resultados portugueses dos fundos de tesouraria e do mercado monetário têm supremacia sobre os alcançados pelas entidades externas. Enquanto os fundos portugueses ganharam cerca de 1% no último ano, os produtos de sociedades gestoras estrangeiras avançaram 0,5%, segundo os desempenho publicados pelos especialistas de avaliação de fundos da Morningstar. Há, no entanto, dois fundos que pode valer a pena conhecer. O Pimco GIS Euribor Plus e o Vontobel Euro Money conseguiram render mais de 1% no último ano. 


Pimco GIS EuriborPlus E
Rendibilidade 1 ano: 1,99% 
Rendibilidade 3 anos: 2,26%/ano 
Rendibilidade 5 anos: 2,24%/ano 
Classificação Morningstar: **** 
Comercialização: ActivoBank, Banco Best


Andrew Bosomworth, o gestor da norte-americana Pimco que conduz este fundo de invstimento, usa a estratégia proprietária EuriborPlus para conseguir ultrapassar os rendimentos de referência da taxa Euribor a um mês. Esta estratégia, que procura maximizar a rendibilidade enquanto mantém o capital preservado e fornece liquidez diária, investe numa vasta gama de títulos do mercado monetário e em obrigações de curto prazo, embora também possa apostar pontualmente em obrigações mais longas ou de "ratings" mais baixos. A Morningstar atribui-lhe quatro estrelas, num sistema cuja nota máxima são cinco estrelas. 


Vontobel Euro Money C
Rendibilidade 1 ano: 1,01% 
Rendibilidade 3 anos: 1,58%/ano 
Classificação Morningstar: *** 
Comercialização: Banco Best 


A administração liderada por Tolga Hakan Yildirim é mais criteriosa: na carteira do Vontobel Euro Money não entram emissões com "rating" inferior a A- atribuído pela Standard & Poor's. Pouco mais de metade da carteira está aplicada em títulos com o "rating" máximo dessa agência. O património do fundo está diversificado por várias obrigações em euros de emitentes estatais e privados. Entre as principais estão títulos da Toyota Motor, do Royal Bank of Scotland e de França.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

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12
Jul 11

Famílias depositaram 45 milhões por dia em Maio

Particulares estão a resgatar outros produtos de poupança e a reinvestir em depósitos que atingiram um nível recorde acima dos 122 mil milhões

 

Os depósitos dos particulares voltaram a fixar um novo máximo histórico em Maio, reflexo da aposta dos bancos na subida da remuneração destes produtos. Mas também não restam dúvidas que grande parte dos montantes resgatados pelos aforradores de outros instrumentos de poupança, como fundos de investimento, certificados de aforro e até Planos Poupança Reforma, estão a ser canalizados para os "superdepósitos" que a banca está empenhada em promover.

De acordo com as estatísticas do Banco de Portugal, o valor depositado pelas famílias atingiu um valor mais elevado desde que há registos. O saldo dos depósitos disparou de 120.863 milhões em Abril para 122.249 milhões em Maio, ou seja, a poupança dos particulares subiu, num só mês, a um ritmo de 44,7 milhões de euros por dia. Face às necessidades de liquidez que a banca atravessa, numa altura em que o acesso aos mercados continua congelado, a estratégia de financiamento das instituições recai no aumento da remuneração dos depósitos dos clientes. Ao mesmo tempo, a banca reduz a dependência dos empréstimos do Banco Central Europeu cujo valor desceu 7% para 43,88 mil milhões de euros em Junho.

A taxa de juro média dos depósitos subiu de 3,33% em Abril para 3,54% em Maio, reflectindo também o aumento das taxas Euribor. A guerra pelos depósitos é visível neste 12º aumento consecutivo da taxa de juro média que, no mês em análise, atingiu para o valor mais elevado desde Dezembro de 2008.

Os "superdepósitos", com taxas crescentes de remuneração, estão a "roubar" a poupança dos portugueses de outros instrumentos, sobretudo do Estado. O pedido de ajuda externa e o receio de incumprimento ditaram uma fuga de quase dois mil milhões de euros dos certificados de aforro este ano. Também os fundos de investimento registam um saldo acumulado (subscrições menos resgates) negativo de 1.381 milhões de euros. 

O Conselho Nacional de Supervisores Financeiros explicou, em comunicado divulgado ontem, que a estratégia dos bancos incide também na "recomposição da carteira de aplicações de particulares, em resultado de um aumento da aversão ao risco, num quadro de agravamento das tensões nos mercados financeiros". Isto significa que o aumento da captação de depósitos está a ser acompanhado pela redução na concessão de crédito. 

Em Maio, o financiamento à economia (particulares e empresas) recuou para 4,86 mil milhões, menos 61 milhões face a Abril. Ainda assim, a compra de casa e o financiamento às pequenas e médias empresas escaparam ao corte de crédito. As taxas de juro subiram em todos os destinos e segmentos, o que traduz o aumento dos spreads e das taxas Euribor, traduzindo também uma tentativa para travar a procura de crédito. 

Banca compra dívida pública Em Maio, os empréstimos ao Estado diminuíram 4%, graças ao recuo de 24% no valor total empréstimos concedidos à administração central. Mas a banca reforçou em 7% o montante de dívida pública detida. O sector investiu 1570 milhões de euros, tendo provavelmente participado nos leilões de bilhetes do tesouro realizados em Maio.

fonte:http://www.ionline.pt

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13
Mar 11

Portugueses retiram 3,5 mil milhões dos fundos em menos de um ano

Fevereiro mantém tendência dos últimos dez meses, com a saída de mais de 200 milhões de euros.

Os portugueses continuam a fugir dos fundos de investimento. A fuga já dura há onze meses consecutivos e resulta num saldo líquido negativo significativo. Contas feitas, os investidores retiraram 3,5 mil milhões de euros destes instrumentos desde Abril do ano passado. A turbulência registada nos mercados financeiros, consequente da crise de dívida, levou os investidores a apostar em produtos com menor risco, como os depósitos, em detrimento dos fundos. Por outro lado, o rendimento cada vez menos disponível no bolso dos portugueses pode estar a levá-los a resgatar investimentos. A tendência de saída dos fundos tem-se mantido este ano e voltou a repetir-se no mês passado.

De acordo com o relatório mensal divulgado ontem pela APFIPP, em Fevereiro foram retirados mais de 200 milhões de euros dos fundos de investimento geridos por sociedades portuguesas. Apesar das subscrições terem atingido os 664,5 milhões de euros, os resgates ascenderam a 865,7 milhões, resultando num saldo líquido negativo mensal de 201,3 milhões de euros. Com a fuga de Fevereiro, o saldo das subscrições líquidas (subscrições menos regastes) desde o arranque do ano é negativo em 383 milhões de euros.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 
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20
Jan 11

Os melhores fundos portugueses

Uma das várias frases que se repetem em qualquer prospecto de um fundo de investimento diz que as "rendibilidades passadas não são garantia de rendibilidades futuras." Contudo, muitos investidores continuam a esquecer-se facilmente deste princípio. Só assim se percebe porque muitos portugueses continuam a dedicar tanta atenção ao ‘ranking' dos fundos mais rentáveis durante o último ano. Muitos chegam mesmo a remodelar o portefólio por inteiro nos primeiros dias do ano, substituindo os activos que têm em carteira pelos fundos que melhor desempenho tiveram nos últimos 12 meses, na esperança de virem a registar um ano tão bom ou melhor que o anterior. Mas a verdade é que isso está longe de ser assim. Basta ver o que sucedeu em 2009 e 2010: dos 10 fundos nacionais com o melhor desempenho em 2009, apenas três voltaram a figurar no "top 10" de 2010.

Para evitar que este ano a sua carteira volte a cair no mesmo erro, o Diário Económico, com a ajuda da Bloomberg, realizou um ‘ranking' dos melhores fundos portugueses, tendo em conta cinco variáveis: rendibilidade obtida a 1, 3 e 5 anos, e o rácio de Sharpe a 1 e 3 anos - um indicador que tem em conta o binómio risco/rendibilidade.

A maior estrela do mercado negoceia imóveis
De acordo com a Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP), o fundo português mais rentável em 2010 foi o BPI África, com ganhos de 29,49%. Porém, o fundo nacional detentor do galardão de melhor do mercado é o Finipredial, dado o seu passado recente de sucesso. Gerido pela Finivalor desde 1997 e comercializado nos balcões do Finibanco, este fundo de investimento imobiliário remunerou os seus participantes com ganhos médios anuais de 3,86% no último quinquénio e detém o rácio de Sharpe mais elevado do mercado a 1 e a 3 anos, conferindo-lhe assim a pontuação mais elevada do ‘ranking' "Diário Económico/Bloomberg". Isto significa que o Finipredial, actualmente com mais de 310 milhões de euros sob gestão, não só obteve nos últimos anos uma rendibilidade acima da média do mercado como também foi o fundo que mais justificou o risco do investimento. "O Finipredial tem sido gerido com algum conservadorismo e com muito cuidado com as compras. Não embarcamos em loucuras", refere Jorge Pereira, presidente da Finivalor. O responsável máximo pela gestão do fundo refere alguns segredos do Finipredial: "negociamos imóveis com ‘yield' médias brutas de 8%" e "não especulamos com o valor dos imóveis que compramos."

Líderes nos diversos segmentos
Entre os fundos com melhor resultado no ‘ranking' "Diário Económico/Bloomberg" marcam destaque os fundos de acções internacionais que apostam nos mercados emergentes. É o caso do Caixagest Acções Oriente, Espírito Santo Mercados Emergentes e Millennium Mercados Emergentes, que nos últimos cinco anos obtiveram rendibilidades médias anuais sempre acima dos 5%. Estes são os verdadeiros campeões de maratonas.

No campeonato das casas de investimento, denota-se uma capacidade particular da F&C Management, entidade responsável por gerir os fundos do Millennium bcp, para negociar obrigações de taxa flexível, ao colocar no "top 5" desta classe de activos três dos seus fundos: Millennium Premium, Millennium Obrigações e Millennium Obrigações Mundiais.

No segmento dos planos poupança-reforma (PPR) sob a forma de fundos de investimento e dos fundos de Tesouraria os resultados revelam uma grande concorrência. No entanto, nos produtos de reforma, o Espírito Santo PPR e o Alves Ribeiro PPR repartem os primeiros lugares enquanto nos produtos de curto prazo, o prémio de melhor fundo de Tesouraria cabe ao Banif Euro Tesouraria que, nos últimos cinco anos, ofereceu ganhos líquidos de 1,79% aos investidores.


Como construímos o ‘ranking'
O ‘ranking' dos fundos foi realizado com base nos 654 fundos portugueses registados na CMVM e teve em conta cinco variáveis com o mesmo peso: desempenho dos fundos nos últimos 12 meses, 3 e 5 anos, o rácio de Sharpe a 1 e a 3 anos. O rácio de Sharpe foi tido em conta porque permite quantificar quanto é que a rendibilidade obtida pelo fundo justificou o risco do investimento seguido pela equipa de gestão. O método de cálculo utilizado que deu origem à "Pontuação DE/Bloomberg" foi alcançado recorrendo ao terminal profissional da Bloomberg que, com base nas variáveis e critérios escolhidos, avalia os activos financeiros numa escala entre 0 e 100, sendo 100 o melhor resultado.


Obrigações de Taxa Flexível

Os três melhores fundos de obrigações de taxa flexível têm em comum o facto de serem das poucas excepções desta categoria a apresentarem rendibilidades positivas nos últimos 12 meses e serem geridos pela mesma entidade gestora, a F&C Management. O Millennium Premium, Millennium Obrigações e o Millennium Obrigações Mundiais têm conseguido cumprir com o objectivo estipulado de proporcionar um retorno no curto e médio prazo incorporando um prémio relativamente às taxas de juro do mercado monetário.

Obrigações de Taxa Fixa
A crise da dívida soberana europeia esteve sob as luzes da ribalta no último ano, colocando as equipas de gestão dos fundos de taxa fixa sobre elevada pressão. A destreza dos especialistas em não deixarem os seus portefólios sofrerem perdas pecaminosas está à vista: o melhor fundo desta classe, o Espírito Santo Obrigações Europa, gerido por Vasco Teles, conseguiu não só ter o melhor desempenho a três e a cinco anos entre os seus pares como figura entre os dois fundos de taxa fixa com o rácio de Sharpe mais elevado a um e a três anos.

Acções Nacionais
O último quinquénio não foi positivo para os fundos de acções nacionais, com nenhum dos fundos a conseguir bater o desempenho do PSI 20 a um, três e cinco anos. A "pontuação Económico/Bloomberg" destes produtos revela isso mesmo, com o resultado a ficar abaixo da média de 56% dos fundos nacionais. Nesse sentido, o destaque desta classe deve ser feito pelo lado negativo, com o Caixagest Acções Portugal a merecer a nota mais vermelha por ser aquele com a pior rendibilidade a três e cinco anos e a deter o pior rácio de Sharpe a três anos.

Acções Europeias
Nos últimos cinco anos as acções das 600 maiores empresas europeias valorizaram, em média, apenas 1,26% por ano. Mas os dois melhores fundos de acções europeias registados em Portugal deram a ganhar aos seus subscritores mais do dobro desse valor. Os campeões dos fundos de acções europeias são o Santander Euro-Futuro Defensivo e o Santander Euro-Futuro Cíclico, ambos galardoados com "cinco estrelas" Morningstar. Contudo, para investir nestes produtos os investidores necessitam de, pelo menos, 40 mil euros.

Acções Internacionais
Os mercados emergentes, ao longo da última década, têm vindo a aumentar o seu peso na economia mundial e hoje contribuem com quase 50% da riqueza gerada no planeta. No mesmo sentido têm seguido os fundos de acções de mercados emergentes, sobretudo aqueles com uma forte exposição ao continente asiático, como é o caso do Caixagest Acções Oriente. O fundo mais rentável disponível aos clientes da Caixa Geral de Depósitos arrasou toda a concorrência com rendibilidades anuais médias superiores a 10% desde 2006.

Tesouraria
Os fundos de tesouraria são os que apresentam o maior grau de concorrência, com o primeiro e o quinto classificado a ficarem a apenas 0,87 pontos na escala do ‘ranking' "Económico/Bloomberg". O prémio de melhor fundo desta categoria cabe ao Banif Euro Tesouraria que, nos últimos cinco anos, teve o melhor desempenho da sua classe e apresenta o melhor rácio de Sharpe a três anos. Entre as suas principais apostas figuram obrigações empresariais e soberanas de taxa fixa e indexada com maturidade residual inferior a 60 meses.

Planos Poupança-Reforma
Os planos poupança-reforma (PPR) estão longe de serem os instrumentos financeiros mais rentáveis. As limitações quanto à exposição máxima a acções limita a gestão destes produtos e, por arrasto, a sua rendibilidade potencial. Esta realidade fica bem espelhada pelo desempenho médio anual de 1,45% dos cinco melhores PPR do mercado nos últimos cinco anos. No topo deste grupo está o Espírito Santo PPR, gerido por José Valente, que apesar de ter gerado ganhos parcos, ganha pontos com a sua política de investimento conservadora.

Imobiliário
Os fundos de investimento imobiliário são, por larga distância, os fundos portugueses que apresentam os melhores resultados numa relação directa entre rendibilidades passadas e risco do investimento. E no topo desta classe de activos está o Finipredial, gerido pela Finivalor desde 1997, sempre com base numa estratégia conservadora e que esteve na base de um conjunto de resultados positivos estáveis desde 2003, que se traduz em ganhos médios anuais sempre entre os 3% e 5%. Actualmente o Finipredial tem mais de 310 milhões de euros sob gestão.

fonte:economico.sapo

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21
Dez 10

Seis alternativas aos PPR para poupar para a reforma

Com o corte nos benefícios fiscais em 2011, os PPR perdem atractividade, mas existem outras formas de preparar uma velhice confortável.

Durante todo o Verão a cigarra cantava feliz enquanto a sua vizinha formiga andava atarefada a transportar comida para o formigueiro. Quando o Inverno chegou, a cigarra não tinha nada para comer enquanto as formigas comiam do que abundantemente tinham arrecadado no Verão. Aí, a cigarra compreendeu que tinha procedido mal... Moral da história: cante menos, trabalhe mais e pense no futuro. A conhecida fábula de La Fontaine "A cigarra e a formiga" é um bom exemplo para ilustrar como devem as pessoas comportar-se no que respeita à preparação da reforma. As "estações mais quentes" devem ser escolhidas para arrecadar para melhor conseguir passar as "estações mais frias" da vida.

Até agora, a forma mais popularmente conhecida de poupar para a reforma têm sido os Planos Poupança Reforma ( PPR ). No entanto, as alterações impostas pelo Orçamento do Estado para 2011 no regime de deduções no IRS, nomeadamente com o estabelecimento de um tecto máximo de 100 euros nos benefícios fiscais totais, poderá levar a um menor interesse dos portugueses por este tipo de aplicações. Este ano é a última oportunidade para conseguir tirar partido do benefício fiscal máximo de 400 euros, permitido pelo investimento em PPR . Contudo, há no mercado variadíssimas ofertas de produtos de investimento vocacionados para a reforma. O Diário Económico foi à procura e dá-lhe a conhecer seis exemplos. Para além dos PPR , existem ainda certificados de reforma, fundos de ciclo de vida, seguros ‘unit-linked', fundos de pensões abertos, certificados do Tesouro ou fundos de investimento (imobiliários, de obrigações ou mesmo de acções).

A questão da poupança para a reforma é cada vez mais importante porque é um hábito que ainda não está enraizado na mentalidade de muitas pessoas. Os estudos continuam a mostrar que, apesar dos portugueses estarem preocupados com a velhice, poucos são os que estão de facto a fazer algo para preparar uma reforma segura. Segundo o último barómetro da reforma realizado pela seguradora AXA, apenas um terço dos adultos começaram a planear a reforma. E, apesar de cada vez pensarem mais cedo na reforma, a maioria adia esse planeamento para a meia-idade ou mesmo para mais tarde. Mas qual é a melhor altura para começar? Como refere a direcção de investimentos do banco Best, deve-se "começar o quanto antes. Quanto mais cedo começar a constituir o seu plano de poupanças maior será o efeito de capitalização de rendimentos que conseguirá". Uma questão que adquire maior importância tendo em conta as alterações no método de cálculo das pensões que vai levar a grandes cortes nos rendimentos de quem se reformar. Ainda esta semana, a gestora de fundos Optimize - especializada em produtos de poupança para a reforma - divulgou o estudo "Reforma & Pensões em Portugal", onde conclui que no futuro o valor das pensões dos portugueses vai passar de 75% para 50% do último ordenado. Ou seja, um jovem que tenha hoje 25 anos e que se pretenda reformar aos 65 anos, vai ter apenas direito a cerca de metade do seu salário. Por isso, quanto mais cedo começar, mais conseguirá arrecadar para manter o nível de vida na velhice. Existem, aliás, alguns simuladores que permitem fazer esses cálculos. O site do banco Best, em www.bancobest.pt, é um exemplo. Também no site do BPI (www.bancobpi.pt) e no da gestora Optimize (www.optimize.pt) encontra ferramentas semelhantes.

Quando chega a altura de escolher os investimentos devem ser tidos em conta sobretudo três factores: para além da necessidade de diversificar os investimentos, o perfil de risco do investidor e o espaço de tempo a que dista a idade de reforma são os principais pontos a considerar. Aí, a regra deverá ser quanto maior o horizonte temporal de investimento e menores as necessidades previsíveis de liquidez no curto/médio prazo, maior o risco a incorrer. Segundo o Activobank, "o investidor não deve esquecer que os investimentos em activos com maior risco (como as acções) têm um potencial de valorização superior a longo prazo do que os investimentos realizados em activos sem risco". Uma opinião partilhada pela direcção de investimentos do Best. "Fará sentido em horizontes de investimento muito longos ter inicialmente uma forte componente accionista na carteira de investimento. No entanto, deverá ter em atenção que há medida que se aproximar da idade de reforma é aconselhável reduzir progressivamente o nível de risco". Como referiu Diogo Teixeira, administrador da Optimize, em anteriores colaborações para o Diário Económico, a exposição a acções de um investidor de 30 anos deve variar entre 30% e 50% do investimento total. À medida que a idade de reforma se aproxima essa exposição deverá ser de, entre 20% e 40% no caso de um indivíduo com 50 anos, e de 10% e 20% para quem já tem 60 anos. Este tipo de questões deve preocupar sobretudo quem gere autonomamente a sua carteira de poupança através da escolha de acções ou fundos de investimento. Mas, existem alguns "pacotes" de produtos que servem esse tipo de objectivos. É o caso dos fundos de ciclo de vida ou dos fundos PPR e fundos de pensões abertos. O Diário Económico dá-lhe a conhecer as características destes e de outros produtos que se podem adaptar ao seu objectivo de reforma.

 

SETE PRODUTOS PARA POUPAR PARA A REFORMA

1 - Planos Poupança Reforma
Sobre a forma de seguro ou fundo de investimento, parte da sua atractividade resulta dos benefícios fiscais associados. Os PPR sob a forma de fundo podem ter diversos níveis de risco (no máximo a exposição a acções é de 55% da carteira). Já sob a forma de seguro, salvo algumas excepções, como a maioria tem capital garantido o seu perfil de risco é normalmente conservador. Os PPR sob a forma de seguro renderam, em média, 2,5% em 2009. Já os fundos PPR ganharam, em média, 2,3% nos últimos 12 meses, segundo dados da APFIPP.

2 - Certificados de Reforma
Também conhecidos como PPR do Estado, os Certificados de Reforma foram lançados em Março de 2008 com o objectivo de ser mais uma alternativa para complemento de reforma dos portugueses. Partilham os mesmos benefícios fiscais dos PPR privados e permitem aos subscritores descontar mensalmente 2%, 4% ou 6% do ordenado (consoante a idade) para uma espécie de fundo que é gerido pelo Estado. Nos últimos 12 meses, o retorno dos Certificados de Reforma foi de 1,17%.

3 - Fundos de ciclo de vida ('target funds')
Também conhecidos como fundos de ciclo de vida, investem com base numa data de resgate pré-definida, sendo que a política de investimento acompanha o ciclo de vida do fundo. A alocação de activos é mais agressiva no início e, à medida que se aproxima a data de maturidade, torna-se mais conservadora de forma a preservar o capital e rendimentos dos primeiros tempos. No caso dos fundos de ciclo de vida com objectivo para além de 2015, a rentabilidade média dos últimos 12 meses é de 13,3%.

4 - Seguros ‘Unit-Linked'
São produtos de poupança de médio/longo prazo, sob a forma de seguros de vida, cujos prémios são aplicados em fundos de investimento. Estes produtos têm garantia de capital mas usufruem de vantagens fiscais. Beneficiam de uma redução da taxa de retenção de imposto sobre os rendimentos obtidos nos investimentos a mais de cinco e oito anos. Se estiver investido entre cinco e oito anos beneficia de uma taxa de IRS de 17,2% e a mais de oito anos a taxa de IRS é de 8,6%.

5 - Fundos de Pensões abertos
Estes fundos são geridos por sociedades gestoras e destinam-se a financiar planos de pensões a vários associados, entre os quais não tem que existir qualquer vínculo comum, estando as novas adesões dependentes apenas da aceitação por parte da entidade gestora. À semelhança dos fundos PPR , os fundos de pensões abertos também têm diferentes níveis de exposição a acções. Segundo os dados da APFIPP, estes produtos geraram uma rentabilidade média de 0,5% nos últimos 12 meses.

6 - Certificados do Tesouro
Trata-se do mais recente produto de dívida pública do Estado, lançado em Julho. É vocacionado para o médio /longo prazo, com um horizonte máximo de investimento de 10 anos. O capital é garantido e permite o resgate antecipado, total ou parcial, após os primeiros seis meses da data de subscrição. Contudo, quanto mais alargado for o horizonte de investimento mais rentável se torna. Para subscrições feitas em Novembro, a TANB ao fim de 10 anos é de 5,65%. Por um período de cinco anos a taxa é de 4,30%, enquanto entre o primeiro até ao quinto ano a remuneração bruta é de 1,5%.

7 - Fundos de investimento
Os fundos imobiliários são uma alternativa para perfis de risco moderados, oferecendo um rendimento acima dos juros de curto prazo (Euribor). Os fundos de obrigações são outra opção para investir a médio/longo prazo, apesar do risco de perdas, caso as taxas de juro de longo prazo subam. Para os menos avessos ao risco ou mais novos, os fundos de acções são também uma opção de médio/longo prazo. Os fundos têm a vantagem de terem carteiras com alguma diversificação e ser possível investir com pequenos montantes.

fonte:economico

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Dez 10

Depósitos tiram dinheiro aos fundos de investimento

Necessidades de financiamento estão a levar os bancos portugueses a aumentar os juros nos depósitos e a promovê-los em detrimento de outros produtos.

 

Está a sair dinheiro dos fundos de investimento. Só este ano já foram resgatados 2.500 milhões de euros destes produtos, sendo o destino de parte de montante os depósitos oferecidos pelos bancos. 

O sector está a apostar nas poupanças para fazer face às necessidades de liquidez, e deverá continuar a fazê-lo. A ausência de risco e a subida dos juros são a principal “arma”.

Há “naturalmente uma deslocação de investidores dos fundos de investimento para depósitos a prazo, mas também para seguros de capitalização”, diz José Veiga Sarmento, presidente da APFIPP, ao Negócios.

“Acreditamos que os bancos têm uma oportunidade de obter recursos a partir dos fundos de investimento”, refere o European Securities Network (ESN), rede europeia de “research” da qual faz parte o Caixa BI.

fonte:jornaldenegocios

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