02
Set 12

Depósitos em Espanha sofrem a maior queda de sempre

O sector privado espanhol retirou 5% do dinheiro que mantinha depositado nos bancos do país, em julho. Os depósitos a prazo somam agora 1,509 mil milhões de euros, tendo sofrido a maior queda desde 1997, quando o Banco Central Europeu (BCE) começou a compilar estes dados. De acordo com os dados do BCE, a poupança das famílias e empresas reduziu-se 5%, em relação aos 1,583 mil milhões de euros de junho. 

Em contrapartida, segundo os dados do BCE, na Grécia a tendência inverteu-se: no mês de julho, os depósitos cresceram 2%, depois de vários meses de queda.

 

Os depósitos converteram-se numa das principais fontes de financiamento dos bancos, quando os mercados deixaram de funcionar normalmente, depois de rebentar a crise financeira, em 2008. O que torna esta queda particularmente complicada em Espanha, cujo sector financeiro já está profundamente fragilizado.

A incerteza que rodeia algumas entidades espanholas pode ter contribuído para esta fuga de capital em julho, ainda que todos os depósitos da zona euro estejam garantidos até aos 100 mil euros por pessoa e por conta, pelo Fundo de Garantia de Depósitos.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/Ec

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27
Jul 11

Depósitos. Bancos portugueses abrem guerra de taxas em Espanha

A guerra na captação de depósitos está agitar o mercado financeiro em Espanha. De um lado, os portugueses oferecem taxas mais atractivas, do outro os espanhóis procuram manter as taxas dentro dos níveis limitados pelo Banco Central e criticam a forma de actuação da banca nacional.

A Caixa Geral e o Banco Finantia estão a oferecer taxas nos depósitos que chegam aos 5%, em Espanha, o que não está a agradar à banca espanhola, devido à limitação imposta pelo Banco de Espanha a que estão sujeitos, ou seja, 3,3%. 

Recentemente, o Banco Central de Espanha passou das palavras aos actos e limitou as taxas oferecidas nos depósitos, impondo penalizações a quem oferecer elevadas rentabilidades. Esta foi a maneira que o banco central encontrou para desencorajar e evitar o início de uma guerra nos depósitos, devido ao facto da banca necessitar de captar poupança para melhorar os seus rácios.  

Assim sendo, são penalizados os bancos que oferecem uma taxa superior à média da Euribor a seis meses mais 150 pontos bases. Contas feitas e à cotação actual significa que quem oferecer uma taxa superior a 3,3% é penalizado.  

Segundo o jornal espanhol Cinco Dias, o banco Finantia Sofinloc tem a taxa mais elevada. A insituição financeira espanhola de origem portuguesa e que está sujeita à taxa que agrava os "superdepósitos" tem uma nova oferta que paga um juro de 5%. O "Depósito Fidelidade BFS" tem uma maturidade de 12 meses, um montante mínimo de subscrição 50 mil euros e requer uma forte vinculação com o banco.   

 

Os requisitos são manter um saldo médio noutros depósitos da instituição pagos com uma taxa de 3,10%. Ou pagos a uma taxa superior desde que o montante investido seja o dobro. Ou seja, é preciso ter pelo menos mais 50 mil euros noutros produtos de poupança. Assim, o investimento mínimo total ascende a 100 mil euros. 

O pagamento de juros é feito na maturidade, ou seja, ao fim de um ano, e no caso de quebra da vinculação ou resgate antecipado, o retorno, ou seja, a taxa paga desce para 3,10%. 

O banco Finantia oferece, até ao final do mês de Julho, um depósito crescente a 36 meses com um retorno de 4,50% e a 24 meses remunerado em 4,25%. 

Enquanto isso, o Banco Caixa Geral, o banco espanhol pertencente à Caixa Geral de Depósitos, lançou recentemente o "Depósito Platinum" que paga um juro de 4,20%, e tem um prazo de 36 meses. Para períodos inferiores a remuneração cai abaixo de 4%. Isto é, até 3,80% em 24 meses e 3,30% em 12 meses. O investimento mínimo é de mil euros, a liquidação é anual e não são exigidas vinculações. 

A dificuldade em obter financiamento tem levado a banca a oferecer melhores condições aos depósitos para captar poupança, e melhorar os seus rácios. 

Se por um lado em Espanha, o banco central limitou as taxas praticadas para evitar que as taxas pagar atinjam níveis excessivos, por cá, o Banco de Portugal procurou desencorajar a guerra pelos depósitos de outra forma. 

A entidade liderada por Carlos Costa enviou uma circular aos bancos onde estabelece a obrigatoriedade de comunicarem a existência de depósitos a prazo com taxas de juro superiores à Euribor mais 300 pontos base. 

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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04
Jun 11

Super depósitos pagam cinco vezes mais para Fundo de Garantia

O Governo espanhol aprovou hoje o decreto que impõe uma taxa especial para os depósitos a prazo com remunerações mais elevadas e foi mais além do que o esperado.

Os super depósitos vão pagar cinco vezes mais para o Fundo de Garantia de Depósitos quando inicialmente era esperado que pagassem o dobro. Governo vai ainda exercer maior controlo sobre os salários da banca.

O vice-presidente e ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, justifica a medida com o facto de que "os depósitos mais rentáveis acabam por trazer créditos mais caros para todos". Uma legislação que vem favorecer o BES uma vez que não integra o Fundo de Garantia de Depósitos espanhol. A adesão ao Fundo é voluntária para as sucursais estrangeiras com presença em Espanha.

Serão assim penalizados os depósitos a mais de três meses, mas a menos de um ano, que paguem um rendimento anual superior à taxa Euribor a seis meses média acrescida de 150 pontos base - actualmente o limite estaria situado em torno dos 3,214%. Para os depósitos a um ano ou mais o limite será a taxa Euribor a 12 meses média acrescida de 100 pontos base, o que equivaleria actualmente a 3,137%. Os depósitos a três meses ou menos terão de remunerar no limite da média da Euribor a três meses mais 150 pontos base (2,934%). E, por último, as contas que paguem mais do que a média da Euribor a um mês mais 100 pontos base (2,223%). O Governo alerta que esta medida não é apenas uma advertência ao sector e supõe uma autêntica intervenção no mercado.

Controlo sobre os salários da banca

O executivo aprovou ainda medidas que permitirão ao Banco de Espanha exercer relativo controlo sobre os salários no sector financeiro, tal como exige Bruxelas, numa tentativa de atenuar a falta de regulação sobre determinados produtos bancários que estiveram na origem da crise financeira.

O Banco de Espanha poderá assim regular os salários dos quadros superiores de entidades que recebam ajudas públicas, ao mesmo tempo que vigiará os incentivos pagos no sector, numa tentativa de evitar práticas especulativas.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

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04
Mai 11

«Superdepósitos» geram guerra entre banca e governo espanhol

O Governo e a banca espanhola estão a enfrentar-se em torno a uma proposta que o Executivo quer aprovar nas próximas semanas para controlar a apelidada «guerra dos superdepósitos», em que estão envolvidas as principais entidades financeiras do país.

 

 

O secretário de Estado da Economia, José Manuel Campa, confirmou que o Executivo está a estudar essa medida, argumentando que, num cenário de risco, há um «incentivo perverso» para que as entidades comercializem depósitos de alta remuneração, por contarem com a proteção do Fundo de Garantia de Depósitos.

 

Este fundo, na legislação atual, cobre depósitos de até 100 mil euros por cliente em caso de problemas nas entidades financeiras.

fonte:Diário Digital / Lusa 

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