19
Out 12

Cinco estratégias para garantir juros mais altos

Apesar da descida da remuneração dos depósitos, alguns cuidados podem ajudá-lo a garantir o melhor retorno.

A "guerra pelos depósitos" já faz parte do passado, pelo que garantir taxas de juro atractivas se tornou uma missão mais difícil. De qualquer forma ainda existem aplicações a oferecer taxas atractivas, bastando para tal uma pesquisa mais cuidada, mas também saber jogar com algumas estratégias.


1. Aproveitar os depósitos promocionais: 
Muitas instituições levam a cabo campanhas em que oferecem taxas de juro mais elevadas do que a média praticada pelo mercado aos novos clientes ou aos que entreguem novos recursos. A maior parte destes depósitos são de curto prazo (três meses). Neste campo um dos produtos mais atractivos é o "Depósito 5% Já", disponibilizado pelo Banco Best. Trata-se de um depósito a três meses, que remunera o capital dos novos clientes com uma taxa de juro bruta de 5%. Já no "Super Depósito 4,5%", o Banco BiG oferece uma TANB de 4,5% aos novos clientes que subscrevam este produto por um prazo de três meses. A mesma remuneração é oferecida pelo Banco Invest a quem coloque novos recursos no "Invest Novos Depósitos" por um prazo de 12 meses. Ainda assim, a imposição de limites aos juros dos depósitos pelo Banco de Portugal restringiu a margem dos bancos na oferta dos "superdepósitos". Por outro lado, há campanhas que pagam os juros de um depósito logo no acto da subscrição, o que permite escapar à subida da tributação, que acontecerá no próximo ano.


2. Depósitos ‘online' mais rentáveis: 
É uma tendência que se tem vindo a esbater, mas na qual ainda existem oportunidades. Ao comparar a oferta dos bancos ao balcão e nas plataformas ‘online' verifica-se que as subscrições de depósitos efectuadas através da internet tendem a apresentar retornos mais compensadores. É o que se passa por exemplo, com vários depósitos do Privatbank. Por exemplo, o depósito a um ano E-"Pé de Meia" é de subscrição exclusiva através da plataforma ‘online' do Privatbank e oferece uma TANB de 5,45%. Ao subscrever o "Pé-de-Meia" ao balcão a taxa bruta oferecida já é de 5,25%. Mas existem outros casos similares.


3. Bancos pequenos mais generosos: 
Basta analisar a tabela ao lado para comprovar que os bancos de menor dimensão tendem a oferecer melhores remunerações nos depósitos a prazo. Mas esta tendência é transversal à generalidade dos prazos. Segundo o ‘ranking' de depósitos da Proteste Investe, Privatbank, Banco Invest, Activobank, BiG, Best, BPN/BIC ou o Banif ocupam na maior parte dos prazos as posições cimeiras em termos de retornos.


4. Montantes mais elevados melhor remunerados: 
Quanto maior for o "bolo" do seu investimento, maiores são as probabilidades de conseguir uma remuneração mais elevada. Ao analisar os preçários dos bancos é possível constatar que muitos deles fazem uma discriminação da taxa de juro oferecida em função do montante aplicado. É o que se passa, por exemplo, com o "Invest Depósito a Prazo" do Bank Invest , em que a remuneração bruta para uma aplicação a 12 meses é de 3,75% para montantes entre 2.000 e 20.000 euros, mas pode chegar aos 3,9% para valores acima de 75 mil euros.


5. Garantir a taxa no médio prazo: 
Uma das formas das pessoas se protegerem da tendência de descida dos juros dos depósitos é colocar o dinheiro em aplicações com prazos mais alargados, já que assim garantem a remuneração por um determinado período, mesmo que as Euribor estejam a cair.

Trabalho publicado na edição de 12 de Outubro de 2012 do Diário Económico


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07
Jun 12

A melhor forma de fazer crescer as poupanças dos seus filhos

Para além dos depósitos a prazo, os especialistas aconselham os fundos de investimento, produtos ‘unit linked’ e seguros de capitalização.

Quando nasce uma criança é habitual os pais fazerem duas coisas pelo futuro dos filhos. Uma delas é tornar a criança sócia do clube de futebol preferido dos pais. A outra, é abrir uma conta poupança para o recente membro da família. Contudo, aquilo que se tem constatado nos últimos anos é que as contas poupança e os depósitos a prazo específicos para clientes mais jovens não são vantajosos quando comparados com a oferta de produtos destinados à generalidade dos clientes. As remunerações de muitos produtos nem são suficientes para cobrir a inflação. Foi por essa razão, e a propósito do "Dia Mundial da Criança" que hoje se celebra, que o Diário Económico contactou as equipas de gestão de activos de quatro bancos portugueses para lhes pedir recomendações de carteiras de investimento vocacionadas para os clientes de "palmo e meio", partindo de um investimento inicial de 3.000 euros. As instituições contactadas foram o Activobank, o Best, o BiG e o banco Carregosa.

A conclusão que é possível retirar é que as recomendações das instituições são bastante divergentes. Contudo, há uma ideia que sobressai: a de que a aposta exclusiva em depósitos a prazo nem sempre é a melhor via para maximizar as poupanças dos mais pequenos no longo prazo.

Como refere a direcção de marketing do Activobank, "de modo geral, os depósitos a prazo proporcionam remunerações que cobrem apenas a taxa de inflação, razão pela qual no longo prazo não proporcionam a valorização real do investimento". É por essa razão que este banco aconselha o investimento em produtos financeiros expostos às acções. As recomendações deste banco recaem sobre fundos de investimento, certificados sobre índices de acções ou o investimento directo em acções. "A história demonstra que as acções são a classe de activos que ao longo das décadas tem proporcionado os melhores retornos (cerca de 10%/ano), muito acima da dívida pública e privada, dos tradicionais depósitos e prazo, e claro, da própria taxa de inflação", lembra o Activobank. Já o banco BiG refere que a carteira de investimento não deve ser vista de uma forma estática. De acordo com Rui Broega da direcção de gestão de activos do BiG, "uma alocação de activos diversificada e dinâmica ao longo do tempo garantir-lhe-á uma maior estabilidade na sua carteira de investimentos". No início do investimento a aposta deverá concentrar-se em classes de activos com retorno-volatilidade mais elevados (exemplo das acções e dívida de alto rendimento), sendo progressivamente substituídas por outras mais conservadoras de forma a garantir a liquidez pretendida. Neste cenário, o banco ‘online' sugere como melhores instrumentos os produtos ‘unit-linked' (produtos financeiro de longo prazo, sob a forma de seguro de vida, cujo património é aplicado em fundos de investimento) ou os fundos de investimento.

Por sua vez, Filipe Silva, gestor de activos do banco Carregosa, refere que em teoria, as poupanças de uma criança devem ser rentabilizadas através de uma carteira de activos diversificada: 20% a 30% em acções, e o restante repartido entre depósitos a prazo e obrigações. Contudo, o especialista em gestão de activos recorda que a fraca performance das acções na última década deita por terra esta teoria. "Uma década é o tempo de a criança atingir a idade adulta...". Por isso, considera que o melhor é investir em produtos de capital garantido. No mesmo sentido vai a opinião do Banco Best. Segundo este banco, "produtos com risco de perda de capital não permitem garantir o património das crianças no futuro". Por isso o Best aconselha a aposta numa conta poupança ou num seguro de capitalização.


As sugestões de quatro bancos

Banco BiG - carteira de fundos
Para o banco BiG, a poupança dos mais jovens deve ter uma alocação de activos diversificada e dinâmica ao longo do tempo, para garantir uma maior estabilidade na carteira. São recomendados fundos de obrigações de empresas, de acções globais e de empresas com dividendos elevados.

Banco Best - aposta conservadora
O Banco Best desaconselha o investimento em produtos com risco de perda de capital por não garantirem o património das crianças. A sua aposta incide sobre a "Primeira Conta Poupança", uma aplicação a um ano renovável até cinco anos, com uma TANB média de 2,5%. Outra sugestão é o seguro de capitalização "Valor Garantido" que é remunerado com uma taxa de 3% ao ano.

Banco Carregosa - activos diversificados
Para este banco, a constituição de uma carteira deve, em teoria, ser diversificada da seguinte forma: 20% a 30% alocada em acções, e o remanescente repartido entre depósitos a prazo e obrigações. Contudo, para um montante de 3.000 euros aconselha um depósito a prazo que remunere acima de 5%.

Activobank - investir num fundo
O Activobank sugere um fundo misto flexível da BlackRock: o BGF Global Allocation (Eur Hedge) E2. O banco explica que neste fundo a exposição a acções pode variar entre 30% e 70%. Em termos geográficos, privilegia as acções norte-americanas, com um peso acima de 50% da carteira. O facto de se tratar de uma versão ‘hedged' permite ainda a cobertura do risco cambial para euros.

Trabalho publicado na edição de 1 de Junho de 2012 do Diário Económico

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 20:07 | comentar | favorito
09
Mai 12

OS MELHORES DEPOSITOS A PRAZO DE MAIO 2012

No último mês foram vários os bancos que reduziram ligeiramente as suas ofertas para os depósitos a prazo. Isto poderá ser um sinal de inversão da tendência e que a partir de agora os bancos poderão começar a oferecer menos pela captação de depósitos.

APROVEITE AS PROMOÇÕES...

 

Não há dúvida que também podemos dizer que as taxas oferecidas pelos bancos para a captação de depósitos são verdadeiramente promocionais e que apenas são possíveis porque Portugal vive uma situação anormal, com as fontes de liquidez dos bancos a resumirem-se aos financiamentos do BCE, à captação de depósitos de particulares e aos aumentos de capital. A situação de aumento sucessivo das taxas que eram oferecidas não só abrandou imenso nas últimas semanas, como se pode mesmo dizer que inverteu.

Essa inversão deve-se provavelmente à forte injecção de liquidez feita pelo BCE nos bancos nacionais e também ao facto de o Banco de Portugal ter voltado a agravar em Abril as penalizações nos rácios de capital para os bancos que remunerem excessivamente os depósitos a prazo face às taxas euribor para o mesmo prazo. 

Adicionalmente, devido aos fortes aumentos de capital que praticamente todos os bancos terão que fazer até 30 de Junho, para fazerem face à exigência de avaliarem as obrigações em carteira ao preço de mercado e ainda assim manterem um rácio de capital de 9%, as necessidades de captação de depósitos poderão reduzir-se o que deverá colocar uma pressão adicional para que as taxas praticadas continuem a descer no segundo semestre. 


Qual o prazo ideal?

Neste momento e tendo que a Banca Portuguesa possa voltar a um estado mais normal a partir do segundo semestre deste ano, é expectável que as taxas praticadas comecem a descer no segundo trimestre deste ano e mais expressivamente ao longo de 2013. Assim, neste momento a melhor estratégia será optar por um depósito a vários anos, mas com pagamento períodico de juros e a possibilidade de mobilização antecipada do depósito sem penalização nas datas de pagamento dos juros. São exemplos destes depósitos a prazo: o DP a 3 anos do Banco Finantia (5,75% TANB) , o DP Montepio Super Poupança (4,30%) e o DP CR do BES (4,00% TANB).


Os melhores depósitos a prazo de Maio de 2011
TANB - Taxa anual nominal Bruta
Montante:
Até 10.000 €:
3 Meses:
BEST DP já14 (5,25%)
Banif DP Rendimento Imediato14 (4,00%)
Banco Invest (3,20%)
6 Meses:
Banco Invest Super DP Crescente (4,00%)
BES DP Rendimento CR3(4,00%)
BPN DP Oportunidade2    (4,00%)
12 Meses:
Banco Invest DP2 (5,25%)
Barclays Net 5%
2 (5,00%)
Banif DP Rendimento Maxi4 (4,15%)
 Até 50.000 €:
3 Meses:
BEST DP já14 (5,25%)
Banif DP Rendimento Imediato14 (4,00%)
Millennium DP Special One (3,875%)
6 Meses:
Banco Invest Super DP Crescente (4,00%)
BES DP Rendimento CR3(4,00%)
BPN DP Oportunidad
e2   (4,00%)
12 Meses:
Banco Invest DP2(5,25%)
Barclays Net 5%
2 (5,00%)
Banif DP Rendimento Maxi4 (4,15%)
Até 100.000 €_:
3 Meses:
Banco Finantia DP Juros Mensais24 (5,75%)
MIllennium DP Special One (4,00%)
BPN DP Mais Poupança (3,50%)
6 Meses:
Banco Finantia DP 6 Meses2 (5,75%)
Banco Invest Suoer DP Crescente (4,00%)

BES DP Rendimento CR3(4,00%)
12 Meses:
Banco Finantia DP 3 anos23 (5,75%)
Banco Invest DP2(5,25%)
Barclays Net 5%
2 (5,00%) 
Mais de 100.000€:

3 Meses:
Banco Finantia DP Juros Mensais24(5,75%)
MIllennium DP Special One (4,00%)
BPN DP Mais Poupança (3,50%)
6 Meses:
Banco Finantia DP 6 Meses2 (5,75%)
Banco Invest Suoer DP Crescente (4,00%) 
BES DP Rendimento CR3(4,00%)
12 Meses:
Banco Finantia DP 3 anos23 (5,75%)
Banco Invest Super DP Crescente(4,75%)
Banif DP Rendimento Maxi4 (4,25%) 
Fonte: Sites dos bancos em 04/05/2012
1Exclusivo para novos clientes.
2Exclusivo para novos recursos.
3O prazo mínimo destes depósitos é superior ao prazo desejado, mas de acordo com as condições dos produtos é possível desmobilizá-os antes do prazo com penalização de 100% sobre os juros não pagos. Assim, poderá desmobilizar-se o capital após o pagamento de juros do período desejado.
4 Não é permitida a mobilização antecipada.
Fonte:http://www.moneygps.pt/
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04
Mai 12

Ronaldo e Mourinho empatam no duelo dos depósitos

As duas estrelas do mundo do futebol voltam a dar a cara por duas campanhas de depósitos do BES e do BCP. Saiba quanto dão a render.

Dentro dos relvados, Cristiano Ronaldo e José Mourinho trabalham no mesmo lado da barricada. Mas fora das quatro linhas e dentro do sector financeiro, as duas estrelas do mundo do futebol são protagonistas de campanhas de depósitos a prazo de bancos rivais. O BES contratou o Cristiano Ronaldo para marcar golos na captação de poupanças. Já o Millennium BCP requisitou José Mourinho para ser o estratega nas suas campanhas de poupanças. Depois de várias iniciativas, as duas estrelas voltam a dar o rosto a novas campanhas dos depósitos: desde o início desta semana que José Mourinho é a cara do Depósito Special One Top; já Cristiano Ronaldo é o protagonista da Conta Rendimento CR. Neste duelo, os depósitos das duas estrelas rendem praticamente o mesmo.

No entanto, existem determinadas situações em que a escolha de um depósito em detrimento do outro pode ser mais vantajoso. Por exemplo, a Conta Rendimento CR é um depósito a cinco anos que remunera a uma taxa fixa anual bruta de 4%. Já o Depósito Special One Top, é uma aplicação financeira a três anos, com uma remuneração crescente a cada ano. Sendo que a taxa média anual bruta vai aumentando consoante o montante investido. Assim, para os investimentos entre 1.000 e 24.999 euros, a remuneração média anual do depósito do Mourinho é de 3,25%. Para montantes entre os 25.000 euros e os 49.999 euros , a taxa média anual é de 4% - em linha com a remuneração oferecida pelo depósito do BES associado ao Cristiano Ronaldo. Já para os investidores que tiverem a carteira mais recheada e tenham disponíveis mais de 50.000 euros para aplicar, o Special One Top oferece uma taxa anual média bruta de 4,125%.

Estes números permitem tirar duas conclusões: para quem tem montantes reduzidos para investir, o depósito do BES é o mais atractivo. Mas para quem tem uma disponibilidade financeira maior para investir - acima de 50.000 mil euros - o depósito do José Mourinho permite ganhos mais elevados.

Convém ressalvar que os dois produtos têm maturidades diferentes: enquanto o depósito do treinador do Real Madrid é uma aplicação a três anos, a taxa oferecida pelo BES na Conta Rendimento CR (de 4%) é garantida para um período mais alargado - cinco anos - o que é um factor que os investidores não devem descurar.

Seja qual for a opção do investidor, um dado é certo: ambos os depósitos estão a praticar taxas de juro mais atractivas face à média do mercado. Segundo os dados do Banco de Portugal, em Fevereiro a taxa média anual praticada pelos bancos para os novos depósitos situava-se nos 3,74%.

Os juros oferecidos por estes depósitos estão também entre os mais elevados praticados no mercado para as mesmas maturidades. Numa pesquisa pela oferta dos dez maiores bancos a operar em Portugal e pelos três bancos online, o Diário Económico encontrou apenas cinco depósitos com juros mais atractivos do que os oferecidos pelo depósito do Mourinho e do Cristiano Ronaldo. A saber: o Caixa PopPrazo não mobilizável (TANB de 4,25%), o Montepio Super Poupança 2012 (TANB de 415%) e os depósitos a prazo a três, quatro e cinco anos do BiG (com TANB respectivas de 4,25%, 4,35% e 4,5%).

Face às anteriores edições, os dois produtos apadrinhados pelos galácticos sofreram alterações. No caso do BCP, a anterior versão do produto de José Mourinho, o Depósito Special One, tinha um prazo mais curto (dois anos) e apresentava taxas de remuneração ligeiramente diferentes. Já a Conta Rendimento associada ao avançado do Real Madrid também tem sofrido modificações ao longo do último ano. Por exemplo, antes da entrada em vigor das novas regras do Banco de Portugal, que vieram impor limites às taxas praticadas nos depósitos a prazo em Novembro passado, o depósito de Cristiano Ronaldo apresentava uma TANB média superior à actual (4,83%). No entanto, o prazo de investimento era mais curto (três anos).


Conta rendimento CR

- Prazo: cinco anos

- Montante mínimo de subscrição: 1.000 euros.

- Não permite reforços de investimento.

- Paga juros semestralmente, que são transferidos para a conta à ordem.

- Remuneração: Tem uma taxa fixa ao longo da vida do depósito. A TANB é de 4%.

- Mobilização: Permite a mobilização antecipada (total ou parcial) a qualquer altura. No entanto, prevê nestes casos a penalização total dos juros vincendos e não pagos.


Depósito Special one Top

- Prazo: três anos

- Montante: 1.000 euros. Prevê também um limite máximo de investimento: 100 mil euros.

- Permite reforços até 29 de Junho de 2012, com montantes a partir dos 1.000 euros.

- Paga juros trimestralmente. Os juros são creditados na conta depósito à ordem.

- A remuneração é feita com taxas que vão crescendo ao longo do período de vida do depósito. Sendo que as taxas aplicadas variam consoante o montante de investimentos. Assim para aplicações a partir de 1.000 euros, a TANB média é de 3,25%. Para montantes superiores a 25 mil euros, a TANB é de 4%. Já para os investimentos superiores a 50 mil euros, a TANB média é de 4,125%.

- Mobilização: permite a mobilização antecipada, parcial ou total, a qualquer momento. No entanto, há lugar a penalização dos juros se o depósito for liquidado fora das datas de pagamento dos juros.

fonte_:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 13:54 | comentar | favorito
21
Mar 12

Taxas dos depósitos sobem pelo segundo mês consecutivo

As taxas de juro pagas pelos depósitos a prazo voltaram a subir pelo segundo mês consecutivo.. Em janeiro, as taxas subiram para o valor mais elevado desde novembro, segundo os dados do Boletim Estatístico do Banco de Portugal, divulgados hoje.

A imposição de um limite nos juros praticados pelos bancos nos depósitos, que entrou em vigor em novembro de 2011 esteve na origem da quebra dos juros para valores abaixo dos 4%. No entanto, os dados mostram que, em média, a taxa de juro praticada pelas instituições financeiras nos depósitos foi de 3,87%. Um aumento face aos 3,65% do mês anterior, mas ainda longe dos 4,53% de outubro, ou seja, o último mês antes da entrada em vigor da limitação das taxas.

Desde o dia 1 de novembro, os bancos passaram a estar limitados nos juros pagos nos depósitos e já era previsível que a remuneração destes instrumentos de poupança recuasse.
O regulador aprovou uma medida que prevê que os bancos que ofereçam uma taxa de juro superior em 300 pontos base à taxa de mercado serão penalizados no seu rácio de capital de base. 

Com a nova regra, passou a estar prevista uma dedução aos fundos próprios que relevam para o cômputo do rácio 'core tier 1', em relação com os depósitos contratados com taxa de remuneração acima de um dado limiar.
Essa taxa de referência que os bancos não deverão ultrapassar corresponde à aplicação de um spread de 300 pontos base sobre o valor da taxa Euribor relevante para o período de referência da operação, apresentada sob a forma de percentagem.

Isto significa que se o depósito for a três meses, a taxa de referência resultará do somatório da Euribor a três meses acrescida de 300 pontos base. Já se, por exemplo, o depósito for a seis meses, é tida como referência a Euribor a seis meses mais um spread de 300 pontos base.
Desta forma, os bancos que ultrapassarem esse limite serão penalizados no seu rácio de capital, ou seja, no 'core tier 1'. 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

publicado por adm às 22:27 | comentar | favorito
31
Jan 12

OS MELHORES DEPÓSITOS A PRAZO DE FEVEREIRO 2012

Apesar da nova regulamentação do Banco de Portugal que penaliza os bancos que oferecerem taxas, nos depósitos a prazo, superiores à Euribor para o mesmo prazo em mais de 3% (por exemplo, Depósitos a 6 meses com taxas acima de 4,4%), continuam a existir vários bancos a oferecer taxas superiores.

NESTA ÉPOCA, CONTROLE BEM AS DESCIDAS


Apesar de ainda existirem bancos a oferecerem taxas acima do limite penalizado pelo Banco de Portugal, a verdade é que esta nova regulamentação já teve algum impacto nas ofertas, com poucos bancos a arriscarem ofertas acima dos limites estabelecidos pelo Banco de Portugal, pois no final de 2012 terão que apresentar um rácio de capital superior a 10%.

Adicionalmente, a pólítica activa do BCE para reduzir a taxa de desconto e fornecer liquidez abundante aos bancos por períodos cada vez mais longos, pode também colocar alguma pressão de redução nas taxas que os bancos oferecem.

Ainda assim, a crise de liquidez em Portugal está bem presente e aparentemente sem resolução à vista, pelo que é natural que as taxas dos depósitos continuem extraordinariamente elevadas. Aproveite.
 

QUAL O PRAZO IDEAL?

Neste momento existem duas abordagens possíveis ao nível do prazo ideal: Ou optar por um prazo de 6 meses, pois é o prazo que permite obter boas taxas neste momento e ainda aproveitar eventuais campanhas mais agressivas antes do fim do ano, ou alternativamente e, talvez ainda melhor estratégia, optar por um depósito a vários anos, mas com pagamento períodico de juros e a possibilidade de mobilizar antecipadamente o depósito sem penalização nas datas de pagamento dos juros - são exemplos destes depósitos os DP a 18 meses ou a 3 anos do Banco Finantia, o Invest Depósito a 5 anos ou os DPs crescentes do Banif.

PS: E tenha atenção aos depósitos que lhe pagam os juros antecipadamente no momento da subscrição, pois isso é um artifício inteligente de impedir a sua mobilização antecipada.  

 

 

Os melhores depósitos a prazo de Fevereiro de 2011
                                             TANB - Taxa anual nominal Bruta
Montante  Até  10.000 €:
3 Meses:
ActivoBank DP Poupança Start1 (5,50%)
BEST DP já (5,50%)
Banco Invest Super DP Crescente (4,00%)
6 Meses:
ActivoBank DP Poupança Start1 (4,50%)
Banco Popular DP Ouro2 (4,50%)
Montepio Super DP 1 (4,50%)
12 Meses:
Banco Invest DP2 (5,75%)
ActivoBank DP Poupança Start1 (4,50%)
Banco Popular DP Ouro (4,00%)
Montante  Até  50.000 €:
3 Meses:
ActivoBank DP Poupança Start1 (5,50%)
BEST DP já (5,50%)
Banco Invest Super DP Crescente (4,00%)
6 Meses:
ActivoBank DP Poupança Start1 (4,50%)
Banco Invest DP (4,50%)
Banco Popular DP Ouro2 (4,50%)
12 Meses:
Banco Invest DP2 (5,75%)
Banif DP não mobilizável4 (4,60%)
ActivoBank DP Poupança Start1 (4,50%)
Montante  Até  100.000 €:
3 Meses:
Banco Finantia DP 3 Meses 3 (5,50%)
Banco Invest Super DP Crescente (4,00%)
MIllennium DP já (4,00%)
6 Meses:
Banco Finantia DP 6 Meses2 (6,00%)
Banco Invest DP (4,75%)
Banco Popular DP Ouro2 (4,50%)
12 Meses:
Banco Finantia DP 3 ano23 (6,00%)
Banco Invest DP2 (5,00%)
Banif DP não mobilizável4 (4,80%)
Montante  Mais de  100.000 €:
3 Meses:
Banco Finantia DP 3 Meses 3 (5,50%)
Banco Invest Super DP Crescente (4,00%)
Banif Super DP Banifast (3,90%)
6 Meses:
Banco Finantia DP 6 Meses2 (6,00%)
Banco Invest DP (4,75%)
Banif DP não mobilizável4 (4,60%)
12 Meses:
Banco Finantia DP 3 ano23 (6,00%)
Banco Invest DP2 (5,00%)
Banif DP não mobilizável4 (5,00%)
Fonte: Sites dos bancos em 30/01/2012
1Exclusivo para novos clientes.
2Exclusivo para novos recursos.
3O prazo mínimo destes depósitos é superior ao prazo desejado, mas de acordo com as condições dos produtos é possível desmobilizá-os antes do prazo com penalização de 100% sobre os juros não pagos. Assim, poderá desmobilizar-se o capital após o pagamento de juros do período desejado.
4 Não é permitida a mobilização antecipada.
Fonte:http://www.moneygps.pt/p
publicado por adm às 20:54 | comentar | favorito
09
Jan 12

Saiba onde investir as suas poupanças em 2012

A táctica para este ano é esperar pelo pior e estar atento aos sinais de recuperação dos mercados.

Nervos de aço, grande capacidade de aversão ao risco e uma visão de longo prazo. São as características necessárias para os investidores vencerem um ano repleto de incertezas. Desde a saúde da economia mundial, passando pela crise de dívida soberana e por eleições em alguns dos maiores países do mundo, 2012 promete ser um ano de emoções fortes no mercado. E toda a cautela é pouca para que os maus humores dos mercados não contagiem a rendibilidade dos investimentos.

À semelhança do que aconteceu nas primeiras sessões do ano, onde o PSI 20, por exemplo, teve subidas e quedas acentuadas, a maior parte dos bancos de investimento antecipa alta volatilidade nas bolsas. "O mundo desenvolvido ainda está a braços com uma série de desvalorizações competitivas ao tentarem desesperadamente restaurar a competitividade nas suas economias", refere o estratega de investimento da Jefferies, Sean Darby, num relatório a que o Diário Económico teve acesso. Por outro lado, até os mercados emergentes poderão perder gás para compensar a queda do mundo desenvolvido. "Entraram temporariamente em sobreaquecimento e poderão levar algum tempo a recuperar", refere o especialista. Em conclusão, o risco de que "as acções globais tenham dolorosos períodos de volatilidade" é elevado.

Assim, segundo gestoras como a BlackRock, o início do ano é uma boa altura dos investidores olharem para os seus ‘portfolios' , reflectir nos objectivos de investimento e fazer as mudanças necessárias. E o melhor, segundo o responsável de investimento da BlackRock, Russ Koesterich, é preparar os seus investimentos para os dois cenários mais prováveis para este ano: um crescimento anémico ou uma recaída em recessão provocada pela falta de decisões políticas em suster a crise. No primeiro caso, Koesterich aconselha os investidores a privilegiarem acções de grande capitalização e com elevados dividendos, acções de mercados emergentes e obrigações empresariais. Mas se as piores expectativas para o mundo e para a Europa se materializarem aí a táctica é de defesa total: dívida soberana dos EUA (um dos activos que mais valorizou em 2011), ouro e as cotadas globais com capitalização mais elevada.

Além das perspectivas da BlackRock, o Diário Económico recolheu ainda as ideias de investimento de alguns dos maiores bancos de investimento e gestoras mundiais como o Goldman Sachs, a Schroders e o Barclays Capital.

A questão de um milhão de dólares para as bolsas
No meio do turbilhão da crise de dívida e da luta da economia mundial para conseguir um crescimento sustentável, também há factores positivos para os investidores. As acções estão baratas face à média histórica, apesar de as empresas terem menos capacidade de melhorar os lucros com recurso ao crédito. Além das avaliações atractivas, a equipa de análise da Jefferies acredita que há temas para os investidores que se mantêm como boas opções para o longo prazo, apesar de terem sido ofuscados pela crise financeira de 2008 e pela crise do euro. Alguns dos exemplos são sectores que ganham com a maior urbanização nos mercados emergentes, como empresa ligadas às infra-estruturas da energia e que fornecem água potável.

Mas o grande tema para 2012 será saber "a altura correcta para comprar acções europeias. Tem de se olhar para uma queda no euro, flexibilização monetária por parte do BCE e pânico no sistema bancário da UE para sobreponderar" as acções europeias, refere Sean Darby.

Já para a bolsa nacional, os tempos adivinham-se conturbados. Apesar de ter um dos melhores indicadores na taxa de rentabilidade dos dividendos (‘dividend yield') do mundo, um factor apreciado pelos investidores, os analistas temem que as cotadas nacionais sejam obrigadas a cortar nas remunerações distribuídas aos accionistas. Por outro lado, a par do humor das bolsas europeias, o mercado estará atento à evolução das contas públicas. "Para 2012, devemos ter um início de ano negativo, e à medida que a consolidação orçamental for feita e que as decisões europeias forem no sentido de salvar a zona euro, o mercado deve recuperar, com o sector financeiro e construção a liderar", antecipa o administrador da Dif Broker, Pedro Lino. No ano passado, apenas três cotadas do PSI 20 conseguiram ganhos: a Jerónimo Martins, a EDP Renováveis e a Cimpor. O segredo foi a exposição ao exterior. Segundo o analista da IG Markets, Duarte Caldas, esta dinâmica "deverá continuar em 2012 e perspectivamos que seja novamente um ano de ‘stock picking', pelo menos no primeiro semestre".


Portefólio de investimentos para 2012

EUA
As principais casas de investimento apontam para uma recuperação da economia do Tio Sam e respectivo mercado accionistas. As dinâmicas particulares do mercado norte-americano e a estratégia monetária que a Fed tem seguido para estancar os efeitos colaterais da crise fazem dos EUAum espaço de grandes oportunidades. Destaque para a elevada liquidez que as empresas do S&P 500 apresentam actualmente.

Zona euro
A região do euro terá mais um ano de grande aflição, com os receios de propagação da crise da dívida soberana. Destaque para o primeiro semestre, que ficará marcado por uma onda de imprevisibilidade política (eleições na Grécia e em França), da capacidade de financiamento dos países em maior risco (Itália e Espanha) e provável ‘downgrade' das notações de crédito na Zona Euro.

Acções
O agravamento da crise da dívida provocou uma forte queda da cotação da generalidade das acções, deixando várias empresas a negociar a preços de saldo. Este movimento, juntamente com uma situação de liquidez invejável de muitas companhias, deixa assim em aberto a possibilidade de operações de fusões e aquisições no mercado accionista em 2012, sobretudo se o mercado começar a recuperar.

Obrigações
Os títulos de dívida de alguns países desenvolvidos estão a negociar com ‘yields' abaixo da taxa de inflação e, em muitos casos, com ‘yields' negativas, como é o caso das obrigações alemãs e holandesas. Assim, será de esperar pouco interesse nestes títulos. "Estrategicamente este não parece ser um bom momento para se investir em obrigações de dívida de países desenvolvidos", referem os analistas da Schroders.

Utilities
Num ano que promete ser de enorme instabilidade e de grande volatilidade nos mercados accionistas, as empresas a operar no sector dos bens públicos (‘utilities') prometem ser capazes de contornar esta realidade. E tudo porque empresas como EDP, REN, E.On e RWE operam sob uma estrutura operacional forte e de ‘cash flows' mais previsíveis, tornando a aposta nestas companhias num investimento tradicionalmente mais defensivo.

Banca
Os títulos da banca europeia continuarão mergulhados numa enorme volatilidade. O sobe-e-desce constante da cotação das acções deverá fazer parte do dia-a-dia dos mercados, tornando o sector num espaço impróprio para cardíacos. Para os investidores de muito longo prazo poderá até ser uma oportunidade histórica. Todavia, 2012 promete ser mais uma ano de enormes dificuldades para o sector onde os lucros deverão ser escassos e os dividendos uma miragem.

Depósitos
A forte necessidades dos bancos gerarem liquidez nos seus balanços em 2012 continuará a fazer dos depósitos um produto de poupança bastante interessante para os aforradores, apesar das limitações nos juros impostas pelo regulador. Sobretudo para os mais conservadores, que não deverão ter dificuldade em arranjar depósitos a prazo que ofereçam taxas de juro acima da inflação.

Certificados de Aforro
A permanência da crise soberana na zona euro aliada a uma provável política monetária expansionista do BCE no próximo ano provocará uma contínua queda das taxas Euribor. E com ela deverá também cair a remuneração dos certificados de Aforro, que têm como referência a Euribor a 3 meses. No mesmo sentido seguirá a remuneração dos certificados do Tesouro, que nos primeiros quatro anos têm como referência a Euribor a 12 meses.

Petróleo
A aposta no ouro negro é consensual entre os especialistas. Sobretudo no que se refere ao Brent, negociado em Londres. Parte desta aposta centra-se na elevada penalização que o barril de petróleo sofreu com a crise soberana. Nesse sentido, o Goldman Sachs recomenda os seus clientes a investirem nos contratos de futuros do Brent com maturidade em Julho de 2012, limitando as perdas na barreira dos 100 dólares e os ganhos nos 120 dólares.

Algodão e Café
Os especialistas do Barclays Capital não recomendam os investidores a tomar posições curtas no mercado das matérias-primas. Porém, dada a actual elevada oferta de algodão e as fracas perspectivas para o mercado do café no próximo ano, o Barclays Capital considera estas duas ‘commodities' como as "mais atractivas para tomar posições curtas no mercado das matérias-primas".

Dólar australiano
Para os investidores com um perfil de risco mais arriscado, há a possibilidade de investir no mercado cambial. Neste capítulo, a IG Markets volta a recomendar pelo segundo ano o investimento em dólares australianos por acreditar que a Austrália deverá "continuar a ser um país com crédito de ‘rating' ‘AAA' e, mais importante, deverá continuar a atrair um fluxo muito significativo de capital com objectivo de investimento directo estrangeiro."

Euro
A moeda única deverá continuar a desvalorizar face às principais moedas em resultado do prolongamento da crise soberana mas, principalmente, se o BCE enveredar por uma política de expansão monetária. Contudo, aos investidores que queiram apostar na moeda europeia o Goldman Sachs recomenda uma estratégia focada numa posição longa no par cambial EUR/CHF até ao marco de 1,35, mas com um limite de perdas nos 1,20.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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08
Jan 12

“Ter todas as poupanças investidas num único depósito não é uma estratégia tão conservadora como as pessoas pensam”

O subdirector-geral da Schroders para a Península Ibérica acredita que há neste momento boas oportunidades nas acções e obrigações de empresas. No entanto, a incerteza e a volatilidade recomendam a adopção de uma estratégia conservadora.

Fazer previsões de investimento não é fácil. Principalmente num ano como este que acaba de estrear e que está recheado de problemas que transitam do passado. Perante a incerteza sobre a resolução da crise da dívida soberana na Europa, Pedro Assis, subdirector-geral da Schroders, aconselha os investidores a seguirem uma estratégia de investimento conservadora. Mas avisa: os activos de refúgio estão caros.

Depois de um ano de 2011 para esquecer, está mais optimista para 2012?
Em termos económicos é provável que 2012 seja um ano pior. Especialmente no que se refere à Europa, estamos mais pessimistas do que o consenso geral dos analistas, e acreditamos mesmo que há o risco da Europa entrar em recessão. Subsiste a incerteza em relação à forma como vai ser resolvido o problema da desalavancagem das economias desenvolvidas, com o foco nas economias europeias. Este e outros factores vão fazer com que o crescimento económico seja mais reduzido. Mas também é importante dizer que os ciclos dos mercados não são coincidentes com os ciclos económicos: os mercados desenvolvidos começaram a última recuperação no meio de uma recessão, e os mercados emergentes começaram-na em Outubro de 2008.

Um menor crescimento económico na Zona Euro terá impacto nos mercados de acções e de dívida?
Numa fase inicial vai afectar os mercados. Aliás, eles já estão a descontar essa realidade, e os mercados de acções parecem-nos razoavelmente baratos. Ao contrário do que acontece em alguns mercados de dívida pública de refúgio, que estão caros. Basta olhar para os preços das obrigações de dívida pública de países como os EUA, a Alemanha e a Suíça. O aumento do receio generalizado dos investidores em relação ao futuro tem levado a um aumento da procura por este tipo de activos, o que fez com que os preços tenham subido para níveis difíceis de justificar noutras circunstâncias. As remunerações destes investimentos em dívida pública são muito baixas. Em alguns casos chegam a ser negativas em termos reais. Tal como nestes mercados de dívida podemos já ter ultrapassado o ponto de equilíbrio, algo semelhante pode ter acontecido com os activos de maior risco, mas em sentido inverso. Ou seja, há activos mais arriscados cujos preços estão demasiado deprimidos e podem já ter incorporado grande parte das más notícias macro-económicas esperadas para 2012.

Na opinião da Schroders onde estão as melhores oportunidades de investimento para este ano?
Estamos optimistas para as obrigações com risco de crédito emitidas por empresas, incluindo as obrigações ‘high yield'. Estas são aquelas que apresentam as melhores perspectivas. E gostamos de acções de empresas com negócios fortes, balanços estáveis e com forte capacidade de distribuição de dividendos. É possível encontrar empresas com estas características em diversos sectores e regiões.

A questão é que perante a incerteza actual e a concorrência dos depósitos, cuja remuneração atinge os 5%, é difícil convencer os investidores a aplicarem em activos de maior risco...
Os depósitos têm um lugar nas carteiras dos investidores, mas não devem dominar a carteira nem estar concentrados. Os depósitos, títulos de dívida de curto e médio prazo dos bancos e alguns produtos estruturados são formas de financiamento ou remuneração da instituição que os comercializa, pelo que encerram riscos de crédito e liquidez que devem ser analisados com critério. Sobretudo se dominam a carteira e ainda mais se há a predominância de um único emitente. A concentração de activos de forma a que uma parte considerável do nosso património esteja dependente de um único elemento de risco não é recomendável. Isto é válido para qualquer aforrador ou investidor em qualquer parte do Mundo e em qualquer momento. Por outro lado é muito importante garantir que se compreende exactamente o perfil de risco, retorno e liquidez de qualquer produto estruturado. Acreditamos que mesmo os investidores mais conservadores devem diversificar o mais amplamente possível as suas poupanças por diversos activos, sectores, regiões e instituições.

E vê uma "luz ao fundo do túnel" para a resolução da crise da dívida soberana na Europa?
Sim, mas é necessária uma maior integração fiscal na União Europeia. Na cimeira europeia de Dezembro houve algum progresso mas não se conseguiu produzir um acordo que vise a consolidação orçamental e uma maior intervenção do BCE. É necessária uma maior integração fiscal que permita que naturalmente hajam fluxos compensatórios entre países com superavit e países com défices. É preciso também que sejam colocados ao dispor do BCE mecanismos que facilitem a gestão do volume de liquidez em circulação e disponível para o sistema financeiro e, por essa via, para as empresas.

E se essas soluções não forem tomadas?
Os mercados pagarão em volatilidade a manutenção da expectativa. Há o risco de países que até aqui ainda não tiveram o estigma de enfrentarem uma revisão de ‘ratings' poderem vir a tê-la, como é o caso da França. Mas se isso acontecer, não vejo isso como um factor dramático. Pode até funcionar como um catalisador. Porque pode levar à urgência de tomada de decisões que têm sido arrastadas ao longo dos últimos tempos.

Se os líderes europeus não se entenderem, o que podemos esperar do desempenho dos mercados de dívida e de acções?
Esse é o pior cenário possível para os mercados: que a actual situação de impasse se arraste. Mas acredito que, a partir do momento em que haja um evento catalisador, as decisões políticas que tardam sejam tomadas e que alguns mercados accionistas e de dívida vão começar a valorizar. Há bastante valor nos activos de maior risco, exactamente por terem desvalorizado bastante. E há investidores de longo prazo, como Warren Buffett, que já começaram a comprar.

E qual é vosso conselho para este ano?
Recomendamos que por enquanto os investidores tenham uma estratégia mais conservadora do que o habitual, mas isto não deve ser lido como uma recomendação para cortar todo o tipo de risco por duas razões: porque isso não é possível, como vimos, e porque há valor nos activos de risco. O melhor conselho a ter em conta para este ano é: não tente adivinhar o que vai acontecer, mas sim diversificar por forma a não ficar dependente de um único resultado.

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21
Dez 11

Descubra os melhores depósitos a prazo

Em 2011 todos os caminhos das poupanças dos portugueses vão ter aos depósitos a prazo.

Só este ano os portugueses já transferiram 9,3 mil milhões de euros de outras aplicações para depósitos a prazo. Não se trata de um valor recorde, já que no mesmo período de 2008 as famílias portuguesas depositaram nos cofres dos bancos 11,1 mil milhões de euros. Mas existe um denominador comum: as taxas de juro. Em Outubro, a taxa média dos depósitos igualou o valor mais alto de sempre, 4,53%, atingido precisamente em Julho de 2008. As elevadas remunerações - em alta há 17 meses consecutivos - têm seduzido os aforradores portugueses, mas o Banco de Portugal já veio colocar um travão na subida dos juros. A 1 de Novembro, e depois dos juros recorde atingidos, a autoridade monetária impôs limites à remuneração destas aplicações, os quais já levaram a maioria dos bancos a rever as taxas oferecidas.

Apesar disso, a descida progressiva das taxas de juro ainda não se afigura como uma possibilidade credível. Os bancos deverão manter as remunerações no limite superior definido, que rondará os 4,5% a 5,5% consoante a maturidade da aplicação. Isto porque os condicionantes que levaram à oferta agressiva de juros permanecem intactos. Por um lado a falta de acesso da banca a financiamento no mercado interbancário aumentou a necessidade dos bancos em captar recursos de clientes. Por outro, a imposta desalavancagem do sector terá de ser feita via diminuição do crédito e aumento dos depósitos. Razões mais do que suficientes para que a banca continue a tentar captar depósitos, no caso, à custa dos restantes produtos de poupança, na sua maioria geridos pelos mesmos grupos bancários.

Foram já várias as vozes que alertaram para este potencial conflito de interesses, entre as quais Carlos Tavares, presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. Em causa está a possível falta de competitividade na oferta de produtos como fundos de investimento ou seguros de capitalização num momento em que a banca concentra esforços para captar depósitos.

A indústria de gestão de activos nacional está a perder músculo. Os fundos de investimento portugueses têm actualmente 10,6 mil milhões de euros sob gestão, o valor mais baixo desde que existem registos, ou seja, Dezembro de 1999. Para se ter uma ideia do que esse valor representa na indústria global, só o maior fundo do mundo, o Pimco Total Return, vale 180 mil milhões de euros, ou 17 vezes mais do que toda a indústria nacional. Desde meados de 2007, a indústria de gestão de activos portuguesa perdeu 20 mil milhões de euros, reflexo não só dos resgates mas também da desvalorização dos activos. Números que podem colocar em causa a própria viabilidade desta indústria em Portugal, já que a falta de dimensão aliada aos custos da gestão profissional poderá levar os bancos a preferirem o papel de meros intermediários na comercialização de fundos estrangeiros.

Só este ano os fundos de investimento portugueses já sofreram resgates líquidos no valor de 2,7 mil milhões de euros. Uma tendência que se estende aos produtos de capitalização oferecidos pela seguradoras, cujo volume de entrada de prémios é este ano 3,9 mil milhões de euros inferior ao registado no período homólogo. Além disso, de acordo com a consultora Actuarial, só no primeiro semestre do ano, os portugueses resgataram cinco mil milhões de euros de seguros de vida. Também o sector do Estado sofre o efeito da erosão nos seus produtos de poupança: os certificados de aforro sofrem resgates líquidos na ordem dos 3,5 mil milhões de euros, enquanto os novos certificados do Tesouro, criados em Julho de 2010, não conseguiram captar quaisquer poupanças em Outubro pela primeira vez. O montante de resgates foi igual ao montante de subscrições. Ainda assim, desde o início do ano, o saldo líquido é positivo em 593 milhões euros.

O aumento dos depósitos a prazo está a ser feiro às custas da transferência de capitais dos restantes produtos de poupança, mas a custos elevados para os bancos. E se a primeira fase, de captação de poupanças, levou as taxas de juro a igualar máximos históricos, os bancos parecem estar agora a centrar-se na oferta de depósitos a prazos mais longos, com taxas crescentes, e com dificuldades acrescidas de resgate antecipado.

Ou seja, a banca parece agora apostada em manter os capitais captados, até porque começa a esgotar-se o capital disponível para continuar a reforçar o montante de depósitos a prazo.

Regulador trava subida de juros
Perante a incessante subida de juros dos depósitos a prazo o Banco de Portugal decidiu intervir impondo sanções aos bancos que ultrapassem o limite estabelecido. A medida visa salvaguardar a sustentabilidade das instituições, por considerar que os elevados custos com a captação de recursos de clientes poderia colocar em causa a saúde financeira dos bancos. Alguns meses antes o Banco de Espanha já havia tomado medidas semelhantes, adiantando que "depósitos mais caros geram crédito mais caro". A directiva entrou em vigor em Portugal a 1 de Novembro, e estabelece o limite de 300 pontos base acima da taxa de referência para o depósito contratado, acima do qual os bancos passam a ser penalizados nos rácios de capital. Estas taxas de referência são taxas de mercado, que têm estado em queda nas últimas semanas, o que poderá ditar nova descidas nas taxas de juro dos depósitos.

Bancos corrigem juros
Após a imposição de limites às taxas de juro dos depósitos a prazo - a partir dos quais os bancos são penalizados nos rácios de capital - a larga maioria dos bancos optou por baixar os juros oferecidos. Se até Outubro existiam mais de 20 depósitos em Portugal a remunerar acima dos 5% - chegando mesmo aos 7% - actualmente a generalidade destas aplicações pratica taxas de juro na ordem dos 4,5%. Ainda assim, continua a ser possível encontrar juros de 6% no mercado.


Os melhores depósitos a prazo para diferentes prazos

1 - ActivoBank paga 6% em depósito a três meses
O ActivoBank continua a disponibilizar um depósito a prazo a três meses com uma taxa de juro anual bruta (TANB) de 6%, o que equivale a uma taxa líquida de 4,71%. O montante mínimo de constituição do "Poupança Start" são 3.000. Ainda para maturidades a três meses, destaque para o "Depósito 5,5% Já", dos banco Best, que tal como a designação indica oferece uma TANB de 5,5%, e pagamento antecipado dos juros. Para prazos a quatro meses, o banco BiG também oferece uma taxa de 6%, com o "Super Depósito 6%" mas apenas para novos clientes.

2 - Finantia é o único que oferece 6% a seis meses 
O banco Finantia é o único que continua a oferecer taxas brutas de 6% para prazos a seis meses. No entanto o montante mínimo de constituição deste depósito "Finantia Rendimento" é de 50.000 euros. Para uma taxa de 5,75%, o banco oferece a possibilidade de pagamento imediato de juros mas sem a possibilidade de mobilização antecipada. Para montantes mínimos de constituição mais baixos, de 500 euros, o "Super depósito" do banco BIG a seis meses paga uma taxa anual bruta de 5%, que corresponde a uma taxa líquida de 3,93%.

3 - Depósitos a 12 meses também chegam aos 6%
O Finantia e o Banco Invest lideram as remunerações nos depósitos a 12 meses, cuja remuneração bruta chega igualmente aos 6%. No entanto, enquanto o Finantia exige 50.000 euros para a constituição do depósito, o valor mínimo de aplicação no Banco Invest é de 2.000 euros. para valores inferiores, de 500 euros ou mesmo sem mínimo de abertura de conta, o PrivatBank oferece uma taxa de juro bruta de 5,45%. A 12 meses a maioria dos bancos oferece actualmente juros na ordem dos 4,5%.

4 - Juros crescentes dominam prazos mais longos
Num momento em que as taxas de juro nos depósitos a prazo batem recordes, muitos portugueses estão a optar por garantir uma taxa de juro atractiva por vários anos. As melhores taxas encontram-se nos prazos a quatro anos, onde os juros chegam aos 4,75% no Montepio. Trata-se de uma taxa média, já que os juros são crescentes. BCP, Banif e banco BIG oferecem taxas médias de 4,5%, igualmente em aplicações de taxas crescentes. Só o banco BiG tem também um depósito com taxa fixa no mesmo valor, de 4,5%.

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20
Dez 11

Dez decisões para proteger a sua carteira em 2012

Os mercados são conhecidos por terem pouca memória. Em particular quando estão em causa períodos negativos.

Por vezes, basta um rasgo de ganhos para depressa os investidores se entusiasmarem e perderem toda a racionalidade, enchendo o mercado com ondas de optimismo desmesurado achando que o pior já passou. E o mesmo se passa com o sentimento inverso. Veja-se, por exemplo, a montanha-russa de emoções que andou de mão dada com o ‘sobe-e-desce' constante das acções ao longo deste ano: num minuto os investidores estavam a vaticinar o fim do mundo e no minuto seguinte parecia que uma onda de esperança desmedida tinha tomado conta das bolsas. Para os investidores que sentiram na carteira este pico de emoções, o que lhes espera no próximo ano já não será novidade. Sobretudo no seio da zona euro, onde a incerteza promete continuar a ser presença assídua. É por isso um quadro, no mínimo, desafiante que os investidores enfrentam no próximo ano e onde todo o cuidado é pouco. Para o ajudar a orientar da melhor forma possível as suas poupanças e os seus investimentos, o Diário Económico deixa-lhe duas mãos cheias de ideias que prometem deixar o seu portefólio melhor preparado para a onda de desafios que o esperam no em 2012.

1 -Aprenda a gerir as suas poupanças
Investir não é um "bicho-de-sete-cabeças", nem tão pouco está apenas ao alcance do seu gestor de conta. A verdade é que o seu dinheiro é demasiado importante para ser gerido por outros. Dedique algum do seu tempo a estudar os princípios da gestão de um portefólio em livros e imprensa especializada, e a investigar o teor dos produtos que o seu banco comercializa, contabilizando sempre os prós e contras das várias ofertas. E nunca, mas nunca, subscreva um produto que não entenda. Mais vale deixar fugir um produto que rende muito dinheiro mas que não se percebe como funciona do que investir num mau produto que acabará por destruir as suas poupanças sem que tenha a mínima noção de como isso sucedeu.

2 - Faça sempre contas ao peso das comissões
Comprar e vender acções ou outros activos em bolsa tem custos: comissões de negociação, por ordens e negócios realizados, de guarda de títulos e sobre a distribuição de rendimentos. Em média, segundo a Morningstar, a comissão de gestão dos mais de 6.000 fundos de investimento à venda em Portugal é de 1,25%. Caso os custos de deter e negociar acções, por exemplo, sejam superiores a este valor o melhor é optar pelos fundos e esquecer as acções por uns tempos. Além disso, através dos fundos vai conseguir diversificar o risco da sua carteira por activos e regiões geográficas, sem precisar de uma fortuna. Em alguns casos, bastam 25 euros para ficar exposto a um vasto portefólio de acções mundiais, como acontece com o BPI Reestruturações, um dos fundos de acções globais com o melhor desempenho da última década.

3 - Construa um fundo de emergência
É já um velho cliché mas a verdade é que "mais vale prevenir do que remediar". É esta a base de um fundo de emergência: uma "bóia de salvamento" para ser utilizada em situações inesperadas. A sua constituição deverá representar, pelo menos, seis vezes o montante dos custos fixos. Em média, deverá representar 10% do valor total do portefólio. Desta forma, será possível evitar o resgate de fundos de investimento ou a alienação de acções ou outros activos a correr, sempre que seja preciso alguma liquidez para fazer frente a qualquer situação mais "apertada". É por esta razão que o fundo de emergência deverá ser mesmo a base, o ponto de partida, da constituição de uma carteira porque só construindo bons alicerces será possível ambicionar ter uma carteira dourada. Para o fazer deve recorrer a produtos de baixo risco e de fácil resgate. É o caso dos depósitos a prazo ou até dos certificados de aforro. Lembre-se que o mais importante do fundo de emergência não é ganhar dinheiro para garantir uma segurança para fazer frente qualquer situação.

4 - Nunca dê um passo mais comprido que a própria perna
Da mesma forma que uma camisola às riscas e de cores garridas não fica bem a toda a gente, também um activo financeiro mais volátil não se revela a escolha acertada para todos os investidores. É fundamental conhecer o seu perfil de investidor antes de tomar qualquer decisão, para que o risco que pretende incorrer e as rendibilidades que deseja alcançar não sejam incompatíveis. Desde Novembro de 2007 que os intermediários financeiros são obrigados a realizar um questionário aos seus clientes com o intuito de enquadrar as suas recomendações no perfil de risco do investidor. É, por isso, importante que as respostas que derem no questionário sejam as mais sinceras possíveis para que os resultados condigam com os objectivos desejados.

5 - Invista no longo prazo sem esquecer o curto prazo
Se o cão é o melhor amigo do Homem, dada a forte amizade entre ambas as espécies, o tempo é o mais fiel companheiro das carteiras de investimento, pois tem a capacidade de diluir o risco à medida que os anos vão passando. Ser paciente é uma virtude, sobretudo no que se refere ao universo dos investimentos nos tempos que correm. Isto não quer dizer que deva desligar-se completamente do dia-a-dia dos mercados porque há notícias que podem deitar tudo a perder ou a ganhar da noite para o dia. Não vale é a pena ter insónias à conta de opções de investimento. Por isso, preocupe-se em fazer o trabalho de casa antes de tomar qualquer decisão de investimento e depois basta manter-se atento às movimentações do mercado, mas sem que isso coloque em causa a sua saúde e o seu bem-estar.

6 - Não coloque todos os ovos no mesmo cesto
Harry Markowitz, um dos premiados com o Nobel da Economia em 1990, provou que através da diversificação é possível reduzir o risco de uma carteira de investimentos. Isto significa que um portefólio de diferentes activos é menos arriscada do que uma carteira constituída por apenas um activo. Os académicos que lhe sucederam estimam que uma carteira bem diversificada tem mais de 20 títulos diferentes. Os pequenos investidores não devem ir tão longe porque, além de pagarem avultadas comissões de bolsa, o potencial de ganhos pode diminuir severamente. No entanto, podem seguir o princípio da maximização da diversificação do portefólio pela porta dos fundos de investimento ou dos fundos cotados, também conhecidos como ‘exchange-traded funds' (ETF).

7 - Siga de perto as compras dos administradores
Os administradores são as pessoas em melhor posição para avaliar a empresa, simplesmente porque são eles próprios que a gerem. Nesse sentido, sempre que qualquer administrador investe o seu dinheiro na compra de acções da sua companhia dá um sinal positivo sobre a empresa ao mercado. Nestas alturas poderá revelar-se proveitoso reforçar posições nas empresas em questão. Contudo, é importante estar atento à natureza destas operações. Isto porque, muitas destas compras podem não reflectir qualquer intenção de compra dos administradores em função do momento presente da empresa, mas terem sido tomadas mediante um acordo estabelecido no passado aquando a celebração do seu contrato de trabalho.

8 - Seja disciplinado na hora de investir
Uma das principais características de um líder passa por ser proactivo e não reactivo. No mundo dos investimentos estar um passo à frente dos acontecimentos faz toda a diferença. Mas a verdade é que não há bolas de cristal capazes de prever o futuro e, por isso, a melhor solução passa por uma gestão saudável e disciplinada dos investimentos. Este objectivo poderá ser conseguido por via de um plano de investimento programado com base em reforços mensais das posições abertas. Desta forma, o bolo irá crescendo à medida que as perdas momentâneas vão também sendo colmatadas com os reforços programados. Poderá ser feito um ajuste anual do montante com base na taxa de inflação, por exemplo, de forma a corrigir a perda de poder de compra pela subida generalizada dos preços.

9 - Oriente-se pela bússola do petróleo
Todas as semanas a agência do Departamento de Energia dos EUA "Energy Information Administration" (EIA) revela a dimensão dos inventários de petróleo produzidos em território norte-americano e além fronteiras. Esta informação influencia directamente o preço do petróleo e os seus derivados, dado que os EUA são um importante ‘player' neste mercado: se os ‘stocks' são baixos, será de esperar um incremento do preço do crude ou um aumento generalizado de uma variedade de produtos petrolíferos como a gasolina. Mas se os inventários forem elevados e estiverem a crescer durante um período de forte procura, o preço do crude e seus derivados não deverá sofrer grande subida. Porém, caso se esteja a viver um período marcado por um crescimento económico lento e onde a procura de petróleo é baixa, caso os ‘stocks' de petróleo estejam a subir, será de antever uma correcção do preço do petróleo. Seguir de perto este indicador será a chave para preparar a sua carteira contra novas tempestades ou orientá-la na direcção da recuperação da economia global.

10 - Aprenda a sentir o batimento cardíaco das bolsas
Ninguém sabe como irá correr o próximo ano nas bolsas. Mas uma coisa parece certa: continuará a ser rica em volatilidade. Assim, para medir o nervosismo dos investidores na Europa e nos EUA os especialistas seguem de perto dois índices, conhecidos também por "índices do medo": o Vix e o Vstoxx. O primeiro traduz o movimento esperado das 500 maiores empresas norte-americanas nos 30 dias seguintes; o Vstoxx acompanha as oscilações das 50 principais empresas europeias. A importância destes índices para os investidores prende-se por haver evidência empírica de que as rendibilidades do mercado e a volatilidade implícita estão negativamente correlacionadas. Foi isso que sucedeu nos últimos cinco meses de 2008, em pleno pico da crise financeira, com o Vstoxx a subir 81,36% enquanto o índice Eurostoxx 50 derrapou 25,35%. O mesmo sucedeu entre Março e Dezembro de 2009, com o Euro Stoxx 50 a valorizar 56,75% e o "índice do medo europeu" a tombar 43,91%. Fique de olho nos "índices do medo" para evitar que a sua carteira fique presa numa armadilha.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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