Depósitos - Não deixe o dinheiro parado

Tem algumas poupanças, mas sabe que as vai gastar em breve. Não quer, por isso, comprometer-se com aplicações de médio e longo prazo para o rentabilizar. Mas também não o deixe parado na sua conta à ordem. Há depósitos de muito curto prazo que podem ser uma boa solução. Conheça as melhores aplicações (quase) instantâneas. Mas não espere retornos muito elevados.

 

Depósitos há muitos. Para todas as carteiras e, mais importante, para todos os prazos. Desde os mais comuns, onde a remuneração vai aumentando à medida que o tempo vai passando, até às aplicações de muito curto prazo. Há depósitos com prazos de apenas sete dias. Os juros não são elevados, mas podem ser uma boa solução para rentabilizar o dinheiro que tem parado na conta à ordem. 

São "mini" aplicações para quem não quer "perder" dinheiro. Se tem alguma poupança na conta à ordem, e sabe que a qualquer momento pode ter que a usar, certamente não quererá comprometer-se com depósitos de médio e longo prazo (a oferta mais comum dos bancos), quanto mais com outras aplicações de poupança como são os certificados do Tesouro. 

É a pensar nestas poupanças que os bancos têm aumentado a oferta de "mini" depósitos. "Mini" no valor necessário para o constituir, mas especialmente no período de indisponibilidade do capital. Há, actualmente, aplicações de apenas 7, 15 e 30 dias. Os juros, brutos e anuais, variam bastante. 

Na melhor das hipóteses, a taxa pode superar a fasquia de 1%, ao ano. Se investir num dos melhores depósitos a sete dias (ver tabela), conseguirá obter um retorno líquido entre uns míseros cinco cêntimos e quase 50 cêntimos, no caso da aplicação do Barclays. Isto tendo em conta a simulação do Negócios para um investimento de 2.500 euros. 

Se em vez de uma semana quiser fazer uma aplicação de duas semanas, o ganho líquido pode ascender a 1,00 euro e disparar para 2,30 euros se o investimento tiver um prazo de 30 dias, isto no Banco BIG. Este é o banco que tem a melhor taxa, a 30 dias, para um valor de 2.500 euros. 

Se tiver poupanças mais elevadas, há outras soluções. O Santander, por exemplo, tem um depósito com uma taxa de juro anual bruta de 1,5%, mas apenas para aplicações de mais de 10.000 euros. Neste caso conseguiria encaixar 2,45 euros, num mês. Um valor mais elevado só mesmo se, por sorte, for um dos eleitos para beneficiar de uma TANB de 4% no BES. O banco sorteia diariamente esta taxa. O juro base é de 0,6%. 

Ainda assim, estes são valores que se podem classificar de irrisórios. Mas é preciso lembrar que o período da aplicação é muito curto. E o investidor pode sempre ir renovando estas aplicações - na sua maioria, exclusivas para subscrição através da internet - até que, finalmente, tenha que utilizar o dinheiro. Quanto mais tempo o mantiver nestes depósitos, maior será o retorno.

Por mais reduzido que seja o ganho, recorde-se que se o dinheiro estivesse na conta à ordem, não estaria a ganhar nada. Ao aplicá-lo nestes "mini" depósitos pode sempre utilizar os proveitos para, pelo menos, tentar compensar o gasto com as comissões cobradas pelas instituições financeiras nas contas à ordem. 

A manutenção de uma conta à ordem custa, em média, cerca de 3,00 euros por mês, para um saldo médio de 2.500 euros. Isto de acordo com os dados recolhidos pelo Negócios nos preçários dos principais bancos nacionais. Um valor que pode ser praticamente anulado com um investimento numa das melhores aplicações de muito curto prazo.






Investir em depósitos de muito curto prazo pode ser uma boa solução para, pelo menos, anular os custos de manutenção das contas à ordem.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

publicado por adm às 13:57 | comentar | favorito