31
Mai 12

Famílias portuguesas levantam depósitos para financiar empresas

Preferência dos investidores por obrigações de empresas poderá estar na origem da primeira perda efectiva de depósitos desde 2010.

O sector das famílias retirou 544 milhões de euros, em termos líquidos, dos depósitos a prazo no mês Abril, de acordo com os dados publicados pelo Banco Central Europeu. Um movimento que terá subjacente uma nova onda de realocação de activos, numa óptica de diversificação de risco, desta vez para obrigações de empresas. Em Abril, a EDP colocou obrigações no valor de 200 milhões de euros, já depois de a Semapa ter emitido 300 milhões de euros, liquidados a 30 de Março. Também a Zon tem em curso uma operação semelhante no montante de 100 milhões de euros. Estas colocações têm sido realizadas através de bancos e subscritas quase na totalidade por particulares, de acordo com Pedro Lino, CEO da Dif Broker.

Já em Novembro de 2011, as famílias tinham retirado 534 milhões de euros de depósitos a prazo - algo que não acontecia desde Setembro de 2010 - no entanto, nesse mês a entrada líquida de 988 milhões de euros em depósitos à ordem compensou a saída das aplicações a prazo. Mas em Abril, os fluxos líquidos para depósitos à ordem, de 286 milhões de euros, não conseguiram a compensar a saída verificada nos depósitos a prazo. Ou seja, no mês passado, os bancos perderam efectivamente depósitos de particulares, no montante de 258 milhões de euros, pela primeira vez em 19 meses.

Se numa primeira fase, os depósitos a prazo ganharam com a realocação de activos, nomeadamente provenientes de fundos de investimento, fundos de pensões e dos certificados de aforro, parece agora estar em marcha o efeito inverso. Neste caso com o dinheiro a ser realocado em obrigações de empresas e até mesmo em dívida pública. "As taxas dos depósitos a prazo baixaram com a introdução de limites por parte do Banco de Portugal e as pessoas procuram outros activos seguros, até para diversificarem o risco", diz Pedro Lino. O responsável da Dif Broker acrescenta que a recente discussão em torno da criação de um fundo de garantia de depósitos em termos europeus, trouxe novamente o limite dos 100.000 euros à memória dos investidores, que tendo um património superior, procuram diversificá-lo.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 08:28 | comentar | favorito
09
Mai 12

OS MELHORES DEPOSITOS A PRAZO DE MAIO 2012

No último mês foram vários os bancos que reduziram ligeiramente as suas ofertas para os depósitos a prazo. Isto poderá ser um sinal de inversão da tendência e que a partir de agora os bancos poderão começar a oferecer menos pela captação de depósitos.

APROVEITE AS PROMOÇÕES...

 

Não há dúvida que também podemos dizer que as taxas oferecidas pelos bancos para a captação de depósitos são verdadeiramente promocionais e que apenas são possíveis porque Portugal vive uma situação anormal, com as fontes de liquidez dos bancos a resumirem-se aos financiamentos do BCE, à captação de depósitos de particulares e aos aumentos de capital. A situação de aumento sucessivo das taxas que eram oferecidas não só abrandou imenso nas últimas semanas, como se pode mesmo dizer que inverteu.

Essa inversão deve-se provavelmente à forte injecção de liquidez feita pelo BCE nos bancos nacionais e também ao facto de o Banco de Portugal ter voltado a agravar em Abril as penalizações nos rácios de capital para os bancos que remunerem excessivamente os depósitos a prazo face às taxas euribor para o mesmo prazo. 

Adicionalmente, devido aos fortes aumentos de capital que praticamente todos os bancos terão que fazer até 30 de Junho, para fazerem face à exigência de avaliarem as obrigações em carteira ao preço de mercado e ainda assim manterem um rácio de capital de 9%, as necessidades de captação de depósitos poderão reduzir-se o que deverá colocar uma pressão adicional para que as taxas praticadas continuem a descer no segundo semestre. 


Qual o prazo ideal?

Neste momento e tendo que a Banca Portuguesa possa voltar a um estado mais normal a partir do segundo semestre deste ano, é expectável que as taxas praticadas comecem a descer no segundo trimestre deste ano e mais expressivamente ao longo de 2013. Assim, neste momento a melhor estratégia será optar por um depósito a vários anos, mas com pagamento períodico de juros e a possibilidade de mobilização antecipada do depósito sem penalização nas datas de pagamento dos juros. São exemplos destes depósitos a prazo: o DP a 3 anos do Banco Finantia (5,75% TANB) , o DP Montepio Super Poupança (4,30%) e o DP CR do BES (4,00% TANB).


Os melhores depósitos a prazo de Maio de 2011
TANB - Taxa anual nominal Bruta
Montante:
Até 10.000 €:
3 Meses:
BEST DP já14 (5,25%)
Banif DP Rendimento Imediato14 (4,00%)
Banco Invest (3,20%)
6 Meses:
Banco Invest Super DP Crescente (4,00%)
BES DP Rendimento CR3(4,00%)
BPN DP Oportunidade2    (4,00%)
12 Meses:
Banco Invest DP2 (5,25%)
Barclays Net 5%
2 (5,00%)
Banif DP Rendimento Maxi4 (4,15%)
 Até 50.000 €:
3 Meses:
BEST DP já14 (5,25%)
Banif DP Rendimento Imediato14 (4,00%)
Millennium DP Special One (3,875%)
6 Meses:
Banco Invest Super DP Crescente (4,00%)
BES DP Rendimento CR3(4,00%)
BPN DP Oportunidad
e2   (4,00%)
12 Meses:
Banco Invest DP2(5,25%)
Barclays Net 5%
2 (5,00%)
Banif DP Rendimento Maxi4 (4,15%)
Até 100.000 €_:
3 Meses:
Banco Finantia DP Juros Mensais24 (5,75%)
MIllennium DP Special One (4,00%)
BPN DP Mais Poupança (3,50%)
6 Meses:
Banco Finantia DP 6 Meses2 (5,75%)
Banco Invest Suoer DP Crescente (4,00%)

BES DP Rendimento CR3(4,00%)
12 Meses:
Banco Finantia DP 3 anos23 (5,75%)
Banco Invest DP2(5,25%)
Barclays Net 5%
2 (5,00%) 
Mais de 100.000€:

3 Meses:
Banco Finantia DP Juros Mensais24(5,75%)
MIllennium DP Special One (4,00%)
BPN DP Mais Poupança (3,50%)
6 Meses:
Banco Finantia DP 6 Meses2 (5,75%)
Banco Invest Suoer DP Crescente (4,00%) 
BES DP Rendimento CR3(4,00%)
12 Meses:
Banco Finantia DP 3 anos23 (5,75%)
Banco Invest Super DP Crescente(4,75%)
Banif DP Rendimento Maxi4 (4,25%) 
Fonte: Sites dos bancos em 04/05/2012
1Exclusivo para novos clientes.
2Exclusivo para novos recursos.
3O prazo mínimo destes depósitos é superior ao prazo desejado, mas de acordo com as condições dos produtos é possível desmobilizá-os antes do prazo com penalização de 100% sobre os juros não pagos. Assim, poderá desmobilizar-se o capital após o pagamento de juros do período desejado.
4 Não é permitida a mobilização antecipada.
Fonte:http://www.moneygps.pt/
publicado por adm às 21:00 | comentar | favorito
03
Mai 12

Conheça os depósitos que pagam mais

As aplicações através da internet oferecem uma TANB de 3,25%, acima dos 1,9% da banca tradicional.

A utilização das plataformas online dos bancos para realizar operações do dia-a-dia oferece grandes vantagens aos clientes devido à sua comodidade. Contudo, também pode resultar em retornos financeiros positivos. Isto acontece porque, as taxas de juro oferecidas nos depósitos a prazo tendem a ser mais vantajosas quando a sua subscrição é feita através da "rede" do que o que acontece na banca tradicional. Segundo as nossas contas, com base em dados do site da Deco, os depósitos online por um prazo de um ano, em média, remuneram quase o dobro face ao que acontece com as aplicações efectuadas aos balcões das agências bancárias.

Ou seja, se dirigir-se ao balcão de um banco conseguirá, em média, uma taxa de juro anual bruta (TANB) de 1,9% na constituição de um depósito por um prazo de 12 meses. Já se optar por constituir uma aplicação com as mesmas características mas através de uma plataforma online, a remuneração bruta sobe, em termos médios, para 3,25%. Para esta análise foi considerada a informação disponibilizada pela Proteste Investe no site da Deco sobre as remunerações bruta de 71 depósitos para um prazo de 12 meses de 22 instituições financeiras. Desse total, 30 são produtos acessíveis através das plataformas online dos bancos, enquanto os restantes 41 estão disponíveis ao balcão das agências. No conjunto dos 24 depósitos que remuneram com TANB a partir de 3%, 19 são produtos disponíveis através da "rede", enquanto os restantes 12 podem ser subscritos aos balcões dos bancos.

Entre as aplicações mais rentáveis disponíveis para um prazo de 12 meses através da internet estão dois depósitos do PrivateBank. Tratam-se do E- "Pé de Meia" e do E-Depósito a Prazo, que remuneram a uma taxa de juro anual nominal bruta (TANB) de 5,45%. Em termos líquidos, isto equivale a uma taxa de juro de 4,09%. Isto significa que, para um depósito de 5.000 euros, qualquer destes produtos oferece um retorno líquido de 204,5 euros ao fim de um ano. Segue-se o Depósito Net 5%, do Barclays, que oferece uma taxa de juro bruta de 5%, enquanto que o E- Depósito Plus, também do PrivateBank, e o Depósito Renda Mensal, do Banco BiG, remuneram a taxas brutas de 4,95% e 4,7%, respectivamente.

O resultado desta análise não surpreende, já que reflecte uma tendência que se verifica desde que surgiram os bancos online. Como essas plataformas têm menos custos é natural que as taxas de juro sejam superiores para conseguir cativar mais clientes.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 08:23 | comentar | favorito
11
Dez 11

O que acontece às suas poupanças se o euro acabar?

Como ressuscitar as pesetas, as dracmas ou as liras? O cenário, mesmo que encarado como «ficção», já não é um assunto tabu para os economistas, que apontam que a prioridade seria evitar o pânico nas populações.

Primeiro, «as autoridades monetárias na área do euro deixariam de reconhecer o euro como moeda comum, desencadeando uma série de procedimentos que exigiriam voltar a emitir moeda pelos bancos centrais nacionais», defendeu Paulo Reis Mourão, da Universidade do Minho, em Braga, citado pela Agência Lusa.

Como as antigas moedas foram destruídas, isso pressupunha, por exemplo, que a Espanha emitisse o equivalente a 1,7 mil milhões de euros em pesetas, a Itália 1,3 mil milhões de euros em liras, 600 milhões de euros em francos e 6,8 mil milhões de euros em marcos.

O «Wall Street Journal» afirma, entretanto, que alguns bancos centrais europeus preparam-se já para reimprimir moeda nacional. A Irlanda, citada no artigo, desmentiu categoricamente.

A dracma (Grécia), a peseta (Espanha) ou o escudo (Portugal), emitidos por países economicamente frágeis sofreriam com a pressão dos mercados, enquanto o marco (Alemanha) teria tendência para crescer.

Pessoas perdem metade das suas poupanças

«Para quê criar o pânico entre as pessoas, que poderiam perder até 50 por cento das suas economias, de acordo com vários estudos, levando-as a correr em massa aos bancos para retirar o seu dinheiro, resultando no colapso do sistema financeiro?», questiona um economista do Instituto espanhol Elcano, Federico Steinberg.

Nesse sentido, é melhor agir de surpresa ou vender de imediato a ideia às populações para as tranquilizar? 

«É preciso que tudo seja decidido secretamente numa noite e que na manhã seguinte os mercados, os bancos estejam fechados durante pelo menos 12 horas para impedir que alguém movimente o seu dinheiro», defendeu Franco Bruni, professor na Universidade Bocconi de Milão, em Itália.

Já um especialista da Escola de Negócios de Madrid, Gayle Allard, defende, acredita que «uma maneira de resolver a situação seria anunciando um dia que todas as contas bancárias estavam congeladas para voltar à moeda original».

Para Eduardo Martinez-Abascal, da Escola de Gestão de Madrid, pelo contrário, a solução passaria por uma «espectacular campanha de comunicação».

«Devíamos dizer: Chegámos à conclusão que temos de voltar para a peseta e as vantagens são estas e estas», explicou o professor.

Paulo Reis Mourão, da Universidade do Minho, alerta que, com uma moeda enfraquecida, os produtos importados, como o petróleo, seriam muito mais caros, haveria uma queda do poder de compra, o aumento da inflação e a queda do nível de vida.

O abandono da moeda única pode também trazer problemas legais, como lembra um antigo economista do Gabinete central de Estatísticas na Holanda, Thomas Cool, que questiona com que moeda seria paga uma dívida espanhola à Holanda, se com pesetas ou florins.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 16:32 | comentar | favorito
tags:
23
Out 11

PPR do Estado acumula oito meses de perdas

O investimento em dívida continua a penalizar a performance dos Certificados de Reforma.

Os Certificados de Reforma foram criados com o objectivo de permitir aos portugueses a constituição de um complemento às suas pensões. Contudo, nos últimos meses, esta aplicação não tem surpreendido pela positiva. Segundo o folheto informativo de Setembro, divulgado pelo Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social (IGFCSS), nos últimos 12 meses (até 10 de Outubro), o PPR do Estado registou uma rentabilidade negativa de 3,50%.

Trata-se do oitavo mês consecutivo em que este produto de poupança vocacionado para a reforma apresenta rentabilidades a 12 meses negativas, não conseguindo escapar ao turbilhão que a afecta os mercados da dívida e accionista. Ainda assim, no último mês, as perdas foram aligeiradas face ao mês anterior graças à performance positiva das acções. Este foi, aliás, o único tipo de investimento a contribuir com um desempenho a 12 meses positivo. A aposta do fundo no mercado accionista valorizou 1,36%, interrompendo assim dois meses consecutivos de perdas para esse activo. Em Setembro, o investimento em acções tinha apresentado um retorno a 12 meses negativo em 3,84%.

No que respeita à aposta em dívida, continua a somar perdas. Nos últimos 12 meses, o investimento em dívida pública portuguesa desvalorizou 11,1%, enquanto que a dívida de outros países da OCDE apresenta uma rentabilidade negativa de 1,51%. Para este último caso, trata-se do pior desempenho desde a criação dos Certificados de Reforma.

Alterações na carteira

O PPR do Estado gere actualmente, pouco mais de 19,1 milhões de euros em activos. Em termos de distribuição por tipo de activos, a posição em dívida pública portuguesa e dívida de outros países da OCDE sofreu um ligeiro reforço para 26,07% e 51,75%, respectivamente. O mesmo aconteceu em relação ao investimento em acções que subiu para 16,26%. Já a liquidez baixou para 5,92% da carteira.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

 

publicado por adm às 21:29 | comentar | favorito
12
Jul 11

Como proteger as poupanças do corte do ‘rating’

A nova condição de “lixo” da dívida portuguesa afecta a moral nacional mas não necessariamente as suas poupanças.

A palavra "lixo" entrou no léxico mediático nacional nos últimos três dias. Da conversa de café à elite dos comentários, com maior ou menor propriedade, todos dizem que o país é agora "lixo". Perante uma imagem de cheiro pouco agradável teme-se como nunca o pior. Os meus depósitos estão seguros? Os bancos vão falir? Devo retirar o meu dinheiro do país? Portugal vai entrar em bancarrota? Ser "lixo" não é sinónimo de um fado argentino.

Devo investir em fundos de obrigações?
Quase todos os fundos de obrigações têm limites à exposição a títulos classificados como ‘junk bonds', como é agora o caso da dívida soberana nacional e por acréscimo, de algumas empresas. De forma a cumprir os limites estabelecidos na política de investimento dos fundos, muitos gestores terão de fechar posições em dívida portuguesa, assumindo as perdas. Este não é o melhor momento para estar investido em fundos de obrigações, principalmente portugueses.

Posso perder o dinheiro investido em Certificados do Tesouro ou de Aforro?
Esta é uma questão que se coloca no caso de Portugal ter de vir a reestruturar a sua dívida tal como, tudo indica, acontecerá com a Grécia. Uma reestruturação da dívida significa que o Estado não paga a totalidade da dívida emitida, com perdas para os credores. Ora, quem investe em Certificados do Tesouro ou de Aforro é, na prática, credor do Estado português. Mas entre os especialistas as opiniões dividem-se: há quem considere que em caso de ‘default' todos os credores seriam de igual forma afectados, inclusive os particulares, e há quem discorde. Por diversas vezes questionado sobre esta matéria, o Ministério das Finanças é contundente: "A poupança dos portugueses em dívida pública está integralmente protegida quer no que respeita ao capital quer aos juros".

Devo retirar o meu dinheiro dos bancos portugueses?
Se o valor dos seus depósitos não ultrapassa os 100.000 euros não precisa de se preocupar. O Fundo de Garantia de Depósitos garante o seu capital. Caso tenha aplicados mais de 100.000 euros em depósitos a prazo pode sempre diluí-los por vários bancos, até ao montante máximo de 100.000 em cada um, já que o Fundo garante aplicações até este montante por titular e por conta. Da mesma forma, se tiver 200.000 euros numa conta basta que esta tenha dois titulares para que o total da aplicação esteja protegido. Estas são explicações preventivas e não significam que seja expectável a falência de um banco nacional. De lembrar que as instituições financeiras portuguesas têm uma almofada de capitalização de 12 mil milhões de euros promovida pela ‘troika'.

Devo investir em acções portuguesas?
A praça lisboeta tem sido fortemente afectada não só devido aos efeitos que os sucessivos cortes de ‘rating' têm também nas empresas, uma vez que encarece o seu financiamento no mercado, mas também devido à conjuntura económica do país.

Assim, para investir no mercado nacional há que ser selectivo: empresas pouco endividadas ou com necessidades de financiamento garantidas para os próximos anos; e com elevada diversificação geográfica, de preferência com mais de 50% das receitas a virem do exterior. Numa perspectiva de curto-prazo os analistas têm vindo a recomendar a exposição a mercados europeus não periféricos. Dada a forte desvalorização que sofreram nos últimos dois meses, os analistas consideram que existem boas oportunidades de compra na Europa. Numa perspectiva de longo-prazo a preferência continua a recair por mercados emergentes ou empresas norte-americanas não financeiras.

Os juros dos depósitos a prazo vão subir?
Tudo indica que sim. Nos últimos 12 meses a taxa média dos depósitos subiu de 1,36% para 3,33% devido à necessidade dos bancos em captar recursos de clientes de forma a diversificar as fontes de financiamento. O novo corte de ‘rating' vem reforçar a necessidade dos bancos em captar depósitos de clientes, subindo a taxa de juro.

A minha casa vai desvalorizar? 
Portugal não sofreu os efeitos de uma bolha imobiliária, mas o valor das casas tem vindo a cair devido à escassez de crédito bancário. Ou seja, a lei da oferta e da procura no seu estado mais puro. Tendo em conta que os bancos deverão manter os cordões do crédito fechados, a procura continuará a ser menor do que a oferta, logo o preço das casas deverá continuar a cair. Uma boa oportunidade para comprar, uma má altura para vender.

Os meus créditos vão ficar mais caros?
Os novos créditos vão continuar a ficar mais caros. Objectivamente, o principal efeito directo do corte de ‘rating' é tornar o financiamento dos bancos portugueses mais difícil e mais caro, já que o Estado não necessita de ir ao mercado nos próximos três anos. Tal como tem acontecido até aqui, os bancos irão repercutir os maiores custos de financiamento nos ‘spreads' cobrados aos clientes, além de continuarem a restringir o acesso ao crédito também por outras vias.

O ouro é um bom refúgio?
O ouro é o activo refúgio por excelência, quer em períodos de maior incerteza nos mercados, como o actual, quer em momentos de pressão inflaccionista. No entanto investir actualmente em ouro acarreta uma certa dose de risco devido à subida recorde do seu preço. O ouro valoriza há dez anos consecutivos, nos últimos 12 meses e bateu máximos históricos.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 00:01 | comentar | favorito