11
Nov 12

Certificados de Aforro ganham nova vida em 2013

Em Setembro, o Governo aumentou a remuneração destes títulos, para valores superiores a 3%.

O mais antigo produto de aforro do Estado voltou a entrar na corrida pelas poupanças dos portugueses. Numa manobra de reanimação por parte do Governo, um dos mais icónicos produtos de aforro dos portugueses passou a pagar, desde Setembro, uma taxa de juro bruta superior a 3%. Uma remuneração que fica acima da maioria dos depósitos a prazo comercializados actualmente pelas instituições bancárias, os concorrentes mais directos dos Certificados de Aforro.

Depois de uma fuga de capitais que durou 41 meses consecutivos, a instituição que gere o crédito público decidiu finalmente agir aumentando a remuneração associada aos Certificados de Aforro. O IGCP introduziu assim um prémio de 2,75% (275 pontos base) para os certificados da série C, a única actualmente em comercialização, para vigorar até final de 2016. Um prémio que coloca os juros brutos deste produto em 3,17%, para as novas subscrições em Novembro, o que compara com os 0,42% que estes certificados pagariam mediante as regras antigas.

E se no primeiro mês em que a medida vigorou não foi suficiente para voltar a captar investimento líquido, pelo menos convenceu muitos investidores a não resgatarem os seus certificados. Em Setembro o Estado perdeu "apenas" 38 milhões de euros com este produto, quando desde Julho de 2010 registava saídas líquidas mensais superiores a 100 milhões de euros.

Os certificados da série C não foram os únicos beneficiados com esta medida. O IGCP aumentou também a remuneração associada aos produtos da série B, concedendo-lhes um prémio adicional de 100 pontos base. Embora já não se encontre em comercialização, esta série representa 94% do total investido em certificados - a série C representa apenas 1,59% - o que significa que era urgente estancar a fuga de capitais desta série. Ainda mais porque, dos 9,7 mil milhões de euros que continuam investidos neste produto, quase 4,2 mil milhões correspondem a juros a serem pagos pelo Estado aos aforradores no momento do resgate. Juros que estão concentrados, quase na totalidade, nesta série B. Trata-se de dinheiro do qual o país não dispõe, o que obrigaria Portugal a aumentar o nível de financiamento por outras vias, nomeadamente nos mercados de dívida de curto-prazo.

O início da fuga dos Certificados de Aforro começou com a comercialização da série C e com a revisão da série B, no início de 2008. Na altura o Governo alterou a fórmula de cálculo de juros deste produto, baixando abruptamente a sua remuneração. Desde então, mais de 230.000 subscritores abandonaram este produto, resgatando quase 8,5 mil milhões de euros. Uma conjuntura que foi ainda agravada nos últimos anos, dada a necessidade de muitas famílias recorrerem a poupanças, mas principalmente devido à concorrência dos depósitos a prazo até meados deste ano.

Com a introdução dos prémios de remuneração, o Governo não antecipa entradas de capital significativas em 2013, mas também já não prevê resgates líquidos na ordem dos dois mil milhões de euros anuais como até então. De acordo com o Orçamento do Estado, o Governo prevê captar 141 milhões de euros com este produto em 2013.

Trabalho publicado na edição de 31 de Outubro de 2012 do Diário Económico

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03
Set 12

Saiba por que os certificados de aforro são outra vez mais atractivos que depósitos

Conheça as razões pelas quais a nova remuneração é superior à da maioria dos depósitos a prazo.

Os Certificados de Aforro voltam à corrida pelas poupanças dos portugueses. Numa manobra de reanimação por parte do Governo, um dos mais icónicos produtos de aforro dos portugueses passam a pagar, já a partir de hoje, uma taxa de juro bruta de 3,268%. Uma remuneração que fica acima da maioria dos depósitos a prazo comercializados actualmente pelas instituições bancárias, os concorrentes mais directos dos Certificados de Aforro (CA).

E não são apenas os certificados da série C, actualmente disponíveis para subscrição, que vão beneficiar deste aumento. Também os certificados da série B, pressionados pela fuga dos investidores, passam a pagar mais 100 pontos base, ou seja, 3,2808% em Setembro. Embora o mercado continue a oferecer depósitos a prazo com taxas superiores, uma análise mais alargada confirma a nova atractividade dos CA.

A larga maioria dos depósitos com taxas superiores obrigam a um mínimo de subscrição de 2.000 euros, chegando em alguns casos aos 10.000 euros, e até 50.000. Montantes inacessíveis para a maioria dos portugueses, já que de acordo com o último relatório do Fundo de Garantia de Depósitos, 83,2% dos depositantes têm aplicações inferiores a 10.000 euros. Os CA permitem um mínimo de subscrição de 100 euros. Além disso, grande parte dos depósitos com remunerações elevadas não permitem a mobilização antecipada do capital, ou quando possível, acarretam perda total ou parcial de juros. Os CA pagam juros trimestralmente, pelo que em caso de mobilização antecipada, a perda máxima corresponderá a três meses de juros.

De acordo com os dados do Banco de Portugal, a taxa média praticada nos novos depósitos a prazo em Junho fixou-se em 3%, para aplicações até um ano, e 3,13% para a totalidade das maturidades. Ambas abaixo da nova taxa oferecida pelos CA. Embora a remuneração deste produto permaneça indexada à taxa Euribor a três meses - actualmente em mínimos históricos - os CA passam a beneficiar de um prémio fixo de 2,75%, em vez de prémios crescentes a partir do segundo ano, que atingiam o máximo de 2,5% no décimo ano. Estas condições estarão em vigor até 31 de Dezembro de 2016, data após a qual serão retomadas as condições originais, e têm um limite de remuneração máxima de 5%.

Na quinta-feira o ministério das Finanças avançava que "as atuais condições de remuneração dos certificados de aforro das séries B e C, face às alternativas de aplicação de poupanças" se encontravam desadequadas, o que tem conduzido a "uma redução significativa do montante de certificados da série B, fechada desde 2008, e a uma muito reduzida captação de novas poupanças para a série C, actualmente em vigor". Ou seja, o ministério nota que: "O aumento da poupança das famílias não se tem reflectido num aumento de procura dos certificados de aforro, nem mesmo na retenção de poupanças de longo prazo, tradicionalmente estáveis". No mesmo comunicado o ministério decretou a suspensão imediata da subscrição dos Certificados do Tesouro, lançados em 2010. E adiantou que se "encontra a estudar a criação de novos produtos de poupança a colocar à subscrição oportunamente".

Certificados pesam apenas 6% no financiamento do Estado
Os aforradores portugueses contribuem apenas para 6% do financiamento do Estado, tendo em conta o saldo existente nos dois instrumentos destinados aos investidores de retalho: os Certificados de Aforro e os Certificados do Tesouro. O peso dos pequenos investidores tem vindo a diminuir nos últimos anos. No final de 2003 os aforradores nacionais detinham quase 20% da dívida do Estado e, em 2005, o peso dos CA no total da dívida pública era de 16%.

A dívida directa do Estado situa-se em 188,3 mil milhões de euros, sendo que os investidores de retalho detêm apenas 11,3 mil milhões de euros desse valor. Desde o início do ano tem-se registado uma fuga dos portugueses dos instrumentos de financiamento do Estado. Os resgates líquidos de Certificados de Aforro foram de 1,44 mil milhões de euros, enquanto os Certificados do Tesouro atraíram apenas 90 milhões de euro. Conjugados os dois produtos, o Estado contava com resgates líquidos de 900 milhões de euros em 2012, número que já foi largamente ultrapassado apenas nos primeiros sete meses do ano. A saída de investidores acima do previsto poderá obrigar oEstado a ter de fazer mais leilões de Bilhetes do Tesouro que o previsto, segundo os peritos da Unidade Técnica de Apoio Orçamental.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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01
Ago 12

Certificados de Aforro e do Tesouro pagam mínimo de sempre

Nunca renderam tão pouco. Os certificados de Aforro e do Tesouro são produtos de poupança cada vez menos aliciantes. As taxas de juro que serão aplicadas nas subscrições feitas em agosto são as mais baixas de sempre.

Segundo as tabelas publicadas no site do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), no caso dos certificados do Tesouro, a taxa ilíquida dos juros distribuídos anualmente do primeiro ao quinto ano já estão abaixo de 1%, nos 0,95%. 

Em julho, o juro pago era de 1,2%. São valores que estão a uma longa distância dos 2,1% pagos em novembro do ano passado.

Já a taxa ilíquida anual para uma aplicação a cinco anos mantém-se nos 6,8%. O mesmo acontece com as aplicações a 10 anos - ficam na mesma, nos 7,1%. 

Certificados de Aforro

Não há memória de um juro tão baixo: 0,635% é a taxa bruta fixada neste mês de agosto.

Em apenas um mês, o de junho, os portugueses retiraram 172 milhões de euros dos certificados de Aforro. Um valor a juntar aos restantes meses que, no total do semestre, somam 1.245 milhões de euros que foram retirados destes títulos de dívida pública.

Como rendem cada vez menos, estes produtos de poupança têm motivado, de facto, uma fuga de investidores, e têm perdido terreno para outras aplicações de poupança como, por exemplo, os depósitos a prazo.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

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15
Nov 11

Qual é a melhor forma de fazer crescer uma poupança de 10 mil euros?

O Económico foi ver quanto renderiam 10 mil euros se fossem hoje aplicados de seis formas diferentes.

Fazer crescer dinheiro no momento actual, não é tarefa fácil. Numa altura em que o medo e a turbulência dos mercados afecta a performance de várias classes de activos, é difícil encontrar "um fermento" que permita multiplicar as poupanças. A tarefa torna-se ainda mais complicada para os investidores passivos que- por comodismo, falta de informação ou de tempo- não procuram activamente no mercado as melhores soluções financeiras. Os dados do Banco de Portugal relativos ao estudo sobre literacia financeira, mostram que 56% dos inquiridos não faz uma comparação dos produtos disponíveis nas várias instituições antes de fazer um investimento. Mas fazer esse trabalho de casa e comparar a oferta entre os vários bancos pode-lhe dar muito frutos. Por exemplo, para um depósito a um ano há bancos que oferecem taxas que variam entre os 0,1% e os 6%. Isto significa que para uma aplicação no valor de 10 mil euros, a mais-valia que um investidor pode obter ao fim de um ano oscila entre os 8 e os 471 euros líquidos. Os números mostram, assim, o impacto que a diferença que alguns pontos percentuais na rentabilidade de um produto financeiro pode exercer no seu património. Curiosamente, no inquérito sobre Literacia Financeira do Banco de Portugal, a rentabilidade aparece como o factor mais determinante para a escolha de um produto financeiro, segundo os portugueses inquiridos

Para dar uma ideia mais próxima de quanto é que os investidores podem ver as suas poupanças crescer consoante optem por uma aplicação que lhes ofereça um juro de 1% ou por outra que remunere a uma taxa de 7%, o Diário Económico foi ver quanto renderia um montante de 10.000 euros, caso um investidor aplicasse o seu dinheiro em alguns dos mais populares produtos financeiros, às actuais taxas de mercado. Os números mostram que há diferenças substanciais na oferta disponível no mercado e que fazer a comparação de produtos compensa.

Os resultados mostram ainda que a solução menos vantajosa de todas é deixar o dinheiro "debaixo do colchão", ou numa simples conta bancária à ordem. É que neste cenário não só o seu dinheiro não está a render como ainda está a perder valor, devido ao efeito destruidor da inflação.

 

Ao final de um ano 10 mil euros valem....

 

10.392€ - Super depósitos
Apesar de o Banco de Portugal ter imposto novas regras para penalizar os bancos que pratiquem taxas de juro demasiado elevadas para os depósitos, ainda é possível encontrar depósitos com taxas atractivas. É o caso do Depósito Special One + do BCP (quatro anos); do Montepio Super Poupança (quatro anos), do Depósito a cinco anos do BIG, ou do Depósito Crescente a quatro anos do Banif. Todos eles apresentam uma TANB média de 5%. Isto significa que, por cada 10 mil euros aplicados, o investidor receberia 392 euros por ano, líquidos de impostos.

 

10.125€ - Certificados de aforro
Os certificados de aforro foram até há pouco tempo uma das aplicações financeiras preferidas dos portugueses. Mas as alterações introduzidas na fórmula de cálculo da remuneração destes produtos conduziu a uma quebra dos juros oferecidos aos investidores. Assiste-se agora a uma verdadeira fuga para os depósitos- que neste momento oferecem taxas que em alguns casos chegam a ser três vezes superiores. As subscrições de CA feitas em Novembro iriam beneficiar de uma taxa de juro bruta de 1,595%. Se os juros se mantiverem durante os trimestres seguintes, significa que ao fim de um ano, os seus 10.000 euros renderiam 125 euros.

 

12.400€ - O melhor fundo de investimento
Aplicar o seu dinheiro num fundo de investimento também é uma hipótese a ter em conta: com baixos montantes um investidor consegue ter exposição a várias classes de activos . Com uma vantagem adicional: os fundos beneficiam de uma gestão profissional. O problema é que nem mesmo os profissionais têm conseguido fintar as quedas dos mercados. Nos últimos 12 meses e segundo a APFIPP, 78% dos fundos estão negativos. Ainda assim, há quem consiga fintar a turbulência das bolsas. O fundo especial de investimento Caixagest Private Equity (o melhor nos últimos 12 meses) acumula ganhos de 24% . Quem tivesse investido 10 mil euros há 12 meses neste fundo hoje teria um ganho de 2.400 euros. Mas rentabilidades passadas não significam ganhos futuros.

 

10.008€ - Depósitos mais "forretas"
Os depósitos são como os chapéus: há muitos no mercado. E as diferenças de remuneração são assinaláveis. Para um depósito a um ano, segundo a análise da Deco, há bancos que oferecem remunerações que variam entre os 0,1% de TANB (no caso do Deutsche Bank) e os 6% (no caso do Finantia). Ou seja, se optar pelo depósito mais forreta, os 10 mil euros ao fim de um ano crescerão apenas 8 euros.

 

10.557€ - Certificados do Tesouro
Criados em 2010, os certificados do tesouro são um produto de dívida pública alternativo aos tradicionais certificados de aforro e cuja remuneração tenta seguir a evolução das ‘yields' das obrigações do tesouro a cinco e a 10 anos. No entanto, o facto da crise da dívida pública ter feito disparar as yields portuguesas para valores anormais, levou o IGCP a congelar os juros destas aplicações. Quem mantiver os 10 mil euros investidos por um período de 10 anos ficará sujeito a uma TANB de 7,10%. Ou seja, em média, por cada ano, o investidor receberá 557 euros, líquidos. No entanto, esta remuneração só é válida para quem mantiver o dinheiro investido por 10 anos.

 

9.650€ - Colchão
Colocar os 10 mil euros debaixo do colchão, ou numa conta bancária à ordem, sem obter qualquer remuneração, tem consequências negativas no seu património. Porque se ao fim de um ano, os seus 10 mil euros não forem beneficiados com uma remuneração, isso significa que findo esse período, os seus 10 mil euros terão encolhido na realidade, pelo efeito da inflação. As estimativas do Banco de Portugal e do Governo, apontam para que a taxa de inflação em 2011 se situe nos 3,5%. Isto significa que em termos reais, o seu pé-de-meia no final do ano valerá apenas 9.650 euros.

fonte:http://economico.sapo.pt

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26
Ago 11

Troque certificados por obrigações do tesouro

Se tiver vários milhares de euros empatados em certificados de aforro ou do tesouro, saiba que os juros que consegue através das obrigações do tesouro são mais elevados sem que isso represente um aumento do risco da sua poupança.

 

O Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público, a entidade responsável pelo dinheiro do Estado português, voltou a fixar a taxa de juro máxima dos certificados do tesouro nos 7,10% em Agosto para quem permanecer com as aplicações durante uma década. Apesar de os juros que Portugal tem de pagar se pedir dinheiro no mercado serem muito superiores, a rendibilidade oferecida aos pequenos aforradores detentores de certificados do tesouro não é revista desde Março. 

A situação é semelhante nos certificados de aforro: as subscrições efectuadas em Agosto capitalizam a uma taxa anual de 1,617% durante um trimestre, quando, no início do mês, o Estado vendeu 750 milhões de euros de bilhetes do tesouro a três meses a uma taxa média muito perto de 5%.

Em teoria, o risco das Obrigações do Tesouro é exactamente o mesmo dos certificados de aforro e do tesouro, porque se o Estado português não tiver capacidade de pagar os juros e o capital de uns títulos também não terá para os outros. Há, no entanto, algumas vozes que dizem que, se houver um espírito paternalista dos governantes, dificilmente os certificados serão afectados, porque representam as poupanças das famílias portuguesas. Além disso, os 14,3 mil milhões de euros aplicados nesses títulos representam menos de 9% da dívida directa do Estado, segundo as últimas estatísticas. 

Se as obrigações do tesouro são mais rentáveis do que os certificados de aforro e do tesouro, por que não investem as famílias nesses títulos? Porque são menos acessíveis e acarretam custos. 

Um mercado de especialistas 
Embora haja mercados regulamentados nos quais se transaccionam obrigações, como a Euronext Lisbon e a MTS Portugal, o grosso dos negócios efectuados neste segmento não é registado nessas praças. Ao contrário do mercado accionista, a maioria das operações sobre obrigações é realizada directamente entre dois intermediários financeiros não passando por uma bolsa, o que torna difícil o acesso dos pequenos investidores. 

Muitos bancos disponibilizam a compra e a venda de títulos de dívida pública através da Euronext Lisbon. Contudo, além de normalmente não oferecerem todas as emissões de obrigações do Estado português, a liquidez é reduzida: no início de Agosto, o último negócio efectuado sobre as obrigações do tesouro que se vencem em 2019 tinha sido realizado mais de quatro meses antes. Antes de fazer qualquer oferta, os interessados devem confirmar que há outros investidores disponíveis do lado oposto. Os títulos de dívida pública portuguesa mais populares na Euronext Lisbon têm sido os que se vencem em Junho de 2012 e Setembro de 2013.

Apesar das limitações dos mercados regulamentados, os custos podem ser muito baixos. É possível negociar obrigações pagando comissões inferiores a 0,1% do valor transaccionado. Nos serviços de banca electrónica, os custos podem ser inferiores a oito euros por ordem de bolsa. 

Alguns bancos já sabem que há aforradores que querem comprar obrigações com as vantagens das operações fora de mercado. O Banco Best estreou uma plataforma que permite aceder a um vasto leque obrigacionista. Através do seu sítio na Internet, é possível consultar cotações indicativas de mais de oito dezenas de obrigações, incluindo dívida pública portuguesa, e dar ordens de compra e de venda sobre essas emissões. A partir dessas instruções, os operadores do Banco Best procuram executar as ordens no mercado. 

Para os pequenos investidores não é barato investir em obrigações fora do mercado. O Banco Best cobra um mínimo de 100 euros por operação de compra ou de venda. O Banco BIG que também permite a negociação de várias obrigações através da Internet, é mais barato: a comissão mínima de negociação é de 30 euros. Ambos cobram 2% sobre os juros de obrigações. O Banco Big isenta a comissão de guarda de títulos na carteira de obrigações adquiridas pela Internet.









Fundos de obrigações soberanas arrastados pela crise

Os gestores de fundos não conseguem manter os títulos até à maturidade. Logo, as rendibilidades potenciais elevadas oferecidas pelas obrigações não são concretizadas.

Olhando apenas para a rendibilidade potencial das obrigações soberanas da Zona Euro, os fundos que investem nesses títulos poderiam ser considerados boas alternativas a entrar directamente num mercado mais complexo do que o das acções. Porém, nem sempre os fundos são uma alternativa ao investimento directo. 

As rendibilidades implícitas nas cotações actuais dos títulos de dívida soberana apenas são concretizadas se o aforrador os mantiver até ao seu vencimento. Ao adquirir uma participação num fundo não há a garantia de que o gestor permanecerá com esses títulos no portefólio até à sua maturidade, garantindo, assim, a elevada taxa de rendibilidade. O que acontece é que os gestores precisam de gerir os fluxos de dinheiro (que acontecem essencialmente devido às subscrições e aos resgates), o que os leva a alienar obrigações antes de chegarem ao vencimento ou a trocá-las por outras que estão mais interessantes. Ao longo de 2010, o Montepio Taxa Fixa, por exemplo, um fundo de obrigações que tem investido maioritariamente em dívida pública, negociou o equivalente a mais do dobro da sua carteira. 

Melhores evitam Zona Euro 
Apenas três fundos cotados em euros que investem em obrigações soberanas conseguiram um ganho no último ano, segundo a Morningstar. Os dois melhores não investiram na Zona Euro: o Eurizon EasyFund Bond GBP e o Eurizon EasyFund Bond USD apostam em dívida pública do Reino Unido e dos Estados Unidos da América, mas realizam a cobertura cambial. Assim, os investidores portugueses conseguem ganhar (ou perder) sem se preocuparem com o movimento do euro-libra ou do euro-dólar. 

O terceiro fundo que não perdeu no último ano foi o Dexia Bonds Euro Government Top Rated. Os gestores da Dexia Asset Management apenas investem em obrigações com uma classificação de AAA, o "rating" máximo atribuído pelas agências de avaliação de dívida. 

Face ao risco crescente nos mercados de dívida, vários gestores de fundos de obrigações voltaram-se quase exclusivamente para os títulos soberanos, embora as políticas de investimento não os obriguem. Além do Montepio Taxa Fixa, é o caso do BPI Euro Taxa Fixa: há mais de cinco anos que só investe em dívida pública da Zona Euro.






Conheça os Fundos soberanos
Estes são os fundos cotados em euros que investem em obrigações soberanas que mais renderam (ou menos perderam) ao longo do último ano. Os gestores destes produtos apenas compram e vendem emissões de Estados para as suas carteiras.






Há mais obrigações além da dívida pública

As rendibilidades potenciais de muitas emissões de dívida privada são superiores às das obrigações do tesouro.

Embora as emissões de dívida pública representem 43,20% do valor mundial do mercado de obrigações, que está avaliado em 67 biliões de euros, segundo o Banco de Pagamentos Internacionais, os investidores têm outros segmentos para explorar. 

No universo privado, a fatia mais importante do mercado pertence às instituições financeiras, responsáveis por 44,94% das obrigações emitidas a nível global. Se está disposto a correr algum risco, as obrigações dos bancos portugueses oferecem retornos superiores aos da República Portuguesa. 

A rendibilidade anual até à maturidade de uma obrigação do Banco Comercial Português que se vence em Abril de 2014 rondava os 18% em meados de Agosto, segundo a plataforma de negociação do Banco Best. Uma emissão do Banco Espírito Santo com maturidade em Junho de 2014 estava perto dos 15%, segundo o sítio do Banco Big. A dívida da Caixa Geral de Depósitos podia render cerca de 12% até Maio de 2013. 

Alguns intermediários financeiros reduzem as comissões sobre os títulos emitidos por si. A Caixa, por exemplo, cobra 10 euros na negociação de obrigações emitidas pelo seu grupo, desde que a operação não envolva outros intermediários. O Banco BPI não cobra comissões pelo pagamento de juros e pelo reembolso de títulos do seu grupo.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt
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23
Ago 11

Famílias portuguesas fogem da dívida pública nacional

Os certificados de aforro e do Tesouro estão, todos os meses, a perder investidores.

Já não são apenas os grandes investidores a reduzirem a exposição dos seus portefólios à dívida pública portuguesa. Também as famílias estão a fugir da dívida do Estado: há 28 meses consecutivos que o saldo de novas subscrições de certificados de aforro é negativo, e só este ano o total de resgates destes instrumentos de dívida do Estado contabiliza já 2.936 milhões de euros. Trata-se de um valor 13 vezes superior ao volume acumulado das novas subscrições no mesmo período. Julho não fugiu a esta tendência.

De acordo com o último boletim mensal do IGCP, publicado na sexta-feira, o saldo líquido de subscrições de certificados de aforro voltou a ser negativo em 382 milhões de euros, como consequência da contabilização de 415 milhões de euros de resgates e de apenas 33 milhões de euros de novas subscrições.

No universo dos certificados do Tesouro a realidade não é tão negra. Porém, os dados do último mês revelam que também estes instrumentos de dívida do Estado, que têm como referência a evolução da ‘yield' das obrigações do Tesouro a 5 e 10 anos, estão a perder o interesse das famílias: não só o volume de resgates registou o valor mais elevado desde Janeiro - mês em que pela primeira vez os investidores puderam dar ordens de resgate -, como o saldo líquido de novas subscrições alcançou o valor mais baixo deste ano. 

fonte:http://economico.sapo.pt

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16
Ago 11

Onde os portugueses investem as poupanças

Taxas mais altas têm atraído mais aforro. Receios sobre crise da dívida têm afastado investidores dos mercados.

Depósitos mantêm tendência crescente nos últimos meses
Os depósitos têm sido o principal destino das poupanças dos portugueses e o montante aplicado neste produto tem vindo a crescer sustentadamente desde há mais de um ano. Esta tendência resulta, não só, da actual conjuntura económica recessiva do país, como também de um aumento das remunerações dos depósitos para taxas mais atractivas. De acordo com o último Boletim Estatístico do Banco de Portugal, o montante de novas operações de depósitos de particulares foi de quase 10,4 mil milhões de euros em
Maio deste ano, o que compara com um valor de novos depósitos de 5,94 mil milhões de euros verificado em maio de 2010.

Certificados do Tesouro com subscrições em queda mas saldo positivo
Os Certificados do Tesouro foram um produto de sucesso nos primeiros meses após o seu lançamento, devido nomeadamente às taxas atractivas. No entanto, a decisão do IGCP de colocar um tecto nas taxas "a partir do mês de Maio de 2011 e enquanto se mantiverem as condições de mercado", a crise da dívida soberana e a possibilidade de vir a ser aplicado um ‘haircut' no valor da dívida portuguesa, terão afastado investidores. Segundo o último relatório mensal do IGCP, as subscrições líquidas foram de 24 milhões de euros em Junho, mínimo de que há registo, influenciadas pela queda das subscrições para o valor mais baixo desde Novembro de 2010.

Fundos de obrigações euro lideram subscrições líquidas positivas
Apesar de, enquanto segmento, os fundos de investimento mobiliário continuarem a ser bastante penalizados, com elevados montantes resgatados, há categorias onde o dinheiro aplicado é superior ao retirado. Segundo o último relatório mensal da APFIPP, desde início do ano, as duas categorias com subscrições líquidas mais elevadas são das de fundos de obrigações taxa indexada euro (83,6 milhões de euros) e de fundos de obrigações taxa fixa euro (47,5 milhões). Olhando apenas para Junho são os fundos de mercado monetário euro, os mistos predominantemente acções, os predominantemente Obrigações, os únicos com saldo positivo.

Incerteza afasta investidores dos mercados accionistas
A instabilidade no mercados, resultado da crise da dívida soberana na zona euro e das dificuldades de crescimento das maiores economias têm afastado investidores. Em Portugal, o número de ordens dadas sobre acções caiu 33%nos primeiros seis meses deste ano face ao período homólogo, enquanto o valor recuou 48%no mesmo período. No mesmo sentido, o montante de transacções de acções na Euronext Lisbon foi de
18,2 mil milhões de euros, nos acumulado dos primeiros sete meses deste ano, o que representa uma quebra de 29,4%face ao período de Janeiro a Julho de 2010, influenciado também pela diminuição da cotação das acções.

Certificados de Aforro continuam a perder investidores
Os Certificados de Aforro têm vindo a perder subscritores ao longo dos anos. As duas principais razão serão a queda significativa da rendibilidade que oferecem ao longo dos anos - resultado de um ambiente de baixa da Euribor - e o aparecimento de um outro produto do Estado mais atractivo, dada a maior remuneração oferecida, os Certificados do Tesouro, lançados há um ano. De acordo com o último boletim mensal do ICGP, as subscrições dos certificados de aforro foram de 28 milhões de euros em Junho, valor
mais baixo de sempre, enquanto os resgates ficaram acima de 300 milhões de euros, o que dá um saldo negativo de 322 milhões.

Fundos Poupança Reforma penalizam por perda de benefícios
Os Fundos Poupança Reforma (PPR) perderam parte do seu atractivo com a redução do benefício fiscal em sede de IRS. Uma outra razão, mencionada recentemente pelo
presidente da APS, Seixas Vale, é o "maior investimento por parte dos bancos, os grandes distribuidores de PPR, na captação de liquidez através da aposta em depósitos". Os PPR sob a forma de seguro (que representam cerca de 85,5%do total de PPR) tinham no final do ano passado 15 mil milhões de euros acumulados, valor que até Maio tinha recuado 7%. Em 2010, as contribuições foram de 3,2 mil milhões de euros, um valor que o presidente da APS considera difícil de manter este ano.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

 

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21
Jul 11

Fuga aos certificados de aforro retira 300 milhões ao Estado em Junho

No primeiro semestre, portugueses subscreveram somente 196 milhões de euros em certificados de aforro e resgataram 2.522 milhões.

 

De acordo com o boletim mensal do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), o saldo líquido deste instrumento de poupança era, em Junho, de 13.145 milhões de euros, menos 331 milhões do que em Maio.

No total, foram resgatados 360 milhões de euros, enquanto as novas subscrições foram apenas de 28 milhões. Ainda assim, a fuga aos certificados de aforro tinha sido maior nos meses anteriores.

Desde o início do ano, as subscrições deste produto de poupança foram de apenas 196 milhões, enquanto as amortizações chegaram aos 2.522 milhões, o que empurra o saldo negativo para 2,3 mil milhões de euros. 

A "fuga" a este instrumento de poupança tem sido influenciada pelos receios de que alguns países periféricos do euro, como a Grécia e Portugal, tenham de enveredar por uma reestruturação da dívida pública, algo que poderia vir a penalizar os detentores de certificados de aforro.

Quanto aos certificados do Tesouro, a situação é diferente, visto que, em Junho, o Estado conseguiu mais 24 milhões de euros com este instrumento de poupança, em termos líquidos.

Nos primeiros seis meses do ano, as subscrições de certificados do Tesouro chegaram aos 722 milhões de euros e foram resgatados apenas 169 milhões. Ou seja, o Estado obteve um saldo líquido de 553 milhões de euros com este instrumento de poupança.

fonte:http://economia.publico.pt/N

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17
Jul 11

Estado, o produto financeiro que rende mais

Os títulos de dívida pública rendem mais e têm segurança superior aos depósitos a prazo.

Com as taxas de juro a subir e a pressão para obter dinheiro, os bancos apostam na publicidade de depósitos a médio e longo prazo, com rentabilidade que parece aliciante. Contudo, a maioria dos depósitos de taxa fixa para estes prazos não permite o levantamento antecipado. Os de rendimento crescente, em geral, não prendem o consumidor ao investimento. Mas, no primeiro ano, nenhum oferece uma remuneração líquida superior à taxa de inflação prevista pelo Banco de Portugal para 2011 (3,6%), nem ao melhor depósito a 12 meses. Este é disponibilizado pelo banco BiG, que rende 3,5% ao ano e exige um investimento mínimo de 50 mil euros.

As melhores aplicações com taxa crescente apresentam uma rentabilidade líquida global muito próxima desta última. É o caso do depósito a cinco anos do Santander, com 3,8% para valores a partir de cinco mil euros. O segundo lugar pertence ao Banco Invest, que oferece 3,7%, no mesmo prazo, a montantes mínimos de dois mil euros. A três anos, o Depósito Crescente Platinum do Banif leva a melhor, com 3,8% ao ano, mas exige um mínimo de 50 mil euros.

Além de não se distanciarem muito dos melhores depósitos a prazo clássicos, estas taxas são válidas apenas no caso de não movimentar o dinheiro até ao final do período proposto. Porém, se estiver disposto a cumprir esta exigência, há produtos mais rentáveis, como os títulos da dívida pública. A rentabilidade destacada pelos bancos na publicidade aos produtos de taxa crescente, em geral, funciona como engodo e só é válida para o último (e curto) período. Avalie bem as propostas bancárias, com base nos critérios da caixa ao lado. A ficha de informação normalizada (FIN), obrigatória nestes produtos, fornece os elementos necessários. Ao contrário de há um ano, não encontrámos publicidade enganosa a estes depósitos: embora destaquem a taxa mais elevada, os bancos fornecem a restante informação. Um triunfo dos consumidores, fruto das denúncias que fizemos no passado.

Neste estudo, os especialistas da Deco incluíram depósitos, mas também existem obrigações e fundos especiais de investimento com taxa progressiva. Diferenciam-se sobretudo pelas garantias, caso o banco ou a entidade gestora não consigam honrar os seus compromissos. Nos primeiros, os investidores têm assegurado o re-embolso até 100 mil euros por titular até final deste ano, ao abrigo do fundo de garantia dos depósitos. Nos dois últimos, o sistema de indemnização garante apenas 25 mil euros.

Taxa fixa imobiliza investimento

Investir em produtos com rentabilidade fixa num período como o actual, em que se espera a subida dos juros é, à partida, má opção. A análise da Deco confirma a teoria: as melhores taxas anuais líquidas (TAEL) pertencem a depósitos a 10 anos do Banif. Consoante o montante, a instituição paga entre 4,6% e 4,8% ao ano, mas cativa o montante aplicado e inviabiliza a mudança para um concorrente mais rentável. Nos prazos mais curtos (entre dois e cinco anos anos), a rentabilidade é idêntica à dos depósitos de curto prazo, ou seja, até 1 ano. Não autorizar a mobilização antecipada é uma característica destes depósitos. Nos 24 analisados, apenas 10 permitem mexer no dinheiro, os mesmos que oferecem as taxas mais baixas: entre 0,8%, no depósito a dois anos do Crédito Agrícola, e 2,9% do Depósito Especial a três e oito anos do banco BPI.

No encalço do Tesouro

Para quem pode investir a longo prazo e pretende aplicações com risco reduzido, as Obrigações e os Certificados do Tesouro são as opções mais rentáveis. Os gráficos confrontam a rentabilidade global dos melhores depósitos com taxa crescente e fixa com a das Obrigações do Tesouro e, quando aplicável, dos Certificados do Tesouro. As obrigações vencem em todos os prazos, com taxas de 8% ou mais. Os certificados rendem 5,6% líquidos ao ano, se os mantiver durante 10 anos, e 5,3%, no caso de os resgatar ao fim de cinco a 10 anos. Caso opte pelas obrigações, não está sujeito a mínimos de investimento, mas terá de pagar uma comissão de transacção em bolsa, variável consoante a instituição.

Na altura da emissão, cada título custa um cêntimo. Para os títulos transacionados entre investidores em bolsa, ao valor nominal de cada título, terá de acrescentar os juros devidos ao vendedor. Os Certificados do Tesouro exigem a aplicação de, pelo menos, mil euros, podem ser adquiridos nos Correios e não têm custos de subscrição. São interessantes para quem pode manter o dinheiro aplicado durante, pelo menos, cinco anos e pretende aliar a liquidez à segurança de um rendimento garantido. Acompanhe a rentabilidade, locais e modo de subscrição destas e de outras aplicações financeiras no portal da associação (www.deco.proteste.pt/investe) e dê o destino mais adequado às suas poupanças.

Dívida pública com risco limitado

Na situação económica conturbada em que vivemos, o investimento na dívida pública será mesmo seguro? Esta preocupação dos consumidores é legítima e não tem uma resposta categórica. Todos os investimentos implicam risco. Os títulos de dívida pública e os depósitos estão entre os mais seguros. Porém, o Estado pode ser obrigado a reestruturar a dívida pública e a alterar o pagamento de juros e o reembolso de capital, penalizando os investidores. Esta situação é, contudo, improvável e, a suceder, arrastará toda a economia, com reflexos noutros tipos de investimento. Assim, os títulos do Tesouro continuam uma boa aposta.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

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Jul 11

Famílias depositaram 45 milhões por dia em Maio

Particulares estão a resgatar outros produtos de poupança e a reinvestir em depósitos que atingiram um nível recorde acima dos 122 mil milhões

 

Os depósitos dos particulares voltaram a fixar um novo máximo histórico em Maio, reflexo da aposta dos bancos na subida da remuneração destes produtos. Mas também não restam dúvidas que grande parte dos montantes resgatados pelos aforradores de outros instrumentos de poupança, como fundos de investimento, certificados de aforro e até Planos Poupança Reforma, estão a ser canalizados para os "superdepósitos" que a banca está empenhada em promover.

De acordo com as estatísticas do Banco de Portugal, o valor depositado pelas famílias atingiu um valor mais elevado desde que há registos. O saldo dos depósitos disparou de 120.863 milhões em Abril para 122.249 milhões em Maio, ou seja, a poupança dos particulares subiu, num só mês, a um ritmo de 44,7 milhões de euros por dia. Face às necessidades de liquidez que a banca atravessa, numa altura em que o acesso aos mercados continua congelado, a estratégia de financiamento das instituições recai no aumento da remuneração dos depósitos dos clientes. Ao mesmo tempo, a banca reduz a dependência dos empréstimos do Banco Central Europeu cujo valor desceu 7% para 43,88 mil milhões de euros em Junho.

A taxa de juro média dos depósitos subiu de 3,33% em Abril para 3,54% em Maio, reflectindo também o aumento das taxas Euribor. A guerra pelos depósitos é visível neste 12º aumento consecutivo da taxa de juro média que, no mês em análise, atingiu para o valor mais elevado desde Dezembro de 2008.

Os "superdepósitos", com taxas crescentes de remuneração, estão a "roubar" a poupança dos portugueses de outros instrumentos, sobretudo do Estado. O pedido de ajuda externa e o receio de incumprimento ditaram uma fuga de quase dois mil milhões de euros dos certificados de aforro este ano. Também os fundos de investimento registam um saldo acumulado (subscrições menos resgates) negativo de 1.381 milhões de euros. 

O Conselho Nacional de Supervisores Financeiros explicou, em comunicado divulgado ontem, que a estratégia dos bancos incide também na "recomposição da carteira de aplicações de particulares, em resultado de um aumento da aversão ao risco, num quadro de agravamento das tensões nos mercados financeiros". Isto significa que o aumento da captação de depósitos está a ser acompanhado pela redução na concessão de crédito. 

Em Maio, o financiamento à economia (particulares e empresas) recuou para 4,86 mil milhões, menos 61 milhões face a Abril. Ainda assim, a compra de casa e o financiamento às pequenas e médias empresas escaparam ao corte de crédito. As taxas de juro subiram em todos os destinos e segmentos, o que traduz o aumento dos spreads e das taxas Euribor, traduzindo também uma tentativa para travar a procura de crédito. 

Banca compra dívida pública Em Maio, os empréstimos ao Estado diminuíram 4%, graças ao recuo de 24% no valor total empréstimos concedidos à administração central. Mas a banca reforçou em 7% o montante de dívida pública detida. O sector investiu 1570 milhões de euros, tendo provavelmente participado nos leilões de bilhetes do tesouro realizados em Maio.

fonte:http://www.ionline.pt

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