10
Out 17

8 bancos pagam mais de 1% nos depósitos. Nenhum bate a inflação que aí vem

O depósito a prazo mais generoso na banca portuguesa tem uma taxa anual líquida de 1,84%. Lidera a lista dos 15 depósitos que rendem mais de 1%. Todavia, nenhum bate a inflação que se espera em 2018.

Não é de estranhar que os bancos estejam a pagar tão pouco nos seus depósitos a prazo: um pouco por todo o mundo, as taxas de juro estão em mínimos, desde as Euribor negativas até às obrigações dos tesouros de nações como a Alemanha, Suíça e Japão, que, para prazos até cinco anos, apresentam rendimentos negativos para quem as mantiver até à maturidade.

Por cá, as taxas anuais líquidas mais elevadas nos cinco maiores bancos — Banco BPI, Caixa Geral de Depósitos, Millennium bcp, Novo Banco e Santander Totta — são, em média, de 0,17% em aplicações até um ano. Os portugueses têm 93 mil milhões de euros em depósitos a prazo, o mínimo desde junho de 2011, mostram as últimas estatísticas oficiais.

 

Há, no entanto, oito bancos que propõem depósitos a prazo com taxas anuais líquidas superiores a 1%. Porém, embora sejam níveis elevados para os padrões de hoje, serão insuficientes para garantir a manutenção do poder de compra da poupança. Os economistas do Fundo Monetário Internacional (FMI), um dos principais organismos internacionais com as previsões mais recentes, calcula que a inflação no consumidor suba de 1,6% em 2017 para 2% em 2018. Nos próximos cinco anos, a inflação deverá escalar até 2,4%, segundo o FMI.

Mesmo as previsões mais conservadoras para a inflação — 1,4% em 2018 do Banco de Portugal e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico — batem o rendimento proposto por todos os depósitos disponíveis em Portugal, excluindo os seis mais generosos.

A maioria dos depósitos com as taxas mais altas do mercado são promocionais, porque servem como veículo para atrair novos clientes ou novos capitais para as instituições financeiras. Não é possível, portanto, repeti-los. As únicas exceções são as aplicações no Banco BNI Europa e o depósito Especial a 24 meses do BAI Europa.

Depósitos generosos são quase todos promocionais
Estes são os únicos depósitos a prazo em Portugal que têm uma remuneração anual líquida de impostos superior a 1%. Apenas as soluções do BNI Europa e do BAI Europa não são promocionais.
Banco Depósito Taxa anual efetiva líquida Prazo Mínimo Máximo Mobilização antecipada Outras condições
Atlântico Europa Boas Vindas Atlântico Europa 1,84% 92 dias 500€ 75.000€ Não permite. Exclusivo para novos clientes.
Best Novos Clientes 2,25% 1,65% 90 dias 2.500€ 50.000€ Não permite. Exclusivo para novos clientes.
Banco Carregosa Banco Carregosa Bem-vindo 1,47% 3 meses 5.000€ 50.000€ Permite com penalização de 80% dos juros. Exclusivo para novos clientes.
BiG Super Depósito 3 Meses 1,47% 3 meses 500€ 50.000€ Permite sem penalização dos juros. Exclusivo para novos clientes.
Deutsche Bank db Twin 1,47% 180 dias 1.000€ 50.000€ Permite com penalização total dos juros. Exclusivo para novos clientes que contratem crédito à habitação ou produto financeiro.
BNI Europa BNI Europa 5 Anos 1,43% 1.825 dias 1.000€   Não permite.  
BNI Europa BNI Europa 4 Anos 1,39% 1.460 dias 1.000€   Não permite.  
BNI Europa BNI Europa 36 Meses 1,38% 1.095 dias 1.000€   Não permite.  
BNI Europa BNI Europa 24 Meses 1,31% 730 dias 1.000€   Não permite.  
Banco Invest Invest Choice Novos Depósitos 1,28% 92, 183 ou 365 dias 2.000€ 75.000€ Permite com penalização de 50% dos juros. Exclusivo para novos montantes depositados.
BNI Europa BNI Europa 5 Anos 1,15% 1.825 dias 1.000€   Permite com penalização de 50% dos juros.  
BNI Europa BNI Europa 4 Anos 1,11% 1.460 dias 1.000€   Permite com penalização de 50% dos juros.  
BNI Europa BNI Europa 36 Meses 1,09% 1.095 dias 1.000€   Permite com penalização total dos juros.  
BAI Europa Especial 1,02% 24 meses 2.500€ 500.000€ Permite com penalização total dos juros.  
BNI Europa BNI Europa 24 Meses 1,02% 730 dias 1.000€   Permite com penalização total dos juros.  

Fonte: bancos a 2 de outubro de 2017. Assume uma taxa de retenção na fonte de 28% sobre os juros.

 

 

fonte:http://observador.pt/2

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26
Jul 15

Depósitos: Taxas de juro para pessoas com deficiência não vão além dos 0,25%

 

 

Existem dois bancos em Portugal com uma oferta de depósitos especialmente direccionada para pessoas com deficiência mas, em ambos os casos, a taxa de juro anual bruta (TANB)oferecida não vai além dos 0,25% quando, actualmente, a taxa de juro média dos depósitos para o público em geral ronda os 0,7%.

A CGD pratica uma TANB de 0,15% para aplicações entre 250 e 50.000 euros, e de 0,25% para valores superiores, para pessoas com incapacidade igual ou superior a 60%. Ambas as taxas ficam abaixo da restante oferta da CGD. Em resposta ao Económico, o banco salienta que "a comparação não pode ser apenas ao nível da taxa de remuneração mas sim se existem outros benefícios para os clientes, que no caso concreto existem de facto". 

A CGD explica o depósito Caixa Poupança Rumos oferece um seguro de Assistência no Lar (assistência médica e técnica), para saldos superiores a 10.000 euros. Adianta ainda que "este seguro é gratuito e válido por um ano (mesmo que a conta venha a apresentar, entretanto, saldo inferior a 10.000 euros), renovável por igual período, se o saldo da conta à data da renovação for superior a 10.000 euros". Já se o saldo for inferior o cliente terá apenas direito à taxa de juro do depósito.

No Crédito Agrícola as taxas são semelhantes embora não fiquem dependentes dos montantes aplicados. O CA paga 0,175% para aplicações a seis meses e 0,25% para depósitos a um ano. Apesar dos valores serem baixos, ficam no entanto em linha com a restante oferta do CA, muito embora neste caso não existam vantagens associadas como acontece na CGD para montantes superiores a 10.000 euros.

fonte:http://economico.sapo.pt

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09
Jun 15

Depósitos das famílias batem máximo histórico

O valor acumulado pelas famílias em depósitos atingiu, em 2014, o registo máximo da série histórica de 35 anos, situando-se em 160,2 mil milhões de euros, revelou esta segunda-feira o Banco de Portugal, num anexo ao Boletim Económico de Junho.

O valor, que engloba depósitos, moeda e aplicações em dívida pública (certificados de aforro e do Tesouro), representa um crescimento de cerca de 5000 milhões de euros face a 2013, ano em que o indicador evidenciara já um caminho de recuperação face ao quadro negro de 2012, quando entrou em pleno no terreno o pacote de austeridade imposto pela troika de credores internacionais e o país entrou numa recessão profunda. Nesse ano, a rubrica "moeda e depósitos", que compõe a maior fatia da carteira de activos financeiros das famílias, caiu de forma significativa para 152,4 mil milhões de euros.

Esta variação de meios disponíveis não impediu que o total de activos financeiros das famílias caísse para 360 mil milhões de euros, menos cerca de 3000 milhões face a 2013. Isto explica-se porque recuou de forma substancial o valor em acções e outras participações e o que está aplicado em fundos de investimento, embora houvesse um crescimento nos montantes aplicados em regimes e seguros de pensões.

O Banco de Portugal assinala, por outro lado, que o total dos passivos assumidos pelos portugueses também caiu, ainda a reflectir o quadro de restrições impostas pela banca na concessão de crédito e o adiamento das opções de compra de novas casas. O total de empréstimos caiu cerca de 6700 milhões de euros para 140,7 mil milhões.

Como o património não financeiro das famílias, nomeadamente em habitação, cresceu 10 mil milhões de euros para 331 mil milhões, o património líquido dos portugueses (activos financeiros e não financeiros menos passivos) aumentou mais de 11,5 mil milhões de euros para um valor total de 535 mil milhões, o nível mais elevado desde 2010.

Exportações apoiam crescimento
Na edição do Boletim Económico de Junho, o Boletim Económico mantém as previsões de crescimento que já enunciara em Março e sustem que a evolução do produto interno bruto (PIB) terá nas exportações a sua principal alavanca.

Após um crescimento de 0,9% na riqueza gerada em Portugal no ano passado, o banco central prevê, assim, que o PIB cresça 1,7% este ano e que o indicador aumente para 1,9% em 2016 e 2% em 2017, o que coloca o país dentro do nível médio do que é projectado para a área do euro.

“O crescimento das exportações continuará a reflectir a transferência de recursos produtivos para os sectores da economia mais expostos à concorrência internacional”, assinala o BdP para acrescentar que, desta forma, deverá manter-se a capacidade de financiamento da economia portuguesa e a redução sustentada dos níveis de endividamento externo.

A dinâmica exportadora não terá correspondência em outros dois indicadores fundamentais das contas nacionais, o consumo privado e a formação bruta de capital fixo (investimento), para os quais o banco estima “uma recuperação moderada”.

Com a economia a crescer mais, as taxas de juro situadas em níveis historicamente baixos e as contas públicas com saldos positivos primários, o Banco de Portugal antecipa uma “redução da dívida pública em percentagem do PIB a partir de 2015”. Mas alerta também que para os próximos dois anos, a serem necessárias “medidas adicionais para cumprir os objectivos orçamentais”, isso não deixará de ter impactos no consumo público e privado.

Mesmo assim, o crescimento projectado “é compatível com uma progressiva redução da taxa de desemprego, não obstante a sua persistência em níveis elevados”, assinala o banco central no boletim.

 

fonte:http://www.publico.pt/e

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28
Mar 15

Já há bancos a oferecerem 0% nos depósitos a prazo

0%. Já há bancos a oferecerem nada de remuneração aos clientes nos depósitos de curto prazo. É o mínimo permitido pelo Banco de Portugal. Agora que conseguem financiar-se junto do BCE a taxas muito baixas, os bancos não têm interesse em captar poupanças de curto prazo e "empurram os clientes para outras alternativas", explica Filipe Garcia, economista da IMF.

Banif, BPI e Novo Banco são, para já, os três bancos com depósitos a 0%. Mas, nos preçários de março, várias instituições bancárias voltaram a descer as remunerações que estão dispostas a pagar para que os clientes depositem o dinheiro nos seus cofres. Nos prazos mais curtos, até as melhores taxas são bastante baixas. O melhor que consegue é 0,9% (ActivoBank). A maior parte propõe remunerações próximas de zero. Em média, um depósito de 5000 euros a um ano rende 0,7% líquidos, ou seja, tanto quanto a inflação para este ano. Ou seja, boa parte dos depósitos atuais deverá proporcionar rendimentos reais negativos, especialmente nas grandes instituições, que têm atualmente taxas bastante baixas, alerta a Deco.

Caso queira investir as poupanças em depósitos a prazo, aplique o mínimo para uma emergência e "prefira produtos no prazo de um ano", onde a melhor taxa é de 1,7% líquida, recomenda António Ribeiro, economista da Proteste Invest. Os "depósitos indexados" são outra alternativa, refere Filipe Garcia. São depósitos indexados com uma remuneração associada à evolução de outros instrumentos como, por exemplo, ações. O capital é sempre garantido, mesmo que haja uma queda das cotações. Ambos os produtos estão protegidos até aos 100 mil euros por titular, no âmbito do Fundo de Garantia de Depósitos.

Também com garantia, mas do Estado, são os Certificados do Tesouro, "que ainda oferecem uma taxa líquida de 1,6%, em média, durante os próximos cinco anos", salienta o economista da Proteste Invest. Neste caso, são necessários mil euros, pelo menos, para subscrever este produto. Além disso, não o pode resgatar, sem penalizações, nos primeiros 12 meses. Já os Certificados de Aforro, com um mínimo de subscrição de apenas 100 euros, não são uma boa alternativa. "A remuneração líquida é igual à inflação para 2015: 0,7%", alerta António Ribeiro. E as taxas podem conhecer novas descidas em breve.

E os juros dos depósitos a prazo ainda poderão cair mais? "Ainda pode ter mais espaço para descer", salienta Paula Carvalho, economista-chefe do BPI, uma vez que as Euribor não param de baixar, depois de Mario Draghi, o presidente do BCE, ter decidido injetar 60 mil milhões de euros por mês no sistema financeiro para estimular o consumo e travar a deflação. Um cenário que deverá manter-se "nos próximos 12 meses", prevê Filipe Garcia. Hoje, a taxa média dos depósitos de particulares a um ano é de 1,22%, o valor mais baixo desde maio de 2010. Não surpreende que os depósitos das famílias tenham caído para 100,8 mil milhões de euros em janeiro, um mínimo desde dezembro de 2011.

Santander junta-se à "guerra de spreads"

Com o financiamento mais barato junto do BCE, os bancos estão a proporcionar crédito à habitação mais barato junto dos clientes. Atualmente trava-se uma "guerra de spreads", à qual se juntou o Santanderna sexta-feira.

O banco decidiu cortar para abaixo do patamar de 2% o spread nos empréstimos. A taxa desceu para 1,99% tanto nos novos contratos como nas transferências de outros bancos. Uma percentagem quepode recuar para 1,5%, a mais baixa no mercado nacional, nos clientes premium, designados como "select". São clientes com um "ordenado mensal domiciliado no banco igual ou superior a 2.500 euros, ou clientes com idade igual ou inferior a 45 anos e património superior a 50.000 euros e todos os clientes com mais de 75.000 euros", refere a instituição.

A taxa mais baixa para todos os clientes, no entanto, pertence à CGD, com 1,75%. O banco do Estado foi o primeiro a colocar o spread abaixo dos 2%. Ligeiramente acima, o Crédito Agrícola disponibiliza uma taxa de 1,8% para todos os clientes. Para os jovens, o spread desce para 1,7%, de acordo com os preçários.

(Notícia corrigida às 11h30 de 23/03/02015: os bancos financiam-se junto do BCE a taxas muito baixas [0,05%] e não a taxas negativas, como referido originalmente)

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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05
Fev 15

Taxa dos depósitos a prazo recua para mínimo de 2010

Os juros oferecidos pelos bancos continuam a descer. A taxa média apresentada pelas instituições nacionais nas novas aplicações com um prazo até um ano desceu em Dezembro para um mínimo de 2010. É de 1,26%.

Os depósitos a prazo estão a render cada vez menos. Há muito que os bancos estão a cortar nos juros oferecidos, sendo que em Dezembro a taxa média apresentada para aplicações com um prazo até um ano atingiu um novo mínimo de cinco anos. O juro, de acordo com os dados do Banco Central Europeu, caiu para apenas 1,26%.

 

Depois de ter registado uma ligeira inversão em Novembro, com a taxa média a subir de 1,30% no mês anterior para 1,34%, a taxa dos depósitos a prazo voltou a cair no último mês do ano passado. Segundo dados divulgados esta quarta-feira, 4 de Fevereiro, pelo BCE, a rendibilidade média das aplicações das famílias caiu para o nível mais baixo desde Maio de 2010.

 

Os bancos estavam, em Dezembro, a pagar uma taxa média de 1,26% nas novas aplicações a prazo, um juro baixo que traduz o contexto de taxas baixas que se vive na Zona Euro em resultado da política monetária do BCE.

 

Esta descida das taxas dos bancos durante o ano passado levou muitas famílias a desistirem dos depósitos a prazo, procurando as taxas altas, entre outros, dos produtos do Estado. Só em 2014 entraram mais de cinco mil milhões de euros nos certificados.

 

No final de 2014 os bancos tinham 134.792 milhões de euros em depósitos. Deste valor, 102.319 correspondiam a aplicações a prazo – no ano anterior o montante era de 103.713 milhões. Ou seja, os depósitos a prazo caíram 1,34%, o que corresponde a 1,39 mil milhões de euros.

 

Acelerar a descida

 

Com esta taxa de 1,26%, os bancos apresentavam no final do ano passado um juro inferior ao praticado pelos produtos do Estado que, contudo, viram a sua remuneração afundar neste mês de Fevereiro. Os certificados de aforro passaram a pagar 1,058%, este mês (menos do que os depósitos em Dezembro), já a taxa média dos CTPM caiu para 2,25%.

 

"Alguns bancos podem aproveitar nos próximos meses para cortar mais as taxas", ajustando-se à descida registada nos produtos de poupança do Estado, explica António Ribeiro, economista da Deco. "É possível" que o corte das taxas dos certificados dite uma descida ainda maior dos juros dos depósitos, afirma Paula Gonçalves Carvalho. "Estamos a assistir a ajustamentos sucessivos em direcção a novos referenciais", refere a economista-chefe do BPI.

 

"A queda dos juros dos certificados poderá ser levada em conta, mas não é o principal factor que condiciona os juros dos depósitos bancários", nota Filipe Garcia, da economista do IMF. E acrescenta: "Os juros dos depósitos têm tendência a cair por si só, em resultado das condições do mercado interbancário", onde as taxas chegam a ser negativas nas maturidades mais curtas.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/m

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19
Jan 15

Produtos do Estado vão pagar menos e podem ficar quase ao nível dos depósitos

Desde 2012 que os certificados do Estado são a alternativa segura para quem quer aplicar a curto prazo, com baixo risco e rendimento garantido. Agora, o Governo decidiu voltar a baixar as taxas dos Certificados de Aforro e do Tesouro e, já a partir de fevereiro, estes produtos vão passar a render menos.

Resta saber quais serão as novas condições, que só são anunciadas nas próximas semanas. Mas os depósitos da banca estão a render tão pouco que esta pode continuar a ser a alternativa mais atrativa.

Não querendo fazer uma estimativa de qual será a descida das taxas, o economista Filipe Garcia, da IMF, acredita que não fará sentido "mexer pouco" nas condições. "Não estou à espera de uma queda inferior a, pelo menos, um ponto percentual na rentabilidade", diz ao Dinheiro Vivo.

Só que, com a taxa bruta dos certificados de aforro atualmente a rondar os 3%, isso significa que estes produtos continuam a pagar mais do que a maioria dos depósitos a prazo da banca. Já no caso dos Certificados do Tesouro Poupança Mais, a taxa varia entre 2,75% e 5% brutos. Em termos efetivos, garante 3% líquidos se mantiver durante os cinco anos, sendo um produto indicado para quem pretenda aplicar montantes superiores a 1000 euros por prazos entre dois a cinco anos.

O que fará sentido, considera Filipe Garcia, é que estes produtos continuem a oferecer melhor rentabilidade do que a banca. Por um lado, porque, mesmo que o dinheiro esteja disponível passado determinado período - os certificados de aforro são reembolsáveis um trimestre após a data da sua subscrição - "a mobilidade não é a mesma do que nos bancos", pelo que tem de ter outro tipo de benefício. Por outro, "há a vontade do Estado em tornar estes produtos como produtos de permanência, ou seja, o Estado não quer que as condições fiquem tão más que todos deixem de lá colocar dinheiro". Até porque o IGCP, agência que gere a dívida pública, ainda quer captar 2,5 mil milhões de euros este ano.

Os depósitos estão a pagar pouco. Segundo os últimos dados do Banco de Portugal, em novembro do ano passado, a taxa de juro média dos novos depósitos foi de 1,33%. Isto em termos brutos. O que significa, segundo a Deco, que a maior parte dos depósitos atuais deverá proporcionar rendimentos reais negativos. Ainda assim, há alguns depósitos que vale a pena levar em consideração. É o caso dos depósitos para prazos de 6 ou 12 meses. Segundo o levantamento feito pela associação de defesa dos consumidores, as melhores taxas que irá encontrar são em depósitos promocionais, geralmente para novos clientes ou novos capitais.

No Banco Best, por exemplo, os novos clientes dos depósitos a 3 meses recebem 2,7% líquidos. No entanto, uma vez que as taxas deverão manter-se baixas ou mesmo descer ainda mais nos próximos meses, a Deco recomenda que opte pelos depósitos de períodos mais longos. A melhor taxa para o prazo de doze meses é de 2,2% no Invest e no Finantia. O primeiro é exclusivo para novos capitais e o segundo para montantes superiores a 50 mil euros.

Mas o conselho da Deco é que, se tem poupanças para aplicar em produtos de capital garantido, o melhor é mesmo aproveitar as taxas que ainda vigoram até ao final deste mês. "Os certificados de aforro são ideais para aplicar até dois anos", já que oferecem "elevada liquidez e garantem um bónus de 2,75% até final de 2016". Assim, nos próximos dois anos, "tem a garantia de a remuneração líquida nunca ser inferior a 2%", refere a associação de defesa dos consumidores, lembrando que o montante mínimo exigido é de 100 euros.

Mais importante, alerta a associação, "não aceite depósitos com taxas brutas inferiores a 1,4%", que equivalem a 1% líquidas.

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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21
Set 14

Como encontrar rendimento num cenário de taxas de 0%

 

 

Com o BCE a baixar a taxa de juro torna-se mais difícil encontrar aplicações rentáveis.Conheça algumas das alternativas para evitar uma quebra da rendibilidade das suas aplicações.

Diz a sabedoria popular que "no poupar é que está o ganho". Mas as últimas medidas tomadas pelo BCE para combater a estagnação na Europa não dão grande margem para recompensar as poupanças com ganhos. Uma das maiores vítimas do corte surpresa da taxa de referência do euro de 0,15% para 0,05% são os depósitos a prazo. A esmagadora maioria destes produtos segue a evolução da Euribor para definir a remuneração paga aos depositantes. E as taxas Euribor replicaram o corte decidido pelo BCE tanto para a taxa directora como para a taxa de depósitos, que foi para valores ainda mais negativos, o que significa que um banco que queira depositar liquidez junto da segurança do banco central acaba por perder dinheiro. Em alguns prazos (uma e duas semanas), a Euribor negoceia mesmo em valores negativos.

Ocenário de queda das taxas e da perda de atractividade dos depósitos não é novo, apesar de se ter agravado com a última decisão do BCE. De acordo com os últimos dados do Banco de Portugal, em média os bancos pagavam em Julho 1,63% por novos depósitos. Isto ainda antes de ser conhecida a decisão do BCE. No espaço de pouco mais de dois anos, o juro oferecido pela banca caiu para metade. Também para quem tenha depósitos antigos contratados e que estejam indexados à Euribor, a remuneração é cada vez menos atractiva. Em média situava-se em 1,94% em aplicações até dois anos no mês de Julho.

Apesar daqueles valores, segundo um artigo recente da Deco Proteste, é possível encontrar depósitos a prazo com taxas líquidas superiores a 2%.

Quais as alternativas aos depósitos?

Apesar da baixa de rentabilidade dos depósitos existem outros produtos com características para investidores mais conservadores e que oferecem taxas mais atractivas. Um dos exemplos são os Certificados de Aforro e do Tesouro, que ganham cada vez mais popularidade. No caso dos Certificados do Tesouro, a rentabilidade vai de 2,75% brutos no primeiro ano a 5% no quinto ano da aplicação. Já os Certificados de Aforro pagam uma taxa ilíquida de 3,16%, quase o dobro da remuneração média dos depósitos.

Além dos depósitos e da dívida do Estado para o retalho, e para quem queira fazer poupanças para o longo prazo, existe a opção dos seguros ou fundos PPR. No entanto, há alguns cuidados a ter, como se os produtos têm ou não capital e uma remuneração mínima garantidos. Nos PPR sob a forma de seguros, as taxas andam em torno de 2% a 3%. Sob a forma de fundos que, regra geral não garantem o capital investido, situam-se entre 6% e 7%.

Outras alternativas aos depósitos são fundos de investimento mais conservadores e que fazem aplicações em investimentos vistos como mais seguros, como os fundos de mercado monetário ou de tesouraria.No entanto, também as quedas das taxas acabam por penalizar estes produtos. As rendibilidades médias líquidas de impostas situam-se entre 0,89% e 1,28% e existe o risco de perder parte do capital investido.

Para quem tenha maior apetência por risco a procura por rendimento pode ser feita através de obrigações ou de acções. Nos títulos de dívida, as taxas oferecidas pelas entidades emitentes também têm vindo a cair devido às condições monetárias mais favoráveis. Na dívida alemã, por exemplo, já houve emissões com taxas negativas. A própria dívida pública portuguesa tem taxas cada vez menores. A 10 anos no início do ano era possível obter uma taxa de rentabilidade de 6,130%, o que compara com os 3,217% actuais. O cenário é semelhante nas obrigações de empresas, com vários analistas a alertarem para a possível existência de uma bolha especulativa.

Também nas acções, os investidores com maior tolerância ao risco podem montar estratégias à procura de rendimento. Numa estratégia mais aconselhada para o longo prazo, podem procurar empresas que paguem um dividendo alto em relação à cotação actual das acções. Segundo dados da Bloomberg e tendo em conta com os dividendos estimados para o próximo ano, há várias cotadas nacionais com uma taxa de rentabilidade do dividendo bruto acima de 5%. Um dos riscos da estratégia é que devido a resultados abaixo dos esperados as cotadas tenham de baixar o valor dos dividendos. O outro é que as acções desvalorizem o que levaria a uma perda de parte do capital investido.


Depósitos com juros abaixo de 2%

Em Julho, a banca nacional estava a oferecer em média menos de 2% nos juros dos novos depósitos a prazo. No espaço de dois anos a remuneração caiu para metade. No entanto, de acordo com a Deco Proteste, é possível encontrar depósitos com uma taxa líquida acima de 2%, sendo que para tal será necessário recorrer a bancos de menor dimensão e, na maior parte dos casos, são produtos exclusivos para novos clientes.Antes de subscrever um depósito, assegure-se que a aplicação está coberta pelo Fundo de Garantia de Depósitos. Além disso, confira qual a maturidade da aplicação mais aconselhável para as suas necessidades financeiras e se os depósitos podem ser ou não reembolsáveis antecipadamente e quais 
as penalizações para estes casos.

Certificados de Aforro rendem quase o dobro dos depósitos

Uma alternativa aos depósitos são os instrumentos de dívida do Estado dirigidos para o retalho. Em Setembro a remuneração bruta dos certificados de aforro foi fixada em 3,16%, quase o dobro da remuneração média oferecida pelos depósitos a prazo. Para quem queira manter a aplicação por prazos mais longos, os Certificados do Tesouro Poupança Mais apresentam uma taxa maior. Este produto tem uma taxa crescente que vai de 2,75% no primeiro ano a 5% no quinto e último ano da aplicação. A taxa efectiva ilíquida para quem mantenha o produto num prazo de três anos é de 3,73%. Já quem mantiver a aplicação nos cinco ano terá uma taxa efectiva ilíquida de 4,20%, a que poderá ser acrescido um prémio em caso de um desempenho positivo da economia portuguesa.

PPR batem os depósitos

Os planos-poupança reforma são outras das aplicações que têm atraído aforradores. Estes produtos são comercializados sob a forma de seguros e de fundos. Nos seguros, a maior parte dos produtos tem capital e remuneração garantidos. No entanto, convém confirmar estas condições. Dos produtos em comercialização, a promessa é de taxas ilíquidas de entre 2% e 3%, a que pode acrescer a participação nos resultados. Alguns seguros PPR conseguiram entregar uma rendibilidade acima daqueles valores nos últimos anos, como o Leve II PPR e o GeneraliPPR +Seguro, por exemplo. Já em relação aos PPR sob a forma de fundos, as rendibilidades anualizadas líquidas de impostos dos últimos 36 meses são maiores. Vão de 4,18% nos produtos mais defensivos a mais de 7% nos que têm maior risco. Regra geral, os fundos PPRnão garantem o capital investido.

Fundos conservadores com retornos baixos

Outros produtos que podem servir como alternativa aos depósitos e que não exigem um horizonte temporal de investimento muito alargado são os fundos de mercado monetário e de tesouraria. Estes produtos aplicam a sua carteira de investimento em depósitos e em títulos de dívida de curto prazo, como Bilhetes do Tesouro ou papel comercial de empresas. No entanto, o cenário de taxas de juro muito baixas também pode criar problemas para que estes produtos consigam oferecer rendibilidades generosas. De acordo com dados da APFIPP, os fundos de mercado monetário rendem em média 0,89% líquidos nos últimos 12 meses. Por seu lado, os produtos de tesouraria apresentam uma rendibilidade líquida de 1,28%. Apesar de serem considerados com baixo nível de risco, estes produtos não garantem a totalidade do capital.

Taxa das obrigações em queda

Assumindo mais risco, os investidores podem tentar obter melhores retornos com as obrigações. No entanto, dada a evolução da política monetária na zona euro, as taxas oferecidas pelas obrigações também estão em queda. Um dos exemplos é a dívida pública portuguesa, que no início do ano poderia render mais de 6%, o que compara com a taxa actual de 3,2%. Alguns analistas temem que a valorização das obrigações tenha levado a uma bolha. O investimento directo em obrigações pode não ser acessível para um investidor de retalho. Mas poderão ganhar exposição através de fundos. Apesar das perspectivas, quem tenha apostado em obrigações nos últimos tempos tem tido ganhos consideráveis. No entanto, ao investir convém ter presente que ganhos passados não são garantia de retornos futuros.

Há acções com taxa do dividendo acima de 5%

Uma forma que em teoria pode ser mais arriscada mas que serve também para garantir rendimento é a aposta em cotadas que distribuam um dividendo atractivos face ao preço das acções. Na bolsa portuguesa existem algumas cotadas com uma taxa de rentabilidade do dividendo estimada acima de 5%. São os casos da Portucel, REN, Corticeira Amorim e CTT. No entanto, estes valores são construídos com base em estimativas pelo que aquela taxa não é garantida. Existe o risco das empresas terem resultados mais fracos que o esperado que as impeçam de remunerar os accionistas. Outra forma de investir neste tema é através de fundos, o que permite ganhar maior diversificação geográfica. Alguns dos exemplos são o UBS (Lux) ES Gbl High Div, o Schroder ISF European Dividend e o Threadneedle Pan Eurp Eq Div.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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27
Ago 14

Emigre o seu dinheiro depositado no banco

As soluções desenhadas para residentes no estrangeiro não convencem. Se quer que o seu dinheiro fique em Portugal, os certificados são um destino mais interessante.

São cada vez mais os bancos que promovem as contas para emigrantes ou para residentes no exterior. Basta passar por algumas agências bancárias ou pelos portais na Internet dos principais bancos para perceber o forte interesse da banca em captar os rendimentos obtidos no estrangeiro. Algumas instituições financeiras criaram inclusivamente serviços exclusivos para que os clientes no exterior canalizem as poupanças para Portugal.


O grande interesse da banca não se reflete, porém, em rendimentos superiores para os emigrantes. Depois de pesquisarem junto das 22 instituições bancárias a operar no mercado nacional, os nossos analistas avaliaram as propostas de 6 bancos.


Conclusão: as soluções são muito pouco interessantes. As taxas anuais líquidas dos depósitos para residentes no estrangeiro giram entre 0,5% e 1,7% para prazos de cerca de 12 meses, o que fica muito longe das melhores taxas de juro dos depósitos não reservados a emigrantes.


Banif paga mais
Banif é o banco mais generoso na oferta exclusiva para residentes no estrangeiro. O seu Depósito RE 6+6, uma conta para o prazo de 1 ano e com pagamento de juros semestral por crédito na conta à ordem, tem um bónus de permanência semestral que se traduz numa taxa crescente. Sendo o pagamento de juros semestral, pode mobilizar a conta no final do primeiro semestre sem qualquer penalização. O mínimo de constituição é de 1000 unidades monetárias, podendo ser constituído em quatro divisas: euros, dólares norte-americanos, dólares canadianos e libra esterlina. As taxas de juro dependem da moeda e do montante aplicado. Por exemplo, se constituir o depósito em euros, as taxas anuais líquidas variam entre 1,5% a 1,7%. Podem atingir 2,6% se abrir a conta em dólares canadianos e aplicar mais de 100 mil euros.


A seguir ao Banif vem o Depósito Especial Emigrante proposto pelo Montepio. A taxa anual líquida de 1,4% é recebida no final dos 18 meses da duração do depósito. Esta conta, que está disponível até ao final do ano, tem um montante mínimo de constituição de 1000 euros, com múltiplos de 50 euros.


Más escolhas
Embora tenha o segundo depósito mais generoso, o Montepio tem também a aplicação menos interessante. A Poupança Montepio Emigrante conta com prazos entre 1 e 12 meses, mas nunca paga uma taxa anual líquida superior a 0,5%.


Embora pague uma taxa de juro superior, o Depósito Emigrante M/L Prazo Taxa Fixa é ainda menos interessante. O Crédito Agrícola paga uma taxa anual líquida de 0,9%, 1% ou 1,3% numa aplicação a 3, 5 ou 8 anos, respetivamente. Os juros são muito baixos para um período muito alargado. No prazo de 5 anos, os aforradores ganham pelo menos 3 vezes mais optando pelos Certificados do Tesouro Poupança Mais.


Vá aos Correios
Além de ser fácil descobrir depósitos mais generosos dos que os desenhados exclusivamente para os emigrantes e para os residentes no estrangeiro, as poupanças também podem ser dirigidas para outras aplicações de capital garantido, como os Certificados de Aforro ou os Certificados do Tesouro Poupança Mais.


Se reside fora de Portugal e quer conduzir as suas poupanças para cá, opte por um dos melhores depósitos tradicionais ou Certificados de Aforro para aplicações até 2 anos. Estes títulos de dívida pública, que podem ser adquiridos nos Correios ou na Internet em aforronet.igcp.pt, rendem uma taxa anual líquida de 2,3% no prazo de 2 anos. Não é possível a mobilização durante o primeiro trimestre após a subscrição. Os juros são adicionados trimestralmente ao capital.


Se pode amealhar o seu dinheiro entre 3 e 5 anos, prefira os Certificados do Tesouro Poupança Mais, que podem ser adquiridos nos mesmos locais. Se deixá-los chegar ao vencimento, receberá uma taxa anual líquida de 3%, no mínimo. Todavia, os nossos analistas acreditam que o rendimento anual será de 3,4%. 

 

 

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/e

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27
Jul 14

Banca já está a pagar menos de 2% pelos depósitos a prazo

Se está a pensar poupar no subsídio de férias e fazer um depósito a prazo, pense duas vezes - a taxa de juro média de um depósito a prazo a um ano caiu, em maio, para 1,71%, quando em janeiro de 2013 estava a 2,47%. É a taxa mais baixa desde 2010. E o pior é que, de acordo com a Deco, a associação de defesa dos consumidores, os maiores bancos estão já a pagar apenas 0,7% por um depósito de 5 mil euros a um ano.

A explicação para a descida é simples - "o mercado está a acompanhar a queda dos juros do Banco Central Europeu, cuja taxa de referência está ao mínimo histórico de 0,15%. A remuneração dos depósitos acompanha a descida dos custos de financiamento", explica António Ribeiro, economista da Proteste Investe.

E vale a pena fazer depósitos? O rendimento é baixo mas, como a inflação está também a níveis historicamente baixos, a maior parte dos depósitos a prazo ainda tem um rendimento real positivo, ainda que muito baixo. E há propostas atrativas no mercado. "Uma das nossas regras é que as pessoas procurem depósitos de remuneração superior à inflação. Neste momento, a taxa de inflação é próxima de zero, à volta de 0,5%, às vezes até um pouco mais baixa. Assim, a maior parte dos depósitos terá um rendimento real positivo", diz António Ribeiro. A solução passa por escolher as melhores ofertas. O Best Bank, por exemplo, paga neste momento juros de 2,3% para os novos depósitos a um ano de prazo.

Por outro lado, para quem quer garantir capital, os Certificados do Tesouro Poupança Mais são dos produtos mais interessantes para médio prazo, já que as taxas de juro variam entre 2,75% e 5%. Além disso, será vantajoso diversificar os investimentos e aplicar em produtos com algum risco, como fundos de ações, de obrigações ou em fundo misto, explica o economista. A grande aposta dos bancos são agora os depósitos indexados e duais, diz o Banco de Portugal.

Com remunerações tão baixas não surpreende que o montante dos depósitos a prazo até um ano não pare de baixar - 47,7 mil milhões de euros em maio, menos 9,35% que há um ano. E quase 20% menos que em dezembro de 2011, o ano em que chegou a troika.

Seja como for, se optar pelo tradicional depósito a prazo, António Ribeiro aconselha a fazê-lo com o maior prazo possível, já que, assim, garante uma remuneração mais alta durante mais tempo, uma vez que as taxas de juro poderão descer ainda mais nos próximos meses.

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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24
Jul 14

Montante aplicado em depósitos sem rentabilidade garantida duplicou em 2013

Apesar de muitos não garantirem qualquer rentabilidade nos últimos anos, a oferta de depósitos indexados ou duais aumentou em 2013 e o montante aplicado pelos portugueses duplicou, atingindo quatro mil milhões de euros,enquanto os depósitos tradicionais estão a diminuir, revela um relatório do Banco de Portugal (BdP), divulgado nesta terça-feira.

O Relatório de Acompanhamento dos Mercados Bancários de Retalho de 2013 mostra que o número de instituições a oferecer os novos depósitos, cuja rentabilidade depende da evolução do mercado accionista, passou de sete, em 2012, para 11, em 2013. E os produtos comercializados passaram de 61, em 2012, para 149 em 2013.

O êxito destes depósitos junto dos particulares contrasta com a remuneração oferecida. Dos 43 depósitos indexados vencidos em 2013, 23 pagaram a remuneração mínima garantida no prospecto, que em dez dos casos correspondeu a uma remuneração nula. Em 14 depósitos, foi paga a remuneração máxima potencial indicada no prospecto. Nos restantes seis, a remuneração ficou entre a mínima e a máxima.

Os dados do BdP mostram ainda que as taxas de remuneração de 17 dos 43 depósitos indexados vencidos foram superiores à taxa de juro dos depósitos a prazo simples na mesma instituição, para o mesmo prazo. Nos restantes 26 depósitos, as taxas de remuneração foram inferiores àquelas taxas.

Nos tradicionais depósitos a prazo, o relatório refere que em 2013 se verificou uma maior padronização e condições mais flexíveis, nomeadamente nos montantes mínimos de constituição e de condições de mobilização antecipada.

Em sentido negativo, verificou-se uma descida das taxas de juro praticadas para todos os prazos. “No final de 2013, não há qualquer depósito, independentemente do prazo, a pagar uma taxa de juro superior a 4%, quando em Dezembro do ano anterior havia 34 depósitos nestas condições”, refere o relatório.  Acrescenta ainda que apenas 7% dos depósitos pagavam uma taxa de juro acima dos 3% em Dezembro de 2013, quando no mês homólogo do ano anterior eram 25% dos depósitos.

Apenas os depósitos exclusivos para novos clientes ou novos recursos apresentavam, em média, taxas de juro superiores às dos restantes depósitos simples, nos prazos em que eram comercializados. O diferencial ultrapassava em um ponto percentual, excepto para os prazos de um ano e três anos. O número de depósitos a prazo agravou a tendência de diminuição, ao cair perto 15%, para 349, e oito e cada 10 são pelo prazo até um ano.

Crédito à habitação encolhe
A dimensão do mercado do crédito à habitação, avaliada pelo número e montante dos contratos vivos no final de 2013, mostra uma contracção, gerada por um ritmo maior de reembolsos, antecipados ou por decurso normal do prazo, que superaram as novas contratações. A queda das taxas de juro, que faz aumentar a componente de amortização de capital ajuda a explicar o maior ritmo de amortizações, já que o recurso ao reembolso antecipado reduziu-se em 10% em 2013.

Ainda assim, o número de novos contratos celebrados aumentou 3,7 % em 2013, bem como o montante inicial médio dos empréstimos, que subiu 1,7 % em comparação com 2012, para cerca de 69 mil euros.

Contrariando a forte subida dos últimos anos, a taxa de juro dos contratos celebrados em 2013 incorporou uma ligeira redução dos spreads médios praticados, ou seja, os bancos reduziram a margem comercial praticada. Ospread médio dos contratos celebrados em 2013 foi de 2,93%, menos 12 pontos base do que os spread médio de 2012. No crédito conexo (como para obras), o spread médio em 2013 foi de 4,16 %, menos 26 pontos base do que ospread médio em 2012.

O prazo médio dos contratos de crédito à habitação voltou a diminuir em 2013, para 29,5 anos. Este prazo é inferior aos 34,1 anos registados em 2011 e 31,1 anos em 2012.

No segmento do crédito ao consumo, o relatório mostra uma recuperação, após dois anos consecutivos de queda. O número de contratos celebrados aumentou 7,5% e o montante mensal médio de crédito concedido aumentou 14,9%, face a 2012. O aumento foi generalizado a todos os tipos de crédito – pessoal, automóvel e revolving – mas foi particularmente significativo no crédito pessoal, que aumentou 27,5% face a 2012.

Também se verificou uma queda custo do crédito aos consumidores. A redução foi  particularmente evidente no crédito revolving (como o dos cartões de crédito), cuja taxa anual efectiva geral (TAEG) média diminuiu em cerca de 4 pontos percentuais, entre o último trimestre de 2012 e o último trimestre de 2013. A evolução das TAEG médias dos diferentes segmentos de crédito acompanhou as alterações legais e regulamentares na determinação das taxas máximas permitidas por lei.

 

fonte:http://www.publico.pt/

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