16
Ago 11

Onde os portugueses investem as poupanças

Taxas mais altas têm atraído mais aforro. Receios sobre crise da dívida têm afastado investidores dos mercados.

Depósitos mantêm tendência crescente nos últimos meses
Os depósitos têm sido o principal destino das poupanças dos portugueses e o montante aplicado neste produto tem vindo a crescer sustentadamente desde há mais de um ano. Esta tendência resulta, não só, da actual conjuntura económica recessiva do país, como também de um aumento das remunerações dos depósitos para taxas mais atractivas. De acordo com o último Boletim Estatístico do Banco de Portugal, o montante de novas operações de depósitos de particulares foi de quase 10,4 mil milhões de euros em
Maio deste ano, o que compara com um valor de novos depósitos de 5,94 mil milhões de euros verificado em maio de 2010.

Certificados do Tesouro com subscrições em queda mas saldo positivo
Os Certificados do Tesouro foram um produto de sucesso nos primeiros meses após o seu lançamento, devido nomeadamente às taxas atractivas. No entanto, a decisão do IGCP de colocar um tecto nas taxas "a partir do mês de Maio de 2011 e enquanto se mantiverem as condições de mercado", a crise da dívida soberana e a possibilidade de vir a ser aplicado um ‘haircut' no valor da dívida portuguesa, terão afastado investidores. Segundo o último relatório mensal do IGCP, as subscrições líquidas foram de 24 milhões de euros em Junho, mínimo de que há registo, influenciadas pela queda das subscrições para o valor mais baixo desde Novembro de 2010.

Fundos de obrigações euro lideram subscrições líquidas positivas
Apesar de, enquanto segmento, os fundos de investimento mobiliário continuarem a ser bastante penalizados, com elevados montantes resgatados, há categorias onde o dinheiro aplicado é superior ao retirado. Segundo o último relatório mensal da APFIPP, desde início do ano, as duas categorias com subscrições líquidas mais elevadas são das de fundos de obrigações taxa indexada euro (83,6 milhões de euros) e de fundos de obrigações taxa fixa euro (47,5 milhões). Olhando apenas para Junho são os fundos de mercado monetário euro, os mistos predominantemente acções, os predominantemente Obrigações, os únicos com saldo positivo.

Incerteza afasta investidores dos mercados accionistas
A instabilidade no mercados, resultado da crise da dívida soberana na zona euro e das dificuldades de crescimento das maiores economias têm afastado investidores. Em Portugal, o número de ordens dadas sobre acções caiu 33%nos primeiros seis meses deste ano face ao período homólogo, enquanto o valor recuou 48%no mesmo período. No mesmo sentido, o montante de transacções de acções na Euronext Lisbon foi de
18,2 mil milhões de euros, nos acumulado dos primeiros sete meses deste ano, o que representa uma quebra de 29,4%face ao período de Janeiro a Julho de 2010, influenciado também pela diminuição da cotação das acções.

Certificados de Aforro continuam a perder investidores
Os Certificados de Aforro têm vindo a perder subscritores ao longo dos anos. As duas principais razão serão a queda significativa da rendibilidade que oferecem ao longo dos anos - resultado de um ambiente de baixa da Euribor - e o aparecimento de um outro produto do Estado mais atractivo, dada a maior remuneração oferecida, os Certificados do Tesouro, lançados há um ano. De acordo com o último boletim mensal do ICGP, as subscrições dos certificados de aforro foram de 28 milhões de euros em Junho, valor
mais baixo de sempre, enquanto os resgates ficaram acima de 300 milhões de euros, o que dá um saldo negativo de 322 milhões.

Fundos Poupança Reforma penalizam por perda de benefícios
Os Fundos Poupança Reforma (PPR) perderam parte do seu atractivo com a redução do benefício fiscal em sede de IRS. Uma outra razão, mencionada recentemente pelo
presidente da APS, Seixas Vale, é o "maior investimento por parte dos bancos, os grandes distribuidores de PPR, na captação de liquidez através da aposta em depósitos". Os PPR sob a forma de seguro (que representam cerca de 85,5%do total de PPR) tinham no final do ano passado 15 mil milhões de euros acumulados, valor que até Maio tinha recuado 7%. Em 2010, as contribuições foram de 3,2 mil milhões de euros, um valor que o presidente da APS considera difícil de manter este ano.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

 

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21
Jul 11

Saiba se as suas poupanças estão seguras

A tarefa parece dificultada com a onda de cortes de rating que colocou a dívida do Estado, de várias empresas, bancos e autarquias na categoria de "lixo financeiro", o que acaba por assustar os consumidores. Também a ameaça de que Portugal poderá ter de sair do euro mais cedo ou mais tarde não dá a confiança necessária. Por isso uma inquietação que impera: o meu dinheiro estará seguro? 

Veja aqui as soluções de investimentos mais usadas pelos portugueses – depósitos a prazo, certificados de aforro e do Tesouro, acções e ouro – e conheça os riscos envolvidos em cada caso. 

Se tem dinheiro para investir, analise muito bem as ofertas e opte pela modalidade que mais se adequa ao seu caso. Não se esqueça: não há soluções milagrosas e o medo é geralmente mau conselheiro. 

Depósitos 

Fundo de garantia
 
A grande inquietação dos consumidores diz respeito à possibilidade de os bancos falirem – uma preocupação que pode pôr de lado, já que os bancos portugueses passaram nos testes de stresse, o que mostra a solidez das instituições financeiras. Além disso, mesmo que um banco falisse não significava automaticamente que os depositantes perderiam o seu dinheiro. Neste caso poderiam recorrer ao fundo de garantia dos depósitos (FGD), que assegura montantes de até 100 mil euros por depositante e em cada instituição de crédito. Se tem uma quantia superior, pode sempre dividi-la por vários bancos. Este fundo abrange todos os tipos de depósitos; só não se encontram abrangidos por este mecanismo os constituídos em instituições de crédito com sede em países não pertencentes à União Europeia ou em sucursais situadas nestes países. Não se esqueça que esta altura é sempre boa para apostar neste produto de poupança. As taxas de juro oferecidas estão a crescer e a tendência deve manter-se. A média da taxa praticada em Maio ultrapassou os 3,5%.

Aforro
Estamos em vésperas de receber o subsídio de férias e, como o tempo é de crise, para a maioria dos portugueses a poupança é a solução que se impõe. A tarefa parece dificultada com a onda de cortes de rating que colocou a dívida do Estado, de várias empresas, bancos e autarquias na categoria de "lixo financeiro", o que acaba por assustar os consumidores. Também a ameaça de que Portugal poderá ter de sair do euro mais cedo ou mais tarde não dá a confiança necessária. Por isso uma inquietação que impera: o meu dinheiro estará seguro?
Veja aqui as soluções de investimentos mais usadas pelos portugueses – depósitos a prazo, certificados de aforro e do Tesouro, acções e ouro – e conheça os riscos envolvidos em cada caso. Se tem dinheiro para investir, analise muito bem as ofertas e opte pela modalidade que mais se adequa ao seu caso. Não se esqueça: não há soluções milagrosas e o medo é geralmente mau conselheiro.

Aumento da remuneração - Os portugueses que tenham apostado em títulos de dívida pública, como é o caso dos certificados de aforro, têm o seu dinheiro garantido. O risco põe-se apenas se o Estado for confrontado com um cenário de bancarrota. A  hipótese é remota, já que fomos alvo de ajuda financeira e, na pior das hipóteses, poderíamos cair numa situação idêntica à da Grécia e precisar de um segundo pacote de ajuda externa. Um outro problema seria, quando chegados a essa situação, Portugal ser obrigado a reestruturar a sua dívida. Nesse caso, o Estado poderia não pagar tudo o que deve e os investidores privados poderiam ser afectados. A verdade é que esta hipótese é remota, por isso, se tem algum dinheiro extra para investir, poderá sempre recorrer aos certificados de aforro. Este produto de poupança já não rendia tanto como agora há dois anos. As subscrições que sejam realizadas em Julho vão render 1,537%, ou seja, o valor mais elevado desde Abril de 2009. A subida  contínua das taxas Euribor poderá justificar o aumento da remuneração, tornando esta aplicação mais atractiva.

Tesouro
Título de dívida pública -
 Este produto tem as mesmas garantias que os certificados de aforro, já que também é um título de dívida pública. Mais uma vez, só um cenário de bancarrota poria em causa os investimentos realizados pelos portugueses neste produto de poupança. A verdade é que uma reestruturação da dívida significaria que o Estado não iria pagar a totalidade da dívida emitida, com perdas para os credores. No fundo, quem investe em títulos de dívida pública – certificados do Tesouro ou de aforro – é, na prática, credor do Estado português.  As  opiniões nesta matéria são divergentes: há quem defenda que, se Portugal for confrontado com um cenário destes, devia tratar todos credores da mesma forma. Ou seja, todos seriam igualmente afectados, inclusive os particulares. Contudo, o Ministério das Finanças garante que a poupança dos portugueses em dívida pública está integralmente protegida, tanto em matéria de capital como de juros. Quem pretende investir neste produto terá de ter em conta o congelamento das taxas de remuneração pelo Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP).

Acções
Investir em empresas pouco endividadas -
 As acções estão a ser muito pressionadas por esta conjuntura e têm vindo  a desvalorizar, não só devido à situação económica do país mas também aos sucessivos cortes de rating, que tornam o financiamento no mercado cada vez mais caro. As sessões têm vindo a registar mínimos históricos, acabando por desanimar os investidores. Quem continua a pensar em apostar neste mercado tem de contar com risco elevado e deve respeitar alguns critérios. Os analistas recomendam investir em empresas com características muito específicas: por um lado, pouco endividadas e com financiamento garantido para os próximos anos; por outro, que não dependam só do mercado nacional, mas tenham boa parte do seu negócio noutros países, com economias mais saudáveis. Mesmo assim, devido à forte desvalorização das acções nos últimos meses, os analistas dizem que existem boas oportunidades de compra. Deve diversificar a sua carteira com várias empresas, pois consegue absorver o risco de desvalorização numas com a valorização noutras. 
 
Ouro 
Valorização recorde - O ouro é o activo-refúgio, quer em períodos de maior incerteza nos mercados – como se verifica actualmente –, quer em momentos de pressão inflacionista. Ou seja, acaba por funcionar como uma espécie de alternativa a outros activos. A matéria-prima tem vindo a valorizar neste último ano e por isso mesmo tem vindo a registar valores recorde. A tendência será para manter, uma vez que os especialistas acreditam que ainda há espaço para valorização. Aliás, o ouro tende a valorizar sempre que há quedas acentuadas nas bolsas ou quando imperam os receios em torno do valor do dinheiro. No entanto, devido a esta valorização, investir agora em ouro acarreta uma certa dose de risco. Apostar em barras e moedas de ouro é a forma mais comum de investimento junto da maioria dos consumidores. Neste caso, os investidores guardam o metal até o mercado dar sinais de que é boa altura para vender. Mas as alternativas não ficam por aqui. Os consumidores podem também apostar em fundos de investimento que tenham na sua carteira empresas exploradoras de ouro. É uma hipótese menos vulgar, mas possível.

fonte:http://isabe.ionline.pt/c

publicado por adm às 23:09 | comentar | favorito
27
Mai 11

Saiba como a reestruturação da dívida iria afectar as suas poupanças

Numa situação de renegociação da dívida os seus investimentos seriam bastante penalizados. Saiba como.

Qualquer que seja o tipo de reestruturação que possa ser realizada trata-se sempre de um sinal de fraqueza da economia doméstica com efeitos negativos juntos no comportamento dos agentes económicos. A começar pelo lado dos credores que restringirão o crédito ao sector privado (nomeadamente ao sector bancário), pelo que o País corre o risco de, certa forma, ficar limitado na expansão do crédito bancário, "o que não é necessariamente negativo num país com os níveis de endividamento de Portugal", refere Ricardo Valente. Fique a conhecer como uma eventual reestruturação da dívida poderá influenciar as suas poupanças.

 

1. Depósitos
Os bancos portugueses são dos principais investidores de dívida pública e por isso não é de estranhar que os banqueiros sejam das principais vozes contra a uma eventual reestruturação. Isto porque, uma situação de renegociação da dívida pública "poderia levar também a uma reestruturação do sector financeiro, e isso seria grave", comenta Álvaro Santos Pereira, lembrando que hoje "há bancos bastante expostos à dívida pública". Contudo, isso não significa que os depósitos das famílias estejam em risco de desaparecerem. Pelo contrário, a solvabilidade da banca nacional não está em causa e o Fundo de Garantia de Depósitos garante até um montante de 100 mil euros por depositante.

 

2. Certificados de Aforro e do Tesouro
Os produtos de dívida desenhados para as famílias podem também vir a ressentir os efeitos de uma reestruturação. No caso dos certificados do Tesouro (CT), o prolongamento do prazo de investimento das emissões existentes seria uma possibilidade, com a maturidade dos mesmos a passar de 10 para 15 anos, por exemplo. O mesmo poderia suceder à taxa de remuneração, dado que qualquer reestruturação às obrigações do Tesouro a 5 e a 10 anos teriam implicações directas na rendibilidade dos CT. No caso dos certificados de Aforro (CA) existentes, os efeitos de uma reestruturação seriam menos profundos dado que a sua remuneração está indexada à taxa Euribor a três meses.

 

3. Acções portuguesas
Seria quase impossível que numa situação de reestruturação da dívida nacional as empresas portuguesas não sofressem. Não por culpa própria mas por contágio de uma onda de pessimismo em redor da economia nacional e dos seus agentes económicos que acabaria por reflectir-se no resultados dos seus negócios, pelo menos no curto prazo. Além disso, num cenário destes as empresas teriam de contar com um acesso ao crédito mais limitado e, por ventura, bem mais caro, dado que os bancos seriam fortemente afectados.

fonte:http://economico.sapo.pt

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05
Jan 11

Fundos de pensões rendem mais que o PSI 20 desde 2000

Nos últimos 10 anos, os fundos de pensões superaram a rendibilidade das acções nacionais, a remuneração dos depósitos e a inflação.

De acordo com dados compilados pela consultora Mercer, "em Dezembro, a rendibilidade mediana dos fundos de pensões portugueses foi positiva em 1,1% devido à ‘performance' das acções" e em 2010 a rendibilidade destes fundos foi de 2,4%.

Segundo os especialistas da Mercer, "para a ‘performance' positiva do mercado accionista contribuíram a confiança dos investidores de que o crescimento económico vai aumentar no próximo ano, o aumento de vendas de imóveis e a queda acima do esperado nos pedidos de subsídios de desemprego nos EUA."

Mas quando se foca a amostra no desempenho dos últimos 10 anos, verifica-se que os fundos de pensões tiveram uma rendibilidade média anual de 2,89%. Trata-se de uma remuneração de apenas 45 pontos base acima da inflação média anual em Portugal na última década, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.

Em comparação com o desempenho das acções do principal índice accionista da bolsa portuguesa, observa-se que os fundos de pensões conseguiram também superar a ‘performance' média dos títulos do PSI 20 em 2,53% por ano desde 2000.

E face aos depósitos a prazo, o desempenho anual dos fundos de pensões superou, em média, em 69 pontos base a remuneração oferecida pelos depósitos.

fonte:economico.sapo

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