Novo Banco lança depósito a prazo

O Novo Banco aproveitou o Dia Mundial da Poupança para lançar um novo depósito a prazo, em mais um passo da estratégia de normalização que tem sido posta em prática pela gestão liderada por Eduardo Stock da Cunha.

Trata-se de um "Depósito a Prazo NB" a 92 dias, que paga juros no dia seguinte à sua constituição e tem taxas de acordo com o montante aplicado (de 1,75% TANB para montantes de 500 a 5.000 euros, até 2,5% TANB para montantes a partir de 15.000 euros). A campanha arrancou hoje nas plataformas de rádio, Imprensa, digital e balcões, fazendo parte de uma estratégia mais ampla, de recuperação da confiança dos clientes.

Tal como o Económico noticiou na semana passada, o Novo Banco lançou uma campanha comercial denominada "5 Estrelas", que visa reconquistar a confiança dos clientes, após os conturbadas semanas que se seguiram à resolução do antigo BES. Num vídeo disponibilizado aos colaboradores, Eduardo Stock da Cunha justificou o nome da nova campanha comercial dizendo: "até ao final do ano vamos voltar a ser um banco cinco estrelas".

Nesta comunicação interna, o presidente do Novo Banco explicou que a campanha que vai decorrer até final do ano se destina a "passar uma mensagem de confiança aos clientes".

"Para podermos alcançar os objectivos traçados pusemos à vossa disposição uma oferta muito competitiva de depósitos a prazo", disse ainda o responsável. Eduardo Stock da Cunha admitiu que "existem ainda problemas para resolver" mas assegura que a administração está "a fazer tudo para encontrar soluções em breve para os mesmos".

Normalização em marcha
A nova administração não tem tido mãos a medir nos esforços de normalização da actividade da instituição.

No último mês, a equipa tem procurado normalizar a gestão de crédito com empresas clientes, que esteve bloqueada nas semanas que se seguiram à resolução do BES e à criação do Novo Banco. Stock da Cunha desenvolveu ainda várias acções de contacto directo com a rede comercial, com o objectivo de recuperar a confiança dos clientes e estabilizar os recursos do banco.

O banco chegou entretanto a acordo com o Banco Nacional de Angola (BNA) para recuperação de cerca de 25% da dívida de 3,3 mil milhões de euros do BESA. Houve também um acordo com os reguladores para uma solução para os clientes que investiram em dívida sénior do BES, bem como com os sindicatos, para estabilizar os recursos humanos do banco. Foi ainda lançada a primeira campanha publicitaria para empresas, num ano e meio, com enfoque no sector exportador.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 11:37 | comentar | favorito