Depósitos pouco atractivos

O ano da resolução do BES mostrou uma nova tendência na poupança: a migração dos depósitos a prazo para os Certificados de Aforro e do Tesouro Poupança Mais. A taxa média bruta dos novos depósitos a prazo fixa-se em 1,3%, de acordo com os últimos dados do Banco de Portugal (BdP). No entanto, a maioria das aplicações a 12 meses está a pagar menos de 1% em termos líquidos (depois de deduzida a taxa de retenção de IRS de 28%). Ou seja, esses produtos estarão a proporcionar um rendimento abaixo da taxa de inflação prevista para 2015, o que significa um rendimento real negativo.

 

Os depósitos mais generosos são raros, segundo o levantamento mensal da Deco Proteste (ver em baixo). As melhores remunerações são a três meses. Em muitos casos são contas destinadas a novos clientes ou em instituições financeiras online.

A falta de atractividade dos depósitos tem levado muitos consumidores a procurar alternativas. De acordo com o Boletim Estatístico do BdP, os portugueses aplicaram 61 mil milhões de euros em novos depósitos a prazo, de Janeiro a Outubro do ano passado - uma redução de seis mil milhões de euros face ao mesmo período de 2013.

As baixas taxas de juro - em queda livre desde 2011 - ditam uma 'fuga' de poupanças para aplicações de baixo risco com retornos mais atractivos. “Parece que zero é mesmo o horizonte de um número cada vez maior de bancos, no que diz respeito à remuneração dos depósitos”, explica a Deco Proteste na análise mensal, acrescentando: “Uma das regras fundamentais é garantir que as aplicações superam a taxa de inflação, caso contrário o investidor perde poder de compra”.

Fundos perdem subscritores

Além dos depósitos e dos certificados, uma opção para quem quer pôr dinheiro de lado são fundos de investimento. Mas a procura por estas aplicações está em queda: registaram no ano passado um valor líquido negativo de 842 milhões de euros (diferença entre subscrições e resgates).

Os dados da APFIPP revelam que o fundo BPI América, de acções da América do Norte, obteve a melhor rendibilidade no último ano: 23%. Mas estes produtos devem ser encarados com uma cautela acrescida, já que as rendibilidades passadas não constituem garantia de retorno no futuro.

 

fonte:http://www.sol.pt/n

publicado por adm às 17:51 | comentar | favorito