Banca já está a pagar menos de 2% pelos depósitos a prazo

Se está a pensar poupar no subsídio de férias e fazer um depósito a prazo, pense duas vezes - a taxa de juro média de um depósito a prazo a um ano caiu, em maio, para 1,71%, quando em janeiro de 2013 estava a 2,47%. É a taxa mais baixa desde 2010. E o pior é que, de acordo com a Deco, a associação de defesa dos consumidores, os maiores bancos estão já a pagar apenas 0,7% por um depósito de 5 mil euros a um ano.

A explicação para a descida é simples - "o mercado está a acompanhar a queda dos juros do Banco Central Europeu, cuja taxa de referência está ao mínimo histórico de 0,15%. A remuneração dos depósitos acompanha a descida dos custos de financiamento", explica António Ribeiro, economista da Proteste Investe.

E vale a pena fazer depósitos? O rendimento é baixo mas, como a inflação está também a níveis historicamente baixos, a maior parte dos depósitos a prazo ainda tem um rendimento real positivo, ainda que muito baixo. E há propostas atrativas no mercado. "Uma das nossas regras é que as pessoas procurem depósitos de remuneração superior à inflação. Neste momento, a taxa de inflação é próxima de zero, à volta de 0,5%, às vezes até um pouco mais baixa. Assim, a maior parte dos depósitos terá um rendimento real positivo", diz António Ribeiro. A solução passa por escolher as melhores ofertas. O Best Bank, por exemplo, paga neste momento juros de 2,3% para os novos depósitos a um ano de prazo.

Por outro lado, para quem quer garantir capital, os Certificados do Tesouro Poupança Mais são dos produtos mais interessantes para médio prazo, já que as taxas de juro variam entre 2,75% e 5%. Além disso, será vantajoso diversificar os investimentos e aplicar em produtos com algum risco, como fundos de ações, de obrigações ou em fundo misto, explica o economista. A grande aposta dos bancos são agora os depósitos indexados e duais, diz o Banco de Portugal.

Com remunerações tão baixas não surpreende que o montante dos depósitos a prazo até um ano não pare de baixar - 47,7 mil milhões de euros em maio, menos 9,35% que há um ano. E quase 20% menos que em dezembro de 2011, o ano em que chegou a troika.

Seja como for, se optar pelo tradicional depósito a prazo, António Ribeiro aconselha a fazê-lo com o maior prazo possível, já que, assim, garante uma remuneração mais alta durante mais tempo, uma vez que as taxas de juro poderão descer ainda mais nos próximos meses.

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

publicado por adm às 10:05 | comentar | favorito