Mais de 80% dos depósitos comercializados tem um prazo inferior a um ano

Taxas de juro têm vindo a cair. Juros mais elevados são conseguidos nas aplicações de mais longo prazo onde, alerta o Banco de Portugal, a oferta é bastante escassa.

Está a encolher a oferta de depósitos a prazo de taxa fixa, com a banca a apostar mais nos de taxa variável. Os primeiros continuam, no entanto, a dominar o mercado, sendo que a aposta recai quase exclusivamente sobre aplicações com prazos inferiores a um ano, revela o Banco de Portugal. Apesar da queda das taxas oferecidas, ainda há juros atractivos, mas só nos depósitos de longo prazo que quase não existem.

 

“Em Maio de 2013 estavam em comercialização 365 depósitos a prazo a taxa fixa”, refere o Relatório de Acompanhamento dos Mercado Bancários de Retalho, referente a 2012. “Cerca de 83% são depósitos com prazos de até um ano, observando-se, face a Dezembro de 2011, uma redução da importância relativa dos depósitos com prazos mais longos”, sublinha o Banco de Portugal.

 

A taxa média das aplicações com prazo até um ano tem vindo a baixar significativamente. Encolheu para menos de metade do pico registado em Outubro de 2011, quando chegou aos 4,57%. De acordo com os dados estatísticos revelados esta terça-feira pelo Banco de Portugal, a taxa média praticada pelas instituições financeiras em Junho era de 2%, um mínimo de Setembro de 2010.

 

Apesar da queda acentuada das taxas de juro, fruto da intervenção do regulador do sector financeiro mas também dadas as menores necessidades de liquidez das instituições, ainda há taxas atractivas. “Verificou-se uma diminuição do número relativo dos que apresentam TANB superiores a 4% em todos os prazos, não se observando, em Maio de 2013, taxas superiores a 5%.

 

“Taxas superiores a 4% registam-se apenas nos prazos iguais ou superiores a um ano”, sublinha o regulador. Contudo, a análise aos quadros que acompanham o relatório hoje divulgado permite perceber que as remunerações mais elevadas são conseguidas através dos depósitos com prazo de quatro anos. Esse prazo é, segundo o Banco de Portugal, o menos representativo no leque de ofertas dos bancos. Há menos de 10 depósitos.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/m

publicado por adm às 23:39 | comentar | favorito