"Depósitos acima dos 100 mil estão a salvo por enquanto"

Ex-governador do Banco de Portugal desaconselha a retirada do dinheiro dos bancos portugueses mas admite que o cenário possa ser diferente dentro de três ou quatro anos.

Os depósitos dos portugueses, acima dos 100 mil, estão a salvo, por agora. 

Silva Lopes, diz que “em teoria”, os resgates bancários semelhantes aos do Chipre, podem ser possíveis em Portugal, “embora não num tempo próximo”. 

Questionado sobre essa possibilidade, denunciada pelo eurodeputado Nuno Melo, depois de ter pedido explicações à comissão europeia sobre esta matéria, o ex-governador do Banco de Portugal garante que “em Portugal não há, por agora, bancos em risco e onde isso seja uma ameaça”. 

Silva Lopes é claro, quando diz que “não vai tirar o seu dinheiro de parte nenhuma, embora admita não saber como estará a situação de Portugal e dos bancos portugueses daqui a três ou quatro anos”, no entanto, diz Silva Lopes, “o dinheiro dos portugueses está a salvo, mediante as indicações que temos por agora”. 

Não querendo alongar-se muito em cenários, o antigo governador do Banco de Portugal reconhece que a solução preconizada pela Comissão Europeia, de que os depósitos das instituições em dificuldades acima de 100 mil euros possam vir a ser reduzidos ou convertidos em acções, “é uma solução que pode vir a vingar”. 

O actual governador, em meados de Março dizia o mesmo. Em plena crise dos depósitos de Chipre, Carlos Costa afirmava que os depósitos em Portugal não estão ameaçados: 

“O nosso sistema bancário está muito mais capitalizado, tem mais liquidez, está muito mais sólido, portanto os nossos visitantes podem estar muito tranquilos, têm dos sistemas financeiros mais estáveis e mais capitalizados neste momento na Europa”, afirmou Carlos Costa a 19 de Março deste ano. 

Contactado pela Renascença, o ministério das Finanças não faz qualquer comentário.

fonte:http://rr.sapo.pt/

publicado por adm às 21:22 | comentar | favorito