Juros dos depósitos em mínimos de quase dois anos

As taxas de juro dos depósitos a prazo não param de cair.

Segundo o último boletim estatístico do Banco de Portugal, no mês de Setembro, a taxa de juro dos depósitos das famílias desceu para os 2,71%, o que representa o valor mais baixo desde Dezembro de 2010 e que compara com o pico máximo de 4,53% registado em Outubro de 2011.

A diminuição da remuneração dos depósitos a prazo acaba por ser o resultado conjugado de três situações. Por um lado, reflecte a quebra das taxas Euribor que se acentuou no final do ano passado depois do Banco Central Europeu ter descido por duas ocasiões a sua taxa de juro de referência até ao actual mínimo histórico de 0,75%.

Por outro lado, acaba por ser uma consequência da imposição de tectos para a remuneração dos depósitos a prazo pelo banco central português, acima dos quais as instituições financeiras vêem os seus rácios de actividade penalizados. Para além disso, os próprios bancos não se sentem tão pressionados a captar depósitos já que estão próximos de atingir as metas para os seus rácios de transformação de depósitos em crédito.

Em termos dos novos depósitos a prazo constituídos pelas famílias, a tendência de quebra também é uma realidade. Em Setembro, o montante de novas aplicações a prazo situou-se em 6,96 mil milhões de euros, o que representa o valor mais baixo desde Junho de 2010, bem como se trata do terceiro mês consecutivo em que os bancos arrecadam menos depósitos Junho.

Para além da perda de atractividade deste tipo de produto de poupança, a dificuldade das famílias em colocar dinheiro de parte justifica essa tendência de quebra.

A menor captação de depósitos já está a ter efeitos no saldo total, que em Setembro caiu pelo segundo mês consecutivo para os 135,5 mil milhões de euros.

 fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 21:30 | comentar | favorito