Famílias retiram dinheiro dos depósitos a prazo

Os bancos estão a emprestar mais dinheiro para consumo e outros fins do que para comprar casa. Em setembro, o crédito destinado a financiar a aquisição de habitação rondou 140 milhões de euros, sendo este o valor mais baixo desde que o Banco de Portugal divulga estes dados. Já a fatia destinada aos outros segmentos ascendeu a 352 milhões de euros.

Famílias retiram dinheiro dos depósitos a prazo
Os portugueses depositaram nos cofres dos bancos, em setembro, somente 6,96 mil milhões de euros, contra os 9,9 mil milhões registados um ano antes. É uma quebra de 29,7% no espaço de apenas um ano, de acordo com os dados publicados ontem pelo Banco de Portugal. A comparação mensal também revela que há menos dinheiro a ser canalizado em poupança, já que em agosto, o montante de novos depósitos tinha ascendido a 8,4 mil milhões. Por tudo isto, não surpreende que o saldo global do dinheiro depositado nos bancos tenha somado 130,5 mil milhões de euros em setembro, uma descida de nada menos 894 milhões de euros em relação ao mês anterior.

 

 

Taxa média de depósitos é a mais baixa desde 2010
A subida do desemprego e a quebra do rendimento das famílias, a reduzida remuneração e os sucessivos aumentos das taxas liberatórias são alguns dos fatores que ajudam a explicar que a fatia de dinheiro que as famílias têm aplicada em depósitos bancários tenha registado uma descida em setembro. Segundo o Banco de Portugal, a taxa média oferecida aos depósitos até um ano rondou, em setembro, os 2,6%, sendo a mais baixa desde dezembro de 2010. Esta fraca rentabilidade contrasta com o reforço do prémio de permanência dos certificados de aforro, que praticamente garante uma taxa de juro superior a 3% para as aplicações realizadas a partir de setembro.

Crédito às famílias e empresas em queda
O travão na concessão de novos empréstimos - situação que reflete a dificuldade dos bancos em se financiarem no exterior e as também a quebra de investimento por parte das famílias e empresas - tem levado a que seja cada vez menor o volume total do dinheiro que as empresas e famílias devem aos bancos. Em setembro, os particulares deviam às instituições financeiras 135,47 mil milhões de euros (menos 2,7 mil milhões do que há um ano), sendo que deste total, a maior fatia (110,7 mil milhões) está no segmento do financiamento de habitação. Junto das empresas o valor dos empréstimos caiu, no mesmo período, de 116,4 mil milhões para 108 mil milhões.

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

publicado por adm às 21:38 | comentar | favorito